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sábado, 10 de janeiro de 2026

Existe uma lepra que tira o brilho das nossas conquistas?

 Texto de referência: 2 Reis 5:1-19


Naamã era um grande homem na Síria. Comandante do exército sírio, era ele quem trazia as vitórias nas guerras que a Síria travava. As Escrituras citam Naamã como um homem muito respeitado diante do rei e que tinha muito valor. Todavia, Naamã era um homem leproso.

A lepra naqueles dias era uma doença sem cura ou tratamento, cujas feridas iam definhando aos poucos o corpo de quem a possuía. Naamã, um grande conquistador de territórios, não conseguia vencer a guerra contra a lepra.

Até que ele conheceu o profeta Eliseu, que lhe apresentou o Senhor dos Exércitos e lhe deu uma receita um tanto excêntrica, mergulhar por sete vezes no rio Jordão. Naamã foi tratado em seu orgulho, curado da lepra e reconheceu o Senhor como verdadeiro Deus.

Muitas vezes enfrentamos situações semelhantes a essa de Naamã. Muitas pessoas são grandes empresários, pessoas de renome diante da sociedade, indivíduos com grande inteligência que trazem contribuições relevantes ao país em que residem, mas que possuem uma lepra escondida que não conseguem vencer.

Seja um casamento arruinado, problemas emocionais como pânico, depressão profunda, relacionamentos familiares destruídos, uma vida financeira descontrolada, um vício escondido, o que quer que seja, existe uma lepra que muitas vezes transpõe a vida externa vitoriosa que as pessoas levam.

Mas como Naamã foi curado, nós também podemos ser. Seja qual for a lepra que corroi o nosso ser e apaga o brilho das nossas conquistas, podemos invocar a Deus para sermos curados e termos uma vida plena. Vitória por fora e por dentro. Uma vida restaurada por completo.


segunda-feira, 5 de maio de 2025

Usando o que você tem em mãos para operar o milagre

 Texto de referência: 2 Reis 4:1-7


Todos nós (ou quase todos) ansiamos por viver um milagre algum dia. Milagres são instrumentos de Deus para demonstrar à humanidade o seu poder. Eles também são formas de mostrar a nós seres humanos o quanto somos frágeis.

Quando uma viúva chega até o profeta Eliseu pedindo a ele ajuda para pagar uma dívida do seu falecido marido e evitar a prisão dos seus dois filhos, Eliseu não pega uma varinha mágica e resolve imediatamente o problema, mas ele pergunta a ela: “Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa.” Ela respondeu: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.” (v. 4)

Aquilo que para ela não era nada foi o instrumento usado por Deus para transformar a vida dela e da sua família, pois aquela pequena botija de azeite multiplicou-se o suficiente para encher uma grande quantidade de vasilhas, para então serem vendidas e pagar a dívida da família.

Na nossa vida Deus também utiliza instrumentos que nós temos para operar os seus milagres. É a partir de uma pequena coisa que Ele transforma em grande, mas nós precisamos colocar ao seu dispor aquilo que temos para que Ele opere.

Foi assim também na multiplicação dos pães e peixes, a criança tinha um pequeno cesto com pães e peixes, que foram colocados à disposição de Jesus para alimentar milhares de pessoas.

Se hoje nós estamos pedindo um milagre, que possamos olhar ao nosso redor e pedir a Deus o discernimento para enxergar o que nós temos para que seja instrumento em suas mãos para operar o Seu grande poder.


sábado, 21 de janeiro de 2023

Elias, Eliseu e as histórias de duas mulheres

Textos de referência: 1 Reis 17:8-24; 2 Reis 4:8-37


Nos tempos dos reis de Israel houveram dois grandes profetas: Elias e Eliseu. Ambos eram destemidos e ousados em seu ministério. Após uma grande fome em Israel, Elias foi abrigar-se na casa de uma viúva em Sarepta. Ela era muito pobre, mas mesmo nessa condição de pobreza, ela foi usada por Deus para sustentar o profeta.

