sábado, 29 de agosto de 2026

Deus quer te dar aquilo que o seu coração anseia?

 Texto de referência: “Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram e a todos ele curou.” Mateus 12:15


Todos nós temos um anseio dentro do nosso coração. Ainda que momentaneamente tudo vá bem em nossa vida, há sempre algo que pedimos a Deus. E muitas vezes a pergunta do nosso coração é: será que Deus quer me atender?

A melhor resposta para essa pergunta eu acredito que é: depende daquilo que o seu coração está pedindo. Os nossos anseios devem passar por algumas peneiras.

Primeiro, o seu pedido é algo lícito, que agrada a deus? Se a resposta for sim, existe uma grande possibilidade de Deus ouvir sua petição. 

Segundo, o seu pedido é algo que fará bem para você? Existem coisas que, apesar de serem lícitas, não farão bem para nós, um exemplo clássico é o dinheiro. Nem todas as pessoas sabem lidar com muito dinheiro, se para algumas ele pode ser benéfico, para outras ele pode ser uma armadilha. Mas outras situações também podem se encaixar nesse quesito, por exemplo, um casamento com a pessoa errada, uma mudança de cidade ou de emprego, dentre outros.

E por último, precisamos saber se o que pedimos é de fato a vontade de Deus para nós. E essa resposta só obtemos pela Palavra. No livro de Mateus existe um versículo que nos conta que Jesus se afastou de Jerusalém por saber que algumas pessoas planejavam matá-lo. Todavia muitas pessoas o seguiram e a todos Ele curou. Eu fiquei imaginando, será que todos ali tinham enfermidades? Acredito que não, mas problemas certamente todos tinham, e Jesus ajudou a todos. Quando seguimos e confiamos em Jesus podemos crer que se o desejo do nosso coração é agradável a Deus e está de acordo com a sua vontade Ele irá nos atender.



terça-feira, 18 de agosto de 2026

Um Mar, uma Muralha e um Gigante

 Textos de referência: Êxodo 14, Josué 6, 1 Samuel 17

Nós cristãos não lemos a Bíblia por acaso, mas lemos porque sabemos que nela iremos encontrar direção para a nossa caminhada e forças para não desistir. Os exemplos contidos na Palavra são a base para as situações que também enfrentamos.

Quando os israelitas foram libertos da escravidão egípcia, eles se depararam com um mar no meio do caminho. Humanamente não havia como atravessar um mar, mas Deus fez ele se abrir e o povo passar a seco. O que Moisés fez? Tocou com o seu cajado no mar e ele se abriu.

Quando 40 anos depois eles foram tomar posse da terra de Canaã havia diante deles as muralhas de Jericó. Por sete dias eles rodearam a muralha e no sétimo eles a rodearam por sete vezes, louvando a Deus. As muralhas então caíram e aquele povo entrou na cidade.

Centenas de anos depois, novamente o povo de Deus estava ameaçado, agora por um gigante de três metros que queria derrotar o exército israelita. Deus usa um jovem, sem qualquer experiência militar para, com um estilingue, lançar cinco pedrinhas no gigante que caiu praticamente sem vida.

Três obstáculos intransponíveis para os homens, mas que foram superados com a ajuda de Deus. Mas em todos eles, vemos que Deus usou um homem e um instrumento para batalhar. Nós existimos como instrumentos nas mãos de Deus para vencer circunstâncias adversas. É Deus que derruba o obstáculo, mas Ele nos usa como auxiliadores.


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Bartimeu, o homem que decidiu não ser mais mendigo

 Texto de referência: Marcos 10:46-52


A mendicância é uma das situações mais tristes e humilhantes que pode acometer um indivíduo. Viver na rua, tendo pouco ou nada para comer e vivendo de modo invisível aos olhos das pessoas. Uma situação que ninguém gostaria de enfrentar, mas que em torno de 150 milhões de pessoas por todo o mundo enfrentam (dados de 2026).

A Bíblia nos conta sobre um mendigo, cujo nome era Bartimeu. Durante a sua vida ele ficou cego, e provavelmente essa deficiência tenha sido a causa dele viver nessa situação miserável, afinal, a sua condição física o impedia de trabalhar.

Mas um dia Bartimeu viu a chance de mudar a sua situação. Ele já havia ouvido falar de Jesus, e sabia que Ele já havia curado muitos doentes, inclusive muitas pessoas cegas como ele. E naquele dia Jesus passava em sua cidade, Jericó, e como na maioria das vezes, vinha cercado por uma multidão.

Foi então que Bartimeu tomou a firme decisão de que ele iria até Jesus para receber a sua cura. Mas não seria fácil, pois com tanta gente pela rua, como ele sendo deficiente visual, poderia se aproximar do Mestre? A sua melhor opção seria gritar por Jesus, até que Ele o ouvisse.

