sexta-feira, 26 de junho de 2026

O que me falta ainda?

 Texto de referência: Mateus 19: 20-21

Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.

“O que me falta ainda?” Essa foi a pergunta que um jovem fez a Jesus após interrogá-lo sobre o que ele deveria fazer para obter a vida eterna.

No decorrer da conversa, ele relata que guardava todas as ordenanças com o próximo, não matava, não roubava ou cobiçava. Mesmo assim ainda havia um anseio em seu coração de não se sentir salvo.

Esse mesmo anseio permeia o coração de muitos, que mesmo praticando ordenanças bíblicas ainda sentem que falta algo em suas vidas. Na verdade, o real problema daquele jovem não era a falta de praticar a lei, mas a falta de um relacionamento íntimo com o Senhor. 

O que ele praticava era na verdade o que muitos cristãos praticam todos os dias, mas continuam vivendo distantes de Deus. Aquele jovem era na verdade um religioso que vivia a lei, mas continuava vazio de Deus em seu coração, e achava que os seus méritos lhe trariam salvação. 

Quando foi confrontado por Jesus a vender todos os seus bens para segui-lo, não quis, pois o seu resumo de vida com Deus se baseava apenas em práticas religiosas. 

É exatamente isso que a religião também quer fazer conosco. Ela quer nos impelir às boas obras, sem viver de fato uma vida íntima com Deus. São os famosos sepulcros caiados, descritos por Jesus, belos por fora, mas cheios de podridão por dentro (Mateus 23:27-28). Boas obras não nos salvam, pode ser lindo, mas o que realmente preenche o vazio do nosso ser é a nossa entrega diária e constante a Deus.

Nesse dia, saia da pergunta: "o que me falta ainda?” e escolha ser preenchido pelo amor de Deus Pai. Abandone as iscas da religião e passe a viver em intimidade com o único que pode preencher o seu coração, Yahweh é o Seu nome.



terça-feira, 23 de junho de 2026

Enxergando a paternidade de Deus

 Texto de referência: Gálatas 4:5-7

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.”


Uma das principais dificuldades que talvez encontramos enquanto cristãos é enxergar Deus como nosso pai. Alguns porque não tiveram a experiência de paternidade nesta terra, seja porque o pai não vive na mesma casa, ou por ser órfão ou mesmo porque o pai não conseguiu ser um pai presente ou carinhoso, mesmo morando junto com o filho.

Outra dificuldade que temos é por Deus não ser um ser físico, tangível e dessa forma muitas vezes temos dificuldade em vê-lo como pai.

O fato é que enxergar a paternidade de Deus é algo libertador para nós, pois a nossa principal relação com Deus é de filhos. O livro de Gálatas nos ensina sobre como Deus nos adotou como filhos, e nos deu o Espírito do seu Filho, que clama Abba Pai, uma expressão que revela intimidade. 

Quando enxergamos Deus como nosso Pai, podemos desfrutar do amor dele, temos uma relação de dependência, mas também de confiança e amamos melhor o nosso próximo, por nos sentirmos amados pelo Pai.

No contrário, quando a nossa relação com Deus é apenas de servos, enxergando Deus como um bravo Senhor, um Juiz rigoroso, vivemos como o irmão do filho pródigo (Lucas 15), dentro da casa do Pai, mas sem desfrutar da sua herança. 


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Vinde, voltemos ao Senhor

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele”. Oseias 6:1-2


Os versículos sobre os quais debruçamos nesta reflexão nos fala sobre um processo de conversão. Quando o profeta chama o povo para retornar ao Senhor, mostra que em algum momento o povo se afastou dele. 

E por terem se afastado, as feridas vieram. Parecem ter vindo do próprio Deus, mas talvez tenham sido apenas permitidas por Ele. Entretanto, seja de onde for a origem, a cura vem de Deus.

É um processo, afinal o profeta menciona que ao segundo dia, o povo seria revigorado, ou seja, ganharia novas forças para permanecer no processo de cura.

