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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Humildade, perseverança e obediência: a história de Naamã

 Texto de referência: 2 Reis 5:1-19


Naamã era o segundo homem mais importante da Síria. Por ser o comandante do exército, tinha contato direto com o rei e uma excelente posição social perante a nação. Porém o fato de ser leproso era algo que amargava a vida daquele homem.

Certo dia, uma jovem israelita que servia na casa de Naamã revelou que em Israel havia um profeta, que poderia dar fim àquele problema. Entusiasmado, Naamã vai até Israel com a sua comitiva até a casa de Eliseu, o profeta mencionado pela jovem. Entretanto, Eliseu não se impressiona com o poder social de Naamã e não o recebe pessoalmente, mas apenas lhe dá o recado para se lavar sete vezes no rio Jordão. 

Naamã resolve ir embora, indignado com a desconsideração de Eliseu à sua pessoa, mas após conselho dos seus servos, resolve seguir o conselho de Eliseu. Ao mergulhar no rio, ele fica limpo da sua lepra.

Ao ver a sua pele tão lisa como a de uma criança, Naamã se rende ao Senhor e reconhece que Ele é o único Deus. Um homem estrangeiro, acostumado a servir deuses estranhos, agora reconhece o poder do verdadeiro Deus.

Ao experimentar o milagre de Deus em sua vida, Naamã compreendeu algumas coisas sobre o Senhor:

A primeira coisa é que Deus não atende a orgulhosos. Naamã chegou até Israel achando que iria ser curado devido à sua posição social, mas Ele se deparou com um profeta que nem mesmo o recebeu pessoalmente e lhe deu a ordem de se lavar em um rio considerado humilhante por ele. Deus não queria menosprezar Naamã, mas fazê-lo entender que para Deus não há acepção de pessoas. O rico e o pobre são os mesmos diante Dele e Ele não se vende ou se submete a quem quer que seja.

Ao ordenar que ele se lavasse sete vezes no rio Jordão, o Senhor queria mostrar a Naamã que os caminhos de Deus exigem perseverança da nossa parte. Ele poderia se lavar apenas uma vez e ficar curado, mas a ordem era mergulhar por sete vezes. Grandes vitórias são precedidas de grandes batalhas, que exigem de nós atitudes de fé e de perseverança para alcançarmos o propósito para o qual Ele nos chamou.

Por fim, os caminhos de Deus exigem de nós obediência total. Naamã se questionou sobre o porquê ele não poderia se lavar em outro rio que não fosse o Jordão, mas o que o Senhor queria mostrar àquele comandante era que, assim como ele na sua posição oficial exigia obediência total dos seus subordinados, Deus exige de nós obediência total ao que Ele nos diz. Poderia ser qualquer rio ou até mesmo não ter rio, mas a ordem de Deus específica para ele era se lavar no rio Jordão e o milagre só ocorreria com a obediência àquela ordem dada.

Após Naamã presenciar todos esses fatos, não havia como não reconhecer que o Deus de Eliseu era diferente dos deuses siros, aos quais ele cultuava. E assim, ele se rende ao Senhor. Deus não muda.  Quando temos a oportunidade de conhecê-lo e experimentar o seu poder em nós, percebemos que Ele é singular. E assim passamos a servi-lo não apenas pelo que Ele faz por nós, mas por quem Ele é.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Andar sem domínio próprio é viver desprotegido

Texto-base: Provérbios 25:28 "Como a cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio."


O domínio próprio é citado algumas vezes na Bíblia. Em uma dessas passagens, é colocado como um fruto do Espírito, qualidades que só tem aqueles que andam com o Espírito Santo ao seu lado (Gálatas 5:22-23).

O livro de Provérbios também cita o domínio próprio, dessa vez fazendo analogias com aquele que não tem essa atribuição. Para o autor, aquele que não tem domínio próprio é semelhante a uma cidade derrubada, sem muros. Nos tempos bíblicos, era comum as cidades terem muros ao redor, os quais tinham a função de proteção. Quanto mais alto e resistente o muro, mais protegida estava a cidade.

