Mostrando postagens com marcador vida no Espírito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida no Espírito. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Como andar com o Espírito Santo

  "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. Romanos 8:14

Muito se ouve sobre a busca ao Espírito Santo. A frase “Vem Espírito Santo” ecoa sempre nos nossos encontros eclesiásticos. Há uma busca geral pelo Espírito, todavia, ainda de modo superficial.

Somente desejar o Espírito Santo ou invocar a Sua presença não basta, é preciso tomar atitudes que o tragam para perto de nós. Neste texto busquei listar três atitudes práticas que nos fazem estar mais próximos do Espírito.

1) Intimidade com a Palavra de Deus. A Bíblia é a Palavra dada por Deus e entregue a nós. Quando abrimos a Bíblia estamos dizendo de forma implícita que queremos ouvir a Deus. E quem nos ensina, quem nos dá entendimento para compreender a Palavra é o Espírito Santo. Por isso, meditar na Palavra é uma forma de também buscá-lo.

2) Obediência a Deus. A obediência a Deus é a forma de praticar o que aprendemos pela Palavra. Quando obedecemos a Deus estamos automaticamente desprezando o pecado, e não há melhor forma de estar mais próximos de Deus e do Espírito Santo do que ficando longe do pecado.

3) Renúncia ao nosso ego. Talvez um dos maiores desafios do homem seja abrir mão do próprio eu, afinal, ser egocêntrico é algo próprio do ser humano. Quando falamos em renunciar o nosso ego, não necessariamente indica renunciar o pecado, mas abrir mão de atitudes que satisfazem o nosso eu para simplesmente agradar a Deus. É deixar as nossas vontades de lado e viver tendo Deus como o nosso centro. Quando a carne não nos domina, automaticamente abrimos espaço para o Espírito. 


segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Qual o tamanho do desejo pelo Pentecostes em sua vida?

 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Atos 2:1‭-‬2


O mover do Espírito Santo descrito em Atos 2 é um dos textos mais marcantes da Bíblia. E não é para menos, pois foi o dia escolhido por Deus para que a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo, viesse habitar entre nós. Ele já existia, grandes homens e mulheres de Deus já o haviam experimentado na Antiga Aliança, mas agora era diferente, o Espírito Santo não apenas se manifestava, Ele estava vindo para ficar, para fazer morada no coração de todo aquele que cresse (e crê) no Evangelho.

E a partir desse dia, muito se tem falado no Espírito Santo, em Seus dons, Sua manifestação, Seu fruto. E pelo fato de lermos que os discípulos estavam em um lugar e o Espírito desceu, tendemos a acreditar que essa manifestação é fruto da busca de um dia, onde eles oraram e o Espírito se manifestou.

Enganados com essa crença, temos buscado também esse tipo de manifestação. Acreditamos que basta um dia em que a igreja esteja "avivada" e ali receberemos a unção do Espírito Santo. Mas se formos atentar bem para os textos anteriores ao dia de Pentecostes, vamos ver que após a ressurreição de Jesus, Ele apareceu para muitos discípulos (não somente os doze apóstolos) e ajustou muitas coisas que estavam fora do lugar. Como exemplo disso temos Pedro, que teve a sua conversão de fato após as aparições de Jesus ressuscitado.

Após a sua ascenção aos céus, Jesus ordenou a todos os que estavam no monte, cerca de quinhentas pessoas, que não saíssem de Jerusalém, mas que aguardassem até a manifestação do Espírito. No dia de Pentecostes (aproximadamente 50 dias após a páscoa judaica), cento e vinte pessoas estavam reunidas em um lugar, orando, quando o Espírito se manifestou.

Dessa forma, percebemos que a manifestação do Espírito não ocorreu como resultado daquele único dia. Havia uma promessa desde a ascenção de Jesus que estava se cumprindo ali. O Espírito não se manifestou a qualquer pessoa. Ele desceu sobre homens e mulheres que perseveraram em buscar ao Senhor, obedeceram à sua ordem de permanecer em Jerusalém e estavam com os seus corações transformados.

O intuito deste texto não é desanimar aqueles que desejam ser cheios do Espírito, pelo contrário, o objetivo é encorajar ainda mais a busca pela Sua santa presença, e desencorajar a banalização da manifestação do Espírito. Ele não se manifesta de qualquer forma ou a qualquer pessoa. O Espírito Santo deseja fazer morada e liberar os Seus dons a corações que desejem ser transformados por Ele e perseverem na busca por Sua presença. Esse é o verdadeiro Atos 2.


sexta-feira, 21 de maio de 2021

O perigo de vivermos despreocupadamente

 Texto de referência: Isaías 32:9-20


Houve um tempo no Reino de Israel onde servir a Deus não era mais prioridade para o seu povo. Enriquecer-se, de preferência às custas dos pobres, era a principal preocupação. Nesse tempo, a palavra de Deus era ministrada através dos profetas, que denunciavam os pecados existentes. 

