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sexta-feira, 10 de junho de 2022

Os três erros de Sansão

 Textos de referência: Juízes 13 - 16


Ler a história de Sansão descrita entre os capítulos 13 a 16 de Juízes não é fácil. Isso porque se para as crianças Sansão é o homem fortão que destruía tudo, para os adultos que conhecem o outro lado da história, Sansão é um homem que falhou em muitos aspectos. Nesse texto eu quero abordar três erros de Sansão que o levaram à ruína.

O primeiro aspecto é a infantilidade. Percebemos ao ler o texto que Sansão se comportava como um garoto mimado que se enfurecia quando não tinha as coisas do seu jeito. Quando ele diz aos seus pais que somente aquela mulher filisteia servia para ele, percebemos o seu grau de imaturidade, que o levou a tomar muitas decisões erradas.

Outro aspecto foi a ira. Em três passagens é relatado que Sansão se irou, as quais foram quando a sua primeira mulher lhe pediu para revelar um enigma, quando ele soube que sua mulher havia sido dada a outro homem e quando Dalila lhe pediu para revelar o segredo de sua força. Este último ato de ira, especificamente, custou muito caro a Sansão.

Por fim, a ausência de domínio próprio levou Sansão a cometer graves erros. Sansão carecia de autocontrole em sua vida sexual, em seu temperamento explosivo e na sua vontade de querer as coisas sempre do seu jeito. Ele não se dominava e a Bíblia diz que o homem sem domínio próprio está completamente desprotegido (Provérbios 25:28).

E de fato, Sansão com as suas escolhas erradas acabou ficando desprotegido, pois o Espírito do Senhor se retirou dele. Apesar de ser uma história triste em alguns aspectos, Sansão tem muito a nos ensinar. Se buscarmos aprender com ele e lutarmos contra estas três falhas que Sansão cometeu, certamente teremos um futuro muito melhor do que o dele, pois ao cultivarmos a maturidade, a mansidão e o domínio próprio, estamos cultivando o Espírito, que certamente não se afastará de nós.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Andar sem domínio próprio é viver desprotegido

Texto-base: Provérbios 25:28 "Como a cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio."


O domínio próprio é citado algumas vezes na Bíblia. Em uma dessas passagens, é colocado como um fruto do Espírito, qualidades que só tem aqueles que andam com o Espírito Santo ao seu lado (Gálatas 5:22-23).

O livro de Provérbios também cita o domínio próprio, dessa vez fazendo analogias com aquele que não tem essa atribuição. Para o autor, aquele que não tem domínio próprio é semelhante a uma cidade derrubada, sem muros. Nos tempos bíblicos, era comum as cidades terem muros ao redor, os quais tinham a função de proteção. Quanto mais alto e resistente o muro, mais protegida estava a cidade.

Assim como os muros de uma cidade revelam proteção à ela, o domínio próprio é instrumento de proteção àquele que o cultiva. Ele não é uma característica eterna, mas deve ser cultivado diariamente, afinal somos frequentemente tentados a servir os prazeres do mundo.

Precisamos desse atributo em diversas situações.

Precisamos de domínio próprio nas nossas relações: em momentos onde somos afrontados por outras pessoas, precisamos saber controlar nossas palavras e emoções, a fim de não revidarmos com a mesma afronta recebida.

Precisamos de domínio próprio no nosso corpo. Como templo do Espírito, o nosso corpo é santo e por isso as nossas paixões carnais não podem nos dominar.

Precisamos de domínio próprio na nossa língua, que não pode ser instrumento para ferir, caluniar ou maldizer o nosso próximo. Saber usar a língua de forma sábia é um dos conselhos mais vistos no livro de Provérbios, tamanha a importância dessa atitude.

E por tudo o que foi dito o domínio próprio é um fator de proteção. Quem o tem não se deixa ser levado pela ira, pelas paixões ou por um falar descontrolado. Cultivar o domínio próprio é proteger suas emoções, suas atitudes, sua língua. É não se expor demais, para depois se curvar ao remorso de agir baseando-se apenas na emoção.