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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Por que oramos e Deus não nos ouve?

 Textos de referência: Isaías 1.15-16 e Isaías 59:2


O Salmos 141 é uma oração atribuída a Davi, onde ele busca algo que devemos buscar todos os dias: que o Senhor escute a nossa oração.

Logo no início do texto o salmista pede a Deus que ouça a sua oração, que ela suba a Ele como incenso, e que o seu louvor seja como uma oferta agradável. Em síntese, o salmista pede que a sua oração e adoração agradem a Deus.

Nem sempre a nossa oração ou adoração são aceitas diante de Deus e isso ocorre quando há em nós pecado. O pecado nos afasta de Deus, e faz com que ele não ouça a nossa oração ou aceite a nossa adoração.

Como diz no livro do profeta Isaías:

“Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.” Isaías 1.15-16.

“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” Isaías 59:2

E por isso, nos próximos versículos o salmista pede que o Senhor o ajude a vigiar aquilo que ele fala, que o coração dele não seja inclinado para o mal, que ele não seja influenciado pelos perversos e que ele saiba aceitar a repreensão.

A santidade é o caminho que nós aproxima de Deus. Uma oração feita com uma vida cheia de pecados não confessados é um ato hipócrita. Precisamos viver uma vida reta se quisermos que ele nos ouça. É um despertar contínuo, que exige de nós renúncia diária ao pecado.



sexta-feira, 3 de outubro de 2025

O anseio de um pecador

 Alguns salmos na Bíblia retratam as agruras do pecado. Os salmos são orações e em muitos deles vemos o clamor de um aflito. O Salmos 130 é um deles, pois retrata o clamor de um homem que pecou e estava nas profundezas do pecado.

“Das profundezas clamo a ti, Senhor.” v. 1

O pecado tem esse poder de nos deixar nas profundezas. Quando cedemos a ele, aos poucos vamos nos afundando. A expressão desse salmista indica o quanto ele se afastou de Deus.

Mas ele crê no perdão de Deus, ele acredita que a misericórdia de Deus é tão extensa que permite ele não observar profundamente os nossos pecados, pois uma vez que o Senhor colocar nossas faltas em análise profunda, todos seríamos aniquilados.

“Se observares, Senhor, iniquidades, quem, Senhor, subsistirá?” v. 3

A sua confiança no perdão de Deus é algo tão grande que ele anseia por esse perdão e por adentrar novamente na presença do Pai. Ele crê na misericórdia e no grande poder remidor que o Senhor tem, para perdoar não somente alguns pecados, mas todos, não importa a sua gravidade.

“ A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã, espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia; nele, copiosa redenção. É ele quem redime a Israel de todas as suas iniquidades.” v. 6, 7 e 8.

O perdão de Deus é gratuito, mas para alcançá-lo precisamos ser como o salmista, buscar, esperar e confiar. Quando nos abrimos ao perdão ele é estendido a nós.



sábado, 26 de julho de 2025

A nossa semelhança com Jesus

 Textos de referência: Efésios 1:19-21; 2:5-6


Somos muito semelhantes a Jesus, afinal fomos criados à sua imagem (Gênesis 1:26). Se fôssemos elencar todos os aspectos em que somos semelhantes a Jesus, somente um texto não bastaria. Mas nesta pequena reflexão a minha intenção é abordar um aspecto da nossa semelhança com Jesus, que é a sua morte e ressurreição.

Todos sabemos o propósito da morte de Jesus, nos libertar do império das trevas e nos reconciliar com Deus. Se Ele não tivesse vindo ao mundo e morrido por todos nós, continuaríamos a depender de sacrifícios de animais para fazer expiação por nossos pecados.

Mas um único Cordeiro, Santo e Imaculado se ofereceu para expiar de vez todos os pecados de todas as pessoas. Esse Cordeiro é Jesus.

Ao ler o livro de Efésios, logo em seu primeiro capítulo, Paulo faz uma explanação sobre a vinda, morte e ressurreição de Jesus, explicando como hoje Ele é o cabeça de todas as coisas e está acima de tudo. Entretanto, ao continuar a leitura do livro, no segundo capítulo, Paulo nos assemelha a Cristo, dizendo que com Ele nós fomos mortos, ressuscitados e também assentados nos lugares celestiais.

Todas essas constatações nos fazem entender que quando Jesus morreu, nós também morremos. O sacrifício vivo foi Ele, o sangue derramado foi d'Ele, mas ao morrer em nosso favor, pela redenção dos nossos pecados, nós também morremos para o pecado. E ao ressuscitar e vencer a morte, nós também ressuscitamos no mundo espiritual e vencemos os poderes e as potestades do mal. E agora, assim como ele está assentado no alto, acima de todos eles, nós também estamos.

