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domingo, 27 de abril de 2025

Os conselhos para não virarmos os fariseus do nosso século

 Texto de referência: Mateus 23:1-36


Durante seu período na Terra Jesus criticou duramente algumas classes religiosas, dentre elas a dos fariseus, tanto que o capítulo 23 de Mateus é praticamente todo dedicado a eles. Talvez os fariseus tenham sido os religiosos mais criticados por Jesus. Nesse texto eu busquei explicar, com base neste capítulo, como os fariseus viviam sua religiosidade. 

Falar mas não fazer: Uma característica dos fariseus é que eles sempre orientavam as pessoas acerca de como deveriam viver, mas eles mesmos não praticavam nada do que diziam. É o famoso faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Jesus nos ensinou sobre muitos aspectos da vida, mas em tudo Ele dava exemplo com as suas atitudes.

Criar regras rígidas: Os fariseus não se preocupavam em agradar a Deus, mas apenas estavam focados em suas performances. Com isso, eles acabavam enchendo os seus seguidores de normas e doutrinas, a maioria delas tão rígidas que nem eles mesmos conseguiam praticar.

Querer ser visto pelos outros: uma característica dos fariseus é que eles não queriam fazer as coisas de forma anônima, mas de forma explícita, para serem vistos pelas pessoas de fora. E o objetivo de serem vistos não era para dar exemplo, mas para serem bajulados pelas pessoas.

Serem avarentos: Jesus alertou os fariseus sobre o amor que eles tinham ao dinheiro, e a forma como tentavam manipular as pessoas para que contribuíssem muito no templo, a fim de pegarem parte para si, haja vista serem eles os que controlavam as finanças eclesiásticas.

Viver de aparências: Por fim, uma característica muito comum dos fariseus é que eles queriam mostrar nas aparências uma vida de pureza, todavia, pela desobediência deles a Deus por dentro eles estavam sujos pelo pecado. Entretanto, eles não se importavam com o interior, se eles conseguissem fazer as pessoas acreditarem que eles eram “santos” era o suficiente.

Agora podemos compreender o porquê Jesus criticava tanto a classe farisaica, pela vida falsa e dissimulada que eles viviam. Tanto que Jesus confirmou que publicanos e meretrizes tinham mais lugar no reino dos céus do que os fariseus, porque pelo menos aqueles viviam no pecado mas se assumiam pecadores, enquanto estes pecavam, mas faziam de tudo para maquiar seus próprios erros.

A classe dos fariseus não acabou, ainda hoje existem pessoas que se dizem cristãs mas que só estão preocupadas com a religião. Atitudes como as descritas acima são comumente vistas no mundo “gospel”. Que o temor do Senhor inunde o nosso coração para que o farisaísmo não seja a nossa opção de caminhada nesta terra.



quinta-feira, 15 de agosto de 2024

A cura do paralítico do poço de Betesda

Texto de referência: João 5:1-18


A Bíblia nos conta uma história acerca de um homem que por trinta e oito anos sofria de paralisia nas pernas. Ele não andava, e por isso vivia sempre deitado em uma maca. Com a esperança de ser curado, ele se mudou para a beira de um tanque de água, onde as pessoas diziam que de tempos em tempos passava um anjo e balançava as águas. O primeiro indivíduo que mergulhasse naquela água após o balanço pelo anjo ficaria curado de qualquer enfermidade que tivesse.

E por esse motivo, ao redor do tanque se reuniam muitos doentes, com a esperança de serem curados. Em certa ocasião, Jesus vai até aquele poço, aparentemente para curar exclusivamente aquele homem. Ao chegar até ele e lhe perguntar se ele queria ser curado, o paralítico não responde a pergunta, mas começa a se lamentar dizendo:

"Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim". João 5:7

Perceba que ao invés de buscar resolver o seu problema, o homem estava apenas se vitimizando, tentando explicar porque ele estava assim até aquele dia.

Jesus não dá ouvidos às suas reclamações, apenas lhe diz: 

"Levanta-te, toma o teu leito e anda". João 5:8

Jesus não está interessado em saber porque nossos problemas ainda não foram resolvidos, Ele quer apenas resolvê-los. Se vitimizar não ajuda a resolver nossos dilemas, apenas amplia-os. Apesar de estar diante de Jesus, o paralítico não o enxergava como aquele que iria curá-lo, mas apenas como mais um em quem ele iria derramar suas lamentações.

