quarta-feira, 22 de julho de 2026

Arrependei-vos, a principal mensagem

 Textos de referência: Mateus 3:1-2 e Atos 3:19-20


Vivemos em um tempo onde a Palavra de Deus tem sido abundantemente pregada. Sim, ainda existem povos que não ouviram falar do Reino de Deus, mas onde existe a pregação da Palavra, ela tem sido feita de muitas maneiras.

Temos pregações pela televisão, redes sociais, rádio, cultos sendo transmitidos ao vivo para muitas nações. Palavras escritas, faladas, Bíblia narrada, muitas opções para ouvir a voz de Deus. Mas por que ainda vivemos em um mundo tão perdido se o Evangelho está sendo pregado?

A questão não é se existem pregações da Palavra, mas que tipo de palavra está sendo pregada. Quando João Batista iniciou seu ministério no deserto, atraiu grandes multidões. E o seu discurso era:


 “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Mateus 3:1-2


Quando anos depois a igreja primitiva iniciou seu ministério, com a pregação de Pedro, também atraiu milhares utilizando o mesmo discurso.


 “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus […]” Atos 3:19-20


O problema é que nos dias de hoje dificilmente vemos esse discurso nas igrejas ou pregações. Os “tipos” de Palavra mais ouvidas baseiam-se em: Deus está te levantando, você nasceu para reinar, prosperidade é dom de Deus. 

Nenhuma dessas palavras são mentirosas ou desnecessárias. Precisamos de profetas que encorajem o povo, pois muitas pessoas têm vivido uma vida de derrota constante. Mas também precisamos de profetas que proclamem o arrependimento. Precisamos de palavras que nos levem a refletir a nossa caminhada e arrepender das coisas pecaminosas que praticamos.

O problema é que muitas igrejas evitam esse tipo de mensagem por parecer muito constrangedora aos ouvintes, e com medo de que não permaneçam na congregação, preferem a mensagem da edificação. Mas o Evangelho não pode ser vendido ou mascarado, pois como o próprio Jesus disse:


 "Eu digo a vocês", respondeu ele; "se eles se calarem, as pedras clamarão.” Lucas 19:40


Concluindo, percebemos que a principal mensagem do Evangelho não é levante-se e vença, mas arrependa-se e venha para Deus. Pois no final da vida, não importa o quanto adquirimos ou vencemos nesta terra, mas se o nosso coração está verdadeiramente entregue. Essa é a mensagem que irá restar e nos levar à eternidade, “arrependam-se e creiam no Evangelho”. 



quinta-feira, 16 de julho de 2026

Receba a verdadeira paz

 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27

Eu me impressiono com a quantidade de referências que a Bíblia traz sobre a paz. São diversas referências que vão desde o antigo testamento até o fim do novo testamento. 

A primeira referência à paz está em Gênesis 15:15 onde Deus promete a Abraão que ele morrerá em paz. A última referência está no livro de João quando Paulo saúda os irmãos com a paz (3 João 1:14).

Após a morte de Jesus as suas saudações eram: Paz seja convosco (Lucas 24:36 e João 20:19;26). Ele é chamado de paz em Miqueias 5:5, mas a principal referência é Jesus como príncipe da Paz (Isaías 9:6). Perceba que ele não apenas tem paz, mas ela é uma das chaves que compõem o Seu Reino. Deus Pai também é denominado paz quando em uma visão de Deus que Gideão tem ele afirma: o Senhor é Paz (Juízes 6:24).

A paz também é um fruto do Espírito (Gálatas 5:22) e Paulo nos afirma que a sua vontade (também denominada penhor do Espírito) nos traz paz (Romanos 8:6).

Com tantas referências à paz nas Escrituras, de uma coisa podemos ter certeza: Deus nos quer em paz o tempo todo. Então porque a paz ainda é um dom tão escasso nos nossos dias? Porque tantas pessoas estão rodeadas de angústias, medos, sem paz para dormir, acordar ou fazer suas atividades?

É porque ainda não descobriram pela Palavra de Deus a verdadeira paz. Quando assumimos o que as Escrituras nos garante, que Jesus já nos deixou a Sua Paz (João14:27), ela nunca mais se ausenta de nós. Se estamos com Jesus, não temos qualquer paz, temos a paz d'Ele. 