É nesse contexto que surgiu o profeta Isaías, denunciando a vida pecaminosa que o povo estava levando. O profeta falou acerca de mulheres, que vivendo despreocupadamente diante da boa vida que levavam, não se atentavam mais em cumprir as leis do Senhor. Mas o profeta alertou para o fato de que aquela situação confortável estava se findando e que viriam tempos difíceis.

Esse período de escassez só se findaria quando fosse derramado o Espírito do alto, então aquilo que estava deserto, floresceria. A justiça então seria praticada, trazendo paz, repouso e segurança para sempre. Mesmo que tudo ao redor não estivesse bem, o povo continuaria vivendo em paz e seguro.

Essa palavra não foi dirigida a qualquer um, mas a mulheres que viviam despreocupadamente. Nesse contexto, viver despreocupado não implica em levar uma vida sem propósitos, mas denota a uma vida onde Deus não é mais prioridade. Estamos sujeitos a viver assim quando tudo em nossa vida flui muito bem e devido a isso nos esquecemos da importância da vigilância. Além disso, o tripé da comunhão com Deus - oração, Palavra e jejum - já não são praticados, e as coisas dessa terra se tornam a nossa única preocupação.

Todos sabemos que o tempo da bonança existe, mas infelizmente não dura para sempre. Durante a nossa caminhada na terra, todos nós passamos por momentos difíceis, e se nesses momentos a nossa fé não estiver ancorada em Deus e na Sua Palavra, não resistiremos às intempéries da vida.

Assim como no texto, o nosso jardim só volta a florescer quando o Espírito é derramado, isto é, quando voltamos aos pés do Senhor. A comunhão com o Espírito Santo nos fará vivermos em justiça, e isso nos trará a paz e a tranquilidade necessárias para enfrentar qualquer situação.

Perceba que o texto diz que ainda que haja escuridão e que a cidade seja completamente assolada, o povo de Deus viveria em paz e segurança. Essa característica do repouso ao povo de Deus não está condicionada à ausência de aflições, mas à prática da justiça e comunhão com o Espírito Santo. 

Apesar dessa palavra começar em um tom de alerta e ameaça, ele termina trazendo uma palavra de esperança. Viver despreocupado das coisas de Deus no presente é um passo para vivermos desnorteados no futuro. Pelo contrário, quando nos esforçamos para caminhar com Deus sempre, não nos desesperamos quando vêm as adversidades.

sábado, 8 de maio de 2021

Não apagueis o Espírito

 Texto de referência: Números 11:25


Apagar é um verbo que indica uma ação de anular algo. Geralmente nos referimos a ação de apagar a objetos que contém fogo ou claridade, como uma lâmpada. O apóstolo Paulo, instruindo a igreja, lhes ordena a não apagarem o Espírito (I Tessalonicenses 5:19).

O Espírito Santo é associado na Bíblia ao fogo. João Batista diz que Jesus traria o batismo com o Espírito e com fogo (Mateus 3:11). Os apóstolos quando foram batizados no Espírito falavam línguas de fogo (Atos 2:13). Dessa forma, se o Espírito Santo pode ser associado ao fogo, Ele também pode ser apagado.

Quando Moisés conduzia o povo no deserto, Deus ungiu no Espírito setenta homens para ajudá-lo. Quando o Espírito desceu sobre aqueles homens, eles começaram a profetizar. Mas depois, nunca mais profetizaram.

Aqui temos uma clara manifestação de como o Espírito pode ser apagado. Eles foram tomados pelo Espírito, mas não mantiveram aquela chama acesa. Em um fogo comum, para que este se mantenha aceso, é preciso atiçar, mexer a lenha e frequentemente soprar. A manifestação do Espírito em nós não é diferente. Para que sejamos cheios do Espírito e não venhamos a apagá-lo, precisamos estar constantemente ligados a Ele.

Diferente dos setenta homens do episódio de Moisés, após os apóstolos serem cheios do Espírito no dia do Pentecostes, eles estavam sempre na casa do Senhor e perseveravam em oração (Atos 2:42;46). Essas atitudes mantinham viva a chama do Espírito na vida daqueles homens.

Recebemos o Espírito quando recebemos a fé de Cristo em nós. Somos inundados pela manifestação do Espírito quando somos batizados por Ele. Mas o Espírito é um fogo, que para não ser apagado precisa ser constantemente estimulado. As nossas atitudes de obediência à Palavra e oração constante farão a chama do Espírito se manter viva em nós.