Mostrando postagens com marcador profetas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador profetas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O ressoar da Palavra de Deus em nós

 Texto de referência: Ezequiel 33:30-33


Muitos profetas registraram nas Escrituras a Palavra de Deus ao seu povo. Jeremias,  Daniel, Ezequiel e muitos outros viviam a proclamar a mensagem de Deus, em sua maioria, de condenação ao povo, pois o pecado se agravava muito entre as pessoas. 

Todavia, apesar da mensagem dos profetas, o povo de Israel continuava em sua rebeldia. Em uma de suas mensagens, o profeta Ezequiel relata como o povo estava cego quanto aos seus pecados, acreditando que se Abraão herdou a terra, por serem descendentes de Abraão, a posse deles estava segura, independente da obediência deles a Deus. 

O povo até ouvia as palavras ditas pelo profeta, mas não praticavam. Usando uma comparação, o Senhor disse ao povo que era como se a voz do profeta fosse para eles apenas como uma música suave, boa de se ouvir, mas sem ser colocada em prática. 

Em nossos dias, devido às facilidades geradas pela tecnologia, temos ouvido por diversas formas a Palavra de Deus. Seja de forma online ou presencial, a Bíblia tem sido falada por várias pessoas de diversas maneiras que são bastante atrativas. Entretanto, para alguns a palavra até parece agradável, fazendo se sentirem bem, entretanto não resulta na prática dela.

Mas assim como Deus alertou de que quando a palavra dita por Ezequiel se cumprisse eles comprovariam que aquelas não eram apenas meras palavras, mas a verdade que saía do próprio Deus, nós também podemos refletir que as palavras ditas por Deus não são apenas palavras, mas uma verdade que se cumprirá, independente da nossa vontade.

Nós não podemos negligenciar as Escrituras, mas precisamos nos atentar a ela para a cumprirmos. O apóstolo João caracterizou as palavras de Deus como doces no paladar, mas amargas no estômago (Apocalipse 10:9). A Palavra precisa produzir em nós uma reflexão que culmine em mudança de vida. O incômodo necessário que a Palavra produz é o que nos fará sair do nosso comodismo em busca de viver a santidade das Escrituras.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Quem foi o profeta Habacuque?

 O profeta Habacuque é considerado um dos profetas menores da Bíblia. Ele viveu em Judá no período anterior ao exílio, mas provavelmente num período já bem próximo a este acontecimento.

Não existem outras menções a Habacuque na Bíblia, mas pelas suas profecias descritas, pode-se inferir que a sua atividade profética foi anterior ao exílio.

Seu livro é dividido em três fases, a primeira onde o profeta se indigna contra a rebeldia e perversidade do povo de Judá e questiona a Deus porque Este não ouve a sua petição para cessar toda aquela injustiça.

Deus então responde ao questionamento do profeta, dizendo que enviaria os caldeus para castigar o povo judaico.

Ao saber a maldade dos caldeus contra os seus adversários, o profeta passa a clamar a Deus para livrá-lo, agora, destes inimigos que estavam por vir. Deus também responde ao questionamento, dizendo que daria livramento ao povo. Esta é a segunda etapa do livro.

Por fim, Deus se manifesta de uma maneira teofânica ao profeta, indicando que, de fato, Ele agiria em favor dos judeus. Ao ver a grandeza e o poder de Deus, Habacuque se cala, reconhece o poder de Deus e reconhece que mesmo sendo inevitável que o povo sofresse o exílio, Deus estaria com eles e daria a eles forças em meio ao caos.

O livro de Habacuque nos ensina que muitas vezes o sofrimento vem em decorrência dos nossos pecados, mas nestes momentos podemos nos voltar ao Deus da compaixão e clamarmos ao Senhor que nos perdoa e faz um novo recomeço.

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Deixando de lado as coisas do Senhor


Acaso, é tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas? Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado. Ageu 1:4‭,6


Após o exílio babilônico e a destruição do Templo em Jerusalém, setenta anos se passaram conforme Deus havia declarado aos profetas. Após esse período, o templo passou a ser novamente reconstruído, mas o povo não estava tão empenhado e empolgado com essa tarefa. E para exortar contra essa prática foi escrito o livro do profeta Ageu, que criticou o povo por não estar reconstruindo o templo.