Precisamos olhar para Jesus e para o seu poder, crendo que aquilo que é impossível a nós Ele pode resolver. Ao invés de dirigir a Ele as nossas lamentações, precisamos orar com fé de que Ele irá solucionar os nossos problemas. Jesus não é apenas um ombro amigo que ouve os nossos sofrimentos, Ele é o poder que nós precisamos para resolver as nossas dificuldades, mesmo que o nível delas seja o do impossível.

Naquele dia o paralítico saiu daquele tanque caminhando com as próprias pernas, porque Jesus não perdeu tempo ouvindo seus murmúrios, mas usou seu tempo curando-o. É isso que Ele também pretende fazer em nós.

quinta-feira, 4 de julho de 2024

O mar estava revolto, entretanto, Jesus dormia.


Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia. Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança. Mateus 8:23‭-‬26 


O relato de uma tempestade narrado por Mateus nos conta que os discípulos estavam no barco com Jesus quando de repente uma grande tempestade se levantou. Uma tempestade é algo terrivelmente assombroso, entretanto, Jesus dormia. É esse o advérbio que Mateus utiliza para descrever a atitude de Jesus em meio ao caos: entretanto.

O advérbio entretanto dá uma conotação de contraste ou divergência com a ideia anterior. O fato anterior à palavra é a narrativa de que uma grande tempestade se levantou. Mateus utilizou esse advérbio porque certamente dormir em um barco no meio de uma tempestade não é algo que se espera de alguém. Entretanto, Jesus dormiu.

Descansar em meio às intempéries da vida é o que Jesus requer de nós. Enquanto o mundo desespera, espera-se que o crente tenha uma atitude de calma, sabendo que se Jesus está à frente de sua vida, nada está fora do controle d'Ele.

Jesus tinha total controle sobre aquela tempestade, por isso Ele dormia. 

Todavia, os discípulos não entendiam dessa forma. Ao verem Jesus dormindo os discípulos O acordaram e questionaram a atitude do Mestre, chegando a dizer que eles estavam perecendo. Para a atitude dos discípulos, Mateus utiliza o advérbio Mas, que tem significado semelhante a entretanto e também indica oposição à ideia anterior. Isso significa que os discípulos se opunham ao fato de Jesus dormir, não porque eles não queriam que Jesus dormisse, mas porque eles não entendiam como Jesus podia ficar tão tranquilo em meio a uma situação aparentemente tão desesperadora.

Todas as vezes que enfrentamos uma tempestade em nossa vida, podemos ter a certeza que Jesus não está no céu preocupado e sem saber o que fazer. Ele está tranquilo, pois não perdeu e jamais perderá o controle sobre qualquer acontecimento.

Como Jesus disse aos discípulos ao ser acordado, Ele também quer saber de nós onde está a nossa fé. Ele não nos quer tímidos, mas crentes. Quando esta for a nossa atitude, podemos estar certos de que os ventos serão acalmados, a tempestade desaparecerá e virá grande bonança. Ele continua o mesmo e jamais desampara aqueles que são seus.


quarta-feira, 26 de junho de 2024

Seja visto, mas não se exiba


Texto de referência: Mateus 5:14-16; 6:1-18


No sermão do monte, um dos maiores ensinamentos de Jesus, Ele mostrou aos seus seguidores as atitudes que Deus espera de nós frente a diversas situações. Em suas palavras, Jesus alertou sobre o perigo do exibicionismo dos seus discípulos.

Ele alertou sobre evitar praticar atos apenas para ser visto pelos homens. Esses conselhos incluíam dar esmolas, orar e jejuar. Tudo isso deveria ser feito de forma discreta, com o coração voltado para Deus, não com a intenção de ser visto pelos homens.

Entretanto, pouco antes desses ensinamentos, Jesus disse aos seus discípulos que eles eram a luz do mundo, e que essa luz não poderia ser escondida, mas deveria brilhar diante de todos os homens.

Parece contraditório Jesus dizer aos seus seguidores que eles não deveriam se exibir, mas ao mesmo tempo dizer que não deveriam se esconder. Na verdade, o que Jesus queria dizer é que eles deveriam brilhar a luz de Deus existente dentro deles e não tentar mostrar os seus próprios atos.

Muitas vezes queremos agir por conta própria, mostrando nossos próprios atos de justiça, pensando que assim poderemos mudar o coração de alguém. Outras vezes a intenção é a autopromoção, buscando chamar a atenção das pessoas para nós mesmos, utilizando para isso o Evangelho.

