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sábado, 15 de maio de 2021

Abra Senhor os meus olhos

 Texto de referência: Salmos 13:3


Se a língua é considerada por muitos como o órgão mais influenciador do nosso corpo, eu diria que os olhos não ficam muito atrás. A Bíblia fala por diversas vezes acerca dos olhos, sempre utilizando os verbos abrir ou iluminar.

O salmista Davi no Salmos 13 inicia o texto com uma lamentação, um pedido de socorro a Deus. Ele questiona ao Senhor se foi esquecido por Ele e pede que o Senhor lhe responda. Mas logo em seguida o salmista pede a Deus que lhe ilumine os olhos, para que ele não experimentasse a morte e fosse derrotado pelos seus inimigos.

Esse salmo é um dos exemplos da utilização da palavra olhos na Bíblia, que vem juntamente ao verbo iluminar. O salmista entendeu que não era apenas clamar por socorro ao Senhor, mas que era preciso também que os olhos dele fossem abertos.

Muitas vezes temos fracassado diante das dificuldades da vida. Começamos a clamar por socorro a Deus, mas não obtemos a nossa vitória porque os nossos olhos ainda estão fechados para muitas situações em que precisamos primeiro enxergar, para só então nos libertarmos delas.

A Bíblia relata acerca de muitas pessoas cujos olhos foram abertos e a partir de então enxergaram a solução para o problema que enfrentavam. 

Uma dessas personagens é Agar. Essa mulher estava no deserto próxima a um poço e quase morrendo por não ter água para beber. Quando Deus lhe abriu os olhos, Agar viu um poço de água e foi salva. O poço não foi colocado ali milagrosamente, ele já estava ali, Agar só precisava enxergá-lo (Gênesis 14:21-19).

Em outro exemplo, quando um certo homem chamado Balaão caminhava em direção a Moabe para amaldiçoar o povo de Israel, o Anjo do Senhor lhe opôs no caminho, e por três vezes se colocou na estrada para matá-lo. A jumenta a qual ele estava montado viu o Anjo, mas Balaão não. Cada vez que o Anjo aparecia no caminho, a jumenta se desviava, irritando a Balaão, que a espancava. Quando Deus lhe abriu os olhos, Balaão enxergou o Anjo e entendeu o motivo do comportamento diferente da jumenta (Números 22:21:33).

Muitos desafios em nossa vida não são vencidos porque nossos olhos ainda estão fechados diante de muitas situações e não pela ausência do agir de Deus. Em muitas guerras, ter os olhos abertos pode ser a principal arma para vencermos. Os nossos olhos são a luz de todo o nosso corpo. Que a nossa oração hoje seja como a do salmista, que possamos clamar pela ajuda do Senhor, mas também pedir: "Senhor abra os meus olhos!"

quarta-feira, 12 de maio de 2021

As formas que Deus usa para falar conosco

 Texto de referência: Números 22


Nos dias da antiga aliança, o Senhor falava conosco através de sonhos, visões e profetas. Hoje, Ele nos fala por Jesus, através da Palavra (Hebreus 1:1-2). Como não havia a Palavra de Deus escrita nos dias do Antigo Testamento, era comum existirem os profetas.

Balaão era um profeta. Não se sabe a origem correta dele. Sabe-se que ele não morava no território de Israel, mas ouvia a voz de Deus. Apesar de ter o dom de profeta, Balaão tinha perversidade no coração. Quando foi chamado por Balaque, rei de Moabe, para ir à sua terra e amaldiçoar o povo de Deus, Balaão ouviu claramente a ordem de Deus para que não fosse. Todavia, movido pela ganância de receber muitos presentes, ele foi.

No caminho, ele foi confrontado pelo Anjo do Senhor que queria matá-lo. A jumenta na qual ele estava montado desviou-se por três vezes do Anjo e por esse motivo foi espancada por Balaão. Deus então deu voz à jumenta que começou a mostrar a Balaão que havia algo errado naquele caminho.

Por fim, Deus abriu os olhos de Balaão que enxergou o Anjo do Senhor com uma espada na mão para lhe opor. Balaão então compreendeu que a ordem do Senhor era para não ter ido com os oficiais de Balaque.

A voz de Deus é soberana. O homem pode se deixar enganar, mas o Senhor não se engana. A Sua Palavra é a verdade e se cumprirá. Quando Ele nos ordena algo, cumpre a nós ouvirmos. Deus não nos deixa sem resposta quando pedimos a Ele uma direção. Entretanto, muitas vezes quando a resposta não atende às nossas expectativas iniciais, tendemos a fingir que não ouvimos.

O Senhor falou com Balaão de três maneiras. Primeiro, Balaão ouviu a voz de Deus. Depois, foi avisado por um animal. Por fim, Deus lhe abriu os olhos para ver o Anjo que estava no caminho. Balaão teve muitas oportunidades de ouvir a Deus. Não obstante a isso, ele escolheu ir até Balaque. Ali não pôde amaldiçoar o povo, mas instigou Balaque a seduzir os israelitas com mulheres moabitas, a fim de pecarem contra Deus. Essa atitude lhe custou a vida, pois pouco tempo depois ele foi morto em um combate entre israelitas e midianitas (Números 31:8;16).

Ao ouvirmos a voz de Deus, o nosso coração tem que ser o terreno fértil que Ele precisa para frutificar em nós a Sua vontade. Ele pode nos falar de diversos modos, mas só Lhe ouviremos se o nosso coração estiver aberto ao que Ele tem a nos dizer, afinal, somente os puros de coração verão a Deus (Mateus 5:8).

 

sábado, 6 de março de 2021

Balaão, o profeta ganancioso

 Textos-base: Números 22-25; 31:8;16; Judas 11


Não se sabe muito acerca de Balaão, mas pelos relatos ele parecia ser uma espécie de adivinho. Ele foi chamado por Balaque, rei de Moabe, para amaldiçoar o povo de Israel, todavia, foi avisado por Deus de que não poderia fazer isso.

Apesar de Deus ter lhe dito que aquele povo era abençoado, Balaão, levado pela ganância insistiu em ir com Balaque, afinal este lhe prometera muitas recompensas financeiras.

Por três vezes Balaão foi instigado a amaldiçoar o povo, sendo todas sem sucesso, pois Deus não o permitiu. Balaque, irritado com essa situação, diz a Balaão que Deus o havia privado das suas recompensas.

Provavelmente Balaão também se irritou, pois o seu coração estava tomado pela ambição. Insