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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Quando o sofrimento é para manifestar as obras de Deus

"Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus." João 9:1‭-‬3


Quando as pessoas enfrentam problemas, temos a mania de procurarmos o motivo que originou os problemas. Como somos inclinados a julgar as pessoas, em grande parte das vezes procuramos algum pecado para justificar o sofrimento.

Mas por meio de um milagre operado, Jesus nos ensina que nem sempre o sofrimento advém do pecado ou de escolhas erradas. Muitas vezes, ele acontece para se manifestarem as obras de Deus.

Um cego de nascença estava em certo lugar, provavelmente pedindo esmolas, como ele fazia diariamente, quando Jesus e seus discípulos o viram. Os amigos de Jesus logo lhe questionaram qual pecado ele ou seus pais haviam cometido para ele nascer assim. Jesus então responde que a sua cegueira não estava relacionada ao pecado, mas era uma oportunidade para Deus manifestar as obras d'Ele.

Não é relatado que o cego tenha pedido a Jesus a cura, mas Ele toma a iniciativa de cuspir na terra, fazer uma pequena lama, passar nos olhos do cego e mandá-lo se lavar no tanque de Siloé. Após o cego lavar seus olhos, ele passou a enxergar, para surpresa de todos.

Muitas lições podem ser extraídas desse episódio, mas eu gostaria de ressaltar o fato de Jesus ter dito que aquela enfermidade não era em decorrência do pecado, mas para manifestação das obras de Deus. Quando a história daquele homem foi escrita, o Senhor já sabia que ele ficaria cego, mas que seria curado.

Muitas vidas provavelmente se renderam ao Senhor através do testemunho daquele homem. Da mesma forma, as nossas aflições não vêm para nossa vergonha, mas para nos fazer buscar a bênção, até que, quando a encontrarmos, sejamos testemunho às demais pessoas que passam pelos mesmos problemas.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Recupere a sua força!

 Texto de referência: Lucas 6:6-10


Dentre os milagres de Jesus, havia um que se referia a um homem que estava na sinagoga, e que tinha a sua mão direita ressequida. Apenas o evangelho de Lucas detalha qual das mãos se encontrava naquele estado. Ao vê-lo, Jesus o chamou para o meio do local, mandou que ele estendesse a sua mão e a curou.

Esse milagre ocorreu em um dia de sábado, o que gerou a fúria dos religiosos que estavam presentes no local. Mas esse é um assunto para outra discussão. O que eu gostaria de frisar neste texto é acerca do milagre da cura. 

Se formos pensar em um membro que nos remete à ação, um dos principais que vêm a nossa mente é a nossa mão. As nossas mãos, especialmente a nossa direita, representam a nossa força. Quando a mão direita do homem se ressecou, isso implica dizer que ele perdeu a sua força.

Quando Jesus o chama para o meio, ele chama aquele homem à vida novamente, pois aquela doença o havia tirado do seu convívio social, aquele homem sem vigor era também invisível para as demais pessoas, mas não para Jesus que naquele dia lhe viu, e lhe trouxe a cura.

Ao ser restaurada a mão do homem, ele recuperou a sua força, o seu vigor. Assim como Jesus fez nesse episódio, Ele quer fazer conosco, nos libertando daquilo que rouba a nossa força e nos faz sentir fracos e impotentes. O homem da mão ressequida recuperou a sua força, nós também podemos ter as nossas forças restauradas novamente, se crermos de todo o nosso coração.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Jesus quer, e você?

 Texto de referência: Mateus 8:1-4


A Bíblia nos relata várias histórias de curas de pessoas leprosas, mas uma delas sempre me chamou a atenção. 

Um leproso aproximou-se de Jesus, adorou-o e lhe disse: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me." Jesus imediatamente estendeu a mão até ele e lhe disse que queria. Ordenou que ele ficasse limpo e imediatamente ele ficou curado da lepra.

Por muito tempo eu questionei o que ele queria dizer quando falou a Jesus que se Ele quisesse, poderia purificá-lo. E também porque Jesus lhe respondeu que queria. Para mim, essas palavras seriam óbvias demais para estarem na Bíblia, mas no fundo eu sabia que havia algum significado por detrás delas.

