domingo, 24 de janeiro de 2021

Uma pequena reflexão sobre o Salmos 140

 Texto-base: Salmos 140


O mundo está cheio de maldades. Quando ligamos a televisão e vemos o noticiário, ficamos perplexos com tantos casos assustadores. Infelizmente, a maldade é consequência do pecado. Isto quer dizer que, enquanto houver pecado no mundo, também haverá maldade. No Salmos 140, o salmista nos alerta sobre alguns tipos de pessoas más e as suas atitudes pérfidas.

O primeiro é sobre o homem perverso e violento, cujo coração vive maquinando iniquidades. Isso quer dizer que ele é um homem cuja maldade está no seu interior. Mas, não apenas isso, ele vive forjando contendas, ou seja, criando discussões e divisões ao seu redor. Pessoas assim não buscam a paz, mas vivem arrumando brigas por onde passam. Por fim, o homem perverso e violento, tem também a sua língua comparada a uma serpente e os seus lábios destilam veneno. Pessoas desse tipo são aquelas que utilizam a língua para caluniar, maldizer, inventar mentiras contra o próximo e espalhar conversas que não lhe dizem respeito.

O segundo é o homem ímpio e violento, que não teme a Deus e quer incitar as pessoas a fazerem o mesmo, desviando elas da presença do Senhor. Existem pessoas que se empenham para desviar o cristão dos caminhos do Senhor e têm prazer em levá-los ao caminho do mal. Se vêem algo pecaminoso, logo incitam o próximo a praticar.

Por fim, os soberbos, que ocultam armadilhas e cordas para prenderem o justo e lhe preparam ciladas. Essa classe se refere às pessoas que, de forma arrogante, fazem maldades contra as pessoas e acreditam que não serão punidas. Agindo às escondidas, elas procuram prejudicar o próximo pelas costas.

Mas, como o salmista, temos que clamar ao Senhor o livramento em nossas vidas desse tipo de pessoas e crer que o Senhor protege a nossa vida e integridade durante as batalhas. Ainda, ele crê que o Senhor defende aqueles que são necessitados e oprimidos. Quanto ao homem violento e caluniador, o seu destino é cair e ser perseguido pelo mal.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Ester: a rainha usada por Deus para livrar os judeus do extermínio

 Texto-base: Ester 1-10


Ester foi uma moça pobre e órfã, criada pelo seu primo Mordecai. Quando o rei Assuero (ou Xerxes em algumas traduções) depôs a rainha Vasti, seus servos foram em busca de uma nova rainha para o trono. Dentre diversas mulheres que foram escolhidas para serem levadas ao palácio a fim de serem observadas pelo rei, Ester foi uma delas. Ela era uma mulher cheia de graça, pois logo que chegou ao palácio já encontrou favor do eunuco, que lhe tratou de forma especial.

A sua obediência a Mordecai em não declarar a sua origem judia fez com que ela fosse abençoada, pois ela soube guardar o silêncio e falar no momento oportuno.

Também obedeceu a Hegai, eunuco do palácio, que no dia do seu encontro com o rei, lhe sugeriu o que ela deveria vestir, o que a beneficiou. Ao contrário das demais mulheres, quando Ester chega diante do rei sem muitos adereços, ela demonstra que em seu coração não havia ambição, o que agradou o soberano.

Ester encontrou favor de muitos ali na casa das mulheres. Por fim, também alcançou favor diante do próprio rei, que a tratou não apenas como uma mulher que lhe satisfaria os desejos ou que ocuparia o trono, mas alguém que ele amava e tratava com bondade e favor.

Ao se casar com Ester, o rei também tratou com bondade os seus súditos, dando-lhes alívio quanto ao pagamento de impostos e lhes dando presentes. Quando o homem tem em sua companhia uma boa esposa, ele é feliz e essa felicidade faz com que ele viva melhor com as pessoas as quais convive.

Mesmo sendo rainha, Ester continuou a ser obediente a Mordecai, respeitando a sua autoridade sobre ela. Mesmo em posições altas, temos que entender que estamos debaixo de autoridades, e quando respeitamos essa cadeia de autoridade, somos abençoados.

