quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Natanael, um homem confrontado por Jesus

 Texto de referência: João 1:43-51

Natanael é um homem da Bíblia que aparece pouco. Na verdade, há somente duas referências a ele, sendo uma delas uma passagem curta mas que contém alguns ensinamentos. 

Natanael era amigo de Filipe, o qual o apresentou a Jesus. Filipe havia recebido o convite de Jesus para segui-lo e o fez imediatamente. Ele creu em Jesus como Messias e então foi divulgar essa mensagem a Natanael. 

Mas este era um homem, como descrito pelo próprio Jesus, sem fingimento. Natanael parecia gostar de falar o que pensava, e fez assim ao ouvir que Jesus era de Nazaré. Ele disse a Filipe: 

“De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” 

Havia ali um preconceito regional, por Nazaré ser uma cidade pobre, sem expressão e sem um culto definido como as demais. Entretanto, Jesus provou que o melhor desta terra veio de Nazaré. Mesmo sem crer, Natanael foi com Filipe até Jesus e antes que ele dissesse algo, Jesus já confrontou a sua personalidade sincera.

“Eis um verdadeiro israelita, em quem não existe fingimento algum.”

Natanael se espantou imaginando de onde Jesus o conhecia, e novamente se surpreendeu quando Jesus lhe disse:

“Antes de Filipe chamá-lo, eu já tinha visto você debaixo da figueira.”

Não se sabe o que Natanael fez ou falou debaixo dessa figueira, mas sem dúvida foi algo muito secreto para que ele pudesse crer que, se Jesus sabia acerca da figueira, existia um poder maior sobre Ele.

E ali Natanael se tornou um dos discípulos de Jesus, estando com Ele até a sua ressurreição (João 21:2). A recompensa foi conviver com o próprio Deus feito homem e viver a experiência dos céus abertos e os anjos de Deus sobre Jesus. 

Natanael era um homem de personalidade forte, mas que se deixou quebrar pela presença de Jesus. Ao estar ao lado dele, percebeu que naquele homem residia muito mais do que uma figura humana, mas alguém que vinha de Deus, seu próprio Filho.

Muitos outros foram confrontados por Jesus mas não tiveram a ousadia de crer nele. Natanael resolveu deixar de lado os seus preconceitos para desfrutar do melhor tempo que a Terra experimentou, Deus conosco, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Deus, o nosso pastor

 Texto de referência: Salmos 23

Enquanto o profeta Ezequiel retratava as falhas dos líderes de Israel, denominados pastores (Ezequiel 34:4), vemos tantas referências que retratam o Senhor como o verdadeiro pastor de Israel, inclusive na continuação do capítulo 34 de Ezequiel. 

Também nesse contexto, o Salmos 23, mundialmente conhecido, retrata o pastoreio perfeito do Senhor. Nesse texto, quero demonstrar através deste salmo, as características do Senhor como o pastor que cuida e protege o seu povo.

Versículos 1-3: O verdadeiro pastor é aquele que procura os pastos mais verdes para o sustento das suas ovelhas. Também procura águas limpas para que o rebanho possa beber e se refrescar. Essa função revela o cuidado que o pastor tem com as necessidades básicas das ovelhas. Por isso o salmista diz que, tendo o Senhor como nosso pastor, nada pode nos faltar. Ele conhece as nossas necessidades e já supriu a todas pelo seu poder.

Versículo 4: O pastor também é o responsável direto pela proteção das ovelhas. É ele quem caminha longas distâncias com o seu bordão, seja dia ou noite com as ovelhas, sempre atento para protegê-las de ladrões e animais que possam devorá-las.

Versículo 5: Por fim, o pastor é aquele que, com o seu cajado, cuida do seu rebanho para que nenhuma ovelha se perca e que coloca óleo quando elas estão feridas.

Se as Escrituras retratam a figura do mau pastor, também exaltam como em Deus podemos ser ovelhas seguras, que vivem tranquilas e bem cuidadas.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Os deveres do pastor: comparativo por meio pastor de ovelhas

 Ezequiel 34:4


O pastor de ovelhas na Bíblia é uma representação do indivíduo que lidera pessoas para Deus. Se a liderança é comparada a um pastor, nós somos comparados a ovelhas. 

Utilizando deste comparativo, o profeta Ezequiel traz uma palavra de juízo aos líderes da época, denominado por ele de pastores, explicando que eles estavam maltratando e explorando o povo, em vez de cuidar deles.