Mas algum tempo depois, o filho dessa viúva morre e ela culpa Elias. Para ela, por ele ser um homem de Deus e ter ido morar em sua casa, Deus havia lançado sobre ela juízo. Elias acabou acatando um pouco essa culpa, e orou sobre o menino, que voltou à vida.

Após a ascenção milagrosa de Elias ao céu, surgiu um novo profeta chamado Eliseu. Também cheio de unção, Eliseu foi grande no ministério profético e também conheceu uma mulher, mas essa tinha boas condições financeiras, o ajudou e deu-lhe abrigo e ajuda financeira. Deus então abriu o ventre da mulher que gerou  filho, pois antes ela era estéril.

Todavia, semelhante à viúva descrita acima, o filho dessa mulher também morreu e ela também de certa forma culpou o profeta, alegando não ter pedido a ele nenhum filho. O profeta Eliseu lançou-se sobre o garoto, que tornou a viver. 

Essas duas histórias retratam semelhanças que houveram entre esses dois grandes profetas, que viveram e honraram nessa terra o nome do Senhor.

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Os pães multiplicados nos tempos de Eliseu

Texto de referência: 2 Reis 4:42-44


Nos tempos de Eliseu, certo dia ele estava reunido com algumas pessoas, mais precisamente, cem pessoas. Logo chegou um homem trazendo das primícias 20 pães e algumas espigas.

Eliseu ordenou ao seu servo que desse daqueles alimentos aos presentes. O seu servo logo lhe questionou sobre como poderia fazer isso, haja vista serem tão poucos. Então Eliseu foi mais claro, dizendo que eles comeriam e ainda sobraria. O servo então deu aos homens e de fato, eles comeram, e ainda sobrou.

Alguns fatos são importantes para compreendermos esse acontecimento.

Primeiro, os pães trazidos para Eliseu foram os pães das primícias, isto é, os melhores frutos. Tudo o que de melhor você oferecer, em todos os aspectos da sua vida, Deus irá multiplicar.

Outra questão, quando Eliseu diz ao servo para servir os pães, aquela já era uma ordem do Senhor, mas o seu servo na incredulidade não creu. Por isso, Eliseu precisou novamente falar, agora explicitando claramente que o Senhor faria ali uma multiplicação.

Se Deus nos dá uma ordem, não precisamos olhar as circunstâncias, se aparentemente são ou não favoráveis. Nosso dever é cumpri-la, pois a palavra d'Ele se cumprirá conforme dito. E foi o que realmente aconteceu, os alimentos aparentemente insuficientes foram distribuídos e todos comeram com fartura.

O terceiro aspecto dessa lição é que Deus não faz milagres sob medida. Todas as vezes que Ele opera, é de forma abundante. O nosso milagre é para ser desfrutado por nós e ainda outros poderão também desfrutar do que Deus fez por nós.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Eliseu: o profeta da ousadia, da santidade e abnegação

 Textos de referência: 1 Reis 19:19-21; 2 Reis 4-7


O início da descrição bíblica do ministério de Eliseu se inicia quando Elias o chama para segui-lo e Eliseu, que estava cuidando de bois, larga tudo, despede-se da sua família, imola os bois os quais estava cuidando e começa a seguir Elias. A partir daí, a Bíblia relata que Eliseu o servia. Em outro relato mais adiante, Eliseu é conhecido como aquele que lavava as mãos de Elias. Dessa forma, percebemos que o ministério de Eliseu começou com ele servindo o homem que exercia autoridade sobre ele.

Após a subida de Elias ao céu, Eliseu assume o seu lugar como líder dos profetas. A princípio, ele mesmo não se impõe através da sua fé, pois para abrir e atravessar o rio Jordão, ele utiliza a capa de Elias e ora ao Senhor, clamando ao "Deus de Elias". Mas aos poucos, o ministério de Eliseu começa a ganhar notoriedade.

