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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Sansão: o homem que desprezou o seu chamado

 Texto de referência: Juízes 13-16


Sansão foi um dos juízes de Israel. Um homem icônico, que é sempre lembrado pela sua força incomum. Antes do seu nascimento, Sansão foi consagrado nazireu, e por isso não poderia beber vinho, tocar cadáveres ou cortar os cabelos (Juízes 13:4-5). Quando Sansão se tornou adulto, o Espírito do Senhor se apossou dele, que começou a lutar contra os filisteus. Com a sua força incomum, não havia adversário que derrotasse Sansão.

Entretanto, Sansão tinha uma personalidade forte e era imaturo. Com as duas mulheres filisteias com quem casou, ele se mostrou impaciente (Juízes 14:17;16:16). Ainda, Sansão se envolveu com muitas mulheres, o que demonstrava uma fraqueza de cunho sexual. Mas o que levou a derrocada do ministério de Sansão foi a sua falta de compromisso com o chamado que Deus havia lhe dado como nazireu.

As quedas de Sansão foram ocorrendo aos poucos, primeiro houve a quebra da regra de não tocar em cadáveres (Juízes 14:8-9). Por fim a quebra da regra de não cortar os cabelos.

Quando os cabelos de Sansão foram cortados, o Senhor se retirou dele e ele então perdeu a sua força. Na verdade, a força de Sansão não estava nos seus cabelos, como costumamos dizer, mas na presença do Senhor que habitava nele. Quando Sansão revela o segredo a Dalila que a seguir lhe corta os cabelos, ele estava se inclinando à desobediência a Deus e desprezando o seu chamado, o que fez com que Deus já não estivesse mais com Sansão, e dessa forma a sua força foi anulada.

Somos fortes porque temos um Deus Forte conosco. A partir do momento que escolhemos caminhar sem o Senhor, somos meros seres humanos, incapazes de lutar contra as potestades do mal.

Sansão é o retrato do homem que desprezou o chamado de Deus. Se deixando levar pela carne, Sansão apagou o Espírito que habitava nele. Cumprir o ministério de Deus exige de nós maturidade e disciplina, para não sermos seduzidos pelas paixões da carne. O inimigo conhece bem os nossos pontos fracos e busca veementemente nos derrotar através deles.

Para não nos deixarmos derrotar diante das Dalila's que surgem em nossa vida, precisamos da prática constante da oração e jejum, para enfraquecermos o poder da carne e fortalecermos o Espírito que habita em nós.


quinta-feira, 17 de junho de 2021

Família, o nosso primeiro ministério

 Texto de referência: Juízes 6:25-34


Independente do chamado que temos para a obra do Senhor, uma coisa é comum a todos nós: a família. Os homens e mulheres de Deus que tomam conta de grandes ministérios têm as suas famílias para cuidar. E, se cada ministério tem uma abrangência e características peculiares, o ministério da família não muda. Apesar de cada família ser diferente, o cuidado é o mesmo.

Houve um homem na Bíblia chamado Gideão que recebeu um chamado de Deus para libertar o povo de Deus, mas antes de assumir publicamente esse chamado, ele recebeu a incumbência de consertar as coisas na sua casa.

O pai de Gideão era idólatra e o Senhor pediu a Gideão que destruísse o altar que o seu pai havia feito como forma de adoração ao ídolo. Ele então obedeceu a Deus e destruiu o altar. Assim que Gideão tomou essa atitude, o Espírito do Senhor se apossou dele e Deus operou a libertação dos israelitas por seu intermédio.

Essa história nos mostra a importância de cuidarmos da nossa casa ao assumirmos um ministério. Isso não significa que temos que esperar a nossa casa estar em perfeita ordem para obedecermos ao chamado de Deus, mas algumas atitudes devem ser tomadas. Não há como assumirmos a responsabilidade de um ministério deixando o nosso lar jogado às traças. Muitas vezes queremos assumir responsabilidades na obra de Deus sem cuidarmos daquela que é o nosso maior ministério: a família. O zelo que devemos empreender na obra de Deus deve ser o mesmo zelo que devemos ter com a nossa casa. A Bíblia nos diz em I Timóteo 5:8 que se alguém não cuida da sua família, negou a fé e é pior que um descrente.

