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domingo, 9 de junho de 2024

O que você está disposto a deixar por Jesus?

Texto de referência: Mateus 4:18-22


Quatro dentre os doze discípulos de Jesus trabalhavam com pesca. Enquanto Pedro e André eram pescadores, Tiago e João trabalhavam junto com o pai em uma empresa de pescaria.

O chamado de Jesus para que eles fossem seus discípulos é relatado em três evangelhos: Mateus, Marcos e João. Para Pedro e André, Jesus os chamou enquanto pescavam e prometeu-lhes que eles seriam pescadores de homens.

Para Tiago e João, não há descrição de detalhes acerca deste chamado. Entretanto, ambos os irmãos deixaram tudo e seguiram Jesus. Pedro e André largaram as redes, Tiago e João largaram o barco e o pai e foram após Jesus. Os primeiros largaram a profissão, os dois últimos deixaram para trás a empresa de pesca e a família. Isso não significa que eles pararam de trabalhar ou desprezaram seus familiares, mas o intuito do texto ao dizer que largaram algo é no sentido de dizer que eles deixaram para trás os sonhos deles para se dedicarem ao propósito de Jesus.

O texto de hoje, relatado em Mateus, tem por título "A vocação dos discípulos". A partir do que meditamos fica mais nítido o motivo desse título. De fato, a nossa vocação enquanto discípulos é abandonar o nosso ego para viver o chamado do Evangelho.

Não se trata exclusivamente de abandonar coisas materiais, mas de abandonar o nosso próprio "eu", renunciar a nós mesmos e diariamente segui-Lo.

quinta-feira, 25 de maio de 2023

O chamado de Deus para Moisés


Moisés foi um homem extraordinário, que foi chamado como libertador do povo de Deus. A vida de Moisés se dividiu em três fases, coincidentemente, todas divididas por intervalos de quarenta anos.

Até os quarenta anos de vida, Moisés viveu como príncipe no palácio do Egito, vivendo como filho adotivo da filha de Faraó. Durante esse tempo, em algum momento da sua vida, ele sentiu o chamado de Deus para libertar o seu povo de origem - os hebreus - da escravidão dos egípcios.

Tentando agir pela sua própria força, Moisés defendeu um hebreu e matou um egípcio. Ao saber desse fato, Faraó tenta matá-lo e Moisés foge para o território de Midiã. Ali inicia-se outro processo de quarenta anos, onde ele aparentemente se esquece daquilo que considerou ser seu chamado e passa a viver como pastor de ovelhas. Na verdade, ele havia esquecido do seu chamado em libertar o seu povo, mas Deus estava treinando-o enquanto pastor para cuidar dos israelitas, que futuramente seriam suas ovelhas, bem rebeldes por sinal.

Ao fim desse "treinamento" de quarenta anos como pastor, Deus chama Moisés e claramente lhe esclarece sobre o seu chamado em libertar o povo hebreu. Moisés, que aos quarenta anos estava tão animado com esse chamado, agora tenta esquivar-se como pode, de todas as maneiras, até ser repreendido pelo Senhor.

Me chama a atenção nessa história o esfriamento do chamado por parte de Moisés. Ao fugir para Midiã, ele abandona o sonho de ser o libertador do seu povo. Mas os sonhos de Deus não morrem, os planos de Deus não podem ser frustrados. Deus já havia destinado Moisés para ser o libertador do Seu povo.

Muitas vezes também temos esfriado no propósito para o qual Deus nos chamou. Ao primeiro sinal de adversidade, achamos difícil demais continuar e desistimos. Mas se Deus nos chamou a um propósito, não é questão de escolha, devemos obedecer pois Ele nos dará todas as ferramentas necessárias para cumprir esse propósito.