Não podemos nos esconder, mas também não podemos nos exibir. Precisamos mostrar ao mundo aquilo que eles precisam ver, o Evangelho da Salvação, afinal, não é nada sobre nós, é tudo sobre o poder de Deus

sábado, 20 de agosto de 2022

Vencendo o mundo

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 1 João 5:4


Jesus disse antes da sua partida: "Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal." Essa oração nos ensina que não podemos sair do mundo, afinal, nascemos neste mundo e só sairemos dele quando morrermos. Mas a Bíblia é clara ao dizer que não devemos amar o mundo.

Isso nos faz entender que Deus está ciente de que estamos no mundo, mas deseja que não nos associamos a ele. Apesar de viver no mundo, não podemos amá-lo.

O apóstolo João nos diz que quando nascemos de Deus nós vencemos o mundo. Ora, a palavra vitória indica que há uma batalha. Dessa forma, entendemos que estar no mundo consiste em uma batalha. Em qualquer batalha existe dois lados: aquele que vence e aquele que perde. Mas o Senhor nos alerta que Ele deseja que vençamos o mundo.

Como então vencer o mundo? Através da nossa fé. Quem crer que Jesus é o Filho de Deus, o Messias que veio para nos salvar, vencerá o mundo. Crer em Jesus não no sentido de acreditar que Ele existe, mas crer no sentido de obedecer aos seus mandamentos.

Por fim, não podemos esquecer que o próprio Jesus venceu o mundo. Ele nos diz isso em João 16:33.

Quando vivemos em obediência, temos fé e consequentemente todas as armas necessárias para vencer o mundo. Com Jesus ao nosso lado, somos sempre conduzidos em triunfo. Ele venceu o mundo e já nos deu todas as estratégias para fazer isso também. 


quarta-feira, 9 de março de 2022

Mordomos a serviço de Deus

 Texto de referência: Lucas 12:41-48


Um mordomo é alguém encarregado de servir as pessoas e administrar um determinado local. O mordomo também serve, mas ele também é responsável por delegar tarefas a certos funcionários.

Jesus em uma de suas parábolas apresentou o exemplo de um mordomo fiel e prudente a quem o seu senhor confiou alguns funcionários sob o seu cuidado, para que este os sustentasse. A recompensa desse mordomo seria receber todos os bens do seu senhor.

Ao mesmo tempo, apresentou uma situação onde esse mordomo não fez o que deveria, mas começou a espancar os funcionários e a viver de forma desregrada. O futuro desse mordomo seria o castigo.

Essa parábola foi proferida quando Pedro questionou a Jesus se as exortações sobre a vigilância até a consumação dos séculos (para nós seria a volta de Jesus nos dias de hoje) também se aplicaria a eles. Dessa forma, Jesus responde a Pedro que sim de uma maneira indireta.

Todos nós somos como mordomos na obra de Deus. Somos chamados a servir e administrar o Seu reino aqui na Terra. E semelhante a parábola, nós temos duas opções, ou fazemos a nossa função com fidelidade e prudência, ou vivemos desregradamente, abdicando do chamado d'Ele para nós.

O mordomo fiel e prudente recebeu todos os bens do seu senhor. Conhecermos a Deus plenamente será a nossa recompensa, se formos fiéis a Ele.

sexta-feira, 4 de março de 2022

A figueira estéril

Texto de referência: Lucas 13:6-9


Em uma de suas muitas parábolas envolvendo elementos da natureza, em especial a botânica, Jesus abordou sobre uma figueira. Um certo agricultor plantou uma figueira em suas terras, e por três anos procurou frutos nela e não encontrou.

Ele então ordenou ao seu funcionário que cortasse aquela figueira pois estava ocupando inutilmente a terra, mas o funcionário pediu a ele que deixasse a figueira por mais algum tempo ali, pois ele iria tratar dela com adubos e podas. Então eles veriam, se a figueira mesmo assim não passasse a produzir, então poderia ser cortada.

A figueira, como qualquer árvore em geral, é um símbolo de produtividade. Aquela figueira representa a igreja do Senhor, que foi plantada por ele em seu campo. Como igreja, não fomos colocados nessa terra sem utilidade, mas para dar frutos para o reino de Deus.

Os nossos frutos representam as almas que se achegarão a Deus através da nossa pregação do Evangelho e também pelo nosso testemunho de vida. Quando não fazemos nenhum deles (o que o Senhor requer de nós é que façamos os dois), estamos como a figueira da parábola, ocupando inutilmente a terra.

