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quinta-feira, 18 de junho de 2026

A quem pouco se perdoa, pouco ama

 Texto de referência: Lucas 7:47-48


Certo dia Jesus é convidado a participar de um jantar na casa de um fariseu chamado Simão. Durante o jantar chega uma mulher da cidade e começa a derramar óleo sobre a cabeça de Jesus e a chorar aos seus pés, beijando-os.

O fariseu então começa a se indagar se Jesus era de fato um profeta, pois se fosse, saberia que aquela mulher que estava aos pés dele era na verdade uma mulher mal falada da cidade, denominada por ele como pecadora, sugerindo provavelmente que ela era uma prostituta.

Jesus, que é muito mais que um profeta, o próprio Filho de Deus, vendo o pensamento do fariseu indagou sobre o perdão, contando a ele sobre uma parábola de dois devedores, onde aquele cuja dívida maior foi perdoada, certamente ficaria mais grato ao seu credor.

Simão logo entendeu que na verdade os dois devedores eram ele e a mulher, sendo que o amor que ela demonstrava por Jesus era o amor de alguém que foi perdoada. Simão não demonstrava todo esse amor porque ele não recebeu ou recebeu pouco o perdão de Deus. 

Mas será que isso ocorreu porque ele não necessitava de perdão? Ou talvez porque ele pecasse pouco? Certamente não. 

Todos nós pecamos muito e ninguém recebe o perdão de Deus pelos próprios méritos. O fato é que muitos não reconhecem o seu pecado e não pedem perdão. Os fariseus se achavam muito santos, e achavam que eram dignos da bondade de Deus. A mulher pecadora reconhecia sua fragilidade e ao receber misericórdia de Jesus o coração dela transbordou de amor e gratidão. Ambos pecaram, todavia, apenas um reconheceu a sua carência de misericórdia. 

Quem reconheceu recebeu perdão e isso mudou a sua essência. 


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Amor que brota do perdão: a história da pecadora que ungiu os pés de Jesus

 Texto de referência: Lucas 7:36-50


A palavra de Deus está repleta de histórias bíblicas sobre mulheres. Em um desses episódios, Jesus estava em um jantar na casa de um fariseu quando chegou uma mulher pecadora. A Bíblia não relata o nome dessa mulher e que tipo de pecado ela praticava, mas sabe-se que era algo conhecido por muitos do lugar.

A mulher veio por trás de Jesus, ungiu os seus pés com unguento (óleo), e chorava derramando lágrimas em seus pés. A seguir, ela enxugava os pés de Jesus com seus cabelos e beijava-os. Esses gestos foram feitos repetidas vezes, gerando o incômodo de todos ao redor. Mas Jesus justificou o ato excêntrico da mulher como um gesto de amor. Para demonstrar isso, ele usou uma parábola na qual um homem que tinha dois devedores que lhe devia quantias de diferentes valores e perdoava a ambos, e explicou que o amaria mais aquele que tinha uma dívida maior, pois esta havia sido perdoada.

A explicação de Jesus foi de que, quanto mais somos perdoados, mais amamos aquele que nos perdoou. Por isso a atitude da mulher era um gesto de amor, pois ela era rotulada como pecadora perante toda a comunidade, e de fato, havia cometido pecados, mas encontrou em Jesus uma fonte de amor e perdão. Talvez pela primeira vez alguém olhava para ela sem olhar de julgamento, mas de acolhimento.

Enquanto as pessoas ao redor continuavam a julgá-la, agora pela sua atitude com Jesus, Ele a amava, pois sabia que dentro dela também havia amor por Ele. E esse amor estava fazendo com que ela se arrependesse e abandonasse os seus pecados.

Aquela mulher é exemplo para nós de arrependimento e gratidão. O fariseu achava-se justo demais, enquanto a mulher reconhecia tão veementemente o seu pecado, que se derramou aos pés de Jesus. Ela recebeu perdão e salvação e soube agradecer a Jesus por essas dádivas.