Se Moisés tivesse se recusado, não teria visto e vivido tudo o que viveu, e hoje não seria o profeta considerado o mais importante da antiga aliança. Não podemos recusar o chamado de Deus para nós. Ainda que venham as dificuldades, Deus é fiel para nos sustentar e nos usar para a glória d'Ele.


segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Jeremias: o profeta fiel

 Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca; Jeremias 1:8-9


O profeta Jeremias foi um grande profeta no território de Israel. O seu ministério ocorreu desde os tempos do rei Josias até o início do período de exílio de Israel na Babilônia. 

O ministério de Jeremias foi extremamente penoso, porque ele exerceu o seu ministério em um período onde o povo de Judá estava vivendo uma corrupção moral e religiosa muito grande, além de uma grande idolatria. E Jeremias foi fiel ao seu chamado pois ele não se calou diante da realidade em que o povo estava vivendo.

Entretanto, Jeremias pagou um alto preço por sua fidelidade a Deus, pois as profecias anunciadas aos judeus os desagradaram muito, isso porque Jeremias não apenas denunciava o pecado, mas anunciava também o castigo de Deus ao povo. E por tudo isso, Jeremias foi rejeitado pelas pessoas (15:17), foi açoitado, jogado em uma cisterna cheia de lama (38:6) e preso (37:16).

Uma das características mais marcantes de Jeremias foi a sua sinceridade com Deus. Jeremias por vezes se queixava diante de Deus e achava penoso o seu ministério. Todavia, Deus sempre buscava dar uma palavra de consolo ao profeta. Deus lhe prometeu que Ele estaria com Jeremias, e que ninguém faria mal a ele.

E quando Jerusalém foi tomada por Nabucodonosor e levada para o exílio para a Babilônia, Jeremias foi tratado com toda a humanidade, e por ordem do próprio Nabucodonosor (39:12) pôde escolher para qual lugar iria, se para Babilônia ou se escolheria ficar em Jerusalém. Os príncipes que o humilharam foram levados como escravos, mas Jeremias estava livre.

A vida de Jeremias nos ensina sobre a fidelidade em cumprir o chamado de Deus. Em um tempo onde os líderes têm medo de falar a verdade e serem "cancelados", encontramos Jeremias, um profeta que falou a Palavra genuína de Deus, mesmo sabendo as consequências disso para a  sua vida pessoal. O legado de Jeremias permanece vivo. Ele é exemplo para todos os profetas. São os profetas de ontem que continuam falando hoje.


quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Aprendendo a liderança através da vida de Neemias

Textos para consulta: Neemias 1;2;4;5


A liderança é uma habilidade muito estudada em nosso tempo. Grandes líderes influenciam pessoas, e por isso há um desejo de muitos por aprenderem essa habilidade. Enquanto alguns aprendem a liderar, outros já nascem com essa capacidade. Um exemplo de líder que a Bíblia nos mostra, dentre os muitos que ela possui, chama Neemias.

Neemias foi um homem exilado dentre os cativos de Judá que foi para a Babilônia. Lá ele se tornou copeiro do rei e era um homem estimado e de respeito pela corte. Mas, ao saber que o povo que estava em Jerusalém se encontrava em uma situação de miséria, o seu coração se moveu a ir para lá e ajudá-los. Com muita ousadia, Neemias pede ao rei para que este o liberasse para ir até Judá e o rei lhe concede. Percebemos aqui uma primeira característica do líder, ele se inquieta com as situações desafiadoras, e vai em busca de uma solução.

A segunda característica que vemos em Neemias é a sua habilidade em organizar tudo. Ao chegar em Jerusalém ele prontamente organiza uma equipe para reedificar os muros da cidade. Ele estabelece chefes, guardas, contribuições para o templo e para os sacerdotes, enfim, Neemias coloca tudo nos eixos.

Outra habilidade de liderança percebida em Neemias é a sua resiliência diante das adversidades. Diversas vezes ele se viu ameaçado diante de adversários que queriam parar a obra, mas Neemias não se curvou ao medo, mas prosseguiu. Fugiu das situações de perigo e armou-se como forma de proteção contra os adversários.