E podemos a qualquer momento ser cortados. Mas assim como houve uma última oportunidade para a figueira, o Senhor pela sua misericórdia também tem nos concedido oportunidades para repensarmos o nosso papel enquanto igreja.

Na parábola, a figueira ganhou uma nova chance através da poda e dos adubos que seriam colocados nela. Semelhantemente, muitas vezes Deus permite que venham situações dolorosas como a poda para nos abrir o entendimento para o que Ele requer de nós. As dificuldades são o adubo que fará a nossa terra ser mais fértil e produtiva.

Deus é o melhor agricultor que podemos ter. Ele sabe o que nós, enquanto plantas, precisamos para crescer e frutificar. Se no momento estamos como a figueira estéril, hoje é a oportunidade para nos tornarmos a árvore frutífera que Ele nos criou para ser.

quinta-feira, 3 de março de 2022

O solo fértil

Mateus 13:23; Marcos 4:20; Lucas 8:15


No último texto meditamos sobre os solos inférteis mostrados na parábola do semeador. Hoje eu gostaria de abordar sobre o solo fértil. Ele é mostrado como o único lugar em que a semente caiu e produziu. A semente é a Palavra de Deus.

Conforme Lucas, o solo fértil corresponde às pessoas que, com um coração bom e reto, retém a Palavra. Isso significa que não basta ouvir, é preciso estar com um coração preparado para que a Palavra gere frutos. Além disso, é preciso reter a Palavra. Reter significa compreender, meditar, não apenas escutar.

Lucas ressalta que para essas pessoas, a Palavra dará frutos com perseverança. Aqui também temos uma revelação. Não se trata apenas de querer dar frutos, é preciso perseverar para que eles venham. Frutos não surgem da noite para o dia, mas são gerados com o trabalho do agricultor e do próprio solo, que internamente está trabalhando.

Os evangelistas Mateus e Marcos também destacam que é preciso ouvir e compreender a Palavra. Quando isso acontece, significa que a semente caiu em solo fértil e ela produzirá a trinta, a sessenta e a cem por um. Percebemos que, independente da quantidade que o solo produzir, ele já é fértil. Mas existem quantidades diferentes que essa produção pode ocorrer.

Algumas palavras produzirão mais frutos, outros menos. Como isso pode ocorrer se a semente é a mesma? É porque depende do solo em que ela irá cair, se mais ou menos fértil. Algumas pessoas recebem a mesma palavra, mas caminham de formas diferentes, algumas desenvolvem mais, outras nem tanto, porque algumas ousaram crer mais, outras não creram na mesma intensidade.

É preciso entender que a palavra frutifica de acordo com a nossa receptividade a ela. Deus anseia que a Palavra gere em nós muitos frutos, mas isso só será possível se houver em nós um solo fértil para isso. Que possamos cultivar o solo do nosso coração para que a Palavra de Deus encontre um solo que com produção máxima, a cem por um.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Um cego não pode guiar outro cego

 Texto de referência: Lucas 6:39-42


A Palavra de Deus tem vários benefícios, dentre eles o de ser luz para as nossas vidas. Se você estiver em um caminho escuro, precisará de uma fonte de luz (uma lanterna, por exemplo) para clarear a estrada. Caso contrário, você poderá cair em buracos, tropeçar em obstáculos ou até ser surpreendido por algum animal.

Mas a Palavra não é uma luz propriamente dita. A expressão de ser luz é apenas uma metáfora, no sentido de que quando andamos sob a Palavra, sabemos com clareza qual direção seguir. O discípulo de Jesus vive sob a instrução da Palavra. Se assim ele viver, ele poderá ser como Jesus, nunca maior, mas como Ele. Não em glória e majestade, mas nas mesmas obras.

O problema é que o discípulo dos dias atuais não têm buscado a instrução da Palavra e sobre isso Jesus também nos alertou, ao dizer que um cego não pode guiar outro cego, pois se isso ocorrer, ambos cairão no buraco. Essa comparação se refere à Palavra, pois aquele que não tem a instrução desta, vive em completa escuridão, como aqueles que não enxergam.

E, mesmo sem uma vida na Palavra, muitos discípulos têm, mesmo vivendo em sua cegueira, buscado ensinar a outros, mas Jesus nos alerta de que isso não é possível, pois só podemos levar luz quando temos luz em nós.

Toda essa situação acarreta outro problema, o de ver problemas no outro, sem enxergarem os seus próprios. 