Através da graciosa revelação do Espírito, eu pude entender que, quando o leproso disse a Jesus aquelas palavras: "Se tu quiseres", é como se ele estivesse dizendo: "Senhor, da minha parte eu tenho fé e quero ser limpo, agora falta somente o Teu agir".

A cura divina não é um milagre de mão única. Ela depende de duas partes para se concretizar. A primeira parte é nossa, e se refere a ouvir a Palavra, ativar a nossa fé em Jesus e crer na cura. A outra parte é a de Jesus, que está sempre pronto a nos ajudar, esperando apenas que a gente esteja na posição do milagre.

Voltando à história do leproso, aquele homem procurou Jesus após Ele descer do monte onde havia acabado de revelar diversos ensinamentos. Aquele homem provavelmente estava lá e O ouviu, sendo assim a sua fé já havia sido ativada. Ele cria que havia poder em Jesus para curá-lo e provou isso ao adorar Jesus. Dessa forma, Ele já estava na posição do milagre, isto é, pronto para recebê-lo.

Se a parte dele estava pronta, faltava a parte de Jesus, que como dito, está sempre pronto. Por isso, quando ele diz: "Se tu quiseres," ele demonstra a Jesus que a parte dele estava feita. E por isso Jesus confirma que também queria, e imediatamente lhe cura.

Muitas vezes temos colocado muitos empecilhos aos milagres de Jesus em nossas vidas, mas se nós crêssemos que dá parte d'Ele está tudo pronto, as coisas fluiriam melhor. Não é o poder de Deus que precisa ser ativado, pois ele já está. O que precisa ser ativada é a nossa . E se nós estivermos prontos, ouviremos Jesus nos dizer: "Se você quer, eu também quero. Receba o seu milagre!"


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

O verdadeiro propósito dos milagres: a cura da sogra de Pedro

Texto de referência: Mateus 8:14-15


Todos os milagres de Jesus nos ensinam verdades, e o principal propósito de todos eles é ativar a nossa fé em Deus. Mas existem ensinamentos particulares em cada episódio de milagre. E na cura da sogra de Pedro podemos aprender alguns ensinamentos preciosos.

Para Deus não importa o tamanho do problema, Ele resolve a todos. Jesus efetuou diversas curas em Sua passagem à Terra, desde cura de doenças impossíveis de solução humana, como cegueira e paralisia, até a cura de uma simples febre, como foi o caso da sogra de Pedro. Se precisamos de um agir de Deus, seja para coisas grandes ou pequenas, podemos crer que Ele pode e quer nos curar.

Mas o que mais me chama a atenção nesse milagre é que após a cura, a sogra de Pedro tomou duas atitudes importantes, ela se levantou e passou a servir a Jesus.

Após a cura, ela não permaneceu no estado de prostração, mas ela se levantou. Há muitas pessoas que, mesmo recebendo o milagre, não conseguem sair da frustração constante em que vivem. O milagre vem para nos levantar e nos fazer viver o melhor de Deus para nós.

Após se levantar, ela passou a servir a Jesus. Este também é um propósito de todo milagre, nos trazer para mais perto de Deus. Acontece que muitas pessoas têm seguido o caminho inverso, ao invés de se aproximarem de Deus após receber a bênção, elas se afastam de Deus.

A sogra de Pedro entendeu o propósito do milagre que ela recebeu. Será que temos entendido também o propósito dos milagres que Deus tem operado em nossas vidas?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Por que Deus se compara na Bíblia como um cipreste?

 Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde, de mim procede o seu fruto. Oséias 14:8


O povo de Israel estava vivendo em grandes pecados e por isso Deus enviou seus profetas a fim de tentarem abrir as suas mentes. Um desses profetas foi Oséias, que denunciou os pecados de Israel e lhes enviou muitas mensagens de arrependimento.

Por mais que Deus enviasse palavras de juízo vindouro contra aquele povo, Ele sempre trazia uma palavra de esperança. E em uma dessas palavras de esperança, Deus disse que cuidaria deles e que seria para eles como um cipreste verde.