Tudo isso é maravilhoso! O pecado não nos domina mais, as forças inimigas já não tem poder para nos atingir e agora somos livres e vencedores em Cristo. Que possamos nos apropriar cada dia dessas verdades e desfrutar dessa liberdade que só em Cristo podemos ter.


terça-feira, 8 de julho de 2025

Quando a nossa iniquidade é perdoada

 Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Salmos 32:1

Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11:30

O pecado é um fardo difícil de carregar. Na verdade, ele é como um saco, que carrega dentro de si elementos que vão sutilmente pesando a carga total. Isso se justifica pelo fato de que, quando pecamos, não estamos carregando apenas o pecado, mas todas as cargas que ele carrega em si, que são o remorso, as consequências que o pecado traz, a tristeza de espírito por ter pecado, as acusações do maligno, dentre outras.

E por isso quando pecamos nos sentimos pesados, porque de fato estamos carregando um fardo em nós. Mas se o pecado pesa, existe Jesus que declara ter um jugo suave e um fardo leve. Como pode um jugo (carga) ser suave e uma fardo (algo que pesa) ser leve? Humanamente não são, mas Jesus faz eles serem.

Andar com Jesus é não mais carregar fardos, é não possuir nenhum peso nos ombros, é viver em liberdade. E essa leveza só é sentida pelo perdão que Ele nos concede pelos nossos pecados. 

Não existe nada melhor do que quando pecamos e estamos nos sentindo mal por isso, ir aos pés de Jesus, confessar e receber perdão. Essa atitude nos traz uma leveza tão grande que é como se tirássemos uma carga das costas. E na verdade estamos tirando, mas não uma carga física e sim, uma carga espiritual, que não podemos ver, só podemos sentir.

Por isso é tão importante confessar os nossos pecados, porque o perdão nos dignifica novamente diante de Deus. Esconder os pecados nos envelhece (Salmos 32:3). Confessar nos rejuvenesce. Pelo que você precisa pedir perdão a Deus hoje? Não espere mais, confesse e sinta a leveza de espírito que só Ele pode te dar.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

O estado progressivo do pecado

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” Salmos 1:1


Todo homem é pecador, não há nenhum justo na face da terra, entretanto, apesar da nossa natureza pecaminosa, não precisamos nos entregar ao pecado pois o Senhor é um Deus perdoador, que concede misericórdia àqueles que assim clamam.

Ninguém que tenha se entregado ao pecado o faz repentinamente, as práticas pecaminosas vêm aos poucos, até que o indivíduo deixe completamente o temor a Deus.

No Salmos 1, logo no primeiro versículo, encontramos uma descrição que apresenta de forma simples como o pecado pode entrar na vida de alguém.

Quando ele descreve as formas de alguém praticar o mal, ele o coloca numa espécie de degrau:

Andar no conselho dos ímpios: essa atitude refere-se a seguir conselhos errados, passar a ouvir palavras ao vento, ver o mal e não se desviar dele.

Deter-se no caminho dos pecadores: diz respeito a parar para contemplar o pecado ao invés de abominá-lo, achar que é normal determinados tipos de situações.

Assentar na roda dos escarnecedores: quem para a ouvir os maus conselhos e contemplar o pecado, no fim, acaba se aliando a ele. Assentar com escarnecedores é estar no meio da iniquidade, praticando-a sem se lembrar do Senhor.

Não podemos subestimar o poder do inimigo em nos arrastar para o mal. Ele anda ao derredor, bramando como um leão, buscando suas presas. Devemos nos apegar cada dia à Palavra de Deus para que os nossos olhos sejam abertos e assim possamos estar cada vez mais longe do pecado.

sábado, 27 de julho de 2024

Reflexões sobre a parábola dos dois filhos

Texto de referência: Mateus 21:28-32


Certa vez Jesus contou a seguinte parábola: um homem tinha dois filhos. Veio até um e lhe pediu para trabalhar em sua vinha, ele disse que ia mas não foi. Ao segundo filho ele fez o mesmo pedido. Este disse que não ia, mas depois se arrependeu e foi. Por fim, Jesus concluiu que no fim das contas quem fez a vontade do pai foi o segundo filho.

Nesta parábola Jesus condena os judeus religiosos pela hipocrisia destes, comparando-os ao primeiro filho, dizendo que eles afirmavam fazer a vontade de Deus, quando na verdade eles não faziam.

Em contrapartida, muitos pecadores como os cobradores de impostos e as prostitutas, apesar de começarem no pecado, se arrependeram e passaram a fazer a vontade de Deus.

O que vale para Deus é a nossa decisão final. No dia do juízo não vai contar como começamos a nossa caminhada, mas como nós terminamos. Não adianta iniciar servindo a Deus e depois parar, também não adianta dizer que serve a Deus quando na verdade o coração está cheio de maldade, mas será salvo aquele que, mesmo tendo começado no erro, se arrepender e terminar a sua vida servindo a Deus.

