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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Quando não há mais saída: a história de Abias

 Olhou Judá e viu que a peleja estava por diante e por detrás; então, clamaram ao Senhor, e os sacerdotes tocaram as trombetas. 2Crônicas 13:14 


O texto de hoje conta a história do rei Abias, um rei que se deparou com um grande batalha. No tempo onde a tribo de Judá e as demais tribos de Israel ficaram separadas, algumas vezes elas lutaram entre si. No reinado do rei Abias, houve uma guerra entre Judá e Israel, este último liderado por Jeroboão.

A tribo de Israel estavam em maior número, eram oitocentos mil lutando contra quatrocentos mil. A tribo de Judá tinha um soldado para cada dois israelitas. Além disso, os mais preparados da tribo de Israel se colocaram à frente da tribo de Judá e colocaram emboscadas por detrás deles. Imagine essa situação, eles estavam cercados de todos os lados, não havia lugar para eles se refugiarem.

Em meio a toda essa pressão, eles clamaram ao Senhor, que veio em socorro a eles, e derrotou o exército de Jeroboão. Naquele dia, foram mortos quinhentos mil homens. 

Essa guerra do reino de Judá nos ensina de onde vem o nosso socorro. Em nossa vida enfrentamos momentos dramáticos que parecem não ter solução. Olhamos de um lado para o outro e nos sentimos cercados por todos os lados. Nesses momentos, podemos clamar ao Senhor, pois se o homem já não pode agir, Ele pode. É nos momentos de maior dificuldade que podemos ver a mão do Senhor.

O salmista Davi disse que não temia milhares do povo que o cercavam por todos os lados (Salmos 3:6). Semelhantemente, não precisamos temer as diversas afrontas recebidas pelo maligno, pois temos um Deus que é o nosso escape. Quando não houver solução, clame a Deus pois ele dará a solução que você sozinho não pode encontrar.


sábado, 15 de maio de 2021

Abra Senhor os meus olhos

 Texto de referência: Salmos 13:3


Se a língua é considerada por muitos como o órgão mais influenciador do nosso corpo, eu diria que os olhos não ficam muito atrás. A Bíblia fala por diversas vezes acerca dos olhos, sempre utilizando os verbos abrir ou iluminar.

O salmista Davi no Salmos 13 inicia o texto com uma lamentação, um pedido de socorro a Deus. Ele questiona ao Senhor se foi esquecido por Ele e pede que o Senhor lhe responda. Mas logo em seguida o salmista pede a Deus que lhe ilumine os olhos, para que ele não experimentasse a morte e fosse derrotado pelos seus inimigos.

Esse salmo é um dos exemplos da utilização da palavra olhos na Bíblia, que vem juntamente ao verbo iluminar. O salmista entendeu que não era apenas clamar por socorro ao Senhor, mas que era preciso também que os olhos dele fossem abertos.

Muitas vezes temos fracassado diante das dificuldades da vida. Começamos a clamar por socorro a Deus, mas não obtemos a nossa vitória porque os nossos olhos ainda estão fechados para muitas situações em que precisamos primeiro enxergar, para só então nos libertarmos delas.

A Bíblia relata acerca de muitas pessoas cujos olhos foram abertos e a partir de então enxergaram a solução para o problema que enfrentavam. 

Uma dessas personagens é Agar. Essa mulher estava no deserto próxima a um poço e quase morrendo por não ter água para beber. Quando Deus lhe abriu os olhos, Agar viu um poço de água e foi salva. O poço não foi colocado ali milagrosamente, ele já estava ali, Agar só precisava enxergá-lo (Gênesis 14:21-19).

Em outro exemplo, quando um certo homem chamado Balaão caminhava em direção a Moabe para amaldiçoar o povo de Israel, o Anjo do Senhor lhe opôs no caminho, e por três vezes se colocou na estrada para matá-lo. A jumenta a qual ele estava montado viu o Anjo, mas Balaão não. Cada vez que o Anjo aparecia no caminho, a jumenta se desviava, irritando a Balaão, que a espancava. Quando Deus lhe abriu os olhos, Balaão enxergou o Anjo e entendeu o motivo do comportamento diferente da jumenta (Números 22:21:33).

Muitos desafios em nossa vida não são vencidos porque nossos olhos ainda estão fechados diante de muitas situações e não pela ausência do agir de Deus. Em muitas guerras, ter os olhos abertos pode ser a principal arma para vencermos. Os nossos olhos são a luz de todo o nosso corpo. Que a nossa oração hoje seja como a do salmista, que possamos clamar pela ajuda do Senhor, mas também pedir: "Senhor abra os meus olhos!"

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Onde estão os nossos olhos? Em Deus ou nas dificuldades?

Texto de referência: Números 13:25-33


Números 14 é particularmente um capítulo difícil de ser lido. Considero esse capítulo assim devido o fato de que ele relata como o povo de Israel perdeu a oportunidade de tomar posse da terra prometida.