Nesse contexto, ele traz cinco atitudes não praticadas pelos líderes, que nos fazem refletir acerca das responsabilidades de um pastor, as quais são dadas pelo próprio Deus.

Fortalecer as ovelhas fracas: um tipo de indivíduo que procura as igrejas são pessoas que estão fracas na fé, que querem desistir do Evangelho ou que acreditam em heresias que são ouvidas por aí. Essas pessoas precisam do fortalecimento da Palavra, para futuramente também ajudarem outros que possam passar pela mesma situação. 

Curar os doentes: a cura divina quem dá é Deus, mas Ele nos usa como instrumentos para orar por alguém. Sobre os pastores também recai essa responsabilidade, de orar por todos aqueles que se acham enfermos, fisicamente ou espiritualmente. 

Enfaixar as ovelhas quebradas: um membro superior ou inferior quebrado precisa ser enfaixado para aos poucos retornar ao seu movimento normal. Muitos chegam feridos na igreja, seja pelo mundo ou até mesmo por outros ministérios eclesiásticos. É preciso que o pastor se revista da unção para ajudar aqueles que estão feridos.

Trazer as ovelhas desgarradas: muitas ovelhas saem do seu bando e depois se perdem na mata. As ovelhas que estão afastadas da comunidade da fé precisam de acolhimento e não condenação. Aos poucos a cura vem, até que ela seja completa.

Buscar a ovelha perdida: algumas ovelhas não saem apenas do bando, mas vão para muito longe, em lugares onde correm perigo. É preciso que o pastor possa buscá-la, mesmo ela estando nos piores lugares.

Pastorear não é uma tarefa fácil. Exige dedicação, amor pelo que faz e desejo de cuidar das ovelhas. Cristo é o nosso bom pastor. Ele faz o papel de pastor perfeito, que cuida de nós como suas melhores ovelhas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O ressoar da Palavra de Deus em nós

 Texto de referência: Ezequiel 33:30-33


Muitos profetas registraram nas Escrituras a Palavra de Deus ao seu povo. Jeremias,  Daniel, Ezequiel e muitos outros viviam a proclamar a mensagem de Deus, em sua maioria, de condenação ao povo, pois o pecado se agravava muito entre as pessoas. 

Todavia, apesar da mensagem dos profetas, o povo de Israel continuava em sua rebeldia. Em uma de suas mensagens, o profeta Ezequiel relata como o povo estava cego quanto aos seus pecados, acreditando que se Abraão herdou a terra, por serem descendentes de Abraão, a posse deles estava segura, independente da obediência deles a Deus. 

O povo até ouvia as palavras ditas pelo profeta, mas não praticavam. Usando uma comparação, o Senhor disse ao povo que era como se a voz do profeta fosse para eles apenas como uma música suave, boa de se ouvir, mas sem ser colocada em prática. 

Em nossos dias, devido às facilidades geradas pela tecnologia, temos ouvido por diversas formas a Palavra de Deus. Seja de forma online ou presencial, a Bíblia tem sido falada por várias pessoas de diversas maneiras que são bastante atrativas. Entretanto, para alguns a palavra até parece agradável, fazendo se sentirem bem, entretanto não resulta na prática dela.

Mas assim como Deus alertou de que quando a palavra dita por Ezequiel se cumprisse eles comprovariam que aquelas não eram apenas meras palavras, mas a verdade que saía do próprio Deus, nós também podemos refletir que as palavras ditas por Deus não são apenas palavras, mas uma verdade que se cumprirá, independente da nossa vontade.

Nós não podemos negligenciar as Escrituras, mas precisamos nos atentar a ela para a cumprirmos. O apóstolo João caracterizou as palavras de Deus como doces no paladar, mas amargas no estômago (Apocalipse 10:9). A Palavra precisa produzir em nós uma reflexão que culmine em mudança de vida. O incômodo necessário que a Palavra produz é o que nos fará sair do nosso comodismo em busca de viver a santidade das Escrituras.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Quando Jesus nos desafia ao novo

 Texto de referência: Marcos 4:35-41


A passagem em que Jesus dorme em meio a tempestade é recheada de aprendizados. Aqui no blog eu já teci algumas considerações sobre ela, mas me parece que a cada vez que nos deparamos com este texto nas Escrituras, novos aprendizados surgem.

Quando Jesus diz aos seus discípulos,  “Vamos passar para a outra margem”, os discípulos não poderiam imaginar que surgiria uma tempestade no meio desse percurso.

