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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Quando Jesus nos desafia ao novo

 Texto de referência: Marcos 4:35-41


A passagem em que Jesus dorme em meio a tempestade é recheada de aprendizados. Aqui no blog eu já teci algumas considerações sobre ela, mas me parece que a cada vez que nos deparamos com este texto nas Escrituras, novos aprendizados surgem.

Quando Jesus diz aos seus discípulos,  “Vamos passar para a outra margem”, os discípulos não poderiam imaginar que surgiria uma tempestade no meio desse percurso.

Quando Jesus nos desafia ao novo nós também não sabemos o que virá pela frente, e muitas vezes enfrentamos tempestades. Passar para a outra margem era uma travessia, significava a mudança de ambiente. Durante o nosso percurso na vida, também encaramos situações onde precisamos mudar. Seja fisicamente ou espiritualmente,  acredito que todos já precisamos sair da nossa condição atual para encarar uma nova realidade. 

Mas algumas vezes durante esse percurso rumo ao novo nós enfrentamos tempestades, adversidades que dificultam a nossa chegada.

Mas esse texto bíblico nos ensina que independente do tamanho do obstáculo, se Deus nos chamou a passar para a outra margem, é porque ele irá nos sustentar e proteger para chegar lá. 

Jesus dormiu durante a tempestade, pois sabia do seu pleno controle sobre a situação.  Por fim, deu ordem ao vento e à tempestade para cessarem. E assim Ele nos mostrou que se ele está no barco não precisamos temer o fim.

Se somos chamados a um novo tempo,  precisamos confiar que Jesus já preparou a nossa chegada ao destino final. Confiar durante o processo também faz parte da caminhada. 


sábado, 6 de novembro de 2021

Começando uma nova etapa: a história de Elias

 Texto de referência: 1 Reis 17:1-9


A história de Elias começa no capítulo 17 do primeiro livro de Reis. Não há muita informação sobre as origens dele, apenas que ele era da tribo de Gileade. A primeira profecia atribuída a ele foi a de prever uma grande seca sobre Israel, governada pelo perverso rei Acabe. Após essa profecia, Elias por ordem de Deus vai até as proximidades do rio Jordão, onde havia um ribeiro de água. Naquele lugar Elias foi alimentado por corvos que traziam a ele diariamente pão e carne (garçons nada tradicionais, diga-se de passagem) e bebia água do rio. Mas após um período aquele rio secou.

Deus então ordena a Elias que fosse até a região de Sarepta, território pertencente a Sidom, fora do território israelita, e ali ele seria sustentado por uma viúva previamente avisada pelo Senhor. Acontece que aquela viúva era uma mulher extremamente pobre, que não tinha condições humanas de sustentar a si mesmo. Vivendo na casa da viúva, Elias continuou a experimentar o poder de Deus, mas de uma maneira ainda mais profunda, pois em um episódio em que o filho da viúva adoeceu e morreu, através de Elias, Deus trouxe a vida novamente à criança.

Por muitos anos eu li essa passagem, mas nunca me atentei ao fato de que Deus permitiu que o ribeiro de água secasse e Elias saísse dali. Deus era suficientemente poderoso para fazer com que aquele ribeiro continuasse a ter águas, mas naquele momento o propósito era Elias sair dali e iniciar uma nova etapa em sua vida.

A entrada dele em Sarepta era uma oportunidade de levar a Palavra àquele território, bem como socorrer uma mulher que estava prestes a morrer com o seu filho. Além disso, o próprio Elias precisava avançar em seu ministério e ali ele pôde crescer muito espiritualmente.

Apesar de ter poder para nos sustentar em qualquer situação, muitas vezes Deus permite circunstâncias que nos obrigam a avançar para outros caminhos. Esse é o caminho para o nosso crescimento. Diz uma história que a necessidade fez o sapo pular e a falta de comida fez as girafas terem o pescoço grande. São as dificuldades que nos impulsionam a crescer. Muitas vezes enquanto temos sustento, tendemos a nos acomodar, mas o Senhor permite o aperto, a fim de que possamos progredir. Esse é o caminho natural do ser humano, avançar.


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Um coração transformado para receber o novo de Deus

Texto-base: Lucas 5:36-39


Enquanto Jesus esteve nesta terra ele teve constantes problemas com uma classe de indivíduos: os fariseus. Eles O odiavam porque Jesus trazia um novo ensino, despido da hipocrisia religiosa e voltada para a verdadeira adoração a Deus. Isso os enfurecia, porque os fariseus viviam de preceitos religiosos e para eles uma nova forma de servir a Deus era inaceitável.

E para representar essa situação, Jesus usou uma parábola. Ele disse que ninguém costura um remendo novo em uma roupa velha, pois esta não suportará o remendo novo e rasgará. Para complementar, ele ainda dá outro exemplo, agora dizendo que ninguém coloca um vinho novo em um odre (recipiente onde eram colocados os vinhos) velho, pois o odre se romperá e o vinho derramará. Ele ainda sugere: remendo novo se coloca em roupas novas e vinho novo se coloca em odres novos. 

O que na verdade Jesus quis dizer é que não dava para adequar as velhas doutrinas dos fariseus àquilo que Jesus dizia. O Evangelho trazido por Jesus era algo novo, não é a toa que ele é denominado Boas-Novas, mas se eles não mudassem o coração para receber o que Ele estava dizendo, não suportariam aquelas palavras. 

De fato, ainda hoje vivemos como os fariseus. Não aceitamos o que Jesus nos diz porque as nossas roupas e odres estão velhos. Em vez de nos adequarmos aos ensinamentos de Jesus queremos que eles se adequem às nossas ideologias. Em outras palavras, não estamos dispostos a mudar a nossa forma de vida para recebermos a Palavra.

Queremos ser vistos e reconhecidos como cristãos, mas sem termos o trabalho de mudar o nosso caráter. E então, quando o Senhor quer nos transformar com a Sua Palavra, não temos estrutura e acabamos abandonando o Evangelho.

Servir a Jesus tem o custo da mudança. O reino de Deus é aquele que transforma por fora, como o grão de mostarda que cresce e se transforma em árvore, e por dentro, como o fermento que leveda toda a massa. Não podemos servir a Deus querendo nos parecer com o mundo. Para recebermos o vinho novo, devemos ter um odre novo. Para recebermos a Palavra em nós, temos que estar dispostos a ter um novo coração.