Apesar de ser líder e governador de Judá, Neemias não era ambicioso. Sabendo da condição precária em que viviam os judeus, Neemias renunciou ao seu salário. Líderes que estão na obra de Deus agindo com ganância não subsistirão pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.

Por fim, o temor do Senhor presente em toda a governança de Neemias fez com que a sua liderança alcançasse êxito. Durante todo o livro, percebemos o quanto Neemias buscava obedecer a Deus em tudo, combatendo o pecado com todas as suas forças e não dando espaço para o mal nem em sua vida e nem na comunidade judaica.

Neemias é para nós um exemplo de liderança. O Senhor procura homens como ele, que busquem ajudar o povo de Deus a se levantar, mas que façam isso por amor a Deus. Quando Ele nos chama a uma obra, Ele nos capacita a cumpri-la com êxito.

sábado, 11 de setembro de 2021

Afastando o precioso do vil

 Portanto, assim diz o Senhor : Se tu te arrependeres, eu te farei voltar e estarás diante de mim; se apartares o precioso do vil, serás a minha boca; e eles se tornarão a ti, mas tu não passarás para o lado deles. Jeremias 15:19


As palavras desse versículo foram dirigidas a Jeremias, um profeta do antigo testamento que enfrentou diversos períodos de dificuldades. Em muitos deles, Jeremias questionou a Deus acerca do seu chamado. Essa palavra de Deus é uma das respostas a esses questionamentos, onde Jeremias relata a Deus que nele não havia pecado, mas que mesmo assim continuava a sofrer. 

Nesse contexto, Deus responde a Jeremias que não era exatamente como o profeta dizia e que ele deveria se arrepender dos seus pecados, para voltar à presença de Deus. Além disso, o profeta deveria apartar o precioso do vil para ser a boca de Deus para o povo. Agindo dessa forma, aqueles que estavam em pecado se voltariam para Deus, e Jeremias não se renderia mais ao pecado.

Pelo fato de Jeremias ser um profeta, ele precisava rearranjar a sua vida, não vivendo em pecado e não se misturando mais com as práticas do mal. Quando Deus orienta Jeremias a afastar aquilo que é precioso do vil, Ele se refere a não pegar aquilo que é santo e ajuntar com o que é impuro. A partir desse comportamento, Deus passaria a usar Jeremias para levar a Sua palavra.

Talvez nunca tivemos uma geração que misture tanto o precioso com o vil como esta. As coisas de Deus têm sido cada vez mais relativizadas e já não se vê diferença entre o que é santo com o profano. Pelo contrário, os próprios cristãos fazem questão de colocar tudo como se fosse uma coisa só, com a falsa ideia de que isso é uma estratégia de atrair o mundo.

Deus não nos quer vivendo isolados, mas separados do mal. Se o mundo não ver diferença naqueles que servem a Jesus, não brilharemos a luz que Ele nos mandou brilhar. Foi Jesus que disse que se o sal não tiver sabor ele não serve para nada. Usamos o sal na comida porque a sua função é proporcionar sabor. Se o sal não fizesse diferença para o alimento, certamente não faria sentido usá-lo. Somos sal, somos luz. Que possamos afastar o precioso do vil e ser a diferença que o mundo precisa enxergar em nós.


sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Jonas: o profeta imaturo

 Texto de referência: Jonas 1-4


Jonas foi um profeta que existiu nos tempos do rei Jeroboão II em Israel. Ele recebeu do Senhor a ordem para anunciar a destruição da cidade de Nínive, capital da Assíria, que tinha cerca de 120 mil habitantes. Mas ao invés de Jonas obedecer, ele pegou um navio e fugiu para outra cidade, alegando estar "fugindo da presença do Senhor".

Após o navio quase ser afundado por uma tempestade enviada pelo Senhor, Jonas é jogado ao mar pelos marinheiros e acaba sendo tragado por um grande peixe, também enviado pelo Senhor. Após três dias no ventre do peixe, refletindo sobre a sua situação, Jonas reconhece o seu erro e Deus ordena ao peixe que o devolva à Terra.