Não adianta viver uma vida cristã de aparências, pois um dia tudo será trazido à luz (Lucas 12:2). Aqueles que dizem servir a Deus e não o fazem serão condenados, mas aqueles que reconhecerem os seus pecados e se afastarem deles receberão a vida eterna (Provérbios 28:13).


sexta-feira, 7 de junho de 2024

Como o fogo do ourives e o sabão das lavadeiras

Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros. Malaquias 3:2


Embora nada se compare ao Senhor Jesus, existem muitas formas relacionadas que são atribuídas ao Senhor em Sua Palavra. Em uma delas o profeta Malaquias assemelha o Senhor a um fogo do ourives ou a um sabão (potassa em outras traduções) de lavadeiros.

Para compreendermos a primeira expressão, precisamos entender como funciona o trabalho do ourives. Um ourives é alguém que trabalha na confecção de joias a partir de metais nobres, como prata e ouro.  A grosso modo, o ourives precisa purificar a prata ou o ouro submetendo-o a altas temperaturas, a fim de extrair o metal e retirar as impurezas.

Agora podemos compreender com mais facilidade o motivo de Jesus ser relacionado a um fogo do ourives, pois Ele veio para nos purificar a fim de que em nós reste apenas aquilo que é bom, e que toda impureza seja retirada.

De semelhante modo, o sabão é o item que a lavadeira usa para alvejar as roupas. A água é muito importante, mas sozinha não tem a capacidade de retirar a sujeira. Essa função é do sabão que possui as propriedades químicas necessárias para quebrar as moléculas da água e penetrar na roupa, realizando o processo de lavagem.

Assim como o sabão na mão do lavadeiro, Jesus veio para limpar o nosso interior de toda sujeira. Esse ato foi consumado através da cruz do Calvário, pois ali Ele pagou o preço por nossos pecados, rasgou a nossa dívida e passamos a ser justificados. Foi pelo sacrifício de Jesus que fomos perdoados, ficando, dessa forma, limpos da sujeira que o pecado causava em nós.



quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Três coisas que há no mundo das quais devemos fugir

Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo—a cobiça da carne , a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens—não provém do Pai, mas do mundo. 1 João 2:15‭-‬16


Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Amar o mundo é andar na contramão dos caminhos de Deus. É o próprio Deus que nos alerta através do apóstolo João a não amarmos o mundo e nem as coisas existentes nele.

Nesse sentido, o autor da carta aponta três tipos de atitudes que pertencem ao mundo das quais nós devemos fugir, a saber, a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação das coisas.

A primeira atitude é nos afastar da cobiça da carne, isto e, amar aquilo que é da carne. O apóstolo Paulo nos aponta o que são obras pertencente à carne, como por exemplo, idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes (Gálatas 5:20‭-‬21).

A cobiça dos olhos corresponde aos maus desejos. Muitas vezes não precisamos "fazer" para pecar, apenas "desejar" já gera o pecado. Os olhos são muitas vezes a primeira entrada do pecado nas nossas vidas. Foi assim com Eva, que antes de comer o fruto proibido o desejou (Gênesis 3:6).

Por fim, a terceira tentação do mundo diz respeito à ostentação das coisas, descrita como soberba da vida, em outras traduções. Ostentar é diferente de ter coisas. Ostentar é se vangloriar naquilo que se tem, é mostrar os seus bens como vindo do seu próprio esforço ou poder.

Viver no mundo não significa amá-lo. O que leva alguém a amar o mundo é amar as coisas que existem nele. É dessa atitude que o Senhor nos alerta a afastarmos. O nosso amor deve ser exclusivo às coisas de Deus, e não ao mundo.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Por que pecamos, mesmo não querendo pecar?

Texto de referência: Romanos 7:7-25


O pecado é o grande vilão desse mundo. Quando Deus criou o primeiro homem, não havia pecado nele, mas por causa da sua desobediência às ordens de Deus, o pecado então entrou no mundo.

Desde então as pessoas peçam, e mesmo sem querer ceder ao pecado, acabam cedendo algumas vezes. É preciso entender que nem todo pecado é cometido de forma deliberada, isto é, com prazer em pecar. Muitas vezes pecamos sem querer, porque a nossa natureza é inevitavelmente carnal.

Paulo em sua carta aos Romanos aborda um pouco sobre esse assunto, ao declarar que o bem que ele queria fazer ele não fazia, mas o mal que ele não queria praticar, esse ele fazia. A sua aflição quanto a isso é tanta que ele chama a si mesmo de miserável e deseja ficar livre daquele corpo de morte.

Paulo ainda ressalta que existe uma luta da nossa carne com o nosso homem interior, onde este tem prazer na lei de Deus, enquanto aquele apenas tem prazer no pecado. De fato, existe uma guerra diária travada em nós, onde mesmo que dentro de nós não queremos pecar, muitas vezes pecamos.

O que acontece na verdade é que nós éramos carnais, vendidos à escravidão do pecado, mas Cristo fez a nossa remissão na cruz do calvário, libertando-nos das mãos do inimigo. Todavia, apesar de não sermos mais escravos do diabo, a nossa natureza continua sendo carnal, e por isso o pecado continua a habitar em nós.