Quando Jesus nos desafia ao novo nós também não sabemos o que virá pela frente, e muitas vezes enfrentamos tempestades. Passar para a outra margem era uma travessia, significava a mudança de ambiente. Durante o nosso percurso na vida, também encaramos situações onde precisamos mudar. Seja fisicamente ou espiritualmente,  acredito que todos já precisamos sair da nossa condição atual para encarar uma nova realidade. 

Mas algumas vezes durante esse percurso rumo ao novo nós enfrentamos tempestades, adversidades que dificultam a nossa chegada.

Mas esse texto bíblico nos ensina que independente do tamanho do obstáculo, se Deus nos chamou a passar para a outra margem, é porque ele irá nos sustentar e proteger para chegar lá. 

Jesus dormiu durante a tempestade, pois sabia do seu pleno controle sobre a situação.  Por fim, deu ordem ao vento e à tempestade para cessarem. E assim Ele nos mostrou que se ele está no barco não precisamos temer o fim.

Se somos chamados a um novo tempo,  precisamos confiar que Jesus já preparou a nossa chegada ao destino final. Confiar durante o processo também faz parte da caminhada. 


sábado, 10 de janeiro de 2026

Existe uma lepra que tira o brilho das nossas conquistas?

 Texto de referência: 2 Reis 5:1-19


Naamã era um grande homem na Síria. Comandante do exército sírio, era ele quem trazia as vitórias nas guerras que a Síria travava. As Escrituras citam Naamã como um homem muito respeitado diante do rei e que tinha muito valor. Todavia, Naamã era um homem leproso.

A lepra naqueles dias era uma doença sem cura ou tratamento, cujas feridas iam definhando aos poucos o corpo de quem a possuía. Naamã, um grande conquistador de territórios, não conseguia vencer a guerra contra a lepra.

Até que ele conheceu o profeta Eliseu, que lhe apresentou o Senhor dos Exércitos e lhe deu uma receita um tanto excêntrica, mergulhar por sete vezes no rio Jordão. Naamã foi tratado em seu orgulho, curado da lepra e reconheceu o Senhor como verdadeiro Deus.

Muitas vezes enfrentamos situações semelhantes a essa de Naamã. Muitas pessoas são grandes empresários, pessoas de renome diante da sociedade, indivíduos com grande inteligência que trazem contribuições relevantes ao país em que residem, mas que possuem uma lepra escondida que não conseguem vencer.

Seja um casamento arruinado, problemas emocionais como pânico, depressão profunda, relacionamentos familiares destruídos, uma vida financeira descontrolada, um vício escondido, o que quer que seja, existe uma lepra que muitas vezes transpõe a vida externa vitoriosa que as pessoas levam.

Mas como Naamã foi curado, nós também podemos ser. Seja qual for a lepra que corroi o nosso ser e apaga o brilho das nossas conquistas, podemos invocar a Deus para sermos curados e termos uma vida plena. Vitória por fora e por dentro. Uma vida restaurada por completo.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Como andar com o Espírito Santo

  "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. Romanos 8:14

Muito se ouve sobre a busca ao Espírito Santo. A frase “Vem Espírito Santo” ecoa sempre nos nossos encontros eclesiásticos. Há uma busca geral pelo Espírito, todavia, ainda de modo superficial.

Somente desejar o Espírito Santo ou invocar a Sua presença não basta, é preciso tomar atitudes que o tragam para perto de nós. Neste texto busquei listar três atitudes práticas que nos fazem estar mais próximos do Espírito.

1) Intimidade com a Palavra de Deus. A Bíblia é a Palavra dada por Deus e entregue a nós. Quando abrimos a Bíblia estamos dizendo de forma implícita que queremos ouvir a Deus. E quem nos ensina, quem nos dá entendimento para compreender a Palavra é o Espírito Santo. Por isso, meditar na Palavra é uma forma de também buscá-lo.

2) Obediência a Deus. A obediência a Deus é a forma de praticar o que aprendemos pela Palavra. Quando obedecemos a Deus estamos automaticamente desprezando o pecado, e não há melhor forma de estar mais próximos de Deus e do Espírito Santo do que ficando longe do pecado.

3) Renúncia ao nosso ego. Talvez um dos maiores desafios do homem seja abrir mão do próprio eu, afinal, ser egocêntrico é algo próprio do ser humano. Quando falamos em renunciar o nosso ego, não necessariamente indica renunciar o pecado, mas abrir mão de atitudes que satisfazem o nosso eu para simplesmente agradar a Deus. É deixar as nossas vontades de lado e viver tendo Deus como o nosso centro. Quando a carne não nos domina, automaticamente abrimos espaço para o Espírito.