O povo dizia não ser ainda o tempo da reedificação da Casa do Senhor, mas na verdade essa era apenas uma desculpa para a procrastinação do povo, que gastava seu tempo com as suas casas enquanto a casa do Senhor estava em ruínas. E por essa atitude, o povo não prosperava e tudo o que eles faziam não tinha sucesso. 

Parece ser um fato tão atual dos nossos dias, onde estamos correndo de um lado para o outro com as nossas coisas e deixando de lado as coisas do Senhor. Para as coisas de Deus procrastinamos, mas para as nossas queremos agilidade.

E por isso que tantas coisas parecem não ir para frente, porque negligenciamos a ordem de Deus dada em Mateus 6:33 de que as coisas de Deus devem estar em primeiro lugar e as demais serão acrescentadas. Algumas pessoas trabalham, correm e fazem tanto, mas nunca têm nada.

O Templo estava em ruínas, será que temos deixado a obra do Senhor às traças? Que a realidade dos tempos de Ageu não seja também a nossa.


sexta-feira, 17 de maio de 2024

Quem foi o profeta Miquéias

 

Diferente da maioria dos livros dos profetas, o livro de Miquéias não aborda sobre a sua vida. Sobre o profeta sabemos apenas que ele era morastita, isto é, morava na região de Moreste e viveu nos tempos dos reis Jotão, Acaz e Ezequias, os quais reinavam em Judá.

Seguindo uma linha semelhante aos demais profetas, Miquéias profetizou contra o pecado de Judá e Israel.

A mensagem de Miquéias contra falsos profetas que atuavam dentre o povo naquele período foi muito forte. O profeta denunciou as falsas profecias que circulavam no meio do povo e a ganância de tais profetas, que diziam coisas boas àqueles que lhes davam recompensas materiais.

Miquéias também traz uma importante mensagem de chamamento dos gentios, onde diversas nações reconheceriam o Deus de Israel como o único e verdadeiro Deus.

É também Miquéias que anuncia que de Belém viria o Salvador, o Messias, que era desde a eternidade. O Messias seria aquele que traria paz sem fim ao seu povo e o livraria dos seus adversários.

Apesar de toda a mensagem de juízo proferida por Miquéias e denúncia acerca da corrupção de Judá, sem encontrar um justo sequer dentre o povo, o livro de Miquéias termina em tom de esperança, profetizando que haveria perdão ao povo, obra de um Deus misericordioso, que não se esqueceria de ser fiel às promessas feitas aos patriarcas, Abraão e Jacó.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Quem foi o profeta Oséias?

O profeta Oséias fez parte da geração dos profetas menores de Israel. Ele viveu nos tempos que o rei Jeroboão II governava as tribos do norte, composta por dez dentre as doze tribos de Israel.

A Bíblia não é clara sobre as origens do profeta, se ele tinha ou não linhagem sacerdotal. O principal foco do ministério de Oséias foi denunciar os pecados existentes em Israel, o qual ele também denomina por diversas vezes como Efraim.

Se a mensagem transmitida pelo profeta era dura, a sua vida também não foi fácil porque para retratar a infidelidade de Israel para com Deus, Oséias teve que se casar com Gômer, uma prostituta com a qual ele teve dois filhos, cujos nomes também profetizavam contra a nação. Após o casamento, Gômer o deixou para voltar à sua vida pecaminosa, mas Oséias foi atrás dela para resgatá-la novamente.

Por mais que alguns estudiosos sugiram que essa união não tenha existido e que esse casamento seria uma metáfora, a grande maioria acredita que tenha sido real, o que certamente não foi fácil para o profeta.

Apesar da dureza da mensagem de juízo ao povo, Oséias termina seu livro com uma mensagem de esperança, com o Senhor prometendo perdoar aquele povo e restaurar a sua sorte.


quinta-feira, 1 de junho de 2023

Quem foi o profeta Isaías?


O profeta Isaías foi um profeta da Bíblia que viveu antes do exílio babilônico. O seu ministério abrangeu os reinados de Uzias, Ezequias e Manassés. 

Nas suas profecias vemos palavras de exortação, denúncia ao pecado, mas também de esperança. Além destas, vemos muitas mensagens messiânicas, que profetizam a chegada de Jesus, tanto que ele é chamado profeta messiânico. Nas suas mensagens, o Messias é algumas vezes denominado Servo do Senhor (Cap. 42, 49, 53).