Assim como os muros de uma cidade revelam proteção à ela, o domínio próprio é instrumento de proteção àquele que o cultiva. Ele não é uma característica eterna, mas deve ser cultivado diariamente, afinal somos frequentemente tentados a servir os prazeres do mundo.

Precisamos desse atributo em diversas situações.

Precisamos de domínio próprio nas nossas relações: em momentos onde somos afrontados por outras pessoas, precisamos saber controlar nossas palavras e emoções, a fim de não revidarmos com a mesma afronta recebida.

Precisamos de domínio próprio no nosso corpo. Como templo do Espírito, o nosso corpo é santo e por isso as nossas paixões carnais não podem nos dominar.

Precisamos de domínio próprio na nossa língua, que não pode ser instrumento para ferir, caluniar ou maldizer o nosso próximo. Saber usar a língua de forma sábia é um dos conselhos mais vistos no livro de Provérbios, tamanha a importância dessa atitude.

E por tudo o que foi dito o domínio próprio é um fator de proteção. Quem o tem não se deixa ser levado pela ira, pelas paixões ou por um falar descontrolado. Cultivar o domínio próprio é proteger suas emoções, suas atitudes, sua língua. É não se expor demais, para depois se curvar ao remorso de agir baseando-se apenas na emoção.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Os mansos herdarão a terra

Mateus 5:5 "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;"

Nem todas as pessoas consideram a mansidão como uma qualidade. Para alguns, a pessoa mansa é fraca, pois não defende os seus direitos ao aceitar ser humilhada pelos outros sem revidar. Todavia, a Bíblia nos diz que os mansos herdarão a terra. Entendemos então que para Deus, ser manso é uma qualidade divina. Mas porque será que os mansos receberão tão grande recompensa? 

Vamos entender primeiro o que é ser manso. No dicionário, o significado de manso é: adj. Brando de gênio, pacífico de índole. Tranquilo, plácido, sossegado. 

Assim, entendemos a pessoa mansa como alguém que não se irrita, não se impacienta e busca a paz em seus relacionamentos. Mas será que neste mundo onde o respeito anda tão precário é fácil não se irritar, não se impacientar? Diante disso podemos compreender a grande dádiva do manso. Ele é capaz de agir calmamente mesmo nas situações em que a maioria iria, como se diz na linguagem popular, “chutar o pau da barraca”.

O próprio Jesus se autodeclarou manso quando disse ser manso e humilde coração (Mt 11:29). Em I Pedro 3:11 diz que devemos buscar a paz e nos empenharmos por alcançá-la. Empenhar significa nos esforçar para conseguirmos algo, assim, o próprio Deus nos diz que não é fácil alcançar a paz, mas que isso não pode ser desculpa para não buscá-la.  Ainda em I Pedro 3:4 o Senhor nos diz que um espírito manso e tranquilo é de grande valor diante de Deus. 

E por isso, o Senhor concede essa promessa de herança para os que são mansos, pois a tarefa não é fácil. Mas, e para aqueles que não são mansos? Que por qualquer coisa se irritam, ficam impacientes e brigam? O Salmos 37:8 diz: "Deixa a ira, abandona o furor, não te impacientes, certamente isso acabará mal". Assim, quando nos deixamos levar pela impaciência, o resultado não é bom. No momento de ira, falamos coisas que depois podemos nos arrepender, machucamos, destruímos amizades e deixamos principalmente de sermos boas testemunhas do Evangelho.

Jonh Stott disse: “Em vez de os mansos herdarem a terra, poderia se esperar o contrário. Seria de se pensar que os mansos não conseguiriam nada porque todos os ignoram ou então passam por cima deles e os maltratam. Não é o valentão, o dominador que vence na sua luta pela existência? (...) Mas a condição sob a qual assumimos nossa herança espiritual em Cristo não é o poderio, e sim mansidão, pois tudo é nosso se nós somos de Cristo (I Co 3:22).”

Assim, não podemos desdenhar a mansidão acreditando que ela é um ponto fraco das pessoas, pois a ordem do Senhor é para sermos mansos, e aqueles que obedecem a essa ordem terão a terra como sua herança, além de uma paz abundante. "Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz." Salmos 37: 11