Bartimeu então começa a gritar: “Jesus Filho de Davi, tenha compaixão de mim.” Mas algumas pessoas ao redor começaram a se incomodar com o grito daquele homem, e ao verem que Jesus não lhe respondia, começaram a exigir dele que parasse de gritar.

Mas Bartimeu foi insistente. Ele não parou de gritar, pelo contrário, gritou ainda mais alto. A sua dor era muito grande para ele desistir tão rápido. Aquela era a sua única chance de sair daquela vida miserável. E Jesus correspondeu à fé do homem cego. Ele pediu para que as pessoas trouxessem Bartimeu, e após um breve diálogo, Jesus tocou nele e ele ficou curado.

Bartimeu então tirou a sua capa de cego e caminhou junto com a multidão, seguindo Jesus. Tecnicamente, podemos dizer que Bartimeu era agora um ex-mendigo. Ele estava de volta à sua vida social, poderia trabalhar e viver feliz, seguindo a Jesus.

Essa mensagem veio à minha mente após ver um mendigo bem conhecido do meu bairro, que vive escravo da miséria, mesmo tendo possibilidades de sair dela. E a história de Bartimeu nos ensina que ninguém precisa viver mendigando a vida toda. O mesmo Jesus que salvou Bartimeu é poderoso para salvar qualquer um que se decida por sair da miséria em que vive. Ele é o mesmo, ontem, hoje e sempre (Hebreus 13:8).


quarta-feira, 22 de julho de 2026

Arrependei-vos, a principal mensagem

 Textos de referência: Mateus 3:1-2 e Atos 3:19-20


Vivemos em um tempo onde a Palavra de Deus tem sido abundantemente pregada. Sim, ainda existem povos que não ouviram falar do Reino de Deus, mas onde existe a pregação da Palavra, ela tem sido feita de muitas maneiras.

Temos pregações pela televisão, redes sociais, rádio, cultos sendo transmitidos ao vivo para muitas nações. Palavras escritas, faladas, Bíblia narrada, muitas opções para ouvir a voz de Deus. Mas por que ainda vivemos em um mundo tão perdido se o Evangelho está sendo pregado?

A questão não é se existem pregações da Palavra, mas que tipo de palavra está sendo pregada. Quando João Batista iniciou seu ministério no deserto, atraiu grandes multidões. E o seu discurso era:


 “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Mateus 3:1-2


Quando anos depois a igreja primitiva iniciou seu ministério, com a pregação de Pedro, também atraiu milhares utilizando o mesmo discurso.


 “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus […]” Atos 3:19-20


O problema é que nos dias de hoje dificilmente vemos esse discurso nas igrejas ou pregações. Os “tipos” de Palavra mais ouvidas baseiam-se em: Deus está te levantando, você nasceu para reinar, prosperidade é dom de Deus. 

Nenhuma dessas palavras são mentirosas ou desnecessárias. Precisamos de profetas que encorajem o povo, pois muitas pessoas têm vivido uma vida de derrota constante. Mas também precisamos de profetas que proclamem o arrependimento. Precisamos de palavras que nos levem a refletir a nossa caminhada e arrepender das coisas pecaminosas que praticamos.

O problema é que muitas igrejas evitam esse tipo de mensagem por parecer muito constrangedora aos ouvintes, e com medo de que não permaneçam na congregação, preferem a mensagem da edificação. Mas o Evangelho não pode ser vendido ou mascarado, pois como o próprio Jesus disse:


 "Eu digo a vocês", respondeu ele; "se eles se calarem, as pedras clamarão.” Lucas 19:40


Concluindo, percebemos que a principal mensagem do Evangelho não é levante-se e vença, mas arrependa-se e venha para Deus. Pois no final da vida, não importa o quanto adquirimos ou vencemos nesta terra, mas se o nosso coração está verdadeiramente entregue. Essa é a mensagem que irá restar e nos levar à eternidade, “arrependam-se e creiam no Evangelho”. 



quinta-feira, 16 de julho de 2026

Receba a verdadeira paz

 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27

Eu me impressiono com a quantidade de referências que a Bíblia traz sobre a paz. São diversas referências que vão desde o antigo testamento até o fim do novo testamento. 

A primeira referência à paz está em Gênesis 15:15 onde Deus promete a Abraão que ele morrerá em paz. A última referência está no livro de João quando Paulo saúda os irmãos com a paz (3 João 1:14).