Eles já haviam andado por aproximadamente dois anos no deserto. Durante esse período foram sustentados diariamente por Deus. Não passaram fome ou sede, não sentiram frio ou ficaram sem roupas. Deus providenciava tudo. Após dois anos, Deus ordena que fossem enviados doze homens a Canaã com o intuito de espiarem a terra, para eles começarem a elaborar as estratégias para entrarem lá. Estava chegando o momento tão aguardado de terem a sua própria terra. E não era qualquer terra, era um lugar preparado por Deus para eles, terra que manava leite e mel, cujos frutos eram excelentes.

Toda essa realidade foi vista pelos espias. Eles viram a terra e suas boas dádivas, mas também se deram conta de que para entrarem definitivamente nela, teriam que primeiro derrotar algumas nações humanamente fortes.

Isso foi o suficiente para fazê-los temer. Eles não se lembraram, como Josué e Calebe, de tudo o que Deus já havia feito por eles desde o Egito. Eles não se lembraram de como Deus cuidava tão bem deles naquele deserto. Nada disso foi levado em conta. Eles pensaram apenas nos inimigos que teriam que vencer para conquistarem a terra.

E por terem desencorajado o povo, estimulando uma rebelião contra Deus, o Senhor castigou a todo o povo, penalizando-os com quarenta anos vagando pelo deserto, até morrerem todos os homens de vinte anos para cima. Uma pena bastante dura, que todos tiveram que cumprir.

E por isso considero esse capítulo difícil de ser lido, porque o povo estava com um pé na terra prometida, mas não a receberam. Estiveram a um passo de receber a bênção, mas retrocederam.

Essa situação também é vista em nossos dias. Muitas vezes temos uma promessa e estamos caminhando em um deserto de provações esperando recebê-la, mas quando estamos a poucos passos de alcançar a nossa bênção, retrocedemos. Esquecemos do cuidado de Deus e nos deixamos levar pelo medo ou pelo desânimo. Outras vezes focamos demais no inimigo e tiramos os nossos olhos do Senhor. 

Viver pela fé é acreditar que mesmo diante das impossibilidades nós venceremos. O cuidado de Deus é constante sobre nós. Se estamos caminhando rumo a nossa Terra Prometida, que venhamos a ter os nossos olhos firmes no Senhor, sabendo que nós colheremos no tempo certo, se não desfalecermos.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

As águas impróprias de Jericó: o problema estava na fonte

 Texto-base: 2 Reis 2:19-22


O texto lido relata uma situação ocorrida nos tempos do profeta Eliseu. Alguns moradores da cidade de Jericó relataram ao profeta que, apesar da cidade ser bem situada, a terra do lugar era improdutiva porque as águas eram impróprias.

Eliseu então pede que se coloque sal em um prato novo. Então o profeta vai até o manancial de onde procediam as águas e coloca o sal nelas. A partir de então, as águas passam a ser saudáveis, deixando de provocar morte e esterilidade.

As atitudes de Eliseu acerca dessa situação nos chamam a atenção. Em um prato novo, indicando novidade, ele pede para que se coloquem sal, que representava naquele tempo a fertilidade. Por fim, Eliseu foi até a fonte da cidade, de onde provinham as demais águas e colocou sal. A partir da fonte sarada, as águas não geraram mais morte nem esterilidade. 

O cerne daquele problema não era a cidade e nem a terra, mas as águas do lugar. Tanto a cidade quanto a terra tinham condições favoráveis, todavia, a origem das águas estava contaminada.

Muitas pessoas enfrentam situações semelhantes às águas estéreis de Jericó. Possuem condições favoráveis, externamente possuem todas as condições de terem sucesso, mas por anos continuam improdutivas.

E quando vamos analisar, percebemos situações em suas origens que precisam ser tratadas para que possam viver o melhor de Deus. Mas para isso, o prato precisa ser novo, isto é, é preciso eliminar os velhos hábitos e ter uma mentalidade nova.

Ainda, Deus utiliza instrumentos durante esse processo. No caso de Jericó foi o sal, mas cada situação pode ser diferente. Os instrumentos podem ser diversos, como a medicina, a psicologia, o acompanhamento de uma pessoa (ou grupo) de oração ou um conselheiro sábio. O importante é que ao entregarmos a Deus os nossos desafios, Ele se encarrega de nos direcionar para a solução.

Por fim, Eliseu foi até a origem das águas. E então elas ficaram saudáveis. Muitos problemas em nossa vida poderiam ser resolvidos se os tratássemos em sua origem. O problema é que muitas vezes queremos remediar a dor, sem tratar a sua causa. O mesmo Deus que operou nas águas de Jericó fazendo elas se tornarem férteis pode operar também em nosso favor, eliminando de nós aquilo que nos impede de viver a vida abundante que Deus tem para nós. Apesar de muitas vezes a iniciativa ter que ser nossa, a honra da nossa vitória é Dele! Tudo é para Ele!