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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Vivendo uma vida (com Deus) abundante

 Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas.  Fartam-se da abundância da tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber. Salmos 36:7‭-‬8


Temos vivido dias difíceis onde o TER se sobrepõe ao SER. Diariamente somos bombardeados com mensagens midiáticas que nos impulsionam a comprar coisas que muitas vezes nem necessitamos, somente para sermos socialmente aceitos. Nesse contexto, na expectativa de termos cada vez mais, passamos a olhar para a Palavra de Deus com foco apenas na prosperidade material, esquecendo-nos das demais coisas.

O versículo de referência dessa mensagem nos convida a uma vida abundante. Primeiramente, ele faz referência a uma abundância que há em Deus, depois nos convida a beber em um rio de Deus onde há delícias. Quando o nosso foco está no material passamos a pensar nessa abundância apenas para esse contexto.

Mas quando meditamos profundamente na Palavra de Deus descobrimos que existe algo muito maior, que não se limita aos aspectos materiais.

Em Isaías 55:2 o Senhor nos convida a não gastarmos o nosso dinheiro em coisas que não nos satisfazem, mas nos aproximarmos de Deus e ouvi-Lo, para comermos de finos manjares. Quando lemos todo o capítulo, percebemos que esse banquete oferecido por Deus não é material, mas espiritual, pois se trata de uma vida de arrependimento sincero.

E assim, vamos saindo do foco de abundância material para apreciarmos outro tipo de plenitude: a de uma vida debaixo da Palavra de Deus. Esse pensamento se torna ainda mais nítido quando Jesus no sermão do monte afirma que aqueles que têm fome e sede de justiça serão completamente satisfeitos. Dessa forma, percebemos que somos realmente plenos, ou seja, completos, quando fazemos a vontade do Senhor.

É a mesma sociedade que nos impulsiona a comprar que nos diz que existem coisas que o dinheiro não compra. De fato, existem muitas coisas e uma delas é a presença de Deus conosco, pois esta só pode ser alcançada quando vivemos em obediência. Não é errado desejar uma vida material abundante, mas o nosso maior desejo deve ser a abundância da presença de Deus, e assim todas as demais coisas também virão até nós.

sábado, 6 de novembro de 2021

Começando uma nova etapa: a história de Elias

 Texto de referência: 1 Reis 17:1-9


A história de Elias começa no capítulo 17 do primeiro livro de Reis. Não há muita informação sobre as origens dele, apenas que ele era da tribo de Gileade. A primeira profecia atribuída a ele foi a de prever uma grande seca sobre Israel, governada pelo perverso rei Acabe. Após essa profecia, Elias por ordem de Deus vai até as proximidades do rio Jordão, onde havia um ribeiro de água. Naquele lugar Elias foi alimentado por corvos que traziam a ele diariamente pão e carne (garçons nada tradicionais, diga-se de passagem) e bebia água do rio. Mas após um período aquele rio secou.

Deus então ordena a Elias que fosse até a região de Sarepta, território pertencente a Sidom, fora do território israelita, e ali ele seria sustentado por uma viúva previamente avisada pelo Senhor. Acontece que aquela viúva era uma mulher extremamente pobre, que não tinha condições humanas de sustentar a si mesmo. Vivendo na casa da viúva, Elias continuou a experimentar o poder de Deus, mas de uma maneira ainda mais profunda, pois em um episódio em que o filho da viúva adoeceu e morreu, através de Elias, Deus trouxe a vida novamente à criança.

Por muitos anos eu li essa passagem, mas nunca me atentei ao fato de que Deus permitiu que o ribeiro de água secasse e Elias saísse dali. Deus era suficientemente poderoso para fazer com que aquele ribeiro continuasse a ter águas, mas naquele momento o propósito era Elias sair dali e iniciar uma nova etapa em sua vida.

A entrada dele em Sarepta era uma oportunidade de levar a Palavra àquele território, bem como socorrer uma mulher que estava prestes a morrer com o seu filho. Além disso, o próprio Elias precisava avançar em seu ministério e ali ele pôde crescer muito espiritualmente.

Apesar de ter poder para nos sustentar em qualquer situação, muitas vezes Deus permite circunstâncias que nos obrigam a avançar para outros caminhos. Esse é o caminho para o nosso crescimento. Diz uma história que a necessidade fez o sapo pular e a falta de comida fez as girafas terem o pescoço grande. São as dificuldades que nos impulsionam a crescer. Muitas vezes enquanto temos sustento, tendemos a nos acomodar, mas o Senhor permite o aperto, a fim de que possamos progredir. Esse é o caminho natural do ser humano, avançar.


sexta-feira, 23 de julho de 2021

Primeiro para Deus

 Texto de referência: I Reis 17:8-16


Em um período de fome enfrentado pela nação israelita, o profeta Elias sai dos limites de Israel para ir à região de Sidom, na cidade de Sarepta. Enviado por Deus, ele vai até a casa de uma viúva, que foi divinamente ordenada a lhe sustentar. Elias lhe pede água e logo em seguida, pão. A viúva rebate seu pedido, dizendo que não tinha como lhe oferecer pão, pois só tinha em sua casa um pouco de farinha e azeite para fazer uma comida para si e seu filho, e depois eles esperariam a morte.