Por isso é que frequentemente pecamos, ainda que não seja essa a nossa vontade. Mas isso não é motivo para desanimarmos, pois para cada pecado confessado há um perdão. Então se nós, mesmo sem querer, fizemos algo errado, podemos confessar a Deus o nosso pecado e clamar a misericórdia d'Ele. Certamente Ele irá nos perdoar e termos a nossa comunhão com Deus restaurada.



terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

As consequências do pecado

 Texto de referência: Salmos 38


Em geral é muito difícil reconhecer os nossos pecados, pois ele revela as nossas fraquezas. Somos bons em reconhecer pecados alheios, mas péssimos em reconhecer os nossos. Mas uma das provas de que amadurecemos espiritualmente é quando reconhecemos as nossas falhas. O salmista Davi no Salmos 38 reconheceu, e demonstrou arrependimento (v. 20).

Neste salmo, ele apresenta a Deus o seu pecado e expõe tudo o que ele causou em sua vida. 

Doenças físicas: o salmista diz em algumas partes que o seu corpo físico estava doente como consequência do seu pecado (v. 3, 5 e 7). Apesar de sabermos que nem toda enfermidade tem relação direta com algum pecado, sabemos que de fato o pecado pode causar algumas enfermidades em nosso corpo.

Abatimento e tristeza: o salmista encontrava-se abatido, havia tristeza em seu coração (v. 6, 18). Essa é uma das consequências do pecado, pois sabemos que fomos criados para Deus e quando estamos distantes d'Ele, o nosso prazer interior acaba.

Fraqueza: o pecado suga também as nossas forças, como fez com o salmista (v. 10). Quando nos entregamos ao pecado, perdemos a força que vem de Deus.

Desassossego e aflição: Deus é um Deus de paz. Não há quem queira mais que tenhamos paz do que Deus. Ele é a nossa paz. Quando estamos distantes do Senhor, pois o pecado nos afasta d'Ele, perdemos a nossa paz (v. 8 e 10).

Adversários: outra consequência do pecado é que quando nos entregamos a ele, perdemos a proteção de Deus e ficamos a mercê dos nossos adversários (v. 12).

É importante ressaltar que nem toda doença, tristeza, aflição ou inimigos são consequências diretas do pecado. Outros fatores também contribuem para tais condições e é preciso avaliar cada caso de forma específica. Muitos santos na Bíblia, mesmo vivendo em santidade experienciaram situações bastante adversas.

Apesar disso, sabemos que o pecado é extremamente prejudicial à nossa vida, pois o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23). Dessa forma, cabe a nós ficarmos cada dia mais distantes dele e nos esforçarmos por viver uma vida de justiça e santidade.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Não se contamine com as finas iguarias do pecado

 Texto de referência: Daniel 1:3-20


O profeta Daniel foi uma das pessoas exiladas levadas para a Babilônia como cativos. Na época ele era muito jovem. Ao chegar até a Babilônia, Daniel, juntamente com mais três amigos, foram escolhidos para serem conselheiros do rei. Esses jovens estavam entre os nobres de Judá e eram doutos em diversos assuntos.

Ao chegarem ao palácio, Daniel e seus amigos foram instruídos sobre o que eles deveriam se alimentar, que consistia em finas iguarias da mesa real e do vinho que o próprio rei bebia, a fim de terem boa aparência, para apresentar-se ao rei após três anos.

Imagine essa situação. Daniel, um dos cativos, ao contrário do seu povo que estava vivendo como escravos na Babilônia, talvez em situação de miséria, tinha a oportunidade de morar no palácio, comendo do melhor que havia na Babilônia. Apesar de ser um cativo, a situação dele era bastante superior aos seus demais parentes judeus.

Mesmo assim, Daniel resolveu em seu coração de que não iria se alimentar daquelas iguarias, para não se contaminar. Não fica claro no texto por que ele se contaminaria alimentando-se daquelas comidas, mas talvez fosse por serem comidas consagradas a ídolos. Daniel então pediu ao chefe dos eunucos, o homem que estava responsável pela educação deles, que deixasse ele e seus três amigos comerem apenas legumes e água.

Ao ver a resistência do eunuco em atender o pedido, Daniel pediu que o chefe fizesse uma experiência com eles, por dez dias utilizando essa alimentação. Ao fim desse período, ele percebeu que Daniel e seus amigos estavam mais fortes do que os demais que comiam da comida real. E então ele aceitou o pedido de Daniel.

E por essa atitude de fidelidade, Deus concedeu a eles sabedoria e conhecimento singulares, e a Daniel Deus deu sabedoria na interpretação de sonhos e visões. Passados os três anos, Daniel e seus amigos se apresentaram diante do rei, e se destacaram diante de todos os demais sábios da Babilônia, e passaram a fazer parte da cúpula real.