A vida do profeta, como de qualquer outro, não foi fácil. Isaías denunciou o pecado de Judá e também das demais nações, como Moabe, Babilônia, Edom, dentre outras (Cap. 13-23). Mas ele focou principalmente nos pecados de Judá, mostrando ao povo que se não se arrependessem o juízo seria iminente.

Ele se casou com uma mulher denominada profetisa, com quem teve dois filhos, ambos com nomes proféticos, que denunciavam os pecados do povo (Cap. 7:3 e 8:3).

Mas Isaías também trouxe palavras de esperança ao povo. Apesar de não esconder deles acerca do exílio que viria aos desobedientes, o profeta também declarou que Deus os tiraria de lá, e que haveria um novo tempo para aqueles que se arrependessem.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Samuel, o homem que resgatou a palavra do Senhor no meio de Israel

"O jovem Samuel servia ao Senhor , perante Eli. Naqueles dias, a palavra do Senhor era mui rara; as visões não eram frequentes."

"Continuou o Senhor a aparecer em Siló, enquanto por sua palavra o Senhor se manifestava ali a Samuel."

1Samuel 3:1;21


Samuel pode ser considerado um dos maiores profetas de Israel. Anterior a ele, estava Eli, que era descendente da linhagem sacerdotal estabelecida nos tempos de Moisés. Mas Eli não cumpriu bem o seu papel sacerdotal. Isso ocorreu porque seus filhos eram pecadores e ele não os repreendeu.

Os filhos de Eli eram corruptos, aceitavam subornos, eram irreverentes com o templo do Senhor (chamado na época de tenda da congregação) e praticavam imoralidades sexuais. Por tudo isso, o Senhor repreendeu a Eli por honrar mais os seus filhos do que a Ele.

Infelizmente, o Senhor não habita onde há pecado e, por todas as irreverências dos filhos de Eli e dele próprio, a palavra do Senhor foi se distanciando cada vez mais do meio de Israel. O Senhor falava através dos seus profetas, mas quando estes não eram comprometidos com Ele, a Sua palavra não se manifestava.

Mas a partir do nascimento de Samuel, estava sendo gerada uma nova geração, de um profeta de fato comprometido com Deus, e foi assim todos os dias de Samuel. Desde pequeno, Samuel cresceu na presença do Senhor e logo ele começou a ouvir a voz de Deus.

A partir então do sacerdócio de Samuel, a palavra do Senhor passou a se manifestar através de Samuel e o povo voltou a novamente ouvir o Senhor falar. Nenhuma das palavras de Deus ditas a Samuel ficaram sem se cumprir (1 Samuel 3:19). Podemos refletir então que Samuel foi o homem que resgatou de volta a palavra do Senhor no meio de Israel, pois foi a partir dele que Deus voltou a falar ao Seu povo. Isso porque Ele achou em Samuel um homem obediente e reverente ao seu chamado.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O ministério do profeta Ageu

A glória desta última casa será maior do que a da primeira. Ageu 2:9


O livro de Ageu é pequeno, com apenas dois capítulos, mas que traz uma mensagem grandiosa. O centro do livro é sobre o templo do Senhor. No primeiro capítulo, Ageu exorta o povo a reedificar o templo, que havia sido derrubado quando Jerusalém foi entregue aos caldeus. Ageu repreende o povo por estarem cuidando dos seus negócios terrenos, enquanto a casa do Senhor estava aos monturos, mesmo o povo já tendo recebido a ordem para reconstrução.

Essa mensagem nos remete muito ao tipo de zelo que temos tido para com as coisas do Senhor. Muitas vezes nos deixamos levar pelas coisas desta terra, cuidamos dos nossos negócios e deixamos de lado o Reino de Deus, que deve estar sempre em primeiro lugar. Ageu salienta ao povo que enquanto as coisas do Senhor não fossem prioridade para eles, não haveria prosperidade material, haja vista tudo o que eles estavam adquirindo estar sendo destruído.

No segundo capítulo, ele anima o povo dizendo que a glória desse segundo templo seria muito maior do que a primeira. Ageu traz também uma revelação a Zorobabel, governador de Judá, de que o trono de Davi seria restabelecido. Na verdade, esse segundo templo a que se referia Ageu não era necessariamente físico, mas um templo espiritual, representado por Jesus. Sobre a revelação a Zorobabel, quando Deus o chama de escolhido, na verdade ele também se referia a vinda de Jesus, colocando Zorobabel como uma representação de alguém que viria no trono de Davi, para reinar eternamente.