A família é o nosso primeiro ministério, antes de nos empenharmos na obra do Senhor precisamos certificar que estamos cuidando da nossa casa, onde devemos dar diariamente o nosso testemunho. 

quarta-feira, 16 de junho de 2021

A corrupção de Gideão

Texto de referência: Juízes 8:22-27


Gideão foi um dos juízes de Israel. O período dos juízes foi um período muito sombrio da história de Israel, onde o povo se afastou dos caminhos do Senhor e começou a seguir deuses estranhos, advindos dos povos pagãos que viviam ao redor deles.

Antes de Gideão julgar o povo, eles estavam sob a opressão dos midianitas. Quando o Senhor usou Gideão para libertá-los dos seus inimigos, o povo o constituiu como juiz de Israel. Ele julgou o povo por quarenta anos. Quando Gideão voltou da guerra entre Israel e os midianitas, os israelitas lhe pediram para reinar sobre eles, mas Gideão não aceitou, alegando ser Deus o rei daquele povo. Até esse momento, Gideão agiu corretamente, não se deixando corromper pela sedução de ser o rei daquele povo.

Entretanto, Gideão pede ao povo objetos de ouro para si, e desses objetos faz para si uma estola, uma espécie de manto sacerdotal, que foi utilizada pelos israelitas como objeto de idolatria, o que trouxe maldição sobre a sua casa.

Gideão, apesar de recusar governar, achou que poderia obter vantagens financeiras de sua posição enquanto juiz. A sua ideia de fazer uma estola sacerdotal indica que o seu coração se ensoberbeceu com a sua posição perante o povo.

Gideão também teve muitas mulheres, que lhe concederam setenta filhos. As atitudes de poligamia de Gideão fizeram com que seus filhos disputassem entre si a sucessão da posição de juiz. Após a morte de Gideão, um de seus filhos planejou e executou o assassinato de todos os seus irmãos, com exceção de um deles que conseguiu escapar.

Gideão foi um juiz usado por Deus para libertar o Seu povo da opressão de um adversário devastador. Ele tinha em suas mãos os instrumentos para liderar com excelência o povo de Deus, mas pequenas atitudes trouxeram marcas negativas ao seu legado. Como servos de Deus e instrumentos usados para o Seu reino, temos a incumbência de não apenas levar o Evangelho da libertação, mas viver nesse Evangelho, não nos deixando corromper pelas astutas artimanhas do inimigo.

sábado, 1 de maio de 2021

Guardando e protegendo a nossa vinha

 Texto de referência: Cânticos 1:6 "Os filhos de minha mãe se indignaram contra mim e me puseram por guarda de vinhas; a vinha porém que me pertence, não a guardei."


Entre os diálogos entre a esposa e o esposo descritos em Cânticos de Salomão, existe um em que a esposa relata que os seus irmãos haviam lhe colocado como guarda de vinhas, todavia, a vinha que lhe pertencia não havia sido guardada por ela.

Essa passagem, se lida nas entrelinhas, nos ensina sobre o cuidarmos daquilo que é nosso. Semelhante a esposa relatada em Cânticos, muitas vezes somos responsabilizados a cuidar de pessoas, funções ou ministérios. Nos desdobramos para cuidar daquilo que pertence ao outro, mas nos esquecemos de cuidar daquilo que é nosso.

Quantos líderes têm aconselhado casais e ajudado famílias a se erguerem, mas, consumidos pelos afazeres do ministério, acabam se esquecendo de cuidar da sua família, e com o passar dos anos vêem o relacionamento com seu cônjuge ou com seus filhos sendo destruído.

A outros é entregue um ministério para ser cuidado, mas os cuidados e preocupações do mundo lhe roubam o tempo que era para ser dedicado ao serviço do Senhor, e esse ministério vai sendo aos poucos destruído.

É preciso estar atentos aos sinais de desgaste que a nossa vinha dá. Ela não é destruída repentinamente, isso ocorre com o passar do tempo. Guardar a vinha é uma tarefa diária, que exige de nós tempo e um olhar atento às situações corriqueiras que ocorrem ao nosso redor.

A cada um de nós Deus deu uma vinha. Essa vinha pode ser o nosso casamento, a nossa família, o nosso trabalho ou o nosso ministério. Aquilo que o Senhor nos confiou devemos cuidar. Se cuidamos com diligência daquilo que não é nosso, cabe a nós cuidarmos com amor também daquilo que é nosso, a fim de que os frutos da nossa vinha possam glorificar a Deus.