Após a morte de Jesus as suas saudações eram: Paz seja convosco (Lucas 24:36 e João 20:19;26). Ele é chamado de paz em Miqueias 5:5, mas a principal referência é Jesus como príncipe da Paz (Isaías 9:6). Perceba que ele não apenas tem paz, mas ela é uma das chaves que compõem o Seu Reino. Deus Pai também é denominado paz quando em uma visão de Deus que Gideão tem ele afirma: o Senhor é Paz (Juízes 6:24).

A paz também é um fruto do Espírito (Gálatas 5:22) e Paulo nos afirma que a sua vontade (também denominada penhor do Espírito) nos traz paz (Romanos 8:6).

Com tantas referências à paz nas Escrituras, de uma coisa podemos ter certeza: Deus nos quer em paz o tempo todo. Então porque a paz ainda é um dom tão escasso nos nossos dias? Porque tantas pessoas estão rodeadas de angústias, medos, sem paz para dormir, acordar ou fazer suas atividades?

É porque ainda não descobriram pela Palavra de Deus a verdadeira paz. Quando assumimos o que as Escrituras nos garante, que Jesus já nos deixou a Sua Paz (João14:27), ela nunca mais se ausenta de nós. Se estamos com Jesus, não temos qualquer paz, temos a paz d'Ele. 

Isso não significa que não teremos problemas, mas que definitivamente não teremos medo de encará-los. Não vamos nos esconder em um quarto escuro, mas vamos continuar caminhando a despeito de qualquer adversidade porque temos paz em nosso coração. 

Se hoje o seu coração não se encontra em paz, comece a folhear as Escrituras e obedecê-la. Medite em cada versículo que fala sobre a paz e tome posse dele para si. A paz de Jesus inundará o seu coração, como um rio (Isaías 48:18) e jamais sairá. 


quarta-feira, 15 de julho de 2026

O verdadeiro atalaia

 


“Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei.” Ezequiel 3:17-18


Quando vamos pesquisar o significado da palavra atalaia encontramos uma torre de vigia que serve para observar os inimigos ou alguém que tem a função de avisar quando um inimigo se aproxima. 

Um profeta na Bíblia foi designado como atalaia do povo de Israel, seu nome era Ezequiel e ele teve seu ministério consagrado durante o período do exílio. O próprio Deus alertou Ezequiel de que ele seria o atalaia do povo, sendo que ele falaria as palavras de Deus aos israelitas. 

Mas essa função era de muita responsabilidade, pois se o Senhor transmitisse a palavra e ele não advertisse o povo, se o pecador morresse, o sangue dele seria requerido da mão de Ezequiel. O mesmo ocorreria a um justo que se desviasse e não fosse advertido. Olha quanta responsabilidade!

Entretanto, se Ezequiel transmitisse a mensagem de Deus, mas o pecador não se convertesse, o profeta não teria mais a responsabilidade, pois fez a sua parte.

Agora entendemos porque ele foi denominado atalaia, pois ele seria um vigia para advertir o povo quando o perigo do pecado se aproximasse. O inimigo do povo era o pecado, e Ezequiel era aquele que iria vigiar o povo, transmitindo a palavra para livrar os israelitas do mal.

Como profetas do Senhor temos também a responsabilidade de transmitir a palavra dele às pessoas, vigiando para que seja repassada de forma verdadeira a mensagem para que as pessoas se protejam do pecado e do mal.






quinta-feira, 9 de julho de 2026

O seu coração ainda arde por Jesus?

 Texto de referência: Lucas 24:13-35


Vivemos em um mundo superficial. As transformações são muito rápidas e as coisas acontecem no modo mais acelerado possível. Somos de tal forma envolvidos com esse senso de urgência que acabamos nos esquecendo do que realmente é importante. 

Quando dois discípulos no caminho de uma aldeia chamada Emaús caminhavam ao lado de Jesus, a princípio eles não o reconheceram, mas enquanto ele lhes falava as Escrituras, os corações daqueles dois homens ardiam.

E aquele ardor não era em vão, aconteceu porque o poder da Palavra estava agindo naqueles corações. O coração deles estava aberto e por isso a Palavra encontrou espaço. 

Quando nos entregamos a superficialidade que a sociedade prega ou buscamos o imediatismo, a Palavra deixa de queimar no nosso coração. Passamos a ouvir qualquer coisa que nos satisfaça e esquecemos que somente a verdade do Evangelho irá produzir mudança em nós. 

Se o nosso coração já não arde mais ao ouvir a Palavra, é um sinal claro e urgente de que estamos nos afastando dela. Como luz, a Palavra é que irá nos dar clareza na nossa caminhada. Longe dela o caminho é sombrio e a chance de tropeçar é iminente. Que possamos abandonar todo senso de urgência e voltar a ouvir com o coração aberto a Palavra de Deus. Só então o nosso coração voltará a arder.