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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Regando com fontes de água a terra seca

 Texto-base: Josué 15:15-19


A Bíblia relata uma história interessante de um homem cujo nome era Calebe. Ele tinha uma filha chamada Acsa, a qual foi prometida por ele em casamento a quem conquistasse uma determinada terra, cujo nome era Quiriate-Sefer. O conquistador da terra foi Otniel, e como prometido, foi-lhe dado Acsa como esposa e também um pedaço daquela terra. 

Entretanto, Acsa, uma mulher observadora e sábia, percebeu que aquela terra que fora dada a eles era uma terra seca, estéril. Ela, munida de sabedoria, insiste com seu esposo para que ela pedisse ao seu pai parte de ribeiros de água que pudessem regar e assim tornar frutífero aquele lugar.

Acsa fez esse pedido a Calebe e foi atendida. Ela recebe não apenas uma, mas duas fontes de águas, as superiores e as inferiores. Aquelas terras que antes eram infrutíferas, passariam agora a produzir.

Ao analisarmos a atitude de Acsa, percebemos que aquela mulher atentou-se ao fato de que aquela situação que estava diante dela poderia ser mudada. Ainda que a terra deles fosse infrutífera, havia alguém que poderia mudar essa situação. Ela não hesitou, foi até seu pai e este lhe deu as fontes de que ela precisava para regar a sua terra.

Muitas são as dificuldades que enfrentamos. Às vezes algumas circunstâncias nos fazem habitar em terras estéreis, secas. Isso entristece o nosso coração, mas essa história nos traz uma rica revelação. Não precisamos viver em uma terra seca, se temos um Pai que possui fontes de água e pode nos dar. Tudo depende da nossa visão. Nós podemos estar em uma situação de terra seca, mas existem fontes de água nas redondezas e essas fontes podem chegar até nós, basta nós crermos e tomarmos atitudes que façam essa situação mudar.

Jesus diz em João 4:10;14 que Ele é a fonte da água viva e que quem beber desta água, jamais terá sede. A fonte de Deus não seca, a água que Ele tem a nos dar não acaba. A terra de Acsa era estéril, mas ela encontrou fontes que mudaram o curso daquela situação. Jesus diz que Ele é a fonte que jamais falta água, então, vamos clamar por Ele?

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

O poder da rendição


Textos de referência: Mateus 15:21-28 e Marcos 7:24-30


Como cristãos ouvimos muito falar sobre a adoração, e quando nos vem essa palavra à mente logo lembramos de músicas, ou de palavras como “Aleluia”, ou então de mãos levantadas. Todos esses elementos podem ser expressões de adoração a Deus, mas também podem ser apenas gestos se não forem feitos de coração.

A verdadeira adoração a Deus está na nossa rendição a Ele. Adoramos a Deus quando nos rendemos, quando reconhecemos a nossa condição de fracos, pobres de espírito, pecadores e nos submetemos à sua graça para nos ajudar, nos salvar e nos perdoar. Quando reconhecemos que não temos o controle de uma situação difícil, mas que temos um Deus que possui esse controle.

Muitas vezes pensamos porque não temos alcançado ainda o favor do Senhor em alguma área que há tanto tempo temos clamado, orado, jejuado, e talvez o nosso milagre ainda não tenha chegado porque ainda não fizemos uma pequena coisa: nos rendido verdadeiramente a Deus.

O texto de hoje nos fala sobre uma mulher grega, das regiões de Tiro e Sidom, portanto, estrangeira, mas que mesmo distante dos territórios de Israel ouviu falar e creu no poder de Jesus. O problema daquela mulher era sua filha: estava terrivelmente endemoninhada. Não se sabe quanto tempo aquela mulher passava por aquela aflição, mas era tempo suficiente para que ela estivesse desesperada, a ponto de ao saber que Jesus estava em seu território, sair gritando atrás dele, clamando por sua ajuda.

Mas, o milagre aconteceu quando aquela mulher se prostrou a Jesus e O adorou. Ela se rendeu a Ele, se submeteu ao Seu poder, e mesmo Jesus parecendo ser ríspido com ela, a mulher mostrou a Ele que cria que o poder d'Ele era suficiente para agir independentemente de sua territorialidade e que sabia que a misericórdia de Jesus alcançava a todos, independente de seu passado ou de seus erros.

O demônio saiu de sua filha, mas não precisou Jesus mandar uma palavra de repreensão como o fez em outras vezes. O próprio Jesus disse que pelas palavras daquela mulher ela já poderia ir, pois o demônio já havia se retirado. Não pela palavra, mas pela atitude por trás daquela fala. Pela atitude de rendição, de reconhecimento do poder de Deus.