Novamente, Deus ordena a Jonas que pregue contra Nínive. Dessa vez, Jonas obedece e vai até a cidade. A pregação surte efeito, pois os moradores da cidade se arrependem e se convertem ao Senhor, que se arrepende e desiste de destruí-la. Jonas então murmura contra Deus por ter perdoado Nínive e começa uma série de comportamentos infantis, onde pede a morte para si por Deus não ter destruído Nínive e por Deus ter destruído uma planta que lhe fazia sombra.

A história de Jonas é muito conhecida pelo extraordinário fato dele ter sido engolido por um peixe e ter ficado vivo lá dentro. Mas muitas vezes nos esquecemos de meditar em um aspecto que envolve a história de Jonas, a sua imaturidade enquanto profeta. 

Na verdade, Jonas queria que Nínive fosse destruída, haja vista ela ser uma grande inimiga de Israel, e por isso ele relutou contra a ordem de Deus em pregar para aquela cidade. Mas o fato é que não podemos levar a palavra de Deus a quem queremos, mas a quem Deus quer nos enviar. Aceitar o chamado de Deus exige de nós consciência de que não faremos mais o que queremos, mas o que Deus nos manda fazer. Além disso, quando Deus envia uma mensagem de juízo, não é para destruir as pessoas, mas para levá-las ao arrependimento. 

Outro aspecto que indica que Jonas era imaturo é o fato dele pegar um navio para tentar fugir da presença de Deus. Provavelmente Jonas não conhecia o autor do Salmos 139, que reconheceu ser impossível fugir de Deus, pois Ele é Onipresente, isto é, Deus está em todos os lugares, ao mesmo tempo. Por fim, o fato de Jonas ficar discutindo com o Senhor coisas bastante fúteis, demonstra uma certa imaturidade por parte dele.

Para vivermos a vocação para o qual fomos chamados, precisamos de maturidade, característica que nos fará fazer as coisas certas no momento certo. Apesar de ser um homem que Deus queria usar, Jonas não tinha maturidade para encarar a sua missão. E nós, será que temos nos comportado com a maturidade que o nosso ministério exige?

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Elias: um homem comum com uma fé extraordinária

 Textos de referência: 1 Reis 17:1-7; 18:36-40; 19:3-14; 2 Reis 1:9-13: 2:9-11


O profeta Elias é um dos homens mais excêntricos das escrituras sagradas. A começar pelas suas vestes, que eram de pêlos de animais, e não de tecidos, como era o costume da época. Mas a excentricidade de Elias é mais destacada em seu ministério, pois os milagres que Deus fazia por meio de Elias eram bastante fortes.

Por algum tempo ele foi alimentado por corvos que diariamente lhe traziam pão e carne para ele comer. Já imaginou você estar em um lugar e de repente ver uma ave trazendo para você um pedaço de pão e uma porção de carne?

Através da palavra de Elias e permissão do Senhor, não choveu sobre a terra durante três anos. E através da oração de Elias, Deus enviou chuva sobre a terra. Nesse mesmo episódio, Elias orou ao Senhor e fogo desceu do céu sobre o altar, desmistificando o falso poder de Baal entre o povo.

Outra ocasião em que se nota uma unção na vida de Elias, foi quando o rei Acazias lhe enviou cinquenta homens e um capitão para prendê-lo, mas Elias orou e caiu fogo do céu consumindo aqueles homens. A mesma cena se repetiu novamente, e só não houve um terceiro morticínio porque o capitão pediu clemência por ele e pelos seus capitães.

Por fim, em uma ocasião em que Elias e seus discípulos estavam passando pelo rio Jordão, ao ver que o rio estava cheio e não poderiam passar, Elias naturalmente enrolou o seu manto, fazendo as águas se dividirem e eles passassem a seco.

Até a morte de Elias não foi algo natural, pois Elias não morreu como as demais pessoas, mas foi elevado ao céu em um carro de fogo, puxado por cavalos de fogo, através de um redemoinho.