Não dá para exercemos o nosso chamado sem termos a nossa vida pautada na Palavra. Não dá para vivermos um ministério de curas, milagres e libertação se a instrução da Palavra não estiver em nós. Se a luz não estiver em nós, nós também seremos trevas. Como então poderemos clarear o caminho do outro se o nosso está em completa escuridão?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Se livre do exibicionismo espiritual

Texto de referência: Mateus 6:1-18


Um dos ensinamentos ministrados por Jesus no sermão do monte foi acerca de algo que eu vou denominar de "exibicionismo espiritual". Foram três aspectos apontados por Jesus, os quais são: esmolas, oração e jejum.

Sobre a esmola, Jesus orientou os seus discípulos a não darem esmola anunciando a todos o que fizeram, com a finalidade de serem honrados pelas pessoas. A orientação foi dar esmolas sem que ninguém o soubesse, e a honra viria da parte de Deus.

Sobre a oração, Jesus orientou os discípulos a não orarem de pé como os fariseus, que só oravam para serem vistos. A orientação foi orar em secreto, e Deus ouviria a oração.

Por fim, quando fizessem o jejum, eles deveriam jejuar em secreto, e não como os fariseus que deixavam seus rostos pálidos, para mostrar aos outros que jejuavam.

Aqui Jesus aborda sobre práticas espirituais que eram muito comuns aos religiosos da época. Todas essas práticas foram ordenanças de Deus ao povo, mas com o passar do tempo elas foram transformadas pelos religiosos em instrumentos de religiosidade, para mostrar o quão espiritual uma pessoa era.

Essas práticas não eram comuns apenas nos tempos de Jesus. Também hoje vemos pessoas que fazem determinadas coisas não para se conectar a Deus ou amar o próximo, mas para comparar o seu nível de espiritualidade com o irmão. Atitudes assim enfraquecem tanto o corpo de Cristo quanto a nossa comunhão com Deus, que conhece as nossas intenções em todas as práticas. Se fazemos algo só para sermos vistos pelas pessoas, receberemos o elogio das pessoas, mas para Deus não valerá. Se fazemos algo para o Senhor, receberemos d'Ele o galardão.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Ser discípulo é ser sal e luz

 Texto de referência: Mateus 5:13-16


Durante o sermão do monte, Jesus caracteriza os seus discípulos utilizando duas coisas muito comuns ao nosso cotidiano: o sal e a luz.

Primeiro Ele diz que os discípulos são como o sal da terra. A função do sal é dar sabor ao alimento. Uma refeição pode ser muito saborosa, mas se esquecermos de colocar sal, ela perderá completamente o sabor. Jesus enfatiza que se um sal não der o sabor ele perde totalmente a sua utilidade.

Como discípulos de Jesus nós somos como o sal. Fomos criados para fazer a diferença por onde passarmos. Entretanto, muitas vezes estamos querendo viver de forma insípida, sem sermos percebidos neste mundo. Se assim vivermos, não estamos cumprindo o propósito para o qual fomos chamados.

Jesus ainda nos caracteriza como a luz do mundo e ressalta que assim como ninguém consegue esconder uma cidade que foi edificada sobre um monte, nós também não poderemos viver escondidos. Em um outro exemplo, Jesus diz que ninguém acende uma candeia para colocá-la debaixo da cama, mas em um local onde todos possam ver.

Da mesma forma que o sal, novamente Jesus enfatiza o nosso papel de sermos vistos enquanto discípulos. Nenhum discípulo verdadeiro vive escondido, mas é visto pelas pessoas desta Terra. 

Jesus não está incentivando ninguém ao exibicionismo, pois o próprio Jesus fugiu dessa atitude enquanto viveu na Terra, mas Ele está nos encorajando a não escondermos a nossa fé. Ser discípulo de Jesus é fazer a diferença por onde passa, através de uma vida de atitudes corretas. É também brilhar a luz de Jesus por onde passar, afastando as trevas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

O que são os falsos profetas?

 Texto de referência: Mateus 7:15-23


Tudo o que é falso significa algo que não é verdadeiro. Dessa forma, um falso profeta significa alguém que não é um profeta de verdade, mas que tenta se passar por um. Profeta é aquele que tem a revelação da Palavra de Deus. Dessa forma, um falso profeta é alguém que leva uma palavra afirmando ter vindo de Deus, mas que na verdade não é.

No sermão da montanha Jesus fala acerca dos falsos profetas, mostrando algumas características que nos ajudam a entender mais sobre eles.

Primeiramente, Jesus diz que os falsos profetas se disfarçam de ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Isso nos mostra que eles não aparentam ser maus, pelo contrário, aparentam serem bons, mas na verdade só querem devorar as pessoas. Dessa forma, como identificar um falso profeta se ele se disfarça tão bem?

