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terça-feira, 10 de junho de 2025

Não deixe o amado Jesus ir embora

 Texto de referência: Cânticos 5:2-8


Nas poesias relatadas no livro de Cânticos, em uma delas a esposa relata que por algum tempo perdeu o seu amado. Ela estava em casa, dormindo, ele estava na rua. Quando ele chegou em sua casa e bateu na porta, ela hesitou em abrir, pois já havia preparado toda a rotina do seu sono.

Quando a esposa resolveu finalmente abrir a porta, seu amado já havia ido embora.

A amada então relata que o seu coração se estremeceu quando o noivo lhe falou, mas agora já era tarde, pois ele já havia ido embora.

A noiva então sai pelas ruas para encontrá-lo, mas é em vão. Para piorar, os guardas que rondavam a cidade a encontraram e, talvez achando que ela fosse alguma prostituta ou delinquente, espancaram-na e levaram seu manto.

É uma poesia simbólica, não se sabe ao certo se de fato isso aconteceu entre os noivos, mas sabendo da analogia do livro de Cânticos com Cristo (noivo) e a Igreja (noiva), podemos associar a poesia com o que às vezes acontece em nossa vida com Jesus.

Muitas vezes nos encontramos em situações que acomodamos, como a noiva que já estava em seus aposentos, quietinha, preparada para dormir. Já não nos lembramos de Jesus, mas Ele está lá, sempre batendo em nossa porta, nos convidando a estar com Ele.

Muitas vezes o nosso coração até se estremece, sentimos o seu chamado, mas continuamos a procrastinar. E quando resolvemos abrir a porta, o amado já está longe de nós. 

Isaías 55:6 diz: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” Isso nos leva a entender que em algum momento o Senhor pode sim se afastar, e isso não quer dizer que nunca mais teremos a sua presença, mas que estar bem perto d’Ele vai requerer de nós uma busca contínua.

Recusar ouvir a voz de Jesus é abrir a porta para os problemas, como a noiva, que quando foi atrás do noivo, foi espancada. Longe de Jesus estamos fadados a enfrentar sozinhos situações que ao lado d'Ele seriam enfrentadas com muito mais facilidade, e com vitória ao final, pois com Jesus somos sempre conduzidas em triunfo (2 Cor. 2:14).


segunda-feira, 12 de maio de 2025

Como você está construindo a sua casa?

 O nosso leito é de viçosa relva. As vigas da nossa casa são os cedros, e o nosso teto são os ciprestes. Cântico dos Cânticos 1:16-17


Nas poesias relatadas no livro de Cânticos, em uma delas a esposa relata um pouco acerca de como era a casa dela com o esposo, tendo um leito de relvas viçosas, as vigas feitas de cedro e o teto feito de ciprestes.

Seja essa linguagem utilizada no sentido literal ou figurado, essas conotações podem nos ensinar muito acerca de como tem sido construído o nosso lar.

O leito é lugar de intimidade entre o casal. Relvas viçosas indicam folhas que estão sempre verdes. Um leito feito de relvas viçosas significa dizer que a intimidade deles era sempre renovada, a monotonia não fazia parte da vida daquele casal,e se formos ler todo o livro de Cânticos percebemos isso, pois em várias partes do livro o casal conta detalhes que dão a entender que o relacionamento deles estava sempre em evolução, nunca algo parado ou rotineiro.

As vigas são o sustentáculo de uma construção, são elas que sustentam o peso das paredes e do teto. O cedro é uma árvore extremamente forte e resistente. A noiva quis então afirmar que o lar do casal não era sustentado de qualquer forma. Existia uma estrutura forte para que ele não desabasse. Essa estrutura em termos espirituais significa Cristo, a nossa Rocha. Se um lar não for estabelecido em Jesus ele não terá sustentação para suportar as intempéries as quais qualquer família está sujeita.

Por fim, o teto daquele lar era feito de ciprestes, uma árvore que pode chegar até 25 metros de altura, está sempre verde e possui muitas características medicinais. O teto de uma casa representa o abrigo que ela pode dar. Ele protege contra a chuva, o vento e o sol. Um teto de ciprestes indica que aquela casa era um local de refúgio e cura. O nosso lar precisa ser um lugar onde encontramos paz e tranquilidade.