Quando Hamã trama contra os judeus para lhes exterminarem, Mordecai pede a Ester que rogue ao rei pelo seu povo. Ester a princípio tenta se esquivar, mas é repreendida por Mordecai, que cria que os judeus seriam salvos por Deus dessa armadilha, e lhe mostra que ela havia chegado àquele alto posto para ser instrumento nas mãos de Deus para salvar os seus descendentes.

Ester atende à repreensão de Mordecai e busca resolver aquela situação batalhando em nível espiritual. Por três dias ela e suas criadas jejuaram, indicando que as mulheres que andavam com Ester também temiam a Deus. Ainda, ela não teme mais por sua vida e se dispõe a falar com o rei, mesmo correndo risco de morte, pois ela compreende que como rainha, a vida do seu povo era mais importante do que a sua própria.

Então ela elabora uma estratégia de fazer um banquete e nessa ocasião denunciar a Hamã.

Sem se levar pela pressa, após dois banquetes ela expõe o caso ao rei, que condena Hamã à morte e dá aos judeus a oportunidade de se defenderem dos seus adversários. Ao final, o povo judeu vence a batalha.

Ester se consagra como uma rainha que lutou pelo povo de Deus e que foi instrumento nas mãos Dele para livrar o seu povo do extermínio

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

O poder de Deus é para aqueles que crêem

 Marcos 16:17-18 “E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados.”

Quando Jesus enviou os seus discípulos a sair ao mundo e evangelizar toda criatura, Ele nos disse que quem crer e for batizado será salvo. E então ele relata os sinais que seguirão aqueles que crêem, a saber: expelir demônios, falar novas línguas, pegar em serpentes, não serem contaminados com os venenos do mundo, ter autoridade para curar os enfermos.

Enquanto alguns cristãos nem mesmo crêem que seja possível fazer estas coisas, grande parte dos que crêem acreditam que atos como esses só podem ser realizados por pastores ou lideranças locais.

Mas a palavra é clara ao dizer que tais sinais seguirão aos que crêem, aqueles dos quais Ele fala anteriormente, que creram e foram batizados, e assim, salvos. Isso significa que quem pode realizar esses sinais não são aqueles consagrados a uma liderança, mas qualquer um que crer em Jesus e for salvo.

Frequentemente temos subestimado o poder de Deus em nós. Se queremos uma oração de cura, logo procuramos um pastor ou grupo de oração. Temos medo das forças das trevas, nos sentimos desencorajados a orar por alguém que esteja necessitando de libertação, não falamos novas línguas.

É verdade que necessitamos ser preparados por Deus para fazer a Sua obra, mas temos que parar de estigmatizar os sinais do poder de Deus, acreditando que ele se manifeste apenas em grandes reuniões, ou com pessoas muito usadas. Deus quer revelar o Seu poder a nós seus servos, a todos os que crêem no nome de Jesus.

Existem pessoas a espera de alguém que lhes ajude, que ore sobre elas para receberem cura e libertação. E não me refiro apenas a pessoas desconhecidas, é tempo de usarmos essa autoridade em nossa casa, em favor dos nossos filhos, nosso cônjuge, nossos pais, em favor de nós mesmos. O poder de Deus não é uma utopia, ele é real. Também não é para ninguém que tenha alguma exclusividade diante de Deus, é para todos os que crêem, foram batizados e salvos. Não é uma varinha mágica, onde você aponta para o problema e ele se resolve, é um agir sobrenatural exercido através de pessoas naturais, que têm suas fraquezas, mas que crêem em um Deus que tudo pode.

Ide e pregai

 Marcos 16:15-16 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

A passagem do “Ide” é uma das mais conhecidas palavras da Bíblia. Nela Jesus nos dá duas ordens: a primeira é Ide, que denota um verbo de movimento. Fazer missões significa sair da nossa zona de conforto. Ninguém prega sentado no sofá, aguardando almas baterem à sua porta. Somos nós que temos que ir até elas.

E fazer missões não significa apenas ir a outras nações. Pregar para a família, os parentes, colegas de trabalho, vizinhos, tudo isso faz parte da vida missionária. Existem pessoas que têm mais coragem de ir à África pregar do que evangelizar a família pois sabe a resistência que enfrentará. Outros pregam muito na igreja, mas tem vergonha de falar de Jesus aos colegas de trabalho. Assim, o sentido das missões vai muito além de nações, elas começam ao nosso redor.

A segunda ordem é pregar a toda criatura. A Bíblia é clara ao dizer que quando o evangelho do Reino for pregado a todos, então virá o fim. Enquanto todas as pessoas não souberem das boas-novas, Jesus não voltará. Assim, quando pregamos, contribuímos para que Jesus volte logo.

A pregação pode surtir dois efeitos: crer ou não crer. Para aqueles que crêem, a salvação lhes é concedida. Mas aos que têm a oportunidade, devem ser batizados. Não se pode crer apenas no coração, é preciso confessar com a boca e o batismo, além de ser um simbolismo da nossa morte para o pecado, é também uma confissão pública de fé.

Para aqueles que não crêem só resta a condenação. Uma vez que a verdade foi dita, eles não podem mais alegar que não sabiam dela. E quem irá julgar esses que não creram, mesmo ouvindo a verdade, é a própria Palavra de Deus. Cumprir o Ide não é tarefa fácil. A resistência das pessoas em crer é por vezes desanimador, mas Deus promete estar conosco todos os dias, nos capacitando e nos fortalecendo, até que Ele venha.

A mulher hemorrágica

 Texto-base: Marcos 5:25-34

Uma mulher sofria por doze anos com uma hemorragia. Essa doença a tornava impura diante da sociedade, isolando-a das pessoas. Ainda, essa mulher havia gastado todos os seus bens buscando a cura, mas não melhorava, pelo contrário, piorava.

Não se sabe como ela ficou sabendo acerca de Jesus, mas é certo que ela creu, pois para ela, apenas tocar as vestes de Jesus bastaria para que ela ficasse livre do seu mal.

Aquela mulher chega por detrás de Jesus, sendo apertada pela multidão e apenas lhe toca na ponta do seu manto, sendo imediatamente curada do seu mal. Com certeza ela agora queria ir embora o quanto antes, afinal, pelas leis judaicas, nem estar na rua ela poderia. Entretanto, Jesus começa a questionar incessantemente sobre quem lhe havia tocado.

Os discípulos se assustam, pois Ele estava cercado por uma multidão. Mas Jesus lhes explica que Ele não se referia ao contato natural da multidão, mas a um toque diferente, um toque feito com fé, de tal forma que Dele saíra poder.

Por vezes temos estado tão acostumados a andar com Jesus, que já não Lhe tocamos por fé, apenas pelo hábito. Há grande virtude Nele, mas não enxergamos mais isso, e ao invés de nos destacarmos pela nossa fé, passamos a ser apenas mais um na multidão.

Na verdade, Jesus sabia quem lhe tocara, mas queria naquele dia que aquele milagre fosse revelado à multidão, diferente de alguns em que ele ordenava ao curado que não revelasse a ninguém a cura.

A fé daquela mulher precisava ser revelada, afinal ela cria em Jesus a tal ponto de pensar que não precisava nem mesmo Ele lhe tocar, mas se apenas ela lhe tocasse, seria curada da sua enfermidade.

Ela foi até Jesus, e sem pedir o seu toque, pois sabia que pelas leis judaicas ela era impura, ela Lhe tocou. Ela acreditava que não precisava ser vista por Ele, ela quem precisava enxergá-lo. Jesus não precisava tocá-la, ela quem precisava tocá-lo. Na verdade, ela estava tendo uma fé ousada, crendo que o poder já havia sido liberado, ela só precisava estar na posição certa para recebê-lo. Após Jesus muito insistir, ela percebendo que seria descoberta, revela-se a Jesus, com medo do que lhe poderia acontecer. Jesus apenas a abençoa e despede, e aquela mulher, após doze anos de intenso sofrimento, recebe a vida novamente.

Isaque e a presença de Deus em sua vida

 Texto-base: Gênesis 26:28 “Temos visto claramente que o Senhor é contigo, pelo que dissemos: Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti, e façamos um pacto contigo.”

Após haver grande fome na terra em que habitava Isaque, ele vai para Gerar, terra dos filisteus. Ao chegar ali Deus o abençoa e Isaque prospera tanto, que chega a colher cem vezes mais do que plantou. Isso gera inveja nos filisteus, que resolvem expulsá-lo de sua terra.