Ageu entra na história do povo de Deus em um momento muito especial, pois o povo estava em um período de transição, onde eles saíram do cativeiro babilônico e tinham a oportunidade de se reconstruírem como povo de Deus, entretanto, aqueles erros passados de idolatria e falta de compromisso com Deus já não poderiam fazer parte deles.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

O livro do profeta Habacuque

Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na videira; ainda que a colheita da oliveira decepcione, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas desapareçam do aprisco, e nos currais não haja mais gado,  mesmo assim eu me alegro no Senhor , e exulto no Deus da minha salvação. Habacuque 3:17‭-‬18


Apesar de ser um livro de poucos capítulos, o livro de Habacuque tem muito a nos ensinar. Não se sabe muito sobre a vida do profeta, mas sabe-se que ele viveu em um período onde o povo de Judá estava vivendo fortes tensões, oprimido pelos inimigos que queriam dominar seu território.

O capítulo inicial de Habacuque é uma oração questionando a Deus sobre o porquê de toda aquela ameaça de destruição. O profeta questiona se Deus é realmente justo ao permitir que um povo perverso oprima o Seu povo. Deus então revela a Habacuque a futura destruição que viria sobre os caldeus.

Além disso, Deus  revela o Seu poder a Habacuque, como um Deus da guerra e que tem o controle de tudo em suas mãos. Habacuque percebeu que a salvação do seu povo viria, mas que até esse acontecimento, ele deveria esperar com paciência e fé. É neste momento que Habacuque percebeu que, apesar de todo o sofrimento que o povo iria enfrentar, tudo poderia ser melhor se eles se apegassem ao Senhor em meio a dor.

Mesmo que tudo não estivesse bem, ainda que o povo perdesse tudo, se a alegria deles estivesse no Senhor, eles enfrentariam tudo isso de cabeça erguida. Muitos homens de Deus tiveram que enfrentar o exílio babilônico, que de fato veio sobre os judeus, mas há muitos relatos bíblicos de homens e mulheres que se sobressaíram no território caldeu, como Mordecai e Daniel por exemplo, e isso porque eles não abandonaram o Senhor.

Se eu fosse resumir o livro de Habacuque em poucas palavras, eu diria que a mensagem principal do livro é, alegre-se no Senhor, apesar de qualquer circunstância. Não permita que as dificuldades abalem a sua fé, pelo contrário, permita que elas façam sua fé crescer. Ao invés de questionar o porquê dos seus problemas, permita-se ver Deus trabalhando através deles.






sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Não se contamine com as finas iguarias do pecado

 Texto de referência: Daniel 1:3-20


O profeta Daniel foi uma das pessoas exiladas levadas para a Babilônia como cativos. Na época ele era muito jovem. Ao chegar até a Babilônia, Daniel, juntamente com mais três amigos, foram escolhidos para serem conselheiros do rei. Esses jovens estavam entre os nobres de Judá e eram doutos em diversos assuntos.

Ao chegarem ao palácio, Daniel e seus amigos foram instruídos sobre o que eles deveriam se alimentar, que consistia em finas iguarias da mesa real e do vinho que o próprio rei bebia, a fim de terem boa aparência, para apresentar-se ao rei após três anos.

Imagine essa situação. Daniel, um dos cativos, ao contrário do seu povo que estava vivendo como escravos na Babilônia, talvez em situação de miséria, tinha a oportunidade de morar no palácio, comendo do melhor que havia na Babilônia. Apesar de ser um cativo, a situação dele era bastante superior aos seus demais parentes judeus.

Mesmo assim, Daniel resolveu em seu coração de que não iria se alimentar daquelas iguarias, para não se contaminar. Não fica claro no texto por que ele se contaminaria alimentando-se daquelas comidas, mas talvez fosse por serem comidas consagradas a ídolos. Daniel então pediu ao chefe dos eunucos, o homem que estava responsável pela educação deles, que deixasse ele e seus três amigos comerem apenas legumes e água.

Ao ver a resistência do eunuco em atender o pedido, Daniel pediu que o chefe fizesse uma experiência com eles, por dez dias utilizando essa alimentação. Ao fim desse período, ele percebeu que Daniel e seus amigos estavam mais fortes do que os demais que comiam da comida real. E então ele aceitou o pedido de Daniel.