Assim como Elias, percebe-se que uma das características marcantes do ministério de Eliseu era a sua ousadia no Senhor. Eliseu não tinha medo e confiava no poder do Senhor para operar milagres. Através da sua vida, Deus operou grandemente em diversas situações, até mesmo na ressurreição de mortos. Mas um atributo de Eliseu que nos chama a atenção era a santidade. Foi por ser visto como um homem santo, que a mulher sunamita fez exclusivamente para ele um quarto em sua casa.

Por fim, Eliseu demonstrou em seu ministério que não era ganancioso. Essa atitude é vista logo no início, quando ele foi chamado e largou o seu trabalho e família para cumprir a sua vocação ministerial. É confirmada quando o Senhor o usou para trazer a cura da lepra ao comandante do exército siro. Nesta oportunidade, ele ofereceu a Eliseu muitas riquezas, as quais foram recusadas por ele. Essa atitude foi tão surpreendente que causou indignação no seu ajudante, que ao tentar pegar para si um pouco das riquezas que Eliseu desprezou, acabou sendo castigado.

Mesmo após a sua morte, o ministério de Eliseu continuou a frutificar, pois os seus ossos ao tocarem um cadáver que havia sido enterrado em seu túmulo, fez reviver um homem.

Todo o ministério de Eliseu não cabe nesse pequeno relato, pois ele foi um profeta e homem extraordinário. Mas se formos caracterizar o ministério de Eliseu em três características, podemos citar a ousadia, a santidade e a abnegação. São características que Deus quer também em nós, ousadia para crer no poder d'Ele, não importa a dificuldade da situação, santidade para renunciar diariamente o pecado e o mundo, abnegação para que as coisas terrenas não venham a ocupar o lugar do Senhor em nosso coração.


quarta-feira, 4 de agosto de 2021

As virtudes da mulher sunamita

 Textos de referência: 2 Reis 4:8-37; 8:1-6


Em um período em Israel onde houve uma fome severa, o profeta Eliseu alertou uma certa mulher, da qual não sabemos o nome, apenas a sua origem de Suném, e por isso era chamada sunamita. Essa mulher saiu de Israel e retornou apenas após a fome ter findado, tendo todas as suas terras restituídas pelo rei, após ele saber que aquela mulher foi uma das protagonistas de um milagre que Deus operou por meio de Eliseu. Mas o que tinha de tão especial nessa mulher que fez o profeta lhe alertar sobre a fome e para o rei lhe devolver os seus pertences? Quando vamos estudar sobre a sunamita, vemos que aquela mulher tinha virtudes especiais.

A princípio Eliseu conheceu a sunamita ao frequentar a sua casa apenas para lanchar.  Após algum tempo, ao perceber que ele era um homem santo de Deus, ela se aproximou mais dele. O fato da sunamita ressaltar em Eliseu a qualidade de santo, indica que aquela qualidade era algo que importava para ela, isto é, ela buscava a santidade e prezava por conviver com pessoas que tinham essa qualidade. 

Além disso, a sunamita não se aproximou de  Eliseu porque ele era um homem conhecido e que fazia prodígios. Ela se aproximou dele pela sua abnegação, reconhecida pelo próprio profeta. Para a sunamita, o que importava era fazer bem ao homem de Deus e honrar a autoridade dele. Ela não se tornou amiga dele por interesse, mas porque tinha prazer em honrar aqueles que trabalhavam para o Senhor.

Com o passar do tempo, Eliseu fez uma proposta tentadora à sunamita, dizendo a ela que poderia levar ao próprio rei alguma demanda que ela tivesse. Mas a resposta da sunamita demonstrou a nobreza daquela mulher, ela disse a Eliseu que estava satisfeita com o que ela tinha. Na verdade, a sunamita não tinha tudo o que queria, pois ela ainda não tinha um filho, mas ao ser abordada por Eliseu, aquela mulher se mostrou satisfeita com aquilo que ela tinha. Esse era outro segredo da sunamita, apesar de não ter tudo o que ela desejava, ela vivia contente com o que tinha, o que fez o Senhor dar a ela aquilo que ela desejava. Quando vivemos satisfeitos com o que temos, o Senhor nos concede aquilo que desejamos.