A história de Elias demonstra que havia algo especial naquele homem. O poder de Deus que repousava sobre ele era algo surpreendente. Parecia que nenhum obstáculo era grande demais para ele. Mas Elias não era nenhum super-herói. Pelo contrário, o apóstolo Tiago, ao encorajar seus discípulos à oração, nos relata que Elias era um homem comum, sujeito às mesmas paixões que nós (Tiago 5:17). E a própria história de Elias relata isso, ao descrever um período de esgotamento emocional pelo qual ele passou após matar quatrocentos e cinquenta profetas de Baal. Após esse momento, Elias redescobriu o Senhor, percebendo que Deus não era apenas um Deus de fogo, mas também se manifestava através da calmaria.

Elias era um homem comum, que chorava, entristecia, sentia solidão e duvidava. Mas Elias deixava ser conduzido pelo Espírito. Não há nenhuma fórmula mágica, o segredo de Elias era a sua ousadia em servir ao Senhor, não temendo denunciar o pecado, o que demonstrava a sua total entrega ao Senhor e renúncia ao pecado, o que demonstrava a sua santidade.

Assim como Elias impactou a sua época, o Senhor chama também em nossa geração homens como Elias, que se deixem ser usados por Ele para impactar a nossa geração. Ele quer usar homens de fé e que se esforcem por viver em santidade.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Vivendo no propósito para o qual Deus nos chamou

 Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. I Coríntios 10:31


Todos nós nascemos com um propósito. Ninguém veio a essa Terra para passar o tempo, vivendo de qualquer jeito. Todavia, diferente do que muitos passamos a vida toda acreditando, o nosso maior propósito não é formar uma bela família, ser um grande profissional ou ter uma vida próspera. Apesar de tudo isso contribuir para o nosso maior propósito, fomos criados para servir e adorar ao nosso Criador.

A nossa existência veio a partir de Deus e é para Ele que devemos viver toda a nossa vida. Tudo o que fizermos nessa terra deve glorificá-Lo, e é nessa parte que entra a família, o trabalho e os nossos relacionamentos. Apesar de sermos criados para Deus, não somos anjos ou seres celestiais. Somos seres humanos, que vivem nesta Terra como humanos, mas que glorificam a Deus em tudo o que fazem.

Entretanto, vivemos boa parte das nossas vidas enganados quanto ao nosso propósito. E por esse motivo nos esforçamos e corremos atrás das coisas desta Terra, mas sem glorificar ao Senhor com elas, e por isso a impressão que temos é que nunca estamos satisfeitos. Isso acontece porque não estamos no verdadeiro foco, servir e adorar a Deus.

Outras vezes começamos a andar no nosso verdadeiro propósito, quando somos tentados a olhar para as coisas desta Terra e acabamos nos desviando dele. Ao iniciarmos o nosso chamado, o inimigo tentará voltar a nossa atenção para outras coisas, a fim de ocuparmos a nossa mente e o nosso tempo com outras finalidades, e nos desviarmos do propósito para o qual fomos chamados por Deus.

A finalidade da nossa existência foi dada por Deus e é linda. Deus não nos quer frustrados e infelizes, pelo contrário, como sal e luz nesta Terra, o Senhor quer que sejamos pessoas vitoriosas e abençoadas em todas as áreas da nossa vida, seja na família, no trabalho ou nos demais relacionamentos. Mas ele também nos quer dentro da esfera para o qual Ele nos criou. 

A nossa relação com Deus é como o sol com a lua. Apesar de linda, a lua não tem luz própria. A sua luz vem do sol. Da mesma forma acontece entre nós e Deus. Deus nos quer brilhando, mas Ele quer que reconheçamos que o nosso brilho vem d'Ele, é para a glória d'Ele que vivemos. Esse é o real propósito da nossa existência.


sexta-feira, 18 de junho de 2021

Sansão: o homem que desprezou o seu chamado

 Texto de referência: Juízes 13-16


Sansão foi um dos juízes de Israel. Um homem icônico, que é sempre lembrado pela sua força incomum. Antes do seu nascimento, Sansão foi consagrado nazireu, e por isso não poderia beber vinho, tocar cadáveres ou cortar os cabelos (Juízes 13:4-5). Quando Sansão se tornou adulto, o Espírito do Senhor se apossou dele, que começou a lutar contra os filisteus. Com a sua força incomum, não havia adversário que derrotasse Sansão.