E por essa atitude de fidelidade, Deus concedeu a eles sabedoria e conhecimento singulares, e a Daniel Deus deu sabedoria na interpretação de sonhos e visões. Passados os três anos, Daniel e seus amigos se apresentaram diante do rei, e se destacaram diante de todos os demais sábios da Babilônia, e passaram a fazer parte da cúpula real.

As finas iguarias do rei representam o pecado do mundo. Aparentemente ele parece bom, afinal sacia o nosso ego, mas quando cedemos a ele, estamos nos contaminando e perdendo a essência de Deus em nós. Daniel e seus amigos resolveram que não se contaminariam e Deus os honrou por essa atitude.

Desprezar aquelas iguarias e comer legumes certamente foi difícil, mas ao final eles perceberam que a boa comida deu a eles muito mais força do que a que era contaminada. Além disso, eles não perderam a comunhão com o Senhor, recebendo sabedoria e conhecimento.

A nossa vida é feita de escolhas. Diariamente estamos diante de situações onde devemos optar, seja por continuarmos firmes a Deus ou ceder ao pecado. Se o pecado for a nossa escolha, estamos abrindo mão de uma vida com Deus. Se a fidelidade a Deus for a nossa opção, Ele certamente nos honrará.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

O ministério do profeta Ezequiel

 

O profeta Ezequiel é um dos grandes profetas que estão na Bíblia. O seu ministério vem descrito logo após o livro do profeta Isaías e Jeremias. Apesar de serem todos consagrados por Deus como profetas, os seus ministérios seguiram rumos diferentes.

Todos eles denunciaram o pecado e anunciaram a restauração de Israel, mas ao lermos o livro de Isaías, percebemos que ele foi um profeta mais próximo a alguns reis da época. No caso de Jeremias, ele foi bastante rejeitado pela realeza e pelo povo. Tanto Isaías quanto Jeremias anunciaram a tomada de Judá pela Babilônia.

No caso de Ezequiel, o seu ministério já se inicia na Babilônia, dessa forma, Ezequiel não foi um profeta que anunciou o exílio. Todavia, apesar de estarem no exílio, alguns que permaneceram em Jerusalém continuavam no pecado, o que levou Ezequiel a anunciar juízo de Deus contra eles.

A narrativa de Ezequiel baseia-se muito em mensagens de juízo de Deus contra o pecado, não como uma tentativa de destruição do povo, mas como forma de levá-lo ao arrependimento. Em alguns momentos, Ezequiel se diz desacreditado pelo povo (Ezequiel 20:49).

Por conta do seu ministério profético, Ezequiel chegou a ficar mudo, isto é, foi impedido de falar por algum tempo (Ezequiel 24:27; 33:22). Ele também foi impedido por Deus de chorar a morte da sua esposa, o que certamente não foi fácil para ele (Ezequiel 24:16).

Apesar das dificuldades do chamado, Ezequiel presenciou momentos preciosos na presença de Deus, onde ele teve visões da glória de Deus e da restauração de Israel. Foi Ezequiel que teve a visão dos ossos secos que voltaram à vida (Ezequiel 37:1-14), e de um rio que saía do templo e não tinha mais fim (Ezequiel 47). 

Embora o seu livro relate muitas mensagens de juízo, o livro de Ezequiel termina com uma mensagem de esperança ao povo de Deus. O Senhor o fez ver um novo templo, dentro de uma nova cidade. Esse templo, apesar de descrito como físico, faz parte da definição de templo da nova aliança, que corresponde ao nosso coração, ele é o verdadeiro templo, lugar de habitação eterna do Senhor.


segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Jeremias: o profeta fiel

 Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca; Jeremias 1:8-9


O profeta Jeremias foi um grande profeta no território de Israel. O seu ministério ocorreu desde os tempos do rei Josias até o início do período de exílio de Israel na Babilônia. 

O ministério de Jeremias foi extremamente penoso, porque ele exerceu o seu ministério em um período onde o povo de Judá estava vivendo uma corrupção moral e religiosa muito grande, além de uma grande idolatria. E Jeremias foi fiel ao seu chamado pois ele não se calou diante da realidade em que o povo estava vivendo.

Entretanto, Jeremias pagou um alto preço por sua fidelidade a Deus, pois as profecias anunciadas aos judeus os desagradaram muito, isso porque Jeremias não apenas denunciava o pecado, mas anunciava também o castigo de Deus ao povo. E por tudo isso, Jeremias foi rejeitado pelas pessoas (15:17), foi açoitado, jogado em uma cisterna cheia de lama (38:6) e preso (37:16).