As finas iguarias do rei representam o pecado do mundo. Aparentemente ele parece bom, afinal sacia o nosso ego, mas quando cedemos a ele, estamos nos contaminando e perdendo a essência de Deus em nós. Daniel e seus amigos resolveram que não se contaminariam e Deus os honrou por essa atitude.

Desprezar aquelas iguarias e comer legumes certamente foi difícil, mas ao final eles perceberam que a boa comida deu a eles muito mais força do que a que era contaminada. Além disso, eles não perderam a comunhão com o Senhor, recebendo sabedoria e conhecimento.

A nossa vida é feita de escolhas. Diariamente estamos diante de situações onde devemos optar, seja por continuarmos firmes a Deus ou ceder ao pecado. Se o pecado for a nossa escolha, estamos abrindo mão de uma vida com Deus. Se a fidelidade a Deus for a nossa opção, Ele certamente nos honrará.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Seja sincero na presença de Deus

 Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia. Provérbios 28:13


Deus é perfeito e maravilhoso, mas Ele nunca escondeu de nós a nossa condição de pecadores. Somos pecadores e o Senhor não nos priva de sabermos dessa realidade, entretanto, Ele também nos adverte acerca dos perigos de uma vida de permanência no pecado.

Deus nunca irá compactuar com o pecado. Ele é Santo, a Sua natureza é de santidade, em Seu reino não há espaço para o pecado, mas há lugar para o pecador. Mas isso não se dá de qualquer maneira, isto é, Deus acolhe o pecador, mas para que nós pecadores sejamos aceitos em seu reino, precisamos de uma atitude: o arrependimento.

Apesar de toda a perfeição de Deus, o Seu reino é formado de pessoas imperfeitas, mas que reconhecem a sua condição e que Deus é poderoso para transformar qualquer coração. O versículo de hoje nos diz que aquele que esconde os seus pecados não prospera, isto é, não há avanços naquele que não reconhece os seus pecados. Por outro lado, aquele que se arrepende, confessa os seus erros e se esforça para mudar encontra misericórdia por parte de Deus. 

Percebemos então que existem dois caminhos. Um caminho consiste em não reconhecer os seus erros, pelo contrário, passar panos quentes, varrer os pecados para "debaixo do tapete", com o intuito de não ser descoberto, ou em uma tentativa de enganar a si próprio. O outro caminho é daquele que reconhece perante Deus que está errado, pede perdão a Ele e muda suas atitudes. Esse indivíduo é aquele que alcança misericórdia. 

Uma característica de alguém verdadeiramente cristão é a sinceridade. Deus se agrada em sermos sinceros diante d'Ele. Podemos enganar qualquer pessoa, menos a Deus, pois Ele nos conhece no mais profundo do nosso ser. Por isso, quando somos sinceros diante do Senhor, estamos reconhecendo a nossa fragilidade perante Ele, e a um coração quebrantado, Deus não desprezará.

Se eu fosse resumir essa mensagem de hoje em uma frase, eu diria: seja sincero diante de Deus quanto aos seus pecados. Não esconda nada d'Ele, pelo contrário, confesse a Deus os seus pecados, sejam quais forem a gravidade deles, pois para aquele que confessa e arrepende, há misericórdia. Para aqueles que tentam esconder, estão tomando uma atitude inútil, pois Deus não se deixa enganar.


sábado, 11 de setembro de 2021

Afastando o precioso do vil

 Portanto, assim diz o Senhor : Se tu te arrependeres, eu te farei voltar e estarás diante de mim; se apartares o precioso do vil, serás a minha boca; e eles se tornarão a ti, mas tu não passarás para o lado deles. Jeremias 15:19


As palavras desse versículo foram dirigidas a Jeremias, um profeta do antigo testamento que enfrentou diversos períodos de dificuldades. Em muitos deles, Jeremias questionou a Deus acerca do seu chamado. Essa palavra de Deus é uma das respostas a esses questionamentos, onde Jeremias relata a Deus que nele não havia pecado, mas que mesmo assim continuava a sofrer. 

Nesse contexto, Deus responde a Jeremias que não era exatamente como o profeta dizia e que ele deveria se arrepender dos seus pecados, para voltar à presença de Deus. Além disso, o profeta deveria apartar o precioso do vil para ser a boca de Deus para o povo. Agindo dessa forma, aqueles que estavam em pecado se voltariam para Deus, e Jeremias não se renderia mais ao pecado.

Pelo fato de Jeremias ser um profeta, ele precisava rearranjar a sua vida, não vivendo em pecado e não se misturando mais com as práticas do mal. Quando Deus orienta Jeremias a afastar aquilo que é precioso do vil, Ele se refere a não pegar aquilo que é santo e ajuntar com o que é impuro. A partir desse comportamento, Deus passaria a usar Jeremias para levar a Sua palavra.

