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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Os três templos na Bíblia

 Deus não precisa de templos feitos por pessoas, essa foi uma declaração dita pelo próprio Deus ao rei Davi. Apesar disso, Ele ordenou a construção do tabernáculo por Moisés, para que Ele habitasse no meio do povo de Israel (Êxodo 25:8).

Todas as orientações para construção foram dadas por Deus a Moisés no monte Sinai. O tabernáculo era um espaço simples, coberto por apenas por cortinas, mas cheio de rituais e objetos sagrados, cuja presença de Deus emanava de forma poderosa e visível. 

Após centenas de anos da construção desse primeiro templo, denominado tabernáculo, veio o segundo templo, idealizado por Davi, mas construído por seu filho Salomão. Esse local também teve todas as orientações dadas por Deus para a sua construção, e uma inauguração marcada pelo poder de Deus, mas infelizmente foi sendo saqueado aos poucos, por cada adversário que guerreava contra Israel, até a sua completa destruição pelos babilônios, 374 anos após a sua construção. 

Foi reconstruído 70 anos depois pelo escriba Esdras, junto com Zorobabel e o sacerdote Jozadaque. Com uma estrutura muito mais simples, afinal, Israel não era uma nação independente, mas estava debaixo do domínio dos persas. Alguns israelitas choraram ao ver este último templo, mas Deus trouxe o consolo ao povo dizendo que a glória da segunda casa seria maior do que a primeira (Ageu 2:9).

Mas ele não se referia ao espaço físico, mas ao espiritual, pois quem um dia pisaria naquele templo era o próprio Deus feito homem - Jesus.

Este último templo foi reformado séculos depois por Herodes. Mas poucos anos depois foi completamente destruído pelos romanos. Após essa destruição nunca mais houve a sua reconstrução. 

Este foi um pequeno resumo da história dos templos que os israelitas tiveram e a sua importância no nosso entendimento da importância que tem a casa do Senhor.

Ainda que exista a promessa de que Deus habitará em nossos corações, precisamos entender a importância do templo. Apesar de não ser um lugar único e exclusivo para a manifestação da presença de Deus, Ele também se manifesta ali, e a reverência na casa de Deus é fundamental.


segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Você escolhe chorar de alegria ou tristeza?

 “E todo o povo jubilou com altas vozes, quando louvaram ao Senhor, pela fundação da casa do Senhor. Porém muitos dos sacerdotes, e levitas e chefes dos pais, já idosos, que viram a primeira casa, choraram em altas vozes quando à sua vista foram lançados os fundamentos desta casa; “ Esdras 3:11,12

Quando o templo de Deus foi construído na época de Salomão foi algo glorioso. Diversos utensílios de ouro, madeiras da mais alta qualidade, uma construção grandiosa, que exalava glória. Naquele lugar estava a glória de Deus.

Mas quando o povo se dobrou à idolatria, aos poucos tudo foi sendo demolido. Diversos utensílios foram saqueados por nações inimigas, mas a construção continuava lá, imperial. Até que no ano 586 a.C. Jerusalém foi tomada e o templo destruído. 

Setenta anos mais tarde o povo, que havia sido levado cativo, volta para Jerusalém e o templo é reerguido, a partir da iniciativa de homens santos, como Esdras, Zorobabel, Neemias e outros.

No ano 516 a.C. a construção do novo templo termina. Para alguns era dia de grande alegria ver novamente de pé o templo do Senhor, mas para outros, principalmente os mais antigos que viram o templo construído por Salomão, era motivo de choro, pois o novo templo não se comparava à grandiosidade daquele antigo.

O texto diz que enquanto uns choravam de alegria outros choravam de tristeza e não se podia discernir o choro de alegria do choro de tristeza, tamanha estava a divisão na congregação.

Essa passagem me fez refletir sobre as escolhas que temos a fazer. Aqueles que choravam de alegria estavam gratos pelo que Deus tinha feito por eles, a libertação do cativeiro, a oportunidade de cultuar novamente no templo, a alegria de estar novamente em Jerusalém.