Isso não significa que não teremos problemas, mas que definitivamente não teremos medo de encará-los. Não vamos nos esconder em um quarto escuro, mas vamos continuar caminhando a despeito de qualquer adversidade porque temos paz em nosso coração. 

Se hoje o seu coração não se encontra em paz, comece a folhear as Escrituras e obedecê-la. Medite em cada versículo que fala sobre a paz e tome posse dele para si. A paz de Jesus inundará o seu coração, como um rio (Isaías 48:18) e jamais sairá. 


quarta-feira, 15 de julho de 2026

O verdadeiro atalaia

 


“Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei.” Ezequiel 3:17-18


Quando vamos pesquisar o significado da palavra atalaia encontramos uma torre de vigia que serve para observar os inimigos ou alguém que tem a função de avisar quando um inimigo se aproxima. 

Um profeta na Bíblia foi designado como atalaia do povo de Israel, seu nome era Ezequiel e ele teve seu ministério consagrado durante o período do exílio. O próprio Deus alertou Ezequiel de que ele seria o atalaia do povo, sendo que ele falaria as palavras de Deus aos israelitas. 

Mas essa função era de muita responsabilidade, pois se o Senhor transmitisse a palavra e ele não advertisse o povo, se o pecador morresse, o sangue dele seria requerido da mão de Ezequiel. O mesmo ocorreria a um justo que se desviasse e não fosse advertido. Olha quanta responsabilidade!

Entretanto, se Ezequiel transmitisse a mensagem de Deus, mas o pecador não se convertesse, o profeta não teria mais a responsabilidade, pois fez a sua parte.

Agora entendemos porque ele foi denominado atalaia, pois ele seria um vigia para advertir o povo quando o perigo do pecado se aproximasse. O inimigo do povo era o pecado, e Ezequiel era aquele que iria vigiar o povo, transmitindo a palavra para livrar os israelitas do mal.

Como profetas do Senhor temos também a responsabilidade de transmitir a palavra dele às pessoas, vigiando para que seja repassada de forma verdadeira a mensagem para que as pessoas se protejam do pecado e do mal.






quinta-feira, 9 de julho de 2026

O seu coração ainda arde por Jesus?

 Texto de referência: Lucas 24:13-35


Vivemos em um mundo superficial. As transformações são muito rápidas e as coisas acontecem no modo mais acelerado possível. Somos de tal forma envolvidos com esse senso de urgência que acabamos nos esquecendo do que realmente é importante. 

Quando dois discípulos no caminho de uma aldeia chamada Emaús caminhavam ao lado de Jesus, a princípio eles não o reconheceram, mas enquanto ele lhes falava as Escrituras, os corações daqueles dois homens ardiam.

E aquele ardor não era em vão, aconteceu porque o poder da Palavra estava agindo naqueles corações. O coração deles estava aberto e por isso a Palavra encontrou espaço. 

Quando nos entregamos a superficialidade que a sociedade prega ou buscamos o imediatismo, a Palavra deixa de queimar no nosso coração. Passamos a ouvir qualquer coisa que nos satisfaça e esquecemos que somente a verdade do Evangelho irá produzir mudança em nós. 

Se o nosso coração já não arde mais ao ouvir a Palavra, é um sinal claro e urgente de que estamos nos afastando dela. Como luz, a Palavra é que irá nos dar clareza na nossa caminhada. Longe dela o caminho é sombrio e a chance de tropeçar é iminente. Que possamos abandonar todo senso de urgência e voltar a ouvir com o coração aberto a Palavra de Deus. Só então o nosso coração voltará a arder.


sexta-feira, 26 de junho de 2026

O que me falta ainda?

 Texto de referência: Mateus 19: 20-21

Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.

“O que me falta ainda?” Essa foi a pergunta que um jovem fez a Jesus após interrogá-lo sobre o que ele deveria fazer para obter a vida eterna.

No decorrer da conversa, ele relata que guardava todas as ordenanças com o próximo, não matava, não roubava ou cobiçava. Mesmo assim ainda havia um anseio em seu coração de não se sentir salvo.

