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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Jonas: o profeta imaturo

 Texto de referência: Jonas 1-4


Jonas foi um profeta que existiu nos tempos do rei Jeroboão II em Israel. Ele recebeu do Senhor a ordem para anunciar a destruição da cidade de Nínive, capital da Assíria, que tinha cerca de 120 mil habitantes. Mas ao invés de Jonas obedecer, ele pegou um navio e fugiu para outra cidade, alegando estar "fugindo da presença do Senhor".

Após o navio quase ser afundado por uma tempestade enviada pelo Senhor, Jonas é jogado ao mar pelos marinheiros e acaba sendo tragado por um grande peixe, também enviado pelo Senhor. Após três dias no ventre do peixe, refletindo sobre a sua situação, Jonas reconhece o seu erro e Deus ordena ao peixe que o devolva à Terra.

Novamente, Deus ordena a Jonas que pregue contra Nínive. Dessa vez, Jonas obedece e vai até a cidade. A pregação surte efeito, pois os moradores da cidade se arrependem e se convertem ao Senhor, que se arrepende e desiste de destruí-la. Jonas então murmura contra Deus por ter perdoado Nínive e começa uma série de comportamentos infantis, onde pede a morte para si por Deus não ter destruído Nínive e por Deus ter destruído uma planta que lhe fazia sombra.

A história de Jonas é muito conhecida pelo extraordinário fato dele ter sido engolido por um peixe e ter ficado vivo lá dentro. Mas muitas vezes nos esquecemos de meditar em um aspecto que envolve a história de Jonas, a sua imaturidade enquanto profeta. 

Na verdade, Jonas queria que Nínive fosse destruída, haja vista ela ser uma grande inimiga de Israel, e por isso ele relutou contra a ordem de Deus em pregar para aquela cidade. Mas o fato é que não podemos levar a palavra de Deus a quem queremos, mas a quem Deus quer nos enviar. Aceitar o chamado de Deus exige de nós consciência de que não faremos mais o que queremos, mas o que Deus nos manda fazer. Além disso, quando Deus envia uma mensagem de juízo, não é para destruir as pessoas, mas para levá-las ao arrependimento. 

Outro aspecto que indica que Jonas era imaturo é o fato dele pegar um navio para tentar fugir da presença de Deus. Provavelmente Jonas não conhecia o autor do Salmos 139, que reconheceu ser impossível fugir de Deus, pois Ele é Onipresente, isto é, Deus está em todos os lugares, ao mesmo tempo. Por fim, o fato de Jonas ficar discutindo com o Senhor coisas bastante fúteis, demonstra uma certa imaturidade por parte dele.

Para vivermos a vocação para o qual fomos chamados, precisamos de maturidade, característica que nos fará fazer as coisas certas no momento certo. Apesar de ser um homem que Deus queria usar, Jonas não tinha maturidade para encarar a sua missão. E nós, será que temos nos comportado com a maturidade que o nosso ministério exige?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Sobre maturidade

Envelhecimento é diferente de maturidade. O primeiro tem a ver com a idade, o segundo se refere ao tempo certo das coisas. Uma fruta madura é aquela que enfrentou todo um processo, desde a sua concepção, passando pelo seu crescimento, até o momento certo de ser colhida.
Espera-se que todas as pessoas envelheçam, mas também espera-se que todas as pessoas amadureçam. É o natural da vida: envelhecer e amadurecer. Se o tempo nos traz o envelhecimento, deve também trazer maturidade. Todavia, apesar de todos envelhecerem, nem todos amadurecem.

A Bíblia nos relata acerca de pessoas que amadureceram com o passar dos anos, e então viram sua vida florescer.

José foi um jovem imaturo em sua juventude. Agindo com irresponsabilidade, denunciava seus irmãos perante seu pai, acendendo a ira destes. Agindo de forma imatura, contava sonhos a sua família e exaltava a si próprio. Após ser vendido como escravo, acusado injustamente de adultério, viver por anos em uma prisão, José amadureceu. Ele aprendeu a calar e a falar no tempo certo. A maturidade o ajudou no processo de perdoar seus irmãos. José aprendeu a receber as coisas na hora certa. E se tornou o segundo homem mais poderoso do império egípcio.

Pedro é outro exemplo de alguém que amadureceu. No decorrer do seu ministério ao lado de Jesus ele cometeu erros. Falou demais ao repreender Jesus quando este falava sobre sua dolorosa morte, agiu com impulsão cortando a orelha de um dos homens que queriam prender Jesus. Por três vezes negou conhecer Jesus. Mas com o decorrer do tempo, a presença do Espírito na vida dele fez Pedro se tornar um homem diferente: aquele que um dia negou a Cristo levou de uma só vez três mil pessoas à conversão e morreu como um mártir, dando a sua vida por amor ao Evangelho.

Poderíamos citar outros exemplos bíblicos de imaturidade, como Sansão, que agia impulsivamente, não medindo as consequências dos seus atos, ou de maturidade como Abigail, que agiu da forma correta e falou na hora certa perante o seu esposo e perante Davi. 

Andar com Deus e seguir as orientações do Espírito nos faz pessoas maduras, Mas, é preciso entender que a maturidade é um processo e uma escolha, pois podemos receber de Deus a orientação correta e escolhermos agir do nosso jeito. No âmbito do processo, não nascemos maduros, amadurecemos com o tempo. Todos os dias temos a oportunidade de subir mais um degrau rumo à maturidade. Isso não pode ser desperdiçado.