Os que choravam de tristeza se lembravam dos dias antigos. Saíram do cativeiro, mas continuavam cativos da nostalgia e estavam se comportando da forma contrária ao que a Bíblia nos orienta: “Não diga: ‘Por que os velhos tempos foram melhores que os de hoje?’. pois não é sábio fazer esse tipo de pergunta.” Eclesiastes 7:10

Em todo tempo nós temos a oportunidade de nos alegrar ou deixar que a tristeza pelo passado tome conta de nós. Algumas lembranças antigas são muito boas, mas não voltam mais. Precisamos nos desgarrar do passado e viver o que Deus preparou para nós HOJE. Viver contentes com o que Deus nos deu HOJE. Agradecer pelo que vivemos ontem, mas ser ainda mais gratos porque temos a oportunidade de ver o HOJE

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Deixando de lado as coisas do Senhor


Acaso, é tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas? Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado. Ageu 1:4‭,6


Após o exílio babilônico e a destruição do Templo em Jerusalém, setenta anos se passaram conforme Deus havia declarado aos profetas. Após esse período, o templo passou a ser novamente reconstruído, mas o povo não estava tão empenhado e empolgado com essa tarefa. E para exortar contra essa prática foi escrito o livro do profeta Ageu, que criticou o povo por não estar reconstruindo o templo.

O povo dizia não ser ainda o tempo da reedificação da Casa do Senhor, mas na verdade essa era apenas uma desculpa para a procrastinação do povo, que gastava seu tempo com as suas casas enquanto a casa do Senhor estava em ruínas. E por essa atitude, o povo não prosperava e tudo o que eles faziam não tinha sucesso. 

Parece ser um fato tão atual dos nossos dias, onde estamos correndo de um lado para o outro com as nossas coisas e deixando de lado as coisas do Senhor. Para as coisas de Deus procrastinamos, mas para as nossas queremos agilidade.

E por isso que tantas coisas parecem não ir para frente, porque negligenciamos a ordem de Deus dada em Mateus 6:33 de que as coisas de Deus devem estar em primeiro lugar e as demais serão acrescentadas. Algumas pessoas trabalham, correm e fazem tanto, mas nunca têm nada.

O Templo estava em ruínas, será que temos deixado a obra do Senhor às traças? Que a realidade dos tempos de Ageu não seja também a nossa.


quinta-feira, 2 de março de 2023

O que significa a reconstrução do Templo de Jerusalém?

Texto de referência: Esdras 6:13-15


O templo de Jerusalém foi construído pelo rei Salomão, filho de Davi. Antes desse Templo, o local de culto era a tenda da congregação, nos tempos de Moisés, e depois o tabernáculo, nos tempos de Davi. A ideia original de construir um templo para Deus foi de Davi, que considerou que o Senhor era digno de habitar em algo cheio de esplendor, em vez do simples tabernáculo.

Todavia, Deus fez questão de explicar a Davi que Ele nunca habitou em nada construído pelas mãos humanas, inclusive, nem o próprio céu, em sua dimensão infinita pode caber o tamanho da Sua grandeza. Por que motivo então Deus aceitaria que alguém lhe construísse um templo? Para reunir em um único lugar um local de adoração e culto a Ele. O templo então, passou a ser o local de culto a Deus entre as pessoas que O serviam.

Entretanto, devido aos pecados do povo, inclusive a falta de reverência com o próprio Templo, a construção foi destruída alguns séculos após ter sido levantada. Tudo isso mostrou ao povo que, apesar de Deus se agradar do Templo, o verdadeiro motivo da adoração era Ele, e não o Templo em si, que sem a presença de Deus se tornava uma mera construção.

Após setenta anos destruído, o Templo volta a ser reconstruído por um remanescente de judeus que viviam na Babilônia e ainda temiam ao Senhor. Entretanto, não foi com a mesma riqueza daquele construído por Salomão. Era tudo muito mais simples, mas o real significado daquela reconstrução não era o Templo em si, mas aquele povo perceber que Deus estava dando a eles uma nova chance de reconstruírem a sua vida espiritual.