Elias então lhe faz um pedido surpreendente, ele pede à viúva que faça um bolo pequeno para ele, e depois ela faria para si e para seu filho. E profetiza que não faltaria mais a ela comida, enquanto durasse o período de fome. A viúva então obedeceu o pedido de Elias, e o que o profeta disse se cumpriu, pois aquele restinho de azeite e farinha nunca mais acabaram. Assim, eles puderam enfrentar o período de fome, sem perecerem.

Nessa história nos surpreende o pedido ousado de Elias à viúva, que lhe pediu para que ela fizesse um bolo primeiro para ele. A fé da viúva também foi ousada, pois ela confiou na palavra do Senhor, dita pelo profeta. E pela sua obediência, não faltou o alimento para ela e seu filho.

Jesus nos disse que quando nós buscamos o Reino de Deus em primeiro lugar, todas as outras coisas da vida nos seriam acrescentadas (Mateus 6:33). Essa prioridade a Deus foi dada por aquela viúva, quando ela primeiro fez o bolo para Elias. Não que Elias fosse Deus, mas ela se rendeu à obediência à ordenança do Senhor e por esse motivo Ele lhe concedeu aquilo que ela necessitava.

Quando fazemos de Deus a nossa prioridade, podemos ter a certeza que Ele cuida do nosso entorno, provendo as demais coisas que necessitamos em nossa vida. Primeiro para Deus e as demais coisas virão.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Vivendo no propósito para o qual Deus nos chamou

 Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. I Coríntios 10:31


Todos nós nascemos com um propósito. Ninguém veio a essa Terra para passar o tempo, vivendo de qualquer jeito. Todavia, diferente do que muitos passamos a vida toda acreditando, o nosso maior propósito não é formar uma bela família, ser um grande profissional ou ter uma vida próspera. Apesar de tudo isso contribuir para o nosso maior propósito, fomos criados para servir e adorar ao nosso Criador.

A nossa existência veio a partir de Deus e é para Ele que devemos viver toda a nossa vida. Tudo o que fizermos nessa terra deve glorificá-Lo, e é nessa parte que entra a família, o trabalho e os nossos relacionamentos. Apesar de sermos criados para Deus, não somos anjos ou seres celestiais. Somos seres humanos, que vivem nesta Terra como humanos, mas que glorificam a Deus em tudo o que fazem.

Entretanto, vivemos boa parte das nossas vidas enganados quanto ao nosso propósito. E por esse motivo nos esforçamos e corremos atrás das coisas desta Terra, mas sem glorificar ao Senhor com elas, e por isso a impressão que temos é que nunca estamos satisfeitos. Isso acontece porque não estamos no verdadeiro foco, servir e adorar a Deus.

Outras vezes começamos a andar no nosso verdadeiro propósito, quando somos tentados a olhar para as coisas desta Terra e acabamos nos desviando dele. Ao iniciarmos o nosso chamado, o inimigo tentará voltar a nossa atenção para outras coisas, a fim de ocuparmos a nossa mente e o nosso tempo com outras finalidades, e nos desviarmos do propósito para o qual fomos chamados por Deus.

A finalidade da nossa existência foi dada por Deus e é linda. Deus não nos quer frustrados e infelizes, pelo contrário, como sal e luz nesta Terra, o Senhor quer que sejamos pessoas vitoriosas e abençoadas em todas as áreas da nossa vida, seja na família, no trabalho ou nos demais relacionamentos. Mas ele também nos quer dentro da esfera para o qual Ele nos criou. 

A nossa relação com Deus é como o sol com a lua. Apesar de linda, a lua não tem luz própria. A sua luz vem do sol. Da mesma forma acontece entre nós e Deus. Deus nos quer brilhando, mas Ele quer que reconheçamos que o nosso brilho vem d'Ele, é para a glória d'Ele que vivemos. Esse é o real propósito da nossa existência.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Vença a preguiça espiritual

 Texto-base: Provérbios 6:6-11


Se formos pesquisar o significado de preguiça no dicionário, obteremos: Estado de prostração e moleza, de causa orgânica ou psíquica. A preguiça ocorre quando nos deixamos levar por uma prostração, que nos impede de fazermos as nossas atividades cotidianas.

O livro de Provérbios nos adverte contra a preguiça por meio de diversos versículos. Neste versículo acima, especificamente, ele chama o preguiçoso a observar as formigas. Esse pequeno animal, apesar de não ter liderança, ajunta todo o seu alimento na primavera, quando as folhas estão verdinhas, para que no outono e inverno, quando tudo está seco, ela tenha mantimentos o suficiente para se alimentar. Se formos observar as formigas, elas carregam pequenas folhas, uma a uma, até chegarem ao seu abrigo. E por esse motivo o sábio escritor de Provérbios manda o preguiçoso aprender com a formiga. 