Por fim, a última característica da sunamita foi a sua fé. Apesar de ver seu filho morto, aquela mulher não desistiu ou blasfemou, mas foi até Eliseu, reivindicando perante o Senhor a bênção que Ele mesmo havia lhe dado. Após Eliseu orar, o filho dela reviveu.

A sunamita foi uma mulher que fez parte de um período da vida de um dos maiores profetas da Bíblia. Não se sabe o nome dela, mas esse fato não diminuiu aquilo que ela foi para o seu tempo. Em uma geração onde falta santidade, abnegação, contentamento e fé, que possamos olhar para o modo de viver da sunamita, para aprendermos com ela.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Humildade, perseverança e obediência: a história de Naamã

 Texto de referência: 2 Reis 5:1-19


Naamã era o segundo homem mais importante da Síria. Por ser o comandante do exército, tinha contato direto com o rei e uma excelente posição social perante a nação. Porém o fato de ser leproso era algo que amargava a vida daquele homem.

Certo dia, uma jovem israelita que servia na casa de Naamã revelou que em Israel havia um profeta, que poderia dar fim àquele problema. Entusiasmado, Naamã vai até Israel com a sua comitiva até a casa de Eliseu, o profeta mencionado pela jovem. Entretanto, Eliseu não se impressiona com o poder social de Naamã e não o recebe pessoalmente, mas apenas lhe dá o recado para se lavar sete vezes no rio Jordão. 

Naamã resolve ir embora, indignado com a desconsideração de Eliseu à sua pessoa, mas após conselho dos seus servos, resolve seguir o conselho de Eliseu. Ao mergulhar no rio, ele fica limpo da sua lepra.

Ao ver a sua pele tão lisa como a de uma criança, Naamã se rende ao Senhor e reconhece que Ele é o único Deus. Um homem estrangeiro, acostumado a servir deuses estranhos, agora reconhece o poder do verdadeiro Deus.

Ao experimentar o milagre de Deus em sua vida, Naamã compreendeu algumas coisas sobre o Senhor:

A primeira coisa é que Deus não atende a orgulhosos. Naamã chegou até Israel achando que iria ser curado devido à sua posição social, mas Ele se deparou com um profeta que nem mesmo o recebeu pessoalmente e lhe deu a ordem de se lavar em um rio considerado humilhante por ele. Deus não queria menosprezar Naamã, mas fazê-lo entender que para Deus não há acepção de pessoas. O rico e o pobre são os mesmos diante Dele e Ele não se vende ou se submete a quem quer que seja.

Ao ordenar que ele se lavasse sete vezes no rio Jordão, o Senhor queria mostrar a Naamã que os caminhos de Deus exigem perseverança da nossa parte. Ele poderia se lavar apenas uma vez e ficar curado, mas a ordem era mergulhar por sete vezes. Grandes vitórias são precedidas de grandes batalhas, que exigem de nós atitudes de fé e de perseverança para alcançarmos o propósito para o qual Ele nos chamou.

Por fim, os caminhos de Deus exigem de nós obediência total. Naamã se questionou sobre o porquê ele não poderia se lavar em outro rio que não fosse o Jordão, mas o que o Senhor queria mostrar àquele comandante era que, assim como ele na sua posição oficial exigia obediência total dos seus subordinados, Deus exige de nós obediência total ao que Ele nos diz. Poderia ser qualquer rio ou até mesmo não ter rio, mas a ordem de Deus específica para ele era se lavar no rio Jordão e o milagre só ocorreria com a obediência àquela ordem dada.