Entretanto, Sansão tinha uma personalidade forte e era imaturo. Com as duas mulheres filisteias com quem casou, ele se mostrou impaciente (Juízes 14:17;16:16). Ainda, Sansão se envolveu com muitas mulheres, o que demonstrava uma fraqueza de cunho sexual. Mas o que levou a derrocada do ministério de Sansão foi a sua falta de compromisso com o chamado que Deus havia lhe dado como nazireu.

As quedas de Sansão foram ocorrendo aos poucos, primeiro houve a quebra da regra de não tocar em cadáveres (Juízes 14:8-9). Por fim a quebra da regra de não cortar os cabelos.

Quando os cabelos de Sansão foram cortados, o Senhor se retirou dele e ele então perdeu a sua força. Na verdade, a força de Sansão não estava nos seus cabelos, como costumamos dizer, mas na presença do Senhor que habitava nele. Quando Sansão revela o segredo a Dalila que a seguir lhe corta os cabelos, ele estava se inclinando à desobediência a Deus e desprezando o seu chamado, o que fez com que Deus já não estivesse mais com Sansão, e dessa forma a sua força foi anulada.

Somos fortes porque temos um Deus Forte conosco. A partir do momento que escolhemos caminhar sem o Senhor, somos meros seres humanos, incapazes de lutar contra as potestades do mal.

Sansão é o retrato do homem que desprezou o chamado de Deus. Se deixando levar pela carne, Sansão apagou o Espírito que habitava nele. Cumprir o ministério de Deus exige de nós maturidade e disciplina, para não sermos seduzidos pelas paixões da carne. O inimigo conhece bem os nossos pontos fracos e busca veementemente nos derrotar através deles.

Para não nos deixarmos derrotar diante das Dalila's que surgem em nossa vida, precisamos da prática constante da oração e jejum, para enfraquecermos o poder da carne e fortalecermos o Espírito que habita em nós.


quarta-feira, 16 de junho de 2021

A corrupção de Gideão

Texto de referência: Juízes 8:22-27


Gideão foi um dos juízes de Israel. O período dos juízes foi um período muito sombrio da história de Israel, onde o povo se afastou dos caminhos do Senhor e começou a seguir deuses estranhos, advindos dos povos pagãos que viviam ao redor deles.

Antes de Gideão julgar o povo, eles estavam sob a opressão dos midianitas. Quando o Senhor usou Gideão para libertá-los dos seus inimigos, o povo o constituiu como juiz de Israel. Ele julgou o povo por quarenta anos. Quando Gideão voltou da guerra entre Israel e os midianitas, os israelitas lhe pediram para reinar sobre eles, mas Gideão não aceitou, alegando ser Deus o rei daquele povo. Até esse momento, Gideão agiu corretamente, não se deixando corromper pela sedução de ser o rei daquele povo.

Entretanto, Gideão pede ao povo objetos de ouro para si, e desses objetos faz para si uma estola, uma espécie de manto sacerdotal, que foi utilizada pelos israelitas como objeto de idolatria, o que trouxe maldição sobre a sua casa.

Gideão, apesar de recusar governar, achou que poderia obter vantagens financeiras de sua posição enquanto juiz. A sua ideia de fazer uma estola sacerdotal indica que o seu coração se ensoberbeceu com a sua posição perante o povo.

Gideão também teve muitas mulheres, que lhe concederam setenta filhos. As atitudes de poligamia de Gideão fizeram com que seus filhos disputassem entre si a sucessão da posição de juiz. Após a morte de Gideão, um de seus filhos planejou e executou o assassinato de todos os seus irmãos, com exceção de um deles que conseguiu escapar.