Uma das características mais marcantes de Jeremias foi a sua sinceridade com Deus. Jeremias por vezes se queixava diante de Deus e achava penoso o seu ministério. Todavia, Deus sempre buscava dar uma palavra de consolo ao profeta. Deus lhe prometeu que Ele estaria com Jeremias, e que ninguém faria mal a ele.

E quando Jerusalém foi tomada por Nabucodonosor e levada para o exílio para a Babilônia, Jeremias foi tratado com toda a humanidade, e por ordem do próprio Nabucodonosor (39:12) pôde escolher para qual lugar iria, se para Babilônia ou se escolheria ficar em Jerusalém. Os príncipes que o humilharam foram levados como escravos, mas Jeremias estava livre.

A vida de Jeremias nos ensina sobre a fidelidade em cumprir o chamado de Deus. Em um tempo onde os líderes têm medo de falar a verdade e serem "cancelados", encontramos Jeremias, um profeta que falou a Palavra genuína de Deus, mesmo sabendo as consequências disso para a  sua vida pessoal. O legado de Jeremias permanece vivo. Ele é exemplo para todos os profetas. São os profetas de ontem que continuam falando hoje.


sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Jonas: o profeta imaturo

 Texto de referência: Jonas 1-4


Jonas foi um profeta que existiu nos tempos do rei Jeroboão II em Israel. Ele recebeu do Senhor a ordem para anunciar a destruição da cidade de Nínive, capital da Assíria, que tinha cerca de 120 mil habitantes. Mas ao invés de Jonas obedecer, ele pegou um navio e fugiu para outra cidade, alegando estar "fugindo da presença do Senhor".

Após o navio quase ser afundado por uma tempestade enviada pelo Senhor, Jonas é jogado ao mar pelos marinheiros e acaba sendo tragado por um grande peixe, também enviado pelo Senhor. Após três dias no ventre do peixe, refletindo sobre a sua situação, Jonas reconhece o seu erro e Deus ordena ao peixe que o devolva à Terra.

Novamente, Deus ordena a Jonas que pregue contra Nínive. Dessa vez, Jonas obedece e vai até a cidade. A pregação surte efeito, pois os moradores da cidade se arrependem e se convertem ao Senhor, que se arrepende e desiste de destruí-la. Jonas então murmura contra Deus por ter perdoado Nínive e começa uma série de comportamentos infantis, onde pede a morte para si por Deus não ter destruído Nínive e por Deus ter destruído uma planta que lhe fazia sombra.

A história de Jonas é muito conhecida pelo extraordinário fato dele ter sido engolido por um peixe e ter ficado vivo lá dentro. Mas muitas vezes nos esquecemos de meditar em um aspecto que envolve a história de Jonas, a sua imaturidade enquanto profeta. 

Na verdade, Jonas queria que Nínive fosse destruída, haja vista ela ser uma grande inimiga de Israel, e por isso ele relutou contra a ordem de Deus em pregar para aquela cidade. Mas o fato é que não podemos levar a palavra de Deus a quem queremos, mas a quem Deus quer nos enviar. Aceitar o chamado de Deus exige de nós consciência de que não faremos mais o que queremos, mas o que Deus nos manda fazer. Além disso, quando Deus envia uma mensagem de juízo, não é para destruir as pessoas, mas para levá-las ao arrependimento. 

Outro aspecto que indica que Jonas era imaturo é o fato dele pegar um navio para tentar fugir da presença de Deus. Provavelmente Jonas não conhecia o autor do Salmos 139, que reconheceu ser impossível fugir de Deus, pois Ele é Onipresente, isto é, Deus está em todos os lugares, ao mesmo tempo. Por fim, o fato de Jonas ficar discutindo com o Senhor coisas bastante fúteis, demonstra uma certa imaturidade por parte dele.

Para vivermos a vocação para o qual fomos chamados, precisamos de maturidade, característica que nos fará fazer as coisas certas no momento certo. Apesar de ser um homem que Deus queria usar, Jonas não tinha maturidade para encarar a sua missão. E nós, será que temos nos comportado com a maturidade que o nosso ministério exige?