Talvez nunca tivemos uma geração que misture tanto o precioso com o vil como esta. As coisas de Deus têm sido cada vez mais relativizadas e já não se vê diferença entre o que é santo com o profano. Pelo contrário, os próprios cristãos fazem questão de colocar tudo como se fosse uma coisa só, com a falsa ideia de que isso é uma estratégia de atrair o mundo.

Deus não nos quer vivendo isolados, mas separados do mal. Se o mundo não ver diferença naqueles que servem a Jesus, não brilharemos a luz que Ele nos mandou brilhar. Foi Jesus que disse que se o sal não tiver sabor ele não serve para nada. Usamos o sal na comida porque a sua função é proporcionar sabor. Se o sal não fizesse diferença para o alimento, certamente não faria sentido usá-lo. Somos sal, somos luz. Que possamos afastar o precioso do vil e ser a diferença que o mundo precisa enxergar em nós.


segunda-feira, 28 de junho de 2021

O perigo de criarmos amuletos de fé

 Texto de referência: 1 Samuel 4:3


A Arca da Aliança foi instituída nos tempos de Moisés. Ela era chamada assim por representar a aliança de Deus com o seu povo. Dentro da Arca ficava uma cópia dos dez mandamentos, a fim de que o povo se lembrasse das leis do Senhor. Pelo fato de ficar no Santo dos Santos, o lugar mais sagrado do tabernáculo, a Arca era considerada o utensílio mais precioso daquele lugar. A Arca era a representação simbólica da presença de Deus entre o Seu povo  (Êxodo 25:10-16;22)

Nos tempos de Moisés o povo tinha essa noção do significado da Arca, mas com o passar dos anos essa representatividade foi sendo perdida. A partir da convivência do povo com as nações pagãs, ela foi se perdendo ainda mais. A essência da adoração foi sendo perdida, e a Arca que antes era um símbolo da presença de Deus entre o povo, que os levava a buscarem o Senhor, passou a ser para eles um mero amuleto de sorte.

Essa conclusão se torna clara quando no tempo dos juízes, Israel enfrentou uma batalha contra os filisteus. Após perderem uma das duas batalhas relatadas, os israelitas resolveram levar a Arca do Senhor, com o argumento de que ela os livraria das mãos dos seus inimigos. A Arca jamais havia livrado o povo de qualquer batalha. Todas as guerras do povo de Deus foram vencidas porque o Senhor batalhava por eles, mas agora, eles desprezavam a presença do Senhor entre eles, colocando a sua confiança na Arca.

O que eles não haviam percebido era que o Senhor não estava entre eles, pois aquele povo estava em pecado, o que os afastou da presença do Senhor. Sem o Senhor ao lado deles, eles não poderiam vencer aquela batalha, e foi o que ocorreu, pois os israelitas foram derrotados. Ainda pior, a Arca de Deus foi tomada e levada ao território filisteu.

Assim como a Arca se tornou para o povo uma espécie de amuleto de sorte, também temos muitas vezes criado para nós amuletos de fé, estabelecendo objetos que em nossa opinião irão nos ajudar. Isso não é uma condenação a elementos como óleos ungidos, por exemplo, mas é um alerta para que não caiamos na tentação de crer que um mero objeto pode nos ajudar. 

O erro do povo não estava em tratar com reverência a Arca, pois ela era um testemunho do que Deus havia feito pelo povo. O erro estava em achar que eles poderiam viver atados aos seus pecados e que ainda assim o Senhor estaria com eles porque a Arca estava presente. O Senhor está conosco quando não nos rendemos ao pecado, mas servimos a Deus de todo o nosso coração.

Todos sabemos que a única forma de uma batalha ser vencida é quando o Senhor peleja por nós. Ele é invencível, e com Ele ao nosso lado, venceremos. Não precisamos depositar nossa fé em nenhum objeto, mas no Senhor.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Raabe: de uma vida no pecado à descendência do Messias

 Texto de referência: Josué 2; 6:22


Raabe, uma prostituta e moradora da cidade de Jericó tem sua trajetória nos relatos bíblicos iniciada quando o povo de Israel está no limite da terra prometida e planejam um ataque à sua cidade. Quando Josué enviou espias até Jericó, eles encontraram Raabe na entrada da cidade, e ela lhes ofereceu abrigo.

Na verdade, Raabe sabia que em poucos dias Jericó seria atacada e utilizou a estratégia de acolher os espias como uma forma de salvar a si e à sua família. E realmente Raabe foi salva, pois no ataque a Jericó, ela e seus familiares foram salvos da morte. A história de Raabe na Bíblia poderia ter se findado aí, mas não se findou. Raabe foi descrita mais adiante em duas passagens; a primeira quando há a descrição da genealogia de Jesus e a segunda na passagem que fala acerca dos heróis da fé. Isso nos faz refletir que a fé de Raabe não se limitou apenas a estratégia para fugir da morte, mas ela verdadeiramente cria em Deus.

