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sexta-feira, 21 de maio de 2021

O perigo de vivermos despreocupadamente

 Texto de referência: Isaías 32:9-20


Houve um tempo no Reino de Israel onde servir a Deus não era mais prioridade para o seu povo. Enriquecer-se, de preferência às custas dos pobres, era a principal preocupação. Nesse tempo, a palavra de Deus era ministrada através dos profetas, que denunciavam os pecados existentes. 

É nesse contexto que surgiu o profeta Isaías, denunciando a vida pecaminosa que o povo estava levando. O profeta falou acerca de mulheres, que vivendo despreocupadamente diante da boa vida que levavam, não se atentavam mais em cumprir as leis do Senhor. Mas o profeta alertou para o fato de que aquela situação confortável estava se findando e que viriam tempos difíceis.

Esse período de escassez só se findaria quando fosse derramado o Espírito do alto, então aquilo que estava deserto, floresceria. A justiça então seria praticada, trazendo paz, repouso e segurança para sempre. Mesmo que tudo ao redor não estivesse bem, o povo continuaria vivendo em paz e seguro.

Essa palavra não foi dirigida a qualquer um, mas a mulheres que viviam despreocupadamente. Nesse contexto, viver despreocupado não implica em levar uma vida sem propósitos, mas denota a uma vida onde Deus não é mais prioridade. Estamos sujeitos a viver assim quando tudo em nossa vida flui muito bem e devido a isso nos esquecemos da importância da vigilância. Além disso, o tripé da comunhão com Deus - oração, Palavra e jejum - já não são praticados, e as coisas dessa terra se tornam a nossa única preocupação.

Todos sabemos que o tempo da bonança existe, mas infelizmente não dura para sempre. Durante a nossa caminhada na terra, todos nós passamos por momentos difíceis, e se nesses momentos a nossa fé não estiver ancorada em Deus e na Sua Palavra, não resistiremos às intempéries da vida.

Assim como no texto, o nosso jardim só volta a florescer quando o Espírito é derramado, isto é, quando voltamos aos pés do Senhor. A comunhão com o Espírito Santo nos fará vivermos em justiça, e isso nos trará a paz e a tranquilidade necessárias para enfrentar qualquer situação.

Perceba que o texto diz que ainda que haja escuridão e que a cidade seja completamente assolada, o povo de Deus viveria em paz e segurança. Essa característica do repouso ao povo de Deus não está condicionada à ausência de aflições, mas à prática da justiça e comunhão com o Espírito Santo. 

Apesar dessa palavra começar em um tom de alerta e ameaça, ele termina trazendo uma palavra de esperança. Viver despreocupado das coisas de Deus no presente é um passo para vivermos desnorteados no futuro. Pelo contrário, quando nos esforçamos para caminhar com Deus sempre, não nos desesperamos quando vêm as adversidades.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

José: o funcionário que todo chefe gostaria de ter

 


Texto-base: Gênesis 39:3-6; 21-23


A história de José é até difícil de ler algumas vezes, devido ao fato dele ter sido tão injustiçado e maltratado no decorrer de sua vida. Entretanto, mesmo diante de tanto sofrimento, José se destacava por onde passava. 

Após ter sido vendido como escravo pelos próprios irmãos, José vai para a casa de Potifar, o oficial de Faraó. Mesmo na condição de escravo, José prosperou. Ao ver esse fato tão impressionante, afinal pensar em um escravo próspero é algo bastante incomum, Potifar tenta descobrir o motivo da prosperidade de José, e entende que isso vinha pelo fato de José servir a Deus.

E assim José foi promovido a mordomo de Potifar. Ele tomava conta de tudo na casa de Potifar e este não se preocupava com nada. Não apenas José era abençoado, mas por amor a José, o Senhor prosperou também os negócios de Potifar.

Entretanto, novamente José foi injustiçado e acabou indo parar na prisão. Mas ali na prisão, José foi visto com benignidade pelo carcereiro, que lhe confiou todos os presos que estavam sob sua responsabilidade. E na prisão José cumpria com fidelidade todas as suas obrigações, de tal forma que o carcereiro não tinha que se preocupar com nada no cárcere.

Anos depois, ao interpretar o sonho de Faraó, e lhe dar conselhos sobre como administrar o Egito nos tempos de fartura e fome que viriam sobre a terra, José é elevado a governador do Egito, cargo que alcançou por ter sido considerado por Faraó como um homem ajuizado, sábio e em quem havia o Espírito de Deus.