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Eliseu: o profeta da ousadia, da santidade e abnegação

 Textos de referência: 1 Reis 19:19-21; 2 Reis 4-7


O início da descrição bíblica do ministério de Eliseu se inicia quando Elias o chama para segui-lo e Eliseu, que estava cuidando de bois, larga tudo, despede-se da sua família, imola os bois os quais estava cuidando e começa a seguir Elias. A partir daí, a Bíblia relata que Eliseu o servia. Em outro relato mais adiante, Eliseu é conhecido como aquele que lavava as mãos de Elias. Dessa forma, percebemos que o ministério de Eliseu começou com ele servindo o homem que exercia autoridade sobre ele.

Após a subida de Elias ao céu, Eliseu assume o seu lugar como líder dos profetas. A princípio, ele mesmo não se impõe através da sua fé, pois para abrir e atravessar o rio Jordão, ele utiliza a capa de Elias e ora ao Senhor, clamando ao "Deus de Elias". Mas aos poucos, o ministério de Eliseu começa a ganhar notoriedade.

Assim como Elias, percebe-se que uma das características marcantes do ministério de Eliseu era a sua ousadia no Senhor. Eliseu não tinha medo e confiava no poder do Senhor para operar milagres. Através da sua vida, Deus operou grandemente em diversas situações, até mesmo na ressurreição de mortos. Mas um atributo de Eliseu que nos chama a atenção era a santidade. Foi por ser visto como um homem santo, que a mulher sunamita fez exclusivamente para ele um quarto em sua casa.

Por fim, Eliseu demonstrou em seu ministério que não era ganancioso. Essa atitude é vista logo no início, quando ele foi chamado e largou o seu trabalho e família para cumprir a sua vocação ministerial. É confirmada quando o Senhor o usou para trazer a cura da lepra ao comandante do exército siro. Nesta oportunidade, ele ofereceu a Eliseu muitas riquezas, as quais foram recusadas por ele. Essa atitude foi tão surpreendente que causou indignação no seu ajudante, que ao tentar pegar para si um pouco das riquezas que Eliseu desprezou, acabou sendo castigado.

Mesmo após a sua morte, o ministério de Eliseu continuou a frutificar, pois os seus ossos ao tocarem um cadáver que havia sido enterrado em seu túmulo, fez reviver um homem.

Todo o ministério de Eliseu não cabe nesse pequeno relato, pois ele foi um profeta e homem extraordinário. Mas se formos caracterizar o ministério de Eliseu em três características, podemos citar a ousadia, a santidade e a abnegação. São características que Deus quer também em nós, ousadia para crer no poder d'Ele, não importa a dificuldade da situação, santidade para renunciar diariamente o pecado e o mundo, abnegação para que as coisas terrenas não venham a ocupar o lugar do Senhor em nosso coração.


sábado, 31 de julho de 2021

Não despreze aquilo que você tem

"Eliseu perguntou à mulher: — O que posso fazer por você? Diga-me o que é que você tem em casa. Ela respondeu: — Esta sua serva não tem nada em casa, a não ser um jarro de azeite." 2 Reis 4:2


Em uma das histórias do profeta Eliseu, chega à sua presença uma viúva. Essa mulher, que era esposa de um discípulo dos profetas e que temia a Deus, estava em uma situação bastante difícil. Após a morte do seu marido, por não ter fonte de renda, acabou contraindo dívidas, o que fez com que os credores dessas dívidas viessem até ela para levar seus filhos como escravos, por não ter ela com o que pagar o montante devedor.

Essa viúva, se sentindo encurralada pela situação, recorre ao profeta Eliseu. Ao lhe explicar sua situação, o profeta lhe questiona sobre o que ela tinha em casa. A viúva responde a Eliseu que não tinha nada, apenas uma botija de azeite. Ungido pelo Espírito, Eliseu ordena que ela buscasse entre seus vizinhos muitas vasilhas que estivessem vazias.

Ao trazer as vasilhas, Eliseu ordenou que ela fosse enchendo aquelas vasilhas com o azeite que havia na botija. A viúva fez tudo conforme Eliseu lhe ordenou. Ela creu que aquele milagre seria possível, e assim aconteceu. Aquele pouco azeite que havia na botija foi se multiplicando de forma que ela conseguiu encher todas as vasilhas que ela havia buscado.

A quantidade de azeite era tão grande que ela conseguiu vender o azeite, pagar a sua dívida e ainda sobreviver com o restante que sobrou.