Quando os espias foram até a casa de Raabe, ela os acolheu e os escondeu para não serem pegos pelo rei de Jericó. Ao conversar com eles, Raabe fez a sua confissão de fé, dizendo crer que Deus havia dado diversas vitórias ao povo de Israel e que Ele era o único Deus. Apesar de Raabe viver em um território idólatra, tudo o que ela ouviu de Deus foi o suficiente para ela crer n'Ele. Isso a colocava à frente de muitos israelitas, que não apenas ouviam, mas viam as maravilhas de Deus e mesmo assim continuavam a duvidar da Sua capacidade em livrá-los dos seus inimigos. Essa atitude de Raabe a colocou nos relatos de fé ao lado de grandes homens de Deus.

Quando Deus concedeu a Raabe a oportunidade de sair viva de Jericó, Ele não apenas lhe concedeu a oportunidade de viver fisicamente, mas de viver com Ele. Os relatos bíblicos não apontam com clareza, mas provavelmente Raabe se converteu ao povo de Deus e saiu da vida de prostituição, pois no território israelita essa prática era passível de pena de morte. Raabe se casou com um homem israelita, que gerou a quarta geração antecessora do rei Davi, e principalmente a descendência de Jesus.

Raabe, uma mulher que viveu na prostituição, ouviu falar do Senhor, creu n'Ele e viu sua vida ser transformada. O que definiu o futuro daquela mulher foi a graça, sem dúvida, mas ela precisou ter fé Naquele que concede a graça. Ela precisou tomar uma decisão, abandonar os falsos deuses e acreditar no Deus verdadeiro. A partir dessa atitude, a vida de Raabe foi transformada. 

Ainda hoje, Deus procura as Raabe's da nossa geração. Mulheres que estão no pecado, desacreditadas pela sociedade, mas que ouviram sobre o Senhor, e têm a oportunidade de escolher entre permanecer no pecado que lhes trará a morte, ou sair de Jericó, abraçar a santidade e escrever uma nova página da sua história. 

quarta-feira, 10 de março de 2021

O preço final da corrupção

Vivemos dias difíceis, onde a corrupção espalhou-se por todos os setores da nossa sociedade. As pessoas vivem desacreditadas dos líderes, devido a tantos escândalos.
Na esfera política, indivíduos eleitos para ajudarem a sociedade, guardam dinheiros em malas, cofres ocultos, bancos suíços e até nas roupas íntimas. O dinheiro que serviria para dar cestas básicas, fazer casas para os desabrigados, comprar carteiras novas ou colocar portas nos banheiros das escolas, se transforma em mansões, ternos de luxo e viagens de ostentação. Enquanto isso, a panela só tem farinha, a escola é precária e a mãe dorme com a criança na rua.
O judiciário que deveria ver tudo isso e condenar os culpados, finge que não vê e concede a sentença favorável ao culpado. Tudo isso porque não gosta do partido de oposição ou porque recebeu uma grande quantia para se corromper. E diante disso, a estátua com os olhos vendados e a balança com pesos iguais perde todo o sentido.
A Bíblia diz que não há ninguém justo, nenhum sequer (Romanos 3:10). Sabemos que sobraram alguns joelhos que não se dobraram diante de Baal ou de Mamom, mas a sociedade em geral está corrompida, desde os pequenos aos grandes, desde o religioso ao pagão. 
Mas temos uma esperança: o Seu nome é Fiel e Verdadeiro. Ele se assenta no trono de justiça e julgará, desde os pequenos aos grandes, sem acepção de pessoas. Aquilo que o perverso ocultou, Ele trará à luz (Apocalipse 19:11; Eclesiastes 12:14; 1 Pedro 1:17).
Apesar de toda a injustiça que temos visto e ouvido, como cristãos, não podemos nos desesperar, mas crer que Deus fará justiça sobre a terra e, para aqueles que se deixam corromper, deixemos apenas um dos muitos versículos que profetizam contra ele: "Suave é ao homem o pão ganho por fraude, mas, depois a sua boca se encherá de pedrinhas de areia" (Provérbios 20:17).
No âmbito religioso, líderes que se aproveitam da generosidade dos fiéis para se enriquecerem. Profetas e levitas que deveriam fazer a obra por amor, mas estão no altar com a intenção primordial de conseguir "likes" e "followers". O altar que deveria ser de adoração ao Deus vivo, tornou-se palco de elevação do ego humano.

quinta-feira, 4 de março de 2021

Os caminhos da impiedade

 Texto-base: Judas 1:12-13

"São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre."


O pecado nos corrompe e só traz prejuízos. Judas, escritor da igreja primitiva e irmão de Jesus, nos alerta sobre o que se torna aquele que está distante dos caminhos do Senhor.

Primeiramente ele descreve como são essas pessoas e que tipo de pecados elas praticam. Pessoas que vivem na carne, difamadores e que se corrompem por tudo. São gananciosos e causadores de discussões. São bajuladores dos outros, por motivos interesseiros. Homens que seguem seus próprios caminhos, sem se importarem com o que a Palavra de Deus nos diz.