Quando vamos pesquisar no mundo botânico sobre o cipreste, encontramos que ela é uma árvore muito grande, chegando a 25 metros de altura, que tem longa duração, sendo que algumas existem há milhares de anos e está sempre verde. E a partir dessa ideia inicial podemos entender porque o Senhor se compara a um cipreste. A força dessa árvore, a resistência e a capacidade de estar sempre verde nos faz lembrar como o Senhor é, forte, poderoso e imbatível.

Mas são pelas suas propriedades medicinais que o cipreste mais se destaca. Essa árvore tem um poder medicinal incrível, e atua desde o sistema cardíaco, respiratório, digestivo, reprodutor, até alívio de problemas da mente. A lista de enfermidades das quais o cipreste tem poder de cura é muito extensa, sendo que ele pode ser usado como óleo ou como chá.

O pecado nas nossas vidas age como uma enfermidade, que se não tratada vai nos corroendo. O povo de Israel estava doente, mas Deus se colocou como um cipreste, que poderia curar aquele povo de todos os seus males. Ele é poderoso para nos curar das feridas que o pecado traz. Ele não mudou e continua a ser para nós uma fonte de cura, física e espiritual.


Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; (Isaías 53:4)


É o Senhor quem sara todas as tuas enfermidades (Salmos 103:3).

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Humildade, perseverança e obediência: a história de Naamã

 Texto de referência: 2 Reis 5:1-19


Naamã era o segundo homem mais importante da Síria. Por ser o comandante do exército, tinha contato direto com o rei e uma excelente posição social perante a nação. Porém o fato de ser leproso era algo que amargava a vida daquele homem.

Certo dia, uma jovem israelita que servia na casa de Naamã revelou que em Israel havia um profeta, que poderia dar fim àquele problema. Entusiasmado, Naamã vai até Israel com a sua comitiva até a casa de Eliseu, o profeta mencionado pela jovem. Entretanto, Eliseu não se impressiona com o poder social de Naamã e não o recebe pessoalmente, mas apenas lhe dá o recado para se lavar sete vezes no rio Jordão. 

Naamã resolve ir embora, indignado com a desconsideração de Eliseu à sua pessoa, mas após conselho dos seus servos, resolve seguir o conselho de Eliseu. Ao mergulhar no rio, ele fica limpo da sua lepra.

Ao ver a sua pele tão lisa como a de uma criança, Naamã se rende ao Senhor e reconhece que Ele é o único Deus. Um homem estrangeiro, acostumado a servir deuses estranhos, agora reconhece o poder do verdadeiro Deus.

Ao experimentar o milagre de Deus em sua vida, Naamã compreendeu algumas coisas sobre o Senhor:

A primeira coisa é que Deus não atende a orgulhosos. Naamã chegou até Israel achando que iria ser curado devido à sua posição social, mas Ele se deparou com um profeta que nem mesmo o recebeu pessoalmente e lhe deu a ordem de se lavar em um rio considerado humilhante por ele. Deus não queria menosprezar Naamã, mas fazê-lo entender que para Deus não há acepção de pessoas. O rico e o pobre são os mesmos diante Dele e Ele não se vende ou se submete a quem quer que seja.

Ao ordenar que ele se lavasse sete vezes no rio Jordão, o Senhor queria mostrar a Naamã que os caminhos de Deus exigem perseverança da nossa parte. Ele poderia se lavar apenas uma vez e ficar curado, mas a ordem era mergulhar por sete vezes. Grandes vitórias são precedidas de grandes batalhas, que exigem de nós atitudes de fé e de perseverança para alcançarmos o propósito para o qual Ele nos chamou.

Por fim, os caminhos de Deus exigem de nós obediência total. Naamã se questionou sobre o porquê ele não poderia se lavar em outro rio que não fosse o Jordão, mas o que o Senhor queria mostrar àquele comandante era que, assim como ele na sua posição oficial exigia obediência total dos seus subordinados, Deus exige de nós obediência total ao que Ele nos diz. Poderia ser qualquer rio ou até mesmo não ter rio, mas a ordem de Deus específica para ele era se lavar no rio Jordão e o milagre só ocorreria com a obediência àquela ordem dada.

Após Naamã presenciar todos esses fatos, não havia como não reconhecer que o Deus de Eliseu era diferente dos deuses siros, aos quais ele cultuava. E assim, ele se rende ao Senhor. Deus não muda.  Quando temos a oportunidade de conhecê-lo e experimentar o seu poder em nós, percebemos que Ele é singular. E assim passamos a servi-lo não apenas pelo que Ele faz por nós, mas por quem Ele é.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

O cego de nascença: a verdadeira cegueira está dentro

Texto-base: João 9


Esse milagre é relatado apenas por João. Um homem cego de nascença, mendigo, está próximo a Jesus. O texto não relata se ele pede a cura ou se Jesus espontaneamente vai até ele. Essa segunda opção parece ser a mais correta, haja vista o homem relatar posteriormente que não conhecia a Jesus.

A dúvida expressada pelos discípulos se aquela doença lhe sobreveio em consequência do cometimento de algum pecado e a resposta de Jesus em sequência, nos faz refletir que nem todo sofrimento é consequência de pecados cometidos. Muitas aflições são maneiras que Deus usa para manifestar a Sua glória e o Seu poder.

Jesus então faz lama com a terra misturada à sua saliva e aplica nos olhos do homem, mandando este se lavar no tanque denominado Enviado. Aquele homem cego teve que colocar a sua fé em ação para ser curado. Ele se lava e imediatamente passa a enxergar.

Mas ele não conhece a Jesus, apenas sabe o Seu nome. Após ser muito interrogado pelos fariseus sobre quem o havia curado, Jesus se apresenta a ele como Filho do Homem. Ele crê em Jesus e prova isso ao adorá-lo. Agora sim ele enxergava de verdade, pois Jesus apenas o havia curado da cegueira física, mas ainda residia nele a cegueira espiritual. 

Ao crer em Jesus ele fica inteiramente curado, interna e externamente. Ao contrário dos fariseus, homens que viam com os olhos naturais, mas eram cegos espiritualmente. Mesmo diante do Filho de Deus não se rendiam, mas se gabavam por se dizerem discípulos de Moisés. E por isso Jesus declara que por dizerem que viam, estavam cegos. Quando reconhecemos as nossas fraquezas e nos submetemos a Deus para nos ajudar, reconhecemos a Sua grandeza e a nossa dependência Dele. Quando nos achamos muito santos e espirituais, nos tornamos como os fariseus, com muita visão aos olhos humanos e cegos por dentro.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

A cura do paralítico de Betesda

 Texto-base: João 5:1-15

Em Jerusalém Jesus vai a um lugar um tanto curioso. Um tanque chamado Betesda onde ficavam muitos doentes, em tão grande número que o relato bíblico diz que eram uma multidão. Ali em certo tempo descia um anjo que movia as águas e o primeiro que entrasse no tanque após esse mover ficava curado.

Um homem paralítico também estava ali. Ele sofreu daquela enfermidade por trinta e oito anos. Jesus vendo-o ali, lhe pergunta se ele queria ser curado. Talvez para aquele homem aquela pergunta fosse óbvia, mas ao invés de dar a Jesus a resposta da sua pergunta, ele começa a resmungar seus problemas.

Ele diz a Jesus que ele não tinha ninguém que o levasse ao tanque quando a água era movida e assim nunca conseguia sua cura. 

Assim como aquele homem, muitas vezes ao invés de respondermos a Jesus, estamos simplesmente remoendo nossos problemas, nos vitimizando, nos colocando como coitados, sozinhos.

Jesus, sem dar ouvidos às reclamações do paralítico, lhe dá a palavra de cura. Imediatamente o homem percebeu que estava sendo curado. Pegou o leito em que estava deitado e foi embora, sem nem saber quem era Jesus.

Mais tarde ele encontra novamente com Jesus agora no templo. Agora era o momento dele ser curado em seu interior. Ali Jesus se revela a ele e lhe adverte para não pecar mais, a fim de que não lhe ocorresse algo pior. O que era mais terrível do que um homem vivendo paralítico, sem ser visto pela sociedade por trinta e oito anos? Na verdade a prisão da alma é muito pior. O que nos adoece por dentro pode ser muito mais mortal do que as doenças fisicas.

Jesus alerta o homem de que agora ele deveria andar com Deus, pois estava curado por dentro e por fora.