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segunda-feira, 1 de julho de 2024

É tempo de nos lembrar da misericórdia do Senhor


Texto de referência: Jeremias 3:1-40


O texto de hoje nos fala sobre o profeta Jeremias e um grande tempo de aflição em que ele estava vivendo. Entre os versículos 1 ao 19, o profeta apenas lamenta a situação em que estava vivendo. No versículo 20, ele relata que continuamente se recordava dos seus sofrimentos, e que a cada vez que isso acontecia, ele se abatia ainda mais.

Mas, surpreendentemente, a partir do versículo 21 o profeta demonstra uma atitude diferente. Talvez ele tenha entendido que viver olhando para o sofrimento do passado só aumentava a sua dor, então ele começa a trazer à sua mente apenas o que lhe podia trazer alguma esperança em meio aquela difícil situação.

E assim, nos próximos versículos o profeta começa a contemplar as misericórdias de Deus. Jeremias começa a entender que Deus tem para cada um de nós grande porção de misericórdia (v.22), fidelidade (v.23) e bondade (v.25).

Ele também começa a enxergar que o melhor é esperar no Senhor, descansar, em silêncio, isto é, sem murmurar ou questionar o porquê das aflições que lhe sobrevinham. Ele entende que o Senhor permite provações (v.28 e v.38), mas que essa condição não será para sempre, pois em algum momento o Senhor mudará essa situação.

Ele também percebe que as provações são parte da vida de todo ser humano (v. 27), mas que Deus não vê o sofrimento humano com alegria e que murmurar ou questionar não chega a nenhuma resposta (v.39).

Talvez em sua vida não tenha sido diferente, você tem vivido de passado, se lamentando pelas suas aflições e questionando continuamente a Deus. Mas, como o profeta, é preciso ter uma atitude diferente. É preciso se levantar, e ao invés de murmurar, começar a colocar esperança em sua mente e palavras, aprender a verdadeiramente descansar e crer que em algum momento o Senhor agirá. Quando aprendemos a descansar em Deus, suportamos com mais leveza as dificuldades, e quando vemos, o tempo da provação acaba. Saímos dela mais fortes, menos temerosos e mais próximos de Deus.


sexta-feira, 16 de junho de 2023

A palavra de Deus e a vara de amendoeira

"Veio ainda a palavra do Senhor , dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: vejo uma vara de amendoeira." Jeremias 1:11


Logo no início do chamado do profeta Jeremias, Deus lhe deu uma visão em que mostrava uma vara de amendoeira, dizendo que velava sobre a sua palavra para a cumprir.

Em hebraico, a palavra amendoeira significa vigilante. Isso acontece porque ela é a primeira árvore a florescer na primavera, anunciando o final do inverno. Dessa forma, ela é considerada vigilante porque vigia o final do inverno.

O que Deus queria dizer a Jeremias é que tudo aquilo que ele iria falar ao povo através do profeta se cumpriria, nada cairia por terra.

Deus é aquele que fala e cumpre. O homem nem sempre cumpre com a sua palavra, Deus ao contrário, cumpre tudo o que ele diz porque ele não pode mentir e nem se enganar.

Por vezes Deus já interviu na história amenizando os castigos do povo, mas jamais deixou de cumprir aquilo que falou. A Bíblia diz que o nome de Jesus é fiel e verdadeiro (Apocalipse 19:11). Fiel para cumprir suas palavras, verdadeiro porque não compactua com a mentira.

Assim como a vara de amendoeira vigia o final do inverno para as outras árvores, Deus está sempre atento às suas palavras para cumpri-la. Se temos alguma promessa de Deus dita por ele, podemos crer que acima de qualquer circunstância contrária, ela se cumprirá.


quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Com qual visão temos enxergado o templo do Senhor?

Texto de referência: Jeremias 7:1-15


A casa de Deus é um lugar maravilhoso, um alicerce na vida do cristão. A casa de Deus é a nossa referência como cristãos, um ponto de encontro nosso com Deus e também de comunhão com os irmãos. Deixar de congregar é errado (Hebreus 10:25). 

Mas se por um lado, o templo é um lugar de aproximação com Deus, por outro lado existe um outro aspecto que camufla o verdadeiro sentido do templo do Senhor: está em usarmos a casa de Deus como uma espécie de amuleto, achando que estamos blindados apenas pelo fato de estarmos ali.