Pessoas assim, Judas declara, são como nuvens sem águas, as quais o vento joga de um lado para o outro. Quando nos deixamos estar vazios da água viva, não temos conteúdo, e dessa forma somos facilmente enganados, acreditamos em qualquer falácia e deixamos de lado as verdades da Palavra.

Ainda, esse tipo de pessoas são como árvores, que apesar de estarem em plena estação dos frutos, estão desprovidas deles e assim são mortas, improdutivas. Andar nos caminhos errados nos faz como árvores infrutíferas. Podemos fazer a diferença, mas não fazemos. Podemos dar frutos, mas somos vazios.

São como ondas bravias no mar, que espumam a própria sujeira. Longe de Deus, a única coisa que as pessoas recebem de nós é maldade, atitudes deploráveis que só fazem mal a nós e a outros.

E por fim, como estrelas errantes, as quais tem sido reservadas à negridão das trevas, para sempre. Fomos criados para pertencer ao Reino de Deus como as estrelas pertencem ao céu. Longe de Deus somos como estrelas errantes, vivendo fora do propósito para o qual Deus nos criou. E ainda pior, além de uma vida infeliz aqui na Terra, haverá a segunda morte, o inferno, muito mais tenebroso do que qualquer sofrimento vivido aqui.

Essas palavras não são para causar medo, mas para nos alertar sobre o que é viver na iniquidade, longe da Palavra do Senhor. 

A atitude melhor e mais sábia que podemos ter é estarmos aos pés do Senhor. Fomos criados nesse propósito e somente Nele encontramos o que necessitamos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Desvia os meus olhos das distrações

"Desvia os meus olhos das coisas inúteis; faze-me viver nos caminhos que traçaste". Salmos 119:37


O pecado é o principal obstáculo que nos afasta de Deus. Contra ele, devemos unir todas as nossas forças a fim de combatê-lo. Mas existe também outra coisa que tem o poder de nos afastar de Deus e do que Ele tem para nós: as distrações.

As distrações são elementos que não são necessariamente pecado, mas que se não soubermos gerenciá-los, nos levarão ao pecado, nos afastando de Deus. O salmista do texto acima também sabia da existência das distrações, tanto que pediu ao Senhor para livrá-lo daquilo que ele chamou de inútil, para poder viver nos caminhos que Deus traçou para ele. Isso significa que as distrações nos tiram do propósito de Deus para nós.

O entretenimento é uma distração: o shopping, as pizzarias, os seriados, os clubes, tudo isso se não forem utilizados com equilíbrio, roubam o nosso tempo com Deus.

A internet é outra distração que tem roubado a vida com Deus de muitos cristãos. Seja pelas redes sociais, pelo YouTube, pelos games, pelas inúmeras atrações que ela oferece, muitas pessoas têm deixado de orar, ler a Bíblia e estar na presença de Deus para curtir um tempo mais na Web. Ainda que você esteja ouvindo singles cristãos ou pregando em seus grupos de WhatsApp, o seu tempo a sós com Deus não deve ser substituído por nada.

Os afazeres também são outra distração. Muitas vezes se não deixamos tudo de lado para nos ajoelharmos em oração, não conseguimos ter tempo para Deus. Uma tarefa vai levando a outra e assim quando percebemos, já terminamos o dia e não nos colocamos na presença de Deus para orar ou meditar na Palavra. Podemos nos lembrar de Marta, que estava tão preocupada em seus afazeres, enquanto Maria estava sentada aos pés de Jesus, ouvindo Seus ensinamentos. Quem mais agradou a Jesus foi Maria, pois ela escolheu a boa parte.

Até mesmo o ministério se torna uma distração quando nos deixamos levar pelo ativismo ministerial, que ocorre quando ocupamos cargos em excesso na igreja, e já não temos mais tempo para demais coisas, inclusive para Deus.

E quando nos deixamos levar pelas distrações, saímos do caminho que Deus traçou para nós.

Poderíamos falar de diversas outras distrações, pois cada pessoa tem as suas peculiaridades. Apesar de não serem pecado, se não forem utilizadas com sabedoria, elas nos afastarão de Deus tanto quanto o pecado. O segredo para não nos deixarmos levar por elas está no equilíbrio e no foco que temos. Quando o nosso foco está em Deus, não nos deixamos desviar para nada que nos leve para longe Dele. Ainda, quando buscamos o equilíbrio, não nos deixamos levar pelos excessos, o que nos livra de gastarmos tempo demais em coisas que não nos irão acrescentar em nossa intimidade com Deus.

Mesmo com foco e equilíbrio, precisamos como o salmista, reconhecer a nossa impotência enquanto seres humanos e buscar a misericórdia de Deus para nos livrar das distrações. Agindo assim, obteremos graça e êxito da parte de Deus.