A mulher provavelmente não disse a Jesus “Aleluia” quando o adorou, ela se rendeu com a sua atitude, com a sua fé de que havia poder em Jesus, com a sua atitude de se prostrar mesmo Ele não tendo respondido inicialmente seu clamor. Ela se entregou de coração a Jesus, e o milagre na vida dela foi inevitável!


quarta-feira, 26 de outubro de 2022

As filhas de Zelofeade

Texto de referência: Números 27:1-11


Quando o povo de Deus findou a sua caminhada no deserto e iniciou-se o processo de herdar a terra prometida, vieram a Moisés cinco mulheres. Elas eram filhas de um homem chamado 

Zelofeade, que não teve filhos homens e já havia morrido. Como naquele tempo a herança era passada aos descendentes homens, elas vieram questionar isso a Moisés e pediram-lhe também uma parte da herança.

Moisés as despediu com a promessa de que consultaria o Senhor. Ao fazê-lo, Deus lhe respondeu que de fato, as filhas de Zelofeade tinham direito à herança, mesmo sendo mulheres. E ainda estabeleceu esse fato por direito, estendendo a outros descendentes, isto é, o homem que morresse sem filhos, a sua herança passaria ao seu parente mais próximo.

O que nos impressiona nessa história foi a coragem dessas mulheres em buscar perante Moisés o direito delas. Elas não se intimidaram por serem mulheres e não ter direito, mas buscaram, lutaram para conquistá-lo.

Essas atitudes foram vistas em muitas mulheres do passado que foram em luta dos seus direitos (muitas arriscando a própria vida), buscando ocupar o espaço que era delas. Ainda hoje, ainda muitas mulheres têm buscado os seus direitos, e têm tido êxito.

As filhas de Zelofeade deixaram um legado para nós. Em um tempo onde as mulheres tinham tão pouca visibilidade, elas nos ensinaram que nós podemos buscar os nossos direitos e que Deus se agrada de atitudes como essas.

sábado, 6 de agosto de 2022

A mulher cananeia

Texto de referência: Mateus 15:21-28


Mulheres na Bíblia colecionam belas histórias. Quando essas mulheres são mães tais histórias parecem ficar ainda mais emocionantes. A mulher de hoje é estrangeira, morava na região de Tiro e Sidom e tinha uma filha que sofria de um grave problema: estava atormentada e sofrendo opressão de demônios.

Quando ela fica sabendo que Jesus estava na sua região, vê nisso uma oportunidade de ver sua filha liberta. A princípio, ela vem correndo, desesperada atrás de Jesus gritando a Ele por socorro, mas Jesus não pára para ouvi-la. Nesse primeiro momento ela já reconhece o poder de Jesus, pois o chama de Filho de Davi.

Mas ela não desiste e continua a correr atrás de Jesus, até que, chegando a Ele, ela se prostra e O adora. Essa é a segunda atitude de rendição desta mulher estrangeira. Até então ela já reconhecia Jesus como Filho de Deus, mas algumas coisas ainda precisavam ser ajustadas.

Neste momento da história, Jesus pára e ouve o pedido dela para libertar a sua filha dos demônios, mas novamente Jesus prova a fé dessa mulher ao dizer que o pão dos filhos não poderia ser lançado aos cachorrinhos.

Sabiamente, a mulher responde que, mesmo os cachorrinhos podem comer das migalhas que caem das mesas. Neste momento, Jesus confronta a mulher com os seus pecados, mostrando a ela que a sua antiga adoração pagã poderia ter levado a sua filha ao estado em que ela se encontrava.

Mas a mulher prova para Jesus que de fato, ela queria mudar de vida. Ela creu e reconheceu que o pão de Jesus era para todos e que ela, a partir de agora, queria participar desta mesa. E assim foi feito. Por essa palavra, Jesus disse que o demônio já havia se retirado da filha dela. A expressão de fé daquela mulher surpreendeu a Jesus. A lição de fé e coragem que ela nos ensina nos motiva a sermos como a mulher cananeia: insistente, persistente e adoradora.

sexta-feira, 18 de março de 2022

A cura da mulher encurvada

 Texto de referência: Lucas 13:10-16


A história de hoje é de uma mulher que entrou em uma sinagoga onde Jesus estava. Essa mulher vivia encurvada por dezoito anos. Quando Jesus a viu, chamou-a e ela imediatamente se endireitou, glorificando a Deus após a sua cura.

A cura relatada neste texto é bastante interessante, pois possui aspectos diferentes de outros relatos de curas. Primeiramente, Jesus afirma que aquela mulher estava possessa por um espírito de enfermidade. Isso indica que aquela enfermidade não era originária de uma causa física, mas vinha de algum fator espiritual. Esse fato se confirma quando Jesus ao final diz que ela viveu presa por satanás durante dezoito anos.

Outro fato interessante é que ela não pediu a cura, o próprio Jesus quando a viu, a chamou e lhe deu a palavra de cura. Jesus veio para nos libertar das cadeias das quais o inimigo um dia nos prendeu. Jesus tem prazer em nos libertar e aquela mulher não precisou pedir, o simples fato dela estar onde Jesus estava foi o suficiente para que ela fosse curada.