Da mesma forma que foi com o povo, Deus está frequentemente nos dando oportunidades de reconstruirmos coisas na nossa vida que foram destruídas. Pode não ser como antes, e não será, pois o passado não volta, mas isso não significa que não possa ser melhor. No processo de reconstrução, Deus está disposto a fazer a segunda casa mais gloriosa do que a primeira (Ageu 2:9).


terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Quem foi Esdras?

Texto de referência: Esdras 7-10


Esdras foi um escriba, versado na Lei de Moisés, da descendência de sacerdotes, o qual estava entre os exilados na Babilônia. Quando os setenta anos do exílio se completaram, o rei Dario iniciou a reconstrução do Templo em Jerusalém e enviou alguns judeus de volta à sua terra para reconstruí-la. Nesse período de retorno dos judeus, Esdras foi enviado pelo rei Artaxerxes a Jerusalém.

A função de Esdras nesse retorno do exílio era ensinar ao povo a lei do Senhor, uma vez que eles, vivendo como exilados na Babilônia acabaram por perder esses ensinamentos. Essa função de Esdras foi designada pelo próprio rei, sendo que este ordenou que todo o povo aprendesse e seguisse os ensinamentos do Senhor. O rei também deu a Esdras recursos financeiros, como prata e ouro para utilizar na reconstrução do Templo e da cidade de Jerusalém.

Esdras trabalhou como uma espécie de líder no meio dos reingressantes, tomando a frente de diversas coisas, especialmente aquelas que tratavam da lei do Senhor. Voltaram junto com Esdras para Jerusalém cerca de mil e quinhentos homens e mulheres.

Por fim, Esdras atuou como um sacerdote e intercessor, ao clamar pelo povo que pecou se casando com mulheres estrangeiras, algo proibido por Deus.

Esdras foi um homem de grande relevância na história do povo de Deus, pois ele foi um dos que trabalharam na reconstrução do Templo. Ele também se mostrou um homem de muita fé, ao não abandonar o Senhor, apesar das dificuldades do exílio e de estar em uma cultura pagã.

sábado, 1 de janeiro de 2022

Não despreze os humildes começos

E os que não deram valor a um começo tão humilde vão ficar alegres quando virem Zorobabel terminando a construção do Templo. (Zacarias 4:10)


A Bíblia é um manual de vida. Tudo o que precisamos para ter uma vida vitoriosa podemos encontrar na Palavra de Deus. Na verdade, nem todas as instruções estão dadas claramente, mas se buscarmos acerca de qualquer assunto, Deus sempre irá nos revelar através da Palavra, ainda que seja utilizando uma passagem que aos olhos humanos não faça tanto sentido, pois a Bíblia nos é revelada pelo Espírito.

Tudo o que hoje é grande um dia foi pequeno. Nada começa grande, qualquer projeto necessita de um tempo para ser idealizado, planejado e executado, até que comece a crescer. Quando o povo de Judá saiu do exílio da Babilônia e recebeu permissão para reconstruir o templo, eles voltaram para Jerusalém, a fim de iniciarem a construção.

Esse período de construção levou muitos anos, pois no decorrer desse tempo, houve paradas na construção. Além disso, o templo que estava sendo construído era pequeno e simples, comparado ao templo majestoso construído pelo rei Salomão. O responsável pela construção era Zorobabel, ordenado governador de Judá na época.

Algumas pessoas duvidaram e lutaram contra a construção do templo em Jerusalém. Mas eles não puderam impedir porque aquela obra não era projeto humano, mas projeto do Senhor para o Seu povo. E é nesse contexto que o profeta Zacarias declara que Zorobabel que havia iniciado a construção do templo, ele próprio findaria aquele projeto, e que aqueles que desprezaram aquele início de construção, aparentemente tão simples, veriam aquela obra se concretizar.

Algumas vezes estamos diante de projetos que se iniciam tão pequenos, sem muita visibilidade, mas se esse projeto vem do coração de Deus, ele irá crescer e prosperar. Uma das habilidades que devemos ter quando estamos diante de um novo projeto é perseverança. Nada se inicia grande, tudo precisa de tempo e esforço para tomar forma e crescer. Não despreze os humildes começos pois tudo o que hoje é grande, um dia começou pequeno.