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domingo, 7 de fevereiro de 2021

Os perigos da religiosidade

 Texto-base: Gálatas 5:1-5


O pecado é um grande obstáculo que nos impede de chegarmos a Deus, todavia, existe também outro obstáculo tão nocivo quanto o pecado: a religiosidade. Pelo fato dela ser mascarada de performance para Deus, ela tem o poder de nos enganar, nos fazendo acreditar que servimos a Deus de verdade, quando na verdade , servimos apenas os preceitos religiosos.

Os judeus viveram isso. A lei de Moisés estava tão latente na maneira como eles serviam a Deus, que eles não adoravam mais a Deus, mas viviam presos em rituais severos do judaísmo, e acreditavam que tais rituais os fariam serem próximos de Deus.

Mas então chega Jesus. Um homem que praticava a lei sem se sujeitar a ela. Acolhia as prostitutas, tocava em leprosos, sentava-se com os cobradores de impostos. O seu propósito não era abandonar a lei, mas nos mostrar que não devemos viver como escravos dela.

Quando os cristãos da Galácia, os chamados Gálatas, queriam circuncidar-se para receberem a salvação, o apóstolo Paulo os lembrou de que se eles cumprissem esse ritual, Cristo para eles não teria função. Se eles passassem a viver para a lei, o propósito da graça estaria anulado.

Hoje, os preceitos religiosos que nos aprisionam não são as regras do judaísmo, mas rituais criados no decorrer da história do cristianismo. Mas, como saber se o que estou praticando é religiosidade? Tudo o que nos faz acreditar que é a técnica que nos aproximará de Deus, é preceito religioso. O oposto da lei é a graça. Então, quando fazemos crendo que será aceito não pelo mérito do que fazemos, mas pelo amor que tem por nós quem recebe o que fazemos, estamos no âmbito da graça.

Paulo estava preocupado com os Gálatas pelo retrocesso que aquela comunidade estava vivendo, pois após terem recebido e experimentado da graça, estavam se submetendo novamente aos preceitos da lei.

A religiosidade é tão perigosa porque ela tem a capacidade de cegar aqueles que a praticam. Como ela vem com a aparência de obras para Deus, o religioso não enxerga as coisas como realmente são, pelo contrário, acredita que as suas obras o justificam. 

Que possamos clamar a Deus a sua misericórdia para nos livrar da religiosidade, pois tão prejudicial quanto o pecado, ela nos afasta de Deus e anula o maior presente que recebemos de Deus: a salvação pela graça.

sábado, 28 de novembro de 2020

Ananias e Safira: o exemplo da hipocrisia religiosa

 Texto-base: Atos 5:1-11


A igreja primitiva é um exemplo para nós. Os primeiros cristãos viviam em real santidade e tudo o que pertencia a um, também pertencia a todos. Aquela igreja vivia a unidade verdadeira, que deveríamos viver hoje, mas que por tantos motivos não vivemos.

A comunhão entre eles era tanta, que as pessoas vendiam seus pertences para colocá-los totalmente à disposição da igreja. Assim, ninguém na comunidade passava necessidade e não havia falta de nada no templo. Em nossos dias não vemos nada semelhante a isso e na verdade não podemos nem mesmo culpar os cristãos por isso, haja vista a quantidade de escândalos financeiros que temos visto nas lideranças eclesiásticas.

Mas na igreja primitiva era diferente. Os bens que eram vendidos eram distribuídos entre os fiéis de forma correta. Não havia roubos, subornos e nenhum tipo de corrupção. Todavia, surge um casal chamado Ananias e Safira, que faziam parte da igreja e resolveram vender uma propriedade. Mas ao invés de doar todo o valor à igreja como faziam os demais cristãos, resolveram ficar secretamente com parte da quantia recebida. 

Mas o Espírito revela a Pedro acerca da atitude deles. Pedro então repreende a Ananias pela sua atitude hipócrita e lhe diz que não havia necessidade de agir assim, pois o campo era dele e ele poderia utilizar o valor recebido da forma que quisesse. Pedro ainda o acusa de mentir a Deus e ao Espírito Santo. Na verdade, o erro deste casal não foi por não entregarem tudo aos apóstolos. Eles pecaram por terem fingido ter dado toda a quantia, se passando por zelosos pela obra, quando na verdade uma parte estava escondida em poder deles.

Ao ouvir as palavras de Pedro, Ananias cai e morre subitamente. Quando sua esposa Safira chega, poucas horas depois, sem saber da morte do marido, é interrogada por Pedro sobre a quantia que o terreno foi vendido. Por também ter mentido sobre o valor, sendo acusada por Pedro de ter tentado o Espírito do Senhor, ela morre da mesma forma que o marido.

A sentença de Ananias e Safira parece ser muito dura aos nossos olhos, todavia, quando os cristãos da época ouviram o que aconteceu àquele casal, foram tomados de temor. O problema dos nossos dias atuais é que temos relativizado a santidade de Deus. Ele é Santo e não há qualquer tipo de desvio em Seu caráter. Ananias e Safira viviam entre os cristãos em um ambiente de total comunhão. A forma como a igreja primitiva viveu é o exemplo de como a comunidade eclesiástica teria que viver hoje. Aquele povo estava vivendo em um ambiente de milagres e sinais constantes. O Espírito Santo era notável entre os cristãos. Havia amor e unidade admirável entre os membros da igreja. A atitude deles revelava um descaso com tudo aquilo. A hipocrisia sempre foi duramente criticada por Jesus, pois ao mentirmos à igreja querendo ser no exterior algo que não somos por dentro, estamos agindo de forma farisaica. Ainda, estamos desprezando o fato de que Deus vê todas as coisas.

Se Ananias e Safira não tivessem sofrido o dano pelo erro cometido, abririam espaço para situações como essa existirem na igreja daqueles tempos. Infelizmente, hoje existem muitos cristãos agindo da mesma maneira que aquele casal. Sem dúvida, caso não se arrependam, sofrerão o juízo pela hipocrisia. Deus é Santo, Ele não se deixa escarnecer.