Por fim, aquela mulher que vivia encurvada, olhando apenas para baixo teve a sua vida restaurada. Passou a viver uma vida normal e agora ela podia olhar para frente, não mais para baixo como passou toda a sua vida fazendo. Esse é outro aspecto em nós que Jesus quer fazer. Quando somos tocados por Ele, a nossa visão é restaurada, saímos de uma vida encurvada para andarmos eretos, sem mais olhar para baixos como coitados, mas olhando para frente, vislumbrando o futuro que Ele tem para nós.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Amor que brota do perdão: a história da pecadora que ungiu os pés de Jesus

 Texto de referência: Lucas 7:36-50


A palavra de Deus está repleta de histórias bíblicas sobre mulheres. Em um desses episódios, Jesus estava em um jantar na casa de um fariseu quando chegou uma mulher pecadora. A Bíblia não relata o nome dessa mulher e que tipo de pecado ela praticava, mas sabe-se que era algo conhecido por muitos do lugar.

A mulher veio por trás de Jesus, ungiu os seus pés com unguento (óleo), e chorava derramando lágrimas em seus pés. A seguir, ela enxugava os pés de Jesus com seus cabelos e beijava-os. Esses gestos foram feitos repetidas vezes, gerando o incômodo de todos ao redor. Mas Jesus justificou o ato excêntrico da mulher como um gesto de amor. Para demonstrar isso, ele usou uma parábola na qual um homem que tinha dois devedores que lhe devia quantias de diferentes valores e perdoava a ambos, e explicou que o amaria mais aquele que tinha uma dívida maior, pois esta havia sido perdoada.

A explicação de Jesus foi de que, quanto mais somos perdoados, mais amamos aquele que nos perdoou. Por isso a atitude da mulher era um gesto de amor, pois ela era rotulada como pecadora perante toda a comunidade, e de fato, havia cometido pecados, mas encontrou em Jesus uma fonte de amor e perdão. Talvez pela primeira vez alguém olhava para ela sem olhar de julgamento, mas de acolhimento.

Enquanto as pessoas ao redor continuavam a julgá-la, agora pela sua atitude com Jesus, Ele a amava, pois sabia que dentro dela também havia amor por Ele. E esse amor estava fazendo com que ela se arrependesse e abandonasse os seus pecados.

Aquela mulher é exemplo para nós de arrependimento e gratidão. O fariseu achava-se justo demais, enquanto a mulher reconhecia tão veementemente o seu pecado, que se derramou aos pés de Jesus. Ela recebeu perdão e salvação e soube agradecer a Jesus por essas dádivas.



quarta-feira, 4 de agosto de 2021

As virtudes da mulher sunamita

 Textos de referência: 2 Reis 4:8-37; 8:1-6


Em um período em Israel onde houve uma fome severa, o profeta Eliseu alertou uma certa mulher, da qual não sabemos o nome, apenas a sua origem de Suném, e por isso era chamada sunamita. Essa mulher saiu de Israel e retornou apenas após a fome ter findado, tendo todas as suas terras restituídas pelo rei, após ele saber que aquela mulher foi uma das protagonistas de um milagre que Deus operou por meio de Eliseu. Mas o que tinha de tão especial nessa mulher que fez o profeta lhe alertar sobre a fome e para o rei lhe devolver os seus pertences? Quando vamos estudar sobre a sunamita, vemos que aquela mulher tinha virtudes especiais.

A princípio Eliseu conheceu a sunamita ao frequentar a sua casa apenas para lanchar.  Após algum tempo, ao perceber que ele era um homem santo de Deus, ela se aproximou mais dele. O fato da sunamita ressaltar em Eliseu a qualidade de santo, indica que aquela qualidade era algo que importava para ela, isto é, ela buscava a santidade e prezava por conviver com pessoas que tinham essa qualidade. 

Além disso, a sunamita não se aproximou de  Eliseu porque ele era um homem conhecido e que fazia prodígios. Ela se aproximou dele pela sua abnegação, reconhecida pelo próprio profeta. Para a sunamita, o que importava era fazer bem ao homem de Deus e honrar a autoridade dele. Ela não se tornou amiga dele por interesse, mas porque tinha prazer em honrar aqueles que trabalhavam para o Senhor.

Com o passar do tempo, Eliseu fez uma proposta tentadora à sunamita, dizendo a ela que poderia levar ao próprio rei alguma demanda que ela tivesse. Mas a resposta da sunamita demonstrou a nobreza daquela mulher, ela disse a Eliseu que estava satisfeita com o que ela tinha. Na verdade, a sunamita não tinha tudo o que queria, pois ela ainda não tinha um filho, mas ao ser abordada por Eliseu, aquela mulher se mostrou satisfeita com aquilo que ela tinha. Esse era outro segredo da sunamita, apesar de não ter tudo o que ela desejava, ela vivia contente com o que tinha, o que fez o Senhor dar a ela aquilo que ela desejava. Quando vivemos satisfeitos com o que temos, o Senhor nos concede aquilo que desejamos.

