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quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Arrogância x humildade: a história de Sebna e Eliaquim

 Texto para consulta: Isaías 22:15-25


O livro do profeta Isaías é composto de muitas profecias contra diversas nações. Em meio a essas profecias, Isaías pausa para falar acerca de dois personagens, denominados Sebna e Eliaquim.

Sebna era um administrador, um mordomo da côrte real. Mas aquele homem não estava se portanto prudentemente, pois o seu coração estava tomado pelo orgulho e altivez. Isso é confirmado quando o profeta diz que ele havia aberto uma sepultura em um lugar alto, provavelmente porque se achava importante demais. O Senhor então diz a Sebna que o removeria da sua posição, pois ele envergonhava a casa do rei.

Em outra posição estava Eliaquim, filho de Hilquias, um homem que foi servo de confiança do rei Josias. Não se sabe a profissão de Eliaquim, mas sabe-se que ele era fiel ao Senhor, pois foi chamado por Ele de "meu servo". A Eliaquim, Deus disse que daria o posto de Sebna. Eliaquim teria poder e influência em todo o reino de Judá e também para a sua família, na qual ele deixaria um legado.

Esses dois homens representam dois contrastes: a soberba e a humildade. Sebna é a representação da soberba, da arrogância, daquele que ao receber o poder começa a se achar superior aos demais. A indivíduos como Sebna, o seu fim é serem arrancados dos seus postos e serem envergonhados.

Eliaquim é o exemplo da humildade, do homem que é servo de Deus. Ser servo de Deus é reconhecê-Lo como Senhor de sua vida. Quem reconhece o senhorio de Deus não se porta com soberba, pois reconhece Aquele que tem verdadeiramente o poder. Para esses, Deus prepara uma vida de honra. Enquanto os soberbos caem, os servos de Deus crescem. Não apenas crescem, eles se estabelecem e deixam um legado para as próximas gerações.

Que o Senhor encontre em nós as atitudes de Eliaquim, pois o destino dos que agem como Sebna certamente não é bom.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Qualidades do cristão de caráter: disciplina

 Texto-base: Gálatas 5:16-26

A palavra disciplina no dicionário significa: "Instrução e educação. Relações de submissão, de quem é ensinado para com aquele que ensina. Observância de preceitos ou ordens." 

Ter disciplina é ser submisso a algo. Também podemos pensar a disciplina como uma recompensa adiada de algo que poderia chegar rápido, mas que com obediência às regras adiamos o agora, para recebê-lo depois. Por exemplo, eu poderia comer, comer e comer todos os dias tudo o que me desse vontade. Mas, se eu agisse dessa maneira, certamente teria problemas futuros com obesidade, colesterol ou outros problemas decorrentes dessa atitude. Do contrário, se eu ajo com disciplina na minha alimentação, me mantendo no peso ideal, comendo coisas saudáveis na hora certa, deixarei de satisfazer uma vontade minha no presente, mas no futuro terei consequências sadias dessa minha ação hoje.

No texto-base apresentado, Paulo fala de algumas atitudes que ele chama de "Obras da carne", dizendo que não devemos satisfazê-las. Por outro lado, fala sobre o fruto do Espírito citando diversas atitudes que devem ser seguidas. Quando ele compara as obras da carne com as do espírito, diz que estas e aquelas vivem em constante conflito, pois são opostas entre si.

Mas, o que obras da carne tem a ver com disciplina? Repare que todas as obras da carne são atitudes que agimos quando estamos indisciplinados, ou seja, quando queremos satisfazer o momento, sem pensarmos nas consequências futuras que isso nos trará. Por exemplo a glutonaria (comer em excesso) que já citamos no parágrafo anterior. Outro exemplo é a lascívia, prostituição. Se satisfazemos o nosso desejo sexual de qualquer maneira, com qualquer pessoa, ficamos momentaneamente satisfeitos, mas em seguida vem o vazio que a promiscuidade causa. O mesmo ocorre com as atitudes de iras e discórdias. 

No momento da discussão, parece que estamos desabafando o que nos atormenta, mas depois que tudo passa, vemos que falamos coisas que não deveríamos, isso quando não acontece discussões que geram até agressões físicas e mortes. Quando deixamos de discutir com alguém, pode até ser que no momento venhamos a nos sentir aprisionados em nossos sentimentos, mas depois que falamos para Deus o que nos atormenta, ele nos alivia e percebemos que a nossa atitude em não discutir foi a mais nobre possível.

Os frutos do espírito geram disciplina, uma recompensa adiada, pois na maioria das vezes a nossa boa atitude não terá efeitos momentâneos, seu efeito será depois de algum tempo. E a  recompensa pode até não vir nessa terra, mas sem dúvida, é um tesouro a mais que estamos guardando para a nossa vida eterna.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Os mansos herdarão a terra

Mateus 5:5 "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;"

Nem todas as pessoas consideram a mansidão como uma qualidade. Para alguns, a pessoa mansa é fraca, pois não defende os seus direitos ao aceitar ser humilhada pelos outros sem revidar. Todavia, a Bíblia nos diz que os mansos herdarão a terra. Entendemos então que para Deus, ser manso é uma qualidade divina. Mas porque será que os mansos receberão tão grande recompensa? 

Vamos entender primeiro o que é ser manso. No dicionário, o significado de manso é: adj. Brando de gênio, pacífico de índole. Tranquilo, plácido, sossegado. 

Assim, entendemos a pessoa mansa como alguém que não se irrita, não se impacienta e busca a paz em seus relacionamentos. Mas será que neste mundo onde o respeito anda tão precário é fácil não se irritar, não se impacientar? Diante disso podemos compreender a grande dádiva do manso. Ele é capaz de agir calmamente mesmo nas situações em que a maioria iria, como se diz na linguagem popular, “chutar o pau da barraca”.

O próprio Jesus se autodeclarou manso quando disse ser manso e humilde coração (Mt 11:29). Em I Pedro 3:11 diz que devemos buscar a paz e nos empenharmos por alcançá-la. Empenhar significa nos esforçar para conseguirmos algo, assim, o próprio Deus nos diz que não é fácil alcançar a paz, mas que isso não pode ser desculpa para não buscá-la.  Ainda em I Pedro 3:4 o Senhor nos diz que um espírito manso e tranquilo é de grande valor diante de Deus. 

E por isso, o Senhor concede essa promessa de herança para os que são mansos, pois a tarefa não é fácil. Mas, e para aqueles que não são mansos? Que por qualquer coisa se irritam, ficam impacientes e brigam? O Salmos 37:8 diz: "Deixa a ira, abandona o furor, não te impacientes, certamente isso acabará mal". Assim, quando nos deixamos levar pela impaciência, o resultado não é bom. No momento de ira, falamos coisas que depois podemos nos arrepender, machucamos, destruímos amizades e deixamos principalmente de sermos boas testemunhas do Evangelho.

Jonh Stott disse: “Em vez de os mansos herdarem a terra, poderia se esperar o contrário. Seria de se pensar que os mansos não conseguiriam nada porque todos os ignoram ou então passam por cima deles e os maltratam. Não é o valentão, o dominador que vence na sua luta pela existência? (...) Mas a condição sob a qual assumimos nossa herança espiritual em Cristo não é o poderio, e sim mansidão, pois tudo é nosso se nós somos de Cristo (I Co 3:22).”

Assim, não podemos desdenhar a mansidão acreditando que ela é um ponto fraco das pessoas, pois a ordem do Senhor é para sermos mansos, e aqueles que obedecem a essa ordem terão a terra como sua herança, além de uma paz abundante. "Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz." Salmos 37: 11