A preguiça física é extremamente prejudicial, mas a preguiça espiritual é ainda pior, pois se a primeira nos priva de adquirirmos riquezas nesta terra, a preguiça espiritual nos priva da vida eterna. A preguiça espiritual ocorre quando deixamos a prostração ou a inércia nos dominar, e dessa forma não nos dedicamos à nossa vida espiritual, através dos três pilares de sustentação que todo cristão deve ter: oração constante, leitura fervorosa da Bíblia e prática do jejum.

A preguiça espiritual é ampliada através das distrações às quais somos diariamente submetidos, tanto pela internet, quanto em atividades de entretenimento que temos ao nosso dispor, e até mesmo com os afazeres domésticos.

As consequências da preguiça são a pobreza e a necessidade, ambas sobrevindo de forma repentina, com o intuito de roubar aquilo que o homem possui. A preguiça espiritual se desenvolve aos poucos. De forma sorrateira, ela entra na vida do cristão. São pequenas atitudes diárias que vão contribuindo para nos prostrarmos e perdermos a nossa comunhão diária com Deus. A princípio, aparentemente não estamos perdendo nada, mas com o passar do tempo, de forma repentina percebemos a destruição que a procrastinação pode nos causar.

O diabo quer nos roubar o nosso maior tesouro: a salvação. E nem sempre é com comportamentos visivelmente pecaminosos. Muitas vezes é utilizando de estratégias disfarçadas. E a preguiça espiritual tem sido uma  dessas estratégias, pela qual ele tem obtido êxito. É tempo de despertar. Deus também hoje nos alerta: Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Desvia os meus olhos das distrações

"Desvia os meus olhos das coisas inúteis; faze-me viver nos caminhos que traçaste". Salmos 119:37


O pecado é o principal obstáculo que nos afasta de Deus. Contra ele, devemos unir todas as nossas forças a fim de combatê-lo. Mas existe também outra coisa que tem o poder de nos afastar de Deus e do que Ele tem para nós: as distrações.

As distrações são elementos que não são necessariamente pecado, mas que se não soubermos gerenciá-los, nos levarão ao pecado, nos afastando de Deus. O salmista do texto acima também sabia da existência das distrações, tanto que pediu ao Senhor para livrá-lo daquilo que ele chamou de inútil, para poder viver nos caminhos que Deus traçou para ele. Isso significa que as distrações nos tiram do propósito de Deus para nós.

O entretenimento é uma distração: o shopping, as pizzarias, os seriados, os clubes, tudo isso se não forem utilizados com equilíbrio, roubam o nosso tempo com Deus.

A internet é outra distração que tem roubado a vida com Deus de muitos cristãos. Seja pelas redes sociais, pelo YouTube, pelos games, pelas inúmeras atrações que ela oferece, muitas pessoas têm deixado de orar, ler a Bíblia e estar na presença de Deus para curtir um tempo mais na Web. Ainda que você esteja ouvindo singles cristãos ou pregando em seus grupos de WhatsApp, o seu tempo a sós com Deus não deve ser substituído por nada.

Os afazeres também são outra distração. Muitas vezes se não deixamos tudo de lado para nos ajoelharmos em oração, não conseguimos ter tempo para Deus. Uma tarefa vai levando a outra e assim quando percebemos, já terminamos o dia e não nos colocamos na presença de Deus para orar ou meditar na Palavra. Podemos nos lembrar de Marta, que estava tão preocupada em seus afazeres, enquanto Maria estava sentada aos pés de Jesus, ouvindo Seus ensinamentos. Quem mais agradou a Jesus foi Maria, pois ela escolheu a boa parte.

Até mesmo o ministério se torna uma distração quando nos deixamos levar pelo ativismo ministerial, que ocorre quando ocupamos cargos em excesso na igreja, e já não temos mais tempo para demais coisas, inclusive para Deus.

E quando nos deixamos levar pelas distrações, saímos do caminho que Deus traçou para nós.

Poderíamos falar de diversas outras distrações, pois cada pessoa tem as suas peculiaridades. Apesar de não serem pecado, se não forem utilizadas com sabedoria, elas nos afastarão de Deus tanto quanto o pecado. O segredo para não nos deixarmos levar por elas está no equilíbrio e no foco que temos. Quando o nosso foco está em Deus, não nos deixamos desviar para nada que nos leve para longe Dele. Ainda, quando buscamos o equilíbrio, não nos deixamos levar pelos excessos, o que nos livra de gastarmos tempo demais em coisas que não nos irão acrescentar em nossa intimidade com Deus.

Mesmo com foco e equilíbrio, precisamos como o salmista, reconhecer a nossa impotência enquanto seres humanos e buscar a misericórdia de Deus para nos livrar das distrações. Agindo assim, obteremos graça e êxito da parte de Deus.