Por fim, a última característica da sunamita foi a sua fé. Apesar de ver seu filho morto, aquela mulher não desistiu ou blasfemou, mas foi até Eliseu, reivindicando perante o Senhor a bênção que Ele mesmo havia lhe dado. Após Eliseu orar, o filho dela reviveu.

A sunamita foi uma mulher que fez parte de um período da vida de um dos maiores profetas da Bíblia. Não se sabe o nome dela, mas esse fato não diminuiu aquilo que ela foi para o seu tempo. Em uma geração onde falta santidade, abnegação, contentamento e fé, que possamos olhar para o modo de viver da sunamita, para aprendermos com ela.

terça-feira, 22 de junho de 2021

Mesmo diante das piores tragédias, Deus está no controle dos acontecimentos

 Texto de referência: Rute 1


Noemi foi uma mulher israelita, da tribo de Judá, que partiu de Belém com seu marido e dois filhos, por causa da fome que havia naquela localidade. A família foi para Moabe, um território estrangeiro, rodeado de práticas idólatras e pagãs. Em Moabe morreram o marido de Noemi e seus dois filhos, restando apenas suas duas noras, das quais uma ficou em Moabe e a outra volta com Noemi para Belém.

Interessante notar que Noemi diz que saiu ditosa de Belém, mas o texto relata que eles saíram porque havia fome na terra. Isso significa que, apesar da fome, eles não tinham necessidade de ir embora de Judá.

Apesar de haver fome em Belém, o significado do nome dessa cidade é "casa de pão". Eles saíram da terra do alimento porque estavam diante de circunstâncias visíveis, isto é, a fome. O problema é que eles saíram para Moabe sem a direção de Deus, e tudo deu errado ali. Mas Noemi não justifica as suas perdas pelas suas más escolhas, mas culpa a Deus por tudo, dizendo que Ele a havia afligido. É fácil culparmos a Deus pelos nossos dissabores ao invés de olharmos para dentro de nós.

Quando Noemi voltou para Belém, ela estava amarga. Aquela mulher cujo nome significava agradável e doce, agora quer ser chamada de Mara, isto é, amarga. 

Mas Deus concede a Noemi uma nova oportunidade. Com o decorrer do tempo, Noemi se voltou para Deus e reconheceu o poder e a soberania d'Ele nos acontecimentos. Ela vê, através do casamento de sua nora com um parente seu, que Deus está no controle dos acontecimentos da história e que Ele tem poder para reverter qualquer situação.  A partir disso, ela vê as coisas novamente dando certo e pôde voltar a sorrir.

A Noemi que volta de Moabe é o exemplo do indivíduo que ao ver repentinamente tudo se desmoronar em sua vida, ao invés de aprender com as suas escolhas, prefere se render à amargura do passado e viver na sua sombra.

Mas a Noemi que fica em Belém é o exemplo da mulher que escolheu se reestruturar, parar de lamentar o que deu errado, entregar o seu futuro nas mãos do Senhor e deixar que Ele tome as rédeas de tudo. Mesmo diante das piores tragédias, Deus pode trazer um raio de luz e nos fazer sorrir novamente.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

A mulher virtuosa

 Texto de referência: Provérbios 31:10-31


Ser mulher é uma missão linda, mas também desafiadora. Quando nasce uma mulher, nascem multipapéis e multifunções. Uma só pessoa carrega em si uma infinidade de tarefas e responsabilidades. Ser mulher é ser mãe, esposa, profissional, mas é também ser humano. O livro de Provérbios é o manual da sabedoria. Com seus diversos conselhos, ele nos ensina acerca de muitas situações. E esse livro tão importante termina falando sobre qual assunto? Sobre a mulher.

São vinte e um versículos que exaltam uma mulher que o autor denomina como virtuosa. Vejamos quais características têm essa mulher:

A mulher virtuosa cuida do seu marido: É alguém que busca apenas lhe fazer bem, e essa atitude é buscada diariamente. O marido dessa mulher confia nela e ele é estimado entre pessoas nobres.

É uma mulher ativa: a mulher virtuosa não se rende à preguiça. Cuida com diligência das tarefas do seu lar, a fim de que nada falte.

É empreendedora: trabalha, ganha e age com inteligência na condução dos seus negócios. Com sabedoria, ela multiplica aquilo que ela possui.

É forte: se veste de força diariamente e está sempre atenta para que não venha a desfalecer nos dias maus.

É generosa: a mulher virtuosa está sempre atenta às necessidades alheias, buscando sempre ajudar aqueles que estão precisando.

Cuida dos seus: é a mulher quem veste todos da casa, para que não sintam frio nos dias de neve. Ela está atenta às necessidades de todos em sua casa, e transmite a sua força também a eles.

