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quarta-feira, 16 de junho de 2021

A corrupção de Gideão

Texto de referência: Juízes 8:22-27


Gideão foi um dos juízes de Israel. O período dos juízes foi um período muito sombrio da história de Israel, onde o povo se afastou dos caminhos do Senhor e começou a seguir deuses estranhos, advindos dos povos pagãos que viviam ao redor deles.

Antes de Gideão julgar o povo, eles estavam sob a opressão dos midianitas. Quando o Senhor usou Gideão para libertá-los dos seus inimigos, o povo o constituiu como juiz de Israel. Ele julgou o povo por quarenta anos. Quando Gideão voltou da guerra entre Israel e os midianitas, os israelitas lhe pediram para reinar sobre eles, mas Gideão não aceitou, alegando ser Deus o rei daquele povo. Até esse momento, Gideão agiu corretamente, não se deixando corromper pela sedução de ser o rei daquele povo.

Entretanto, Gideão pede ao povo objetos de ouro para si, e desses objetos faz para si uma estola, uma espécie de manto sacerdotal, que foi utilizada pelos israelitas como objeto de idolatria, o que trouxe maldição sobre a sua casa.

Gideão, apesar de recusar governar, achou que poderia obter vantagens financeiras de sua posição enquanto juiz. A sua ideia de fazer uma estola sacerdotal indica que o seu coração se ensoberbeceu com a sua posição perante o povo.

Gideão também teve muitas mulheres, que lhe concederam setenta filhos. As atitudes de poligamia de Gideão fizeram com que seus filhos disputassem entre si a sucessão da posição de juiz. Após a morte de Gideão, um de seus filhos planejou e executou o assassinato de todos os seus irmãos, com exceção de um deles que conseguiu escapar.

Gideão foi um juiz usado por Deus para libertar o Seu povo da opressão de um adversário devastador. Ele tinha em suas mãos os instrumentos para liderar com excelência o povo de Deus, mas pequenas atitudes trouxeram marcas negativas ao seu legado. Como servos de Deus e instrumentos usados para o Seu reino, temos a incumbência de não apenas levar o Evangelho da libertação, mas viver nesse Evangelho, não nos deixando corromper pelas astutas artimanhas do inimigo.

quarta-feira, 10 de março de 2021

O preço final da corrupção

Vivemos dias difíceis, onde a corrupção espalhou-se por todos os setores da nossa sociedade. As pessoas vivem desacreditadas dos líderes, devido a tantos escândalos.
Na esfera política, indivíduos eleitos para ajudarem a sociedade, guardam dinheiros em malas, cofres ocultos, bancos suíços e até nas roupas íntimas. O dinheiro que serviria para dar cestas básicas, fazer casas para os desabrigados, comprar carteiras novas ou colocar portas nos banheiros das escolas, se transforma em mansões, ternos de luxo e viagens de ostentação. Enquanto isso, a panela só tem farinha, a escola é precária e a mãe dorme com a criança na rua.
O judiciário que deveria ver tudo isso e condenar os culpados, finge que não vê e concede a sentença favorável ao culpado. Tudo isso porque não gosta do partido de oposição ou porque recebeu uma grande quantia para se corromper. E diante disso, a estátua com os olhos vendados e a balança com pesos iguais perde todo o sentido.
A Bíblia diz que não há ninguém justo, nenhum sequer (Romanos 3:10). Sabemos que sobraram alguns joelhos que não se dobraram diante de Baal ou de Mamom, mas a sociedade em geral está corrompida, desde os pequenos aos grandes, desde o religioso ao pagão. 
Mas temos uma esperança: o Seu nome é Fiel e Verdadeiro. Ele se assenta no trono de justiça e julgará, desde os pequenos aos grandes, sem acepção de pessoas. Aquilo que o perverso ocultou, Ele trará à luz (Apocalipse 19:11; Eclesiastes 12:14; 1 Pedro 1:17).
Apesar de toda a injustiça que temos visto e ouvido, como cristãos, não podemos nos desesperar, mas crer que Deus fará justiça sobre a terra e, para aqueles que se deixam corromper, deixemos apenas um dos muitos versículos que profetizam contra ele: "Suave é ao homem o pão ganho por fraude, mas, depois a sua boca se encherá de pedrinhas de areia" (Provérbios 20:17).
No âmbito religioso, líderes que se aproveitam da generosidade dos fiéis para se enriquecerem. Profetas e levitas que deveriam fazer a obra por amor, mas estão no altar com a intenção primordial de conseguir "likes" e "followers". O altar que deveria ser de adoração ao Deus vivo, tornou-se palco de elevação do ego humano.