Gideão foi um juiz usado por Deus para libertar o Seu povo da opressão de um adversário devastador. Ele tinha em suas mãos os instrumentos para liderar com excelência o povo de Deus, mas pequenas atitudes trouxeram marcas negativas ao seu legado. Como servos de Deus e instrumentos usados para o Seu reino, temos a incumbência de não apenas levar o Evangelho da libertação, mas viver nesse Evangelho, não nos deixando corromper pelas astutas artimanhas do inimigo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Não retroceda em seu chamado

 Texto-base: Lucas 5:1-11

Pedro foi um dos discípulos mais conhecidos de Jesus. Ele era um pescador. O livro de Lucas conta com mais detalhes sobre o seu chamado. O ministério de Jesus já era bem conhecido das pessoas, e Ele estava próximo ao lago de Genesaré, falando a uma multidão.

Como estava sendo apertado pelas pessoas, resolveu pegar um barco, e era justamente o de Pedro. Após haver uma pesca milagrosa, Pedro se rende a Jesus, abandona sua profissão e decide segui-lo, com a promessa de que agora seria pescador de homens.

No decorrer do seu ministério com Jesus, Pedro vivencia diversas situações. Mas Jesus morre. Pedro, que o havia negado três vezes, se sente desolado. Não apenas ele, mas todos os discípulos, pois ainda não haviam entendido o propósito da vinda de Jesus a essa terra. E Pedro volta a pescar.

Após a ressurreição de Jesus, enquanto eles estavam pescando, Jesus aparece a Pedro e mais seis discípulos e, como no dia do seu chamado, faz um milagre na pesca daqueles homens. Nesse encontro Jesus diz a Pedro: apascenta as minhas ovelhas (Jo 21:17).

Na verdade, Jesus queria despertar Pedro sobre o porquê dele ter abandonado seu chamado de pescador de homens e ter voltado a pescar peixes. Pedro tinha sido chamado ao ministério, mas tinha voltado atrás. O desânimo pela morte de Jesus o havia feito retroceder do seu chamado.

Semelhantemente, muitos têm voltado atrás em seu chamado. Foram chamados por Jesus a exercerem uma função na obra de Deus mas o desânimo, as dificuldades, as decepções lhes fizeram voltar atrás. Ao invés de expansores do Reino, voltaram a ser o que eram antes.

Na verdade, jamais serão os que eram antes, pois agora eles têm em si a marca do chamado. A Bíblia diz que no juízo final daremos conta a Deus de todas as nossas obras. Isso é muito sério. Não queremos ser taxados de servos maus e negligentes, como aqueles que esconderam seus talentos (Mt 25:18). Queremos cumprir com fidelidade nossa missão e entrarmos com alegria do dever cumprido no Reino celestial.

Não esconda seus talentos

 Texto-base: Mateus 25:14-30

A parábola dos dez talentos prefigura acontecimentos da volta de Jesus, mas a maior parte dela se passa enquanto estamos vivendo aqui na terra. Ela se trata da história de um senhor que entregou talentos (moedas) a três homens e ao cabo de muito tempo voltou para ver o que eles tinham conseguido com os talentos recebidos.

Os dois homens que receberam dois e cinco talentos multiplicaram em igual quantidade e foram elogiados pelo bom trabalho. O homem que recebeu um talento o enterrou e foi repreendido pelo senhor.

Em nosso cotidiano, talento significa aptidão para realizar algo. Assim como aquele senhor entregou preciosidades àqueles servos, Deus também confia a nós aptidões para o serviço na obra Dele. Ele não nos dá nada além da nossa capacidade, assim como na parábola, que diz que o senhor deu os talentos conforme a capacidade de cada um.

Ninguém é melhor do que ninguém mas muitas pessoas possuem multi habilidades, outras pessoas tem menos variedades de aptidões, mas todos podemos fazer algo para o crescimento do Reino de Deus e seremos recompensados por isso.O

O problema é que muitos têm pegado os talentos que o Senhor lhes confiou e os têm escondido. Por medo, timidez, por amarem mais a glória do mundo ou por outros motivos.