Cuida de si mesma: a mulher virtuosa faz para si cobertas, procurando atitudes que lhe tragam proteção. Veste-se de força, tomando atitudes que lhe fortaleçam e veste-se de linho fino e púrpura, embelezando a si mesma com atitudes interiores. Não se enche de preocupações e ansiedades, pois ela confia no Senhor.

É reconhecida por todos: as atitudes dessa mulher são tão admiráveis que não tem como passarem desapercebidas. O seu marido e seus filhos reconhecem o seu valor e a sociedade a louva pelas suas atitudes.

Esse texto não está escrito como uma utopia, mas como um exemplo daquilo que Deus espera de nós enquanto mulheres. O segredo da mulher virtuosa está escrito ao final desse texto, ela é uma mulher que teme ao Senhor. O temor do Senhor nos fará sermos como essa mulher, que não é perfeita, pois ninguém é, mas que é o retrato do que cada uma de nós temos a capacidade de ser.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Tire os olhos dos problemas e comece a louvar

 Texto-base: Gênesis 29:30-35


O patriarca Jacó teve uma família com muitos problemas. Por ter sido enganado pelo seu sogro Labão, Jacó teve que se casar a contragosto com Lia. Na verdade, ele amava a irmã dela, Raquel, com quem se casou depois.

Lia então viveu uma vida toda desprezada. Ela competia o tempo todo com sua irmã pelo amor do seu marido, mas sem sucesso.

Por ser desprezada, o Senhor deu a Lia a fecundidade. Ela começou a gerar filhos para Jacó, enquanto Raquel era estéril. Lia teve três filhos, Rúben, Simeão e Levi. Em todos estes três filhos, Lia deu a eles nomes que remetiam ao desejo dela de que Jacó a amasse. Na verdade, a cada filho que Lia gerava, ela aumentava a esperança de ser desejada pelo esposo.

Mas após ela ter dado três filhos a Jacó e perceber que continuava sendo desprezada como esposa, Lia tem um quarto filho, chamado por ela de Judá, que significa "Louvado", remetendo ao louvor ao Senhor. No nascimento de Judá, Lia então declara que agora ela louvaria ao Senhor. Lia estava tão obcecada pelo amor de Jacó que ela estava vivendo em função disso. Três filhos foram gerados na esperança desse amor. Mas o nascimento de Judá representou na vida de Lia um passo rumo à sua maturidade espiritual, onde ela parou de olhar para o seu problema e passou a adorar ao Senhor.

A história de Lia representa o que acontece muitas vezes conosco. Diante de determinadas dificuldades, nos tornamos tão obcecados em resolver aquela situação que nos esquecemos de louvar ao Senhor. Só nos importa ficar livres dos problemas e nessa ânsia não adoramos mais Àquele que é por si só suficiente para nos dar a vitória. E assim nos esquecemos de que, enquanto louvamos ao Senhor, Ele está cuidando das nossas causas. Ainda, o ato de louvá-Lo demonstra fé e gratidão da nossa parte.

As muitas opressões pelas quais passamos nos fazem clamarmos ao Senhor por socorro. Mas mesmo diante delas, o nosso egocentrismo muitas vezes nos impede de louvarmos ao Senhor e reconhecermos a Sua grandeza (Jó 35:9-11). 

O Senhor é digno do nosso louvor. Apesar de não precisar dele para ser grande, Deus se agrada quando O exaltamos. Que venhamos a louvá-Lo em todo o tempo, seja na aflição ou na bonança.


quarta-feira, 31 de março de 2021

A escolha de Rebeca e o que Deus espera de nós enquanto esposas

Texto-base: Gênesis 24


A história de Isaque e Rebeca é uma das histórias de amor entre casais que a Bíblia relata. Isaque ainda não havia casado e seu pai, Abraão, pede a um servo de sua confiança para ir até a Mesopotâmia, a terra onde morava seu irmão Naor, a fim de buscar uma esposa para Isaque dentre os seus parentes.

O servo aceita a missão apreensivo, com receio de não conseguir encontrar a esposa ideal. Ele então entrega essa missão aos pés do Senhor, que começa a agir. Além disso, o servo de Abraão elabora uma estratégia bastante perspicaz a fim de encontrar a esposa certa para Isaque. Ele vai até o poço da cidade, onde as mulheres costumavam tirar água.

Antes de encontrar-se com Rebeca, aquela que seria a escolhida como esposa de Isaque, o servo de Abraão faz um voto a Deus de que a mulher que ele pedisse água e lhe desse, e se oferecesse também a dar aos seus camelos, fosse essa a esposa que o Senhor tinha para Isaque.

O fato do servo de Abraão ir ao poço onde as mulheres tiravam água indica que ele estava à procura de uma mulher que fosse diligente em trabalhar e cuidar do lar. Ainda, sua atitude em buscar alguém que se oferecesse para dar água também aos seus camelos demonstra que ele estava à procura de uma mulher cordial e disposta a servir.

