segunda-feira, 4 de maio de 2026

O fermento da religiosidade

 Texto de referência: Marcos 8:14-21


Certa vez Jesus disse aos seus discípulos: “Vede guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.” Os discípulos logo acharam que ele se referia ao fato deles não terem levado pão para o barco.

Todavia, Jesus estava apenas usando esse esquecimento para fazer uma analogia do pão e do fermento com a religiosidade dos líderes. Jesus fazia muito essas comparações utilizando coisas simples, do cotidiano para que eles pudessem compreender, entretanto, os discípulos não corresponderam.

Jesus os repreendeu lembrando-lhes que a ausência do pão físico para ele é irrisória, afinal há pouco ele havia multiplicado 5 pães e 2 peixes em quantidade suficiente para alimentar cerca de cinco mil pessoas. 

A comparação de Jesus era para lembrá-los da religiosidade dos fariseus e demais líderes, que se preocupavam apenas em alimentar tradições em vez de viver o verdadeiro reino de Deus. Para isso ele usou a figura do fermento, um composto químico que é utilizado para massas crescerem. Ao se incorporar a elas, o fermento age no seu interior e começa o processo de crescimento. 

Agora podemos entender porque o fermento é utilizado na analogia sobre a religiosidade, pois ela age de forma semelhante.

Quando a religião se sobrepõe à fé, as tradições, as práticas religiosas começam a agir no interior do indivíduo. Aquilo vai crescendo dentro dele, até que ele começa a achar a religiosidade como algo normal, comparando-a com a verdadeira fé. 

A pessoa está longe de Deus, mas a sua religiosidade já fermentou tanto em seu interior que ele acredita que está servindo a Deus da forma correta, quando na verdade, está apenas praticando alguns atos que falam de Deus, mas que não tem nada dele na essência. 

A ordem de Jesus é clara, devemos nos afastar ao máximo da religiosidade, observando a nossa forma de servir a Deus. Se é mais religiosidade do que fé, devemos desinchar esse pão, nos esvaziando de nós próprios para que o fermento da Palavra cresça em nós e nos forme o verdadeiro cristão. 


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Cada vida importa: as lições do endemoninhado de Gadara

 Texto de referência: Marcos 5:1-14


Um dos textos mais emblemáticos da Bíblia retrata a libertação de um homem endemoninhado. Uma vida totalmente destruída pela possessão de não somente um, mas de uma legião de demônios (uma legião de soldados compreendia aproximadamente seis mil homens).

O endemoninhado cujo nome não é citado vivia totalmente alheio à sociedade. Morava nos cemitérios, completamente nu, ferindo-se com pedras. Ele não tinha mais contato com a sua família e as pessoas ao seu redor até tentaram prendê-lo com correntes, mas ele facilmente se desvencilhava delas.

Mas um dia Jesus atravessou o mar da Galileia apenas para realizar uma missão: libertar aquele homem da sua miséria. Ao chegar lá, logo a ordem aos demônios foi dada, era chegada a hora de sair daquele homem. Eles resistiram, mas sabiam que ordem dada por Jesus era ordem cumprida.

Assim que foi liberto, o homem tomou banho, vestiu suas roupas e se comportou como um indivíduo normal, causando espanto e temor naqueles que o viram na situação anterior, haja vista eles não entenderem acerca do poder de Deus.

Aquele homem que antes era escravo do poder das trevas agora queria estar o tempo todo com Jesus, tamanha a paz que ele transmitia, ou talvez pelo medo de no futuro ficar possesso novamente. Mas a libertação que o Senhor efetuou na vida dele era completa. Jesus o enviou de volta à sua família, que com certeza se alegrou ao vê-lo bem.

Mas aquele homem fez além. Ao voltar a cidade, agora como alguém digno, ele começou a testemunhar o que Jesus havia feito por ele, e o impacto daquele testemunho foi tão grande que se estendeu às cidades vizinhas. Naquele território gentio começava a chegar o Reino de Deus. E o missionário, quem era? Um homem que havia estado possesso por milhares de demônios e foi curado.

Essa linda história nos ensina o valor de uma vida para Deus. Jesus foi àquele território apenas para curar aquele homem e logo voltou para a Galileia, mas a obra que Ele fez se estendeu até os nossos dias.

Uma vida para Deus pode ser o desenrolar de muitas outras que virão. Para Ele o valor de uma vida é imensurável, pois o sangue de Jesus não foi vertido em quantidades distintas para alguns mais especiais, mas cada gota derramada foi em favor de toda a humanidade, para todos aqueles que creem, não importa o que viveram em seu passado.