A princípio, aquela viúva não deu muita importância ao azeite que tinha, pois ao ser questionada sobre o que tinha em casa, ela disse não ter nada, apenas o azeite. Mas aquele azeite, que aos olhos dela era tão pouco e inservível, foi o instrumento usado por Eliseu para ajudar ela a resolver seus problemas.

Muitas vezes estamos diante de situações desafiadoras, onde olhamos para os problemas e não vemos solução. Mas em muitos casos estamos negligenciando ferramentas que o Senhor coloca à nossa disposição para enfrentarmos e vencermos as dificuldades. Não podemos desprezar nada, pois qualquer coisa pode ser usada por Deus para nos ajudar. Apenas temos que abrir os nossos olhos para enxergarmos as botijas de azeite que temos em nossa casa. Muitas vezes Deus coloca diante dos nossos olhos a solução, só precisamos enxergar. Que o Senhor nos dê essa visão, como Eliseu, que enxergou em uma simples botija de azeite uma ferramenta que poderia ser usada por Deus para intervir naquela situação, e assim poderemos enxergar também o auxílio do Senhor por nós, que está sempre presente quando mais precisamos.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Elias: um homem comum com uma fé extraordinária

 Textos de referência: 1 Reis 17:1-7; 18:36-40; 19:3-14; 2 Reis 1:9-13: 2:9-11


O profeta Elias é um dos homens mais excêntricos das escrituras sagradas. A começar pelas suas vestes, que eram de pêlos de animais, e não de tecidos, como era o costume da época. Mas a excentricidade de Elias é mais destacada em seu ministério, pois os milagres que Deus fazia por meio de Elias eram bastante fortes.

Por algum tempo ele foi alimentado por corvos que diariamente lhe traziam pão e carne para ele comer. Já imaginou você estar em um lugar e de repente ver uma ave trazendo para você um pedaço de pão e uma porção de carne?

Através da palavra de Elias e permissão do Senhor, não choveu sobre a terra durante três anos. E através da oração de Elias, Deus enviou chuva sobre a terra. Nesse mesmo episódio, Elias orou ao Senhor e fogo desceu do céu sobre o altar, desmistificando o falso poder de Baal entre o povo.

Outra ocasião em que se nota uma unção na vida de Elias, foi quando o rei Acazias lhe enviou cinquenta homens e um capitão para prendê-lo, mas Elias orou e caiu fogo do céu consumindo aqueles homens. A mesma cena se repetiu novamente, e só não houve um terceiro morticínio porque o capitão pediu clemência por ele e pelos seus capitães.

Por fim, em uma ocasião em que Elias e seus discípulos estavam passando pelo rio Jordão, ao ver que o rio estava cheio e não poderiam passar, Elias naturalmente enrolou o seu manto, fazendo as águas se dividirem e eles passassem a seco.

Até a morte de Elias não foi algo natural, pois Elias não morreu como as demais pessoas, mas foi elevado ao céu em um carro de fogo, puxado por cavalos de fogo, através de um redemoinho.

A história de Elias demonstra que havia algo especial naquele homem. O poder de Deus que repousava sobre ele era algo surpreendente. Parecia que nenhum obstáculo era grande demais para ele. Mas Elias não era nenhum super-herói. Pelo contrário, o apóstolo Tiago, ao encorajar seus discípulos à oração, nos relata que Elias era um homem comum, sujeito às mesmas paixões que nós (Tiago 5:17). E a própria história de Elias relata isso, ao descrever um período de esgotamento emocional pelo qual ele passou após matar quatrocentos e cinquenta profetas de Baal. Após esse momento, Elias redescobriu o Senhor, percebendo que Deus não era apenas um Deus de fogo, mas também se manifestava através da calmaria.

Elias era um homem comum, que chorava, entristecia, sentia solidão e duvidava. Mas Elias deixava ser conduzido pelo Espírito. Não há nenhuma fórmula mágica, o segredo de Elias era a sua ousadia em servir ao Senhor, não temendo denunciar o pecado, o que demonstrava a sua total entrega ao Senhor e renúncia ao pecado, o que demonstrava a sua santidade.

Assim como Elias impactou a sua época, o Senhor chama também em nossa geração homens como Elias, que se deixem ser usados por Ele para impactar a nossa geração. Ele quer usar homens de fé e que se esforcem por viver em santidade.