Mas somente ao terceiro dia eles seriam levantados. O perdão de Deus é imediato, mas o processo de cura das feridas deixadas pelo pecado é lento. A cura interior, diferente da cura física milagrosa envolve o processo de espera, importante para nos fazer refletir sobre as circunstâncias que nos deixaram feridos.

Essa espera traz a maturidade necessária para evitar cair novamente no pecado. 

Mas e o fim do processo de cura? O propósito final é viver diante de Deus. A conversão sincera nos traz para perto de Deus. Mesmo sendo um doloroso processo de cura dos pecados cometidos, de traumas que o pecado ocasionou, a conversão é o único caminho que nos leva à eternidade com Deus


quinta-feira, 18 de junho de 2026

A quem pouco se perdoa, pouco ama

 Texto de referência: Lucas 7:47-48


Certo dia Jesus é convidado a participar de um jantar na casa de um fariseu chamado Simão. Durante o jantar chega uma mulher da cidade e começa a derramar óleo sobre a cabeça de Jesus e a chorar aos seus pés, beijando-os.

O fariseu então começa a se indagar se Jesus era de fato um profeta, pois se fosse, saberia que aquela mulher que estava aos pés dele era na verdade uma mulher mal falada da cidade, denominada por ele como pecadora, sugerindo provavelmente que ela era uma prostituta.

Jesus, que é muito mais que um profeta, o próprio Filho de Deus, vendo o pensamento do fariseu indagou sobre o perdão, contando a ele sobre uma parábola de dois devedores, onde aquele cuja dívida maior foi perdoada, certamente ficaria mais grato ao seu credor.

Simão logo entendeu que na verdade os dois devedores eram ele e a mulher, sendo que o amor que ela demonstrava por Jesus era o amor de alguém que foi perdoada. Simão não demonstrava todo esse amor porque ele não recebeu ou recebeu pouco o perdão de Deus. 

Mas será que isso ocorreu porque ele não necessitava de perdão? Ou talvez porque ele pecasse pouco? Certamente não. 

Todos nós pecamos muito e ninguém recebe o perdão de Deus pelos próprios méritos. O fato é que muitos não reconhecem o seu pecado e não pedem perdão. Os fariseus se achavam muito santos, e achavam que eram dignos da bondade de Deus. A mulher pecadora reconhecia sua fragilidade e ao receber misericórdia de Jesus o coração dela transbordou de amor e gratidão. Ambos pecaram, todavia, apenas um reconheceu a sua carência de misericórdia. 

Quem reconheceu recebeu perdão e isso mudou a sua essência. 


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Adão e Cristo

 


Texto de referência: Romanos 5:12-21


Quando Deus criou o homem, Adão, ele o criou em um ambiente perfeito, sem pecado, sem falta de nada e em plena comunhão com Deus. Todavia, tudo mudaria a partir da desobediência do ser humano. Mas o plano perfeito já estava em ação, a vinda e a vitória de Jesus já eram certas.

Entretanto, apesar disso, o diabo não desistiria fácil, e assim como ele tentou Adão e Eva e eles caíram em pecado, o diabo também tentaria a Jesus, mas a reação dele foi diferente (Mateus 4:1-11). Enquanto Adão e Eva foram tentados pela ambição de ser como Deus, Jesus ao ser tentado em três aspectos, desejo de mostrar o seu poder, de ter a glória do mundo a seus pés e de provar o cuidado de Deus com Ele, diferente de Adão, não cedeu à tentação, mas permaneceu firme em seu propósito de salvar a humanidade.

Jesus foi o segundo Adão (1 Coríntios 15:45-45-46), todavia, não pecou. A Bíblia compara Adão a Cristo, ressaltando que assim como o pecado entrou por um só homem, e a condenação veio a partir de apenas um pecado (desobediência), a salvação veio através de apenas um homem - Jesus -, todavia, carregando muitos pecados em si. E como o pecado causou a morte de muitos, a graça abundou também também sobre muitos.

Jesus não foi a encarnação de Adão, Ele veio para cumprir aquilo que Adão não conseguiu, Jesus veio restaurar o ambiente perfeito que havia no Éden, sem pecado, sem falta de nada e em plena comunhão com Deus.