Quando ele pede água a Rebeca e ela lhe diz exatamente como ele pediu ao Senhor, ele se alegra. Mas a sua surpresa maior é ao saber que ela era neta de Naor, irmão de Abraão. Ali ele se assegura de que Rebeca era a escolhida por Deus para ser a amada de Isaque.

Apesar de Rebeca no futuro ter falhado como esposa e mãe, o início de sua vida conjugal a partir de sua escolha como esposa, demonstra o que o Senhor espera de nós como esposas. Uma mulher que cuida da casa e das coisas do lar, não se rendendo à preguiça. Uma mulher também disposta a servir ao próximo.

Essa não é a única referência de esposa que há na Bíblia. A carta de Pedro 3:3-4 nos relata que as esposas devem ser revestidas de atitudes interiores, cheias de tranquilidade e mansidão. A epístola de Tito 2:5 nos ensina que, como esposas, devemos ser boas donas de casa e bondosas, atitudes que certamente o servo de Abraão viu em Rebeca. Por fim, a mulher virtuosa descrita em Provérbios 31:20 e 31:27 nos aponta uma mulher que olha para as causas do próximo e que não se rende à preguiça.

Sem dúvida, tais virtudes são elementos que exigem de nós esforço e dedicação para cumprirmos. Enquanto esposas, que o Senhor encontre em nós essas qualidades, que certamente trarão prosperidade e grandeza ao nosso lar.

domingo, 28 de março de 2021

Agar: a mulher que se encontrou com Deus no deserto

 Textos-base: Gênesis 16; 21:8-21


Agar era uma mulher egípcia e serva de Sara, esposa de Abraão. A sua história na Bíblia começa quando Sara, através de uma atitude imprudente, aconselha seu esposo Abraão a se deitar com Agar. O intuito era que ela gerasse um filho para Abraão, uma vez que ele não tinha filhos com Sara. Todavia, Deus já havia prometido um filho a Abraão.

A relação consumada entre Agar e Abraão resultou em um filho. Quando isso ocorreu, ela foi tomada pelo orgulho e começou a desprezar Sara, que revidou a afronta e a humilhou de tal forma que ela fugiu para o deserto. Ali foi encontrada pelo Anjo do Senhor que lhe mandou voltar e humilhar-se perante Sara.

O Anjo lembrou a Agar as suas origens e a sua responsabilidade enquanto serva de Sara. Agar não poderia encobrir isso. Naquele momento, o orgulho de Agar dava lugar a um passo importante de fé na sua vida: a obediência a Deus.

Ela obedeceu a ordem do Anjo e no deserto ela compreendeu que o Senhor é um Deus que vê. Agar concebeu e deu o nome à criança de Ismael, também obedecendo a Deus e se recordando de que Deus a havia visto em sua aflição.

Mas Sara também concebeu. E após o nascimento de Isaque, filho de Abraão com Sara, esta expulsa Ismael e Agar de sua casa. 

Agar volta novamente ao deserto, e ali, após quase ver seu filho morrer sem água e comida, ela experimenta a provisão de Deus. Um Anjo novamente vem até Agar, lhe ordena que levante a si mesma e ao seu filho. Os olhos dela então se abrem e ela vê um poço de água ao seu lado.

Ali no deserto Agar viveu com Ismael, cuja descendência gerou doze príncipes e foi relatada na Bíblia quando o profeta relata a glória da nova Jerusalém (Isaías 60:7)

A história de Agar nos mostra uma mulher escrava, que foi submetida à humilhação de deitar-se com alguém que ela não queria. Humilhada por Sara, teve que se refugiar por duas vezes no deserto. Mas naquele lugar ela encontrou refúgio no Senhor. No deserto, ela encontrou o Deus que vê e que provê.

Agar é o exemplo da mulher solteira, que é jogada pela sociedade à própria sorte para cuidar dos filhos, mas que encontra em Deus amparo e forças para manter sua casa de pé.

Como Agar, encontramos um Deus que faz os nossos olhos se abrirem para enxergarmos poços de água que estão do nosso lado e que até então não víamos.

Agar é exemplo da misericórdia de Deus. Uma escrava egípcia, que não tinha em sua cultura o Deus verdadeiro, pôde experimentar da Sua providência e do Seu amor, disponível não apenas àquela mulher, mas a todos nós.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Abigail: a mulher prudente e apaziguadora

 Texto-base: 1 Samuel 25


Abigail é descrita na Bíblia como esposa de Nabal, um homem rico, mas duro de coração. Considerado louco e maligno no trato com as pessoas, ninguém conseguia conversar brandamente com ele. Os pastores de Nabal pastoreavam próximo ao local onde estavam Davi e os seiscentos homens que andavam com ele. Durante todo o tempo que os pastores de Nabal trabalhavam perto dos homens de Davi, estes os ajudavam a guardar o rebanho.

Certo dia, Davi envia homens seus a Nabal para lhe pedir alguma contribuição pelo bem feito a ele. Nessa época, Davi ainda não era rei, mas vivia fugindo de Saul e provavelmente enfrentava situações financeiras difíceis.