Após Naamã presenciar todos esses fatos, não havia como não reconhecer que o Deus de Eliseu era diferente dos deuses siros, aos quais ele cultuava. E assim, ele se rende ao Senhor. Deus não muda.  Quando temos a oportunidade de conhecê-lo e experimentar o seu poder em nós, percebemos que Ele é singular. E assim passamos a servi-lo não apenas pelo que Ele faz por nós, mas por quem Ele é.

sábado, 31 de julho de 2021

Não despreze aquilo que você tem

"Eliseu perguntou à mulher: — O que posso fazer por você? Diga-me o que é que você tem em casa. Ela respondeu: — Esta sua serva não tem nada em casa, a não ser um jarro de azeite." 2 Reis 4:2


Em uma das histórias do profeta Eliseu, chega à sua presença uma viúva. Essa mulher, que era esposa de um discípulo dos profetas e que temia a Deus, estava em uma situação bastante difícil. Após a morte do seu marido, por não ter fonte de renda, acabou contraindo dívidas, o que fez com que os credores dessas dívidas viessem até ela para levar seus filhos como escravos, por não ter ela com o que pagar o montante devedor.

Essa viúva, se sentindo encurralada pela situação, recorre ao profeta Eliseu. Ao lhe explicar sua situação, o profeta lhe questiona sobre o que ela tinha em casa. A viúva responde a Eliseu que não tinha nada, apenas uma botija de azeite. Ungido pelo Espírito, Eliseu ordena que ela buscasse entre seus vizinhos muitas vasilhas que estivessem vazias.

Ao trazer as vasilhas, Eliseu ordenou que ela fosse enchendo aquelas vasilhas com o azeite que havia na botija. A viúva fez tudo conforme Eliseu lhe ordenou. Ela creu que aquele milagre seria possível, e assim aconteceu. Aquele pouco azeite que havia na botija foi se multiplicando de forma que ela conseguiu encher todas as vasilhas que ela havia buscado.

A quantidade de azeite era tão grande que ela conseguiu vender o azeite, pagar a sua dívida e ainda sobreviver com o restante que sobrou.

A princípio, aquela viúva não deu muita importância ao azeite que tinha, pois ao ser questionada sobre o que tinha em casa, ela disse não ter nada, apenas o azeite. Mas aquele azeite, que aos olhos dela era tão pouco e inservível, foi o instrumento usado por Eliseu para ajudar ela a resolver seus problemas.

Muitas vezes estamos diante de situações desafiadoras, onde olhamos para os problemas e não vemos solução. Mas em muitos casos estamos negligenciando ferramentas que o Senhor coloca à nossa disposição para enfrentarmos e vencermos as dificuldades. Não podemos desprezar nada, pois qualquer coisa pode ser usada por Deus para nos ajudar. Apenas temos que abrir os nossos olhos para enxergarmos as botijas de azeite que temos em nossa casa. Muitas vezes Deus coloca diante dos nossos olhos a solução, só precisamos enxergar. Que o Senhor nos dê essa visão, como Eliseu, que enxergou em uma simples botija de azeite uma ferramenta que poderia ser usada por Deus para intervir naquela situação, e assim poderemos enxergar também o auxílio do Senhor por nós, que está sempre presente quando mais precisamos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

As águas impróprias de Jericó: o problema estava na fonte

 Texto-base: 2 Reis 2:19-22


O texto lido relata uma situação ocorrida nos tempos do profeta Eliseu. Alguns moradores da cidade de Jericó relataram ao profeta que, apesar da cidade ser bem situada, a terra do lugar era improdutiva porque as águas eram impróprias.

Eliseu então pede que se coloque sal em um prato novo. Então o profeta vai até o manancial de onde procediam as águas e coloca o sal nelas. A partir de então, as águas passam a ser saudáveis, deixando de provocar morte e esterilidade.

As atitudes de Eliseu acerca dessa situação nos chamam a atenção. Em um prato novo, indicando novidade, ele pede para que se coloquem sal, que representava naquele tempo a fertilidade. Por fim, Eliseu foi até a fonte da cidade, de onde provinham as demais águas e colocou sal. A partir da fonte sarada, as águas não geraram mais morte nem esterilidade. 

