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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

A serpente de bronze

 Texto de referência: Números 21:4-9


Durante o tempo que o povo de Deus estava no deserto, muitas foram os episódios de murmuração. Já no fim da caminhada deles pelo deserto, em mais uma vez reclamando, Deus enviou uma praga que matou a muitos. Eram serpentes que picavam e matavam as pessoas.

O povo, vendo que a praga se alastrava, pediu a Moisés para interceder por eles. Para cessar o mal, Deus mandou Moisés construir uma serpente de bronze e deixar no meio do arraial, de forma que todos que fossem picados por uma serpente, e em seguida olhassem para a serpente de bronze, seriam curados.

Essa história pode nos intrigar pelo fato de que o próprio Deus proíbe alguém de fazer uma imagem de escultura, todavia, essa serpente não era um objeto divino, mas prefigurava a vinda de Cristo à Terra, o qual morreria numa cruz para trazer cura espiritual a todos nós.

Foi o próprio Jesus que comparou o episódio da serpente de bronze com a sua vinda a essa Terra (João 3:14) em uma conversa que teve com Nicodemos. Essa história também nos mostra o quanto o antigo testamento anunciava a vinda de Jesus.

E assim como naquele tempo, todos que olhassem para a serpente de bronze seriam curados, ainda hoje, todos que olharem para a cruz de Cristo receberão perdão dos seus pecados e reconciliação com Deus Pai.


quarta-feira, 26 de outubro de 2022

As filhas de Zelofeade

Texto de referência: Números 27:1-11


Quando o povo de Deus findou a sua caminhada no deserto e iniciou-se o processo de herdar a terra prometida, vieram a Moisés cinco mulheres. Elas eram filhas de um homem chamado 

Zelofeade, que não teve filhos homens e já havia morrido. Como naquele tempo a herança era passada aos descendentes homens, elas vieram questionar isso a Moisés e pediram-lhe também uma parte da herança.

Moisés as despediu com a promessa de que consultaria o Senhor. Ao fazê-lo, Deus lhe respondeu que de fato, as filhas de Zelofeade tinham direito à herança, mesmo sendo mulheres. E ainda estabeleceu esse fato por direito, estendendo a outros descendentes, isto é, o homem que morresse sem filhos, a sua herança passaria ao seu parente mais próximo.

O que nos impressiona nessa história foi a coragem dessas mulheres em buscar perante Moisés o direito delas. Elas não se intimidaram por serem mulheres e não ter direito, mas buscaram, lutaram para conquistá-lo.

Essas atitudes foram vistas em muitas mulheres do passado que foram em luta dos seus direitos (muitas arriscando a própria vida), buscando ocupar o espaço que era delas. Ainda hoje, ainda muitas mulheres têm buscado os seus direitos, e têm tido êxito.

As filhas de Zelofeade deixaram um legado para nós. Em um tempo onde as mulheres tinham tão pouca visibilidade, elas nos ensinaram que nós podemos buscar os nossos direitos e que Deus se agrada de atitudes como essas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

As águas amargas da alma

Texto de referência: Êxodo 15:22-27


Durante a peregrinação do povo de Deus pelo deserto, logo no início da caminhada, eles procurando por águas chegaram a um lugar onde as águas eram amargas. Isso significa que havia água, mas elas eram impossíveis de serem ingeridas.

Quando Moisés clamou ao Senhor, Ele lhe mostrou uma árvore a qual deveria ser jogada nas águas e a partir de então as águas se tornaram doces.

Todos sabemos que se um alimento tem um sabor apetitoso mas por algum motivo se torna amargo não fica nada agradável. O sabor amargo deixa o alimento ruim e ninguém quer prová-lo. 

De semelhante modo é a amargura da alma. A amargura é um mal que tem atingido muitas pessoas em nossos dias. Devido aos dias difíceis pelos quais temos vivido, algumas pessoas se refugiam em enfrentar essas dificuldades com a alma amargurada, ao invés de uma alma leve e grata pelas coisas boas já vividas.

Assim como a água amarga não se pode tomar, com uma alma amargurada não conseguimos conviver. A amargura destrói não somente a pessoa que carrega esse sentimento, mas os seus relacionamentos ao redor.

É preciso que uma árvore seja jogada nessa alma, a fim de que ela se torne doce novamente. Essa árvore é Jesus, que através do Espírito Santo trabalha o mais profundo do nosso ser e nos cura das nossas feridas da alma. A alma dantes amarga pode ser uma fonte de vida novamente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Jetro, uma visita acertada

Texto de referência: Êxodo 18:13-27


Jetro foi o sogro de Moisés. Não se sabe muito sobre ele, mas sabe-se que ele era um sacerdote de Midiã, sua região natal. Ele a princípio não servia a Deus, mas  a partir da sua convivência com Moisés, Jetro passou a conhecê-Lo.

Quando Moisés regressou ao Egito para libertar o povo, Jetro permaneceu em Midiã, entretanto, quando Moisés e o povo saíram do Egito e estavam no deserto, Jetro foi ao encontro dele.

Ao encontrar Moisés, Jetro se espantou em como ele sozinho julgava aquele povo. Ele deu a Moisés o conselho de dividir o povo estabelecendo lideranças sobre ele que o ajudassem nos julgamentos do povo, a fim de que ele não se cansasse tanto. Os chefes fariam o julgamento das situações mais simples, deixando as mais complexas para Moisés. Ao invés de Jetro chegar até Moisés lhe criticando, ele lhe apresentou a solução.

Moisés acatou o conselho e a Bíblia não relata, mas certamente as coisas ficaram melhores para ele desde então. A visita de Jetro a Moisés foi aquelas visitas que só nos fazem bem. A sabedoria daquele homem foi tamanha que foi registrada nas escrituras.

A partir daquele dia, Jetro vendo tudo o que o Senhor fez e estava fazendo por aquele povo reconheceu a soberania do Senhor e lhe ofereceu holocaustos. Jetro não apenas era um homem sábio, mas se tornou parte do povo de Deus, pois alguns versículos fazem referência aos filhos de Jetro morando dentre o povo e conquistando a terra junto com o povo (Juízes 1:16; 4:11).

Precisamos de mais visitas como a de Jetro, que ao invés de chegarem a nós criticando, nos trazem soluções para as demandas e desafios dos nossos dias.