Nos três lugares por onde José passou ele prosperou. Em todos eles, a mão do senhor estava sobre ele. E em todos os lugares, José se comportava como um homem de confiança diante dos seus superiores, fazendo com que estes deixassem tudo em suas mãos.

O fato dos seus superiores saberem que José servia a Deus, demonstrava que a devoção dele a Deus era visível. José demonstrava publicamente o seu amor por Deus, que lhe recompensava, dando-lhe prosperidade. Ainda, José sempre agia com fidelidade diante das suas responsabilidades, fazendo com que seus superiores não tivessem que se preocupar com nada que eles confiavam nas mãos dele.

Por fim, a presença do Espírito Santo na vida de José lhe dava a direção necessária nas suas atribuições, fazendo dele um homem sábio.

Honrar a Deus, ser fiel às suas responsabilidades e ser cheio do Espírito, essas características fizeram de José um funcionário respeitado e próspero por onde quer que ele andasse. 

A história de José não pode nos servir apenas como uma história a ser lida, mas deve nos servir de exemplo sobre como devemos nos comportar enquanto trabalhadores nesta terra, sujeitos a chefias e a responsabilidades. O Senhor deseja encontrar homens como José em nossa geração.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Desvia os meus olhos das distrações

"Desvia os meus olhos das coisas inúteis; faze-me viver nos caminhos que traçaste". Salmos 119:37


O pecado é o principal obstáculo que nos afasta de Deus. Contra ele, devemos unir todas as nossas forças a fim de combatê-lo. Mas existe também outra coisa que tem o poder de nos afastar de Deus e do que Ele tem para nós: as distrações.

As distrações são elementos que não são necessariamente pecado, mas que se não soubermos gerenciá-los, nos levarão ao pecado, nos afastando de Deus. O salmista do texto acima também sabia da existência das distrações, tanto que pediu ao Senhor para livrá-lo daquilo que ele chamou de inútil, para poder viver nos caminhos que Deus traçou para ele. Isso significa que as distrações nos tiram do propósito de Deus para nós.

O entretenimento é uma distração: o shopping, as pizzarias, os seriados, os clubes, tudo isso se não forem utilizados com equilíbrio, roubam o nosso tempo com Deus.

A internet é outra distração que tem roubado a vida com Deus de muitos cristãos. Seja pelas redes sociais, pelo YouTube, pelos games, pelas inúmeras atrações que ela oferece, muitas pessoas têm deixado de orar, ler a Bíblia e estar na presença de Deus para curtir um tempo mais na Web. Ainda que você esteja ouvindo singles cristãos ou pregando em seus grupos de WhatsApp, o seu tempo a sós com Deus não deve ser substituído por nada.

Os afazeres também são outra distração. Muitas vezes se não deixamos tudo de lado para nos ajoelharmos em oração, não conseguimos ter tempo para Deus. Uma tarefa vai levando a outra e assim quando percebemos, já terminamos o dia e não nos colocamos na presença de Deus para orar ou meditar na Palavra. Podemos nos lembrar de Marta, que estava tão preocupada em seus afazeres, enquanto Maria estava sentada aos pés de Jesus, ouvindo Seus ensinamentos. Quem mais agradou a Jesus foi Maria, pois ela escolheu a boa parte.

Até mesmo o ministério se torna uma distração quando nos deixamos levar pelo ativismo ministerial, que ocorre quando ocupamos cargos em excesso na igreja, e já não temos mais tempo para demais coisas, inclusive para Deus.

E quando nos deixamos levar pelas distrações, saímos do caminho que Deus traçou para nós.

Poderíamos falar de diversas outras distrações, pois cada pessoa tem as suas peculiaridades. Apesar de não serem pecado, se não forem utilizadas com sabedoria, elas nos afastarão de Deus tanto quanto o pecado. O segredo para não nos deixarmos levar por elas está no equilíbrio e no foco que temos. Quando o nosso foco está em Deus, não nos deixamos desviar para nada que nos leve para longe Dele. Ainda, quando buscamos o equilíbrio, não nos deixamos levar pelos excessos, o que nos livra de gastarmos tempo demais em coisas que não nos irão acrescentar em nossa intimidade com Deus.

Mesmo com foco e equilíbrio, precisamos como o salmista, reconhecer a nossa impotência enquanto seres humanos e buscar a misericórdia de Deus para nos livrar das distrações. Agindo assim, obteremos graça e êxito da parte de Deus.