O cerne daquele problema não era a cidade e nem a terra, mas as águas do lugar. Tanto a cidade quanto a terra tinham condições favoráveis, todavia, a origem das águas estava contaminada.

Muitas pessoas enfrentam situações semelhantes às águas estéreis de Jericó. Possuem condições favoráveis, externamente possuem todas as condições de terem sucesso, mas por anos continuam improdutivas.

E quando vamos analisar, percebemos situações em suas origens que precisam ser tratadas para que possam viver o melhor de Deus. Mas para isso, o prato precisa ser novo, isto é, é preciso eliminar os velhos hábitos e ter uma mentalidade nova.

Ainda, Deus utiliza instrumentos durante esse processo. No caso de Jericó foi o sal, mas cada situação pode ser diferente. Os instrumentos podem ser diversos, como a medicina, a psicologia, o acompanhamento de uma pessoa (ou grupo) de oração ou um conselheiro sábio. O importante é que ao entregarmos a Deus os nossos desafios, Ele se encarrega de nos direcionar para a solução.

Por fim, Eliseu foi até a origem das águas. E então elas ficaram saudáveis. Muitos problemas em nossa vida poderiam ser resolvidos se os tratássemos em sua origem. O problema é que muitas vezes queremos remediar a dor, sem tratar a sua causa. O mesmo Deus que operou nas águas de Jericó fazendo elas se tornarem férteis pode operar também em nosso favor, eliminando de nós aquilo que nos impede de viver a vida abundante que Deus tem para nós. Apesar de muitas vezes a iniciativa ter que ser nossa, a honra da nossa vitória é Dele! Tudo é para Ele!

domingo, 27 de dezembro de 2020

A obediência da sunamita e o cuidado de Deus na sua vida

 Texto-base: 2 Reis 8:1-6


Nos tempos de Eliseu havia uma mulher que habitava na cidade de Suném. Ela e sua família se tornaram amigos de Eliseu. Abrigaram o profeta em sua casa e estavam sempre em contato com ele. Mas a maior relação daquela mulher era com o Deus de Eliseu. Ela servia a Deus e cria Nele. Aquela sunamita (assim era denominada por habitar em Suném) tinha experiência com Deus. O maior testemunho de fé da sua vida foi o filho que Deus lhe deu por duas vezes: a primeira quando ele nasceu, haja vista ela ser estéril, e a segunda quando ele ressuscitou, após ter sentido uma forte dor na cabeça e morrido (2 Reis 4:8-37).

Agora, já com seu filho crescido, aquela mulher enfrenta outra situação difícil: sete anos de fome estavam chegando sobre o território de Israel. Mas Deus revela esse fato a Eliseu que avisa a sunamita para que ela pudesse ir morar em outro lugar até que a fome acabasse.

Passados os sete anos a mulher volta e acha sua terra ocupada, provavelmente pela família real que se apoderava de terras abandonadas.

Ela então, sempre decidida, vai até o rei lhe rogar pela devolução das suas terras. Ao chegar lá, ela encontra o rei e Geazi servo de Eliseu, contando exatamente acerca da história da ressurreição do seu filho. Quando o rei fica sabendo que aquela era a mulher da qual estavam falando, ele ordena que fossem devolvidas àquela mulher as terras tomadas, e não apenas as terras, mas toda a produção gerada por aquele campo desde a sua partida até aquele momento.

A história dessa mulher retrata o cuidado de Deus com aqueles que são fiéis a Ele. Quando a sunamita saiu com a sua família do território de Israel ela não estava obedecendo a Eliseu, mas seguindo uma direção de Deus para a vida dela. E a partir da sua obediência, Deus cuidou dela em todos os momentos. Quando ela voltou para Israel, Deus não a desamparou, pelo contrário restituiu a ela tudo o que era dela, com acréscimos.

Essa é a recompensa de uma vida consagrada a Deus. Relacionamento com Ele e obediência às suas ordens resultam no cuidado de Deus para conosco, em todo tempo.