Os servos que multiplicaram os talentos foram chamados de bom e fiel, pois trabalhar em prol do Evangelho é demonstração de bondade aos perdidos e fidelidade a Deus.

Aquele que enterrou o talento foi chamado de servo mau, negligente e inútil. Esconder as habilidades que Deus nos têm dado ao invés de usá-las em favor do crescimento da Sua obra é agir com maldade diante de tantos que se perdem, é negligenciar aquilo que Deus tem nos dado e se tornar inútil para o Reino de Deus.

A nossa pátria não é aqui na Terra. O nosso destino final é a eternidade, sendo assim, podemos até trabalhar para o nosso crescimento terreno, mas temos que trabalhar também (e principalmente) para o crescimento do Reino ao qual iremos quando partirmos. Agindo dessa forma, certamente participaremos da alegria do Reino de Deus.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Ungidos pelo Espírito Santo de Deus

Texto-base: Isaías 61:1-3

Quando aceitamos a Jesus, recebemos com Ele o seu Espírito. Não tem como ter o Espírito Santo se não conhecemos a Deus. Da mesma forma, é impossível conhecer a Deus e não receber o seu Espírito.

O Espírito Santo é quem nos revigora, quem nos enche de paz mesmo em meio às tribulações e quem nos dá forças para fazer a obra do Senhor. Sobre esta obra é que relata Isaías 61:1-3. O Espírito do Senhor está sobre nós, assim, somos ungidos para levar o nome do Senhor aos povos que ainda não o conhecem. E esse Espírito nos capacita a fazermos algumas coisas na obra de Deus.

Pregar boas novas aos quebrantados, aos contritos, aos arrependidos. As boas novas são palavras de alegria, de vida. Existem tantas pessoas a espera de uma palavra de vida que lhes dê motivos para continuar a lutar. Existem muitas pessoas que estão vivendo tristes, desanimadas, sem forças para lutar e viver. Deus nos ungiu para levar a palavra Dele a estas pessoas, palavra de Vida!

Curar os quebrantados de coração. Muitas pessoas necessitam de cura, não só do corpo, como também da alma. Almas amarguradas, ressentidas com fatos passados, desejosas de vingança, com tristezas profundas. Deus nos ungiu para levar cura também a estes.

Proclamar libertação aos cativos e pôr em liberdade os algemados, pessoas que estão presas nas drogas, prostituição, adultério, e todo tipo de pecado. Somos ungidos para através da Palavra de Deus e da oração proclamar a libertação e pôr em liberdade estas pessoas.

Apregoar o ano aceitável do Senhor. Fomos ungidos para pregar a esperança da ressurreição a todas as pessoas. Um dia o Senhor virá para buscar o povo Dele e já não haverá mais choro, a morte será vencida para sempre (Apocalipse 21:4).

E o dia da vingança do nosso Deus. Não devemos somente pregar a ressurreição para a vida eterna, mas é preciso também falar que existe o lago de fogo, para o qual irão aqueles que vivem em pecado nesta terra.

Ainda, somos ungidos para consolar os que choram, levar festa aos que estão de luto, alegria aos angustiados. Deus nos ungiu, e se nos ungiu, nos capacitou para tirar pessoas de uma vida massacrada de sofrimento e levá-las a conhecer o Deus que transforma a vida das pessoas, como transformou a sua vida. Um Deus que "Tira do monturo o necessitado e o faz assentar no meio dos príncipes" (Salmos 113:7-8).

Tudo isso é a fim de que sejamos chamados carvalhos de justiça, plantados para a glória de Deus. Não viemos a este mundo buscar a glória própria, mas proclamarmos com nossas vidas a glória de Deus. Fomos ungidos por Deus para levar dias melhores às pessoas. Não vamos abrir mão desta missão tão maravilhosa!