Esse mesmo anseio permeia o coração de muitos, que mesmo praticando ordenanças bíblicas ainda sentem que falta algo em suas vidas. Na verdade, o real problema daquele jovem não era a falta de praticar a lei, mas a falta de um relacionamento íntimo com o Senhor. 

O que ele praticava era na verdade o que muitos cristãos praticam todos os dias, mas continuam vivendo distantes de Deus. Aquele jovem era na verdade um religioso que vivia a lei, mas continuava vazio de Deus em seu coração, e achava que os seus méritos lhe trariam salvação. 

Quando foi confrontado por Jesus a vender todos os seus bens para segui-lo, não quis, pois o seu resumo de vida com Deus se baseava apenas em práticas religiosas. 

É exatamente isso que a religião também quer fazer conosco. Ela quer nos impelir às boas obras, sem viver de fato uma vida íntima com Deus. São os famosos sepulcros caiados, descritos por Jesus, belos por fora, mas cheios de podridão por dentro (Mateus 23:27-28). Boas obras não nos salvam, pode ser lindo, mas o que realmente preenche o vazio do nosso ser é a nossa entrega diária e constante a Deus.

Nesse dia, saia da pergunta: "o que me falta ainda?” e escolha ser preenchido pelo amor de Deus Pai. Abandone as iscas da religião e passe a viver em intimidade com o único que pode preencher o seu coração, Yahweh é o Seu nome.



terça-feira, 23 de junho de 2026

Enxergando a paternidade de Deus

 Texto de referência: Gálatas 4:5-7

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.”


Uma das principais dificuldades que talvez encontramos enquanto cristãos é enxergar Deus como nosso pai. Alguns porque não tiveram a experiência de paternidade nesta terra, seja porque o pai não vive na mesma casa, ou por ser órfão ou mesmo porque o pai não conseguiu ser um pai presente ou carinhoso, mesmo morando junto com o filho.

Outra dificuldade que temos é por Deus não ser um ser físico, tangível e dessa forma muitas vezes temos dificuldade em vê-lo como pai.

O fato é que enxergar a paternidade de Deus é algo libertador para nós, pois a nossa principal relação com Deus é de filhos. O livro de Gálatas nos ensina sobre como Deus nos adotou como filhos, e nos deu o Espírito do seu Filho, que clama Abba Pai, uma expressão que revela intimidade. 

Quando enxergamos Deus como nosso Pai, podemos desfrutar do amor dele, temos uma relação de dependência, mas também de confiança e amamos melhor o nosso próximo, por nos sentirmos amados pelo Pai.

No contrário, quando a nossa relação com Deus é apenas de servos, enxergando Deus como um bravo Senhor, um Juiz rigoroso, vivemos como o irmão do filho pródigo (Lucas 15), dentro da casa do Pai, mas sem desfrutar da sua herança. 


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Vinde, voltemos ao Senhor

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele”. Oseias 6:1-2


Os versículos sobre os quais debruçamos nesta reflexão nos fala sobre um processo de conversão. Quando o profeta chama o povo para retornar ao Senhor, mostra que em algum momento o povo se afastou dele. 

E por terem se afastado, as feridas vieram. Parecem ter vindo do próprio Deus, mas talvez tenham sido apenas permitidas por Ele. Entretanto, seja de onde for a origem, a cura vem de Deus.

É um processo, afinal o profeta menciona que ao segundo dia, o povo seria revigorado, ou seja, ganharia novas forças para permanecer no processo de cura.

Mas somente ao terceiro dia eles seriam levantados. O perdão de Deus é imediato, mas o processo de cura das feridas deixadas pelo pecado é lento. A cura interior, diferente da cura física milagrosa envolve o processo de espera, importante para nos fazer refletir sobre as circunstâncias que nos deixaram feridos.

Essa espera traz a maturidade necessária para evitar cair novamente no pecado. 

Mas e o fim do processo de cura? O propósito final é viver diante de Deus. A conversão sincera nos traz para perto de Deus. Mesmo sendo um doloroso processo de cura dos pecados cometidos, de traumas que o pecado ocasionou, a conversão é o único caminho que nos leva à eternidade com Deus