Jesus diz que conheceremos de verdade se alguém é um falso profeta pelos seus frutos, isto é, pelas suas atitudes. Jesus nos ensina que assim como não se pode colher uvas em um espinheiro, uma pessoa má não consegue ter atitudes boas. Dessa forma, podemos identificar se alguém é um falso profeta se ele falar a Palavra de Deus mas não vivê-la em sua vida.

Não há comunhão entre a luz e as trevas. Deus não revela a Sua palavra a alguém que anda na prática constante e deliberada do pecado. Ler a Bíblia e falar às pessoas o que ela diz qualquer pessoa que sabe ler pode fazer, mas a revelação das Escrituras só é dada a quem anda com Deus, o que só é possível através da obediência à Sua Palavra.

Não basta apenas dizer que Deus é o Senhor, é preciso reverenciá-lo como Senhor através da obediência. Jesus diz que é possível que alguém profetize em seu nome, faça milagres e expulse demônios, sem serem conhecidos pelo Senhor. Falsos profetas sempre existirão, e por isso Jesus nos adverte para tomarmos cuidado.


terça-feira, 17 de novembro de 2020

A mulher adúltera: qual lado é o nosso, da acusação ou do perdão?

Texto-base: João 8:1-11


No decorrer do ministério de Jesus, Ele vivenciou o ódio dos fariseus e anciãos judeus, que o cercavam de todas as maneiras para tentar extrair Dele alguma palavra contra as leis judaicas que desse espaço para acusá-lo.

Em certo dia, trouxeram a Jesus uma mulher que havia sido pega cometendo adultério. Pela lei de Moisés o adultério era um pecado passível de morte para aqueles que o cometiam (Levíticos 20:10). Assim, trouxeram a mulher e de forma humilhante a colocaram de pé no meio de uma roda de homens judeus, todos com pedras nas mãos para atirarem nela.

Mas antes de atirarem as pedras para matar a mulher, queriam primeiro perguntar a Jesus o que Ele dizia a esse respeito, sobre o que deveria se fazer àquela mulher. Na verdade, eles queriam apanhar Jesus em alguma palavra que desse brecha para depois o acusarem. Após insistência por parte deles em saber a opinião de Jesus, Ele diz que aquele que não cometesse nenhum pecado atirasse a primeira pedra na mulher.

Ao ouvirem essas palavras aqueles homens foram saindo, um a um, começando pelos mais velhos e deixando a mulher sozinha com Jesus. Ao vê-la, o Mestre questionou-lhe sobre onde estavam os seus acusadores. Sabendo que eles foram embora, Jesus também lhe disse que também não a condenaria, todavia, ordenou que ela não pecasse mais.

A história dessa mulher adúltera nos mostra dois lados existentes ainda hoje em nossa sociedade. O primeiro lado é dos acusadores, aqueles que enxergam apenas os erros das pessoas, sem olhar para os seus. Errar não é bom, mas antes de queremos acusar alguém pelos seus pecados, devemos olhar para dentro de nós e enxergarmos os nossos erros. Além disso, Tiago 4:12 nos diz que apenas Deus é juiz e que não cabe a nós julgarmos a ninguém.

O outro lado é o de Jesus, que mesmo ciente dos nossos erros, abre Seus braços para nos acolher e perdoar. Só Deus é Santo, Ele nunca falha, e portanto apenas Ele teria o direito de nos acusar. Mesmo assim, Ele prefere nos perdoar e nos conceder uma nova oportunidade. Foi o que aconteceu com aquela mulher, que recebeu de Jesus uma segunda chance.

Ainda, quando Jesus deu a resposta àqueles homens, Ele não estava desrespeitando as leis de Deus. A lei que condenava à morte o adúltero na verdade não visava matar as pessoas, mas impor o temor sobre aquele povo, condenar a imoralidade e mostrar a eles o valor que Deus atribuía à santidade. Ao não condenar a mulher, Jesus não estava sendo conivente com o pecado, mas queria mostrar aos religiosos que ao tentarmos impor uma sanção sobre o pecado de qualquer pessoa, primeiro devemos olhar para dentro de nós, que também cometemos erros. Por fim, mostrar que apesar de abominar o pecado, Deus tem prazer em nos perdoar.

Se hoje estamos do lado dos acusadores, passemos para o lado de Jesus, que olha para nós com olhos de amor e perdão.