Houve um tempo em Israel que o povo começou a agir assim, mas logo o Senhor tratou de alertá-los sobre o perigo dessa atitude. Acontece que o povo estava cometendo graves pecados, como roubos, homicídios, adultérios e idolatrias, mas mesmo assim continuavam a frequentar o templo e enganavam a si mesmos dizendo que estavam salvos, apenas por estarem ali.

Através do profeta Jeremias o Senhor mostrou-lhes que na época do profeta Eli as pessoas também estavam agindo assim, e o castigo dado a eles foi a Arca do Senhor ter sido levada pelos inimigos e o tabernáculo de Siló ter sido abandonado por Deus (1 Samuel 4:11).

Apesar de ter sido escrito há tantos anos, esse texto serve para nós como um alerta acerca de fatos semelhantes a esses que também têm ocorrido nos nossos tempos. Como o povo de Israel, também temos por vezes nos apegado à casa de Deus como um lugar onde acreditamos estar blindados, não importando de qual forma temos chegado até lá.

O que Deus quer nos ensinar é que não podemos de forma alguma acreditar que o templo do Senhor nos protege, na verdade, o que nos livra do mal é o Senhor, e Ele está em qualquer lugar. Isso não é um desincentivo a estar na casa de Deus, até porque o Senhor se agrada em estarmos neste lugar. Mas o que ele requer de nós é a obediência, e ela independe do local que frequentamos. A nossa vida na igreja é a extensão da nossa vida fora dela. Dessa forma, importa que o nosso coração seja o mesmo, dentro ou fora do templo do Senhor. Mas se há divergências com relação a isso, o simples fato de estarmos no templo não agradará ao Senhor. O que nos acalma é sabermos que o Senhor é misericordioso, e sempre disposto a nos perdoar. Se até hoje temos agido assim, os seus braços estão abertos para nos acolher e nos dar uma nova chance. O templo do Senhor é lugar de adoração, e ela só acontecerá de fato, se o nosso coração estiver puro na presença do Senhor.


sábado, 11 de setembro de 2021

Afastando o precioso do vil

 Portanto, assim diz o Senhor : Se tu te arrependeres, eu te farei voltar e estarás diante de mim; se apartares o precioso do vil, serás a minha boca; e eles se tornarão a ti, mas tu não passarás para o lado deles. Jeremias 15:19


As palavras desse versículo foram dirigidas a Jeremias, um profeta do antigo testamento que enfrentou diversos períodos de dificuldades. Em muitos deles, Jeremias questionou a Deus acerca do seu chamado. Essa palavra de Deus é uma das respostas a esses questionamentos, onde Jeremias relata a Deus que nele não havia pecado, mas que mesmo assim continuava a sofrer. 

Nesse contexto, Deus responde a Jeremias que não era exatamente como o profeta dizia e que ele deveria se arrepender dos seus pecados, para voltar à presença de Deus. Além disso, o profeta deveria apartar o precioso do vil para ser a boca de Deus para o povo. Agindo dessa forma, aqueles que estavam em pecado se voltariam para Deus, e Jeremias não se renderia mais ao pecado.

Pelo fato de Jeremias ser um profeta, ele precisava rearranjar a sua vida, não vivendo em pecado e não se misturando mais com as práticas do mal. Quando Deus orienta Jeremias a afastar aquilo que é precioso do vil, Ele se refere a não pegar aquilo que é santo e ajuntar com o que é impuro. A partir desse comportamento, Deus passaria a usar Jeremias para levar a Sua palavra.

Talvez nunca tivemos uma geração que misture tanto o precioso com o vil como esta. As coisas de Deus têm sido cada vez mais relativizadas e já não se vê diferença entre o que é santo com o profano. Pelo contrário, os próprios cristãos fazem questão de colocar tudo como se fosse uma coisa só, com a falsa ideia de que isso é uma estratégia de atrair o mundo.

Deus não nos quer vivendo isolados, mas separados do mal. Se o mundo não ver diferença naqueles que servem a Jesus, não brilharemos a luz que Ele nos mandou brilhar. Foi Jesus que disse que se o sal não tiver sabor ele não serve para nada. Usamos o sal na comida porque a sua função é proporcionar sabor. Se o sal não fizesse diferença para o alimento, certamente não faria sentido usá-lo. Somos sal, somos luz. Que possamos afastar o precioso do vil e ser a diferença que o mundo precisa enxergar em nós.