Ao sair de lá Isaque começa a cavar poços em busca de água, para estabelecer a sua fazenda. E onde Isaque procurava um poço, ele encontrava, o que também causava ira nos filisteus. Após cavar dois poços que foram furtados pelos filisteus, Isaque cava um terceiro e eles desistem de brigar também por esse, pois percebem que não adiantaria disputar, pois onde Isaque cavasse poços, ele acharia água.

Ao perceberem a prosperidade de Isaque não importasse o lugar para onde fosse, Abimeleque resolve que contender com Isaque não adiantaria, pelo contrário, ele deveria se aliançar com ele. A presença de Deus na vida de Isaque era tamanha, que aquele rei pagão reconheceu isso e fez as pazes com Isaque.

Isaque não demonstrava Deus em sua vida pela riqueza que possuía, mas pela devoção a Deus, pois no meio de um povo tão idólatra, por vezes vemos Isaque fazendo altares e invocando o nome do Senhor. Além disso, a reação de Isaque em não contender com os filisteus, mesmo diante das intrigas desse povo a ele, demonstrava que nele havia algo especial.

No mesmo dia em que Isaque perdoa Abimeleque e fica em paz com ele, seus servos acham mais um poço de água. Cada poço que Isaque encontrava, sua riqueza aumentava, pois a água era essencial para manutenção das terras. Quanto mais água, mais abundância de gado e plantações.

A vida de Isaque nos mostra como a presença de Deus em nós pode impactar o ambiente ao nosso redor. A forma de viver, de trabalhar e a prosperidade de Isaque chamaram a atenção daqueles povos, que servindo a deuses estranhos, não se viam como aquele homem. Perceberam que contender com o homem de Deus e estar longe dele não lhes traria benefício.

Em nossa vida não pode ser diferente. Em qualquer lugar por onde andarmos, assim como Abimeleque disse a Isaque, que as pessoas possam enxergar claramente que Deus é conosco, e que somos o abençoado do Senhor. Que sejamos o bom perfume de Cristo para exalar a sua presença através das nossa forma de viver, mais do que apenas com nossas palavras.

O cego Bartimeu

 Texto-base: Marcos 10:46-52

Jesus, próximo o tempo de sua crucificação, ia passando por Jericó. À beira do caminho estava um cego chamado Bartimeu. Quando ele escuta que Jesus passava por ali, viu a oportunidade de recuperar sua visão, uma vez que não era cego de nascença.

Mas antes de chegar até Jesus, Bartimeu teria que tomar muitas atitudes. A primeira delas foi clamar por Ele. Ele gritava: Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim. Ele verdadeiramente cria que Jesus era o Messias, ao denominá-lo Filho de Davi. Clamar por Jesus é um ato de fé, pois a atitude de clamar por Ele é uma declaração de que Ele pode nos ajudar.

A segunda atitude foi perseverar. Ao ver que Bartimeu gritava e Jesus não lhe respondia, as pessoas o repreendiam para que se calasse, mas ele gritava cada vez mais. Como tem sido a nossa reação diante daqueles que querem barrar a nossa fé para alcançarmos os milagres? Temos ficado acuados diante deles ou temos perseverando em continuar em busca do nosso milagre?

A terceira atitude foi mudar o seu interior. Ao se levantar, sair da beira do caminho e tirar a sua capa de mendigo, Bartimeu estava decidindo deixar para trás aquela vida de miséria e sofrimento. Antes de recuperar sua visão externa, Bartimeu recupera sua visão interior. Passa a se enxergar um homem capaz, que não precisava mais viver daquele jeito, afinal, ele estava diante do Filho de Deus.

Jesus ao vê-lo não lhe cura imediatamente, mas primeiro lhe pergunta qual o seu pedido. Bartimeu lhe responde que quer recuperar sua visão. Jesus não lhe toca, mas apenas lhe responde que a sua fé o salvou.

Imediatamente ele tem sua visão restaurada. As atitudes de fé de Bartimeu o fizeram receber a sua cura. Ao ser curado, ele não volta a sua vida à beira do caminho, mas segue no Caminho, seguindo a Jesus. Ele havia sido curado por dentro, e a sua vida a partir dali já não seria a mesma.