Que os ensinamentos de Cânticos nos ajudem a refletir sobre como estamos construindo o nosso lar, a fim de que a nossa casa seja como aquela do homem que teme ao Senhor, edificada sobre a rocha, sobrevivendo aos ventos e temporais destes dias difíceis.



segunda-feira, 3 de maio de 2021

O noivo bate à porta

Texto de referência: Cânticos 5:2-7


O livro de Cânticos, com seu ar poético, nos fala sobre um romance entre um homem e uma mulher. Pode ser entendido dessa forma, mas também podemos compreendê-lo como o relacionamento entre Cristo e a Igreja, o noivo e a noiva, respectivamente.

Entre os diálogos presentes no livro, existe um onde a esposa relata que o seu esposo batia à sua porta no meio da noite. Ela, acomodada por já estar deitada e preparada para dormir, resiste em abrir ao esposo, mesmo o amando. 

Quando ela se levanta para abrir a porta, o seu amado já tinha ido embora. Ela sai à sua procura, mas já não o encontra. Não somente isso, por ser tarde da noite, ela é espancada na rua pelos guardas que vigiavam a cidade.

Se formos interpretar esse diálogo como uma figuração entre Cristo e a Igreja, percebemos o quão corriqueira é essa situação. De um lado, um noivo que bate à porta e anseia por entrar. Do outro, uma noiva acomodada que demora e quando abre, já não encontra mais o noivo.

Essa situação nos revela o quanto Cristo tem batido em nossas portas, querendo entrar no nosso quarto, isto é, na nossa intimidade para estar conosco. Somos amados pelo noivo, que deseja estar conosco.

Entretanto, temos nos deixado acomodar por muitas situações. Não queremos sair da nossa condição de conforto para enfrentarmos o confronto da Palavra de Deus. Não queremos deixar nossa popularidade entre o mundo para entrarmos no anonimato e deixar que Ele brilhe em nós. Não queremos abandonar práticas pecaminosas que nos oferecem alguns minutos de prazer, para nos oferecermos a Ele, em sacrifício integral.

E enquanto estamos procrastinando em tomarmos a decisão de corrermos para Jesus, o tempo está passando. Não podemos perder a oportunidade da nossa visitação. Não podemos deixar o noivo ir embora e o perdermos de vista. Não podemos deixar para procurá-Lo quando Ele já tiver saído e sofrermos a dor de viver sem a Sua presença.

O tempo é agora. O noivo bate à porta. Ele nos chama. Qual será a nossa resposta? Que possamos prontamente abrir a porta para Ele. Que Ele entre em nossa intimidade. Estar junto Dele é o melhor lugar.


sábado, 1 de maio de 2021

Guardando e protegendo a nossa vinha

 Texto de referência: Cânticos 1:6 "Os filhos de minha mãe se indignaram contra mim e me puseram por guarda de vinhas; a vinha porém que me pertence, não a guardei."


Entre os diálogos entre a esposa e o esposo descritos em Cânticos de Salomão, existe um em que a esposa relata que os seus irmãos haviam lhe colocado como guarda de vinhas, todavia, a vinha que lhe pertencia não havia sido guardada por ela.

Essa passagem, se lida nas entrelinhas, nos ensina sobre o cuidarmos daquilo que é nosso. Semelhante a esposa relatada em Cânticos, muitas vezes somos responsabilizados a cuidar de pessoas, funções ou ministérios. Nos desdobramos para cuidar daquilo que pertence ao outro, mas nos esquecemos de cuidar daquilo que é nosso.

Quantos líderes têm aconselhado casais e ajudado famílias a se erguerem, mas, consumidos pelos afazeres do ministério, acabam se esquecendo de cuidar da sua família, e com o passar dos anos vêem o relacionamento com seu cônjuge ou com seus filhos sendo destruído.

A outros é entregue um ministério para ser cuidado, mas os cuidados e preocupações do mundo lhe roubam o tempo que era para ser dedicado ao serviço do Senhor, e esse ministério vai sendo aos poucos destruído.

É preciso estar atentos aos sinais de desgaste que a nossa vinha dá. Ela não é destruída repentinamente, isso ocorre com o passar do tempo. Guardar a vinha é uma tarefa diária, que exige de nós tempo e um olhar atento às situações corriqueiras que ocorrem ao nosso redor.

A cada um de nós Deus deu uma vinha. Essa vinha pode ser o nosso casamento, a nossa família, o nosso trabalho ou o nosso ministério. Aquilo que o Senhor nos confiou devemos cuidar. Se cuidamos com diligência daquilo que não é nosso, cabe a nós cuidarmos com amor também daquilo que é nosso, a fim de que os frutos da nossa vinha possam glorificar a Deus.