Em vez de Nabal lhe conceder alguma ajuda, ele esnoba os homens de Davi, que voltam a ele sem nada nas mãos e pior, humilhados. Agindo impulsivamente, Davi vai com quatrocentos homens até a casa de Nabal para exterminar todos os homens daquela família. Quando os funcionários de Nabal ficam sabendo disso, vão até Abigail para contar a ela sobre a situação, e esta parte ao encontro de Davi para conversar com ele, levando consigo diversos alimentos.

Abigail apazigua Davi, lembrando-lhe que ele era um escolhido de Deus para reinar sobre Israel. Dessa forma, não seria adequado derramar sangue com as próprias mãos, pois quem defende os escolhidos de Deus, é o próprio Deus.

Quando Davi ouve Abigail, ele cai em si e percebe a atitude inconsequente que ele estava prestes a fazer. Se arrepende e volta com os seus homens, levando os alimentos dados por Abigail.

Nessa história Abigail representa um pouco daquilo que Deus quer de nós como mulheres. Nascemos para apaziguar. A nossa prudência, dada por Deus, deve fazer com que sejamos instrumentos de resolução de conflitos. Entretanto, muitas vezes nos comportamos de modo contrário a isso, sendo geradoras de conflitos. Ainda, fomos criados para sermos auxiliadoras dos nossos cônjuges, como Abigail, que impediu que a sua casa fosse destruída por causa da imprudência do seu marido. As nossas atitudes devem colocar a nossa casa de pé e não contribuir para que ela seja destruída.

A história de Abigail não termina aqui. A sua prudência a fez entrar para a realeza, pois com a morte de Nabal, ocorrida logo após a sua discussão com Davi, este a tomou como sua esposa. Alguns anos mais tarde, Davi se torna o rei de Israel e aquela mulher até então desconhecida, passa a ser integrante da família real. A nossa prudência nos fará crescer, os frutos podem não vir imediatamente, mas os veremos com o transcorrer do tempo. Abigail é um exemplo do que Deus quer que sejamos: prudentes, sábias e apaziguadoras.


domingo, 6 de dezembro de 2020

O propósito da mulher: uma companheira idônea

 Texto-base: Genesis 2:18 "Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea."


A mulher foi criada logo após a formação do homem. Ao criar os animais, eles tinham companheiros para si, todavia, Deus percebeu que o homem não tinha alguém semelhante a ele. Apenas a companhia dos animais não lhe era suficiente, ele precisava de alguém para lhe auxiliar, isto é, para lhe ajudar na missão de cuidar da terra, e essa pessoa precisava lhe ser idônea.

O significado de idôneo no dicionário* é "Que se adequa; que serve perfeitamente ao propósito que se refere. Que demonstra aptidão e capacidade para ocupar determinados cargos, para realizar determinadas tarefas etc.; apto e competente."

Entendemos que ao dizer que criaria alguém para o homem que lhe fosse idônea, Deus tinha o propósito de criar um ser que se adequasse ao homem, como se este fosse parte de uma peça e precisasse de outra parte que se encaixasse, para que ambas se tornassem um só elemento. E por isso Deus retira do próprio homem a carne necessária para formar a mulher pois, apesar de ser diferente, ela seria parte dele.

Dessa forma, percebemos que homem e mulher se preenchem. Um precisa do outro para se completarem. Assim, entendemos que à luz da Palavra de Deus o homossexualismo não é correto, sem gerar atritos às leis seculares, observando o ato homossexual sob o que diz as Escrituras Sagradas.

Ainda, percebemos que a criação da mulher teve um propósito e Deus a fez apta para cumpri-lo. O seu propósito é ser auxiliadora do homem e completá-lo. Isso não coloca a mulher em posição de inferioridade ou superioridade, pois se o homem precisa da mulher para se completar, esta precisa do homem para se completar também. Nenhum é melhor ou mais preferido por Deus do que o outro. Ambos precisam do outro para sobreviverem. Ambos são belezas da criação de Deus.

Mas a mulher foi criada através de uma missão: ser auxiliadora do homem e idônea. Deus criou o homem e viu que era muito bom, mas percebeu que ele não seria completo sem alguém do seu lado. E assim criou a mulher, já capacitada para sua missão. Auxiliadora, idônea, apta, competente. 



*https://www.dicio.com.br/idoneo/

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

O legado de Dorcas

Texto-base: Atos 9:36-42


A igreja primitiva é um exemplo para nós. A forma como aquelas pessoas viviam retrata a maneira como deve proceder a igreja dos dias de hoje. Se em nossos tempos tivermos uma igreja com tanto zelo e fervor como aquela, mudaremos o mundo.

Havia uma discípula na cidade de Jope chamada Dorcas. O relato bíblico diz que ela era uma mulher notável pelas suas boas obras e pelo cuidado com os pobres. Isso significa que Dorcas era uma mulher conhecida e admirada entre as pessoas daquele lugar. Ser conhecido não necessariamente quer dizer ser admirado. Muitos são conhecidos em nossa sociedade, mas quando convivemos intimamente com eles, não desejamos imitá-los.

Todavia, algo inesperado ocorre com Dorcas. Ela adoece gravemente e vem a falecer.  Ela era de tanta estima para a igreja que o seu corpo foi colocado no cenáculo. Os cristãos então chamaram o apóstolo Pedro, que foi até Jope. Ao chegar lá, foi informado sobre a morte daquela mulher por viúvas que, com lágrimas, lhe mostraram as roupas que Dorcas fazia para elas. Pedro então, compadecido, ora e aquela mulher, já morta, revive. Sem dúvida, a alegria tomou conta de todos aqueles cristãos.

A história de Dorcas nos faz refletir sobre o legado que temos construído aqui nessa terra. Não fomos criados por Deus apenas para sermos pessoas de bem neste mundo, que tem uma família decente, bons conhecimentos acadêmicos e um trabalho digno. A nossa passagem nesta vida deve realçar o nosso amor e serviço ao próximo. Dorcas era uma mulher tão notável, que as pessoas não queriam de maneira alguma que ela morresse. E não se trata apenas da família dela, mas de viúvas que não tinham nenhum vínculo sanguíneo com ela, mas que a admiravam.

Temos sido cristãos notáveis? Fazemos a diferença por onde passamos? Se morrermos hoje, pessoas alheias à nossa família sentirão nossa falta? Que legado temos deixado para as futuras gerações? Dorcas era notável pelas suas boas obras e pelo cuidado com os pobres. Como Dorcas, Deus quer que a nossa passagem pela terra seja notada. Que o nosso legado seja também de amor e serviço ao próximo.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

A mulher adúltera: qual lado é o nosso, da acusação ou do perdão?

Texto-base: João 8:1-11


No decorrer do ministério de Jesus, Ele vivenciou o ódio dos fariseus e anciãos judeus, que o cercavam de todas as maneiras para tentar extrair Dele alguma palavra contra as leis judaicas que desse espaço para acusá-lo.

Em certo dia, trouxeram a Jesus uma mulher que havia sido pega cometendo adultério. Pela lei de Moisés o adultério era um pecado passível de morte para aqueles que o cometiam (Levíticos 20:10). Assim, trouxeram a mulher e de forma humilhante a colocaram de pé no meio de uma roda de homens judeus, todos com pedras nas mãos para atirarem nela.

Mas antes de atirarem as pedras para matar a mulher, queriam primeiro perguntar a Jesus o que Ele dizia a esse respeito, sobre o que deveria se fazer àquela mulher. Na verdade, eles queriam apanhar Jesus em alguma palavra que desse brecha para depois o acusarem. Após insistência por parte deles em saber a opinião de Jesus, Ele diz que aquele que não cometesse nenhum pecado atirasse a primeira pedra na mulher.

Ao ouvirem essas palavras aqueles homens foram saindo, um a um, começando pelos mais velhos e deixando a mulher sozinha com Jesus. Ao vê-la, o Mestre questionou-lhe sobre onde estavam os seus acusadores. Sabendo que eles foram embora, Jesus também lhe disse que também não a condenaria, todavia, ordenou que ela não pecasse mais.

A história dessa mulher adúltera nos mostra dois lados existentes ainda hoje em nossa sociedade. O primeiro lado é dos acusadores, aqueles que enxergam apenas os erros das pessoas, sem olhar para os seus. Errar não é bom, mas antes de queremos acusar alguém pelos seus pecados, devemos olhar para dentro de nós e enxergarmos os nossos erros. Além disso, Tiago 4:12 nos diz que apenas Deus é juiz e que não cabe a nós julgarmos a ninguém.

O outro lado é o de Jesus, que mesmo ciente dos nossos erros, abre Seus braços para nos acolher e perdoar. Só Deus é Santo, Ele nunca falha, e portanto apenas Ele teria o direito de nos acusar. Mesmo assim, Ele prefere nos perdoar e nos conceder uma nova oportunidade. Foi o que aconteceu com aquela mulher, que recebeu de Jesus uma segunda chance.

Ainda, quando Jesus deu a resposta àqueles homens, Ele não estava desrespeitando as leis de Deus. A lei que condenava à morte o adúltero na verdade não visava matar as pessoas, mas impor o temor sobre aquele povo, condenar a imoralidade e mostrar a eles o valor que Deus atribuía à santidade. Ao não condenar a mulher, Jesus não estava sendo conivente com o pecado, mas queria mostrar aos religiosos que ao tentarmos impor uma sanção sobre o pecado de qualquer pessoa, primeiro devemos olhar para dentro de nós, que também cometemos erros. Por fim, mostrar que apesar de abominar o pecado, Deus tem prazer em nos perdoar.

Se hoje estamos do lado dos acusadores, passemos para o lado de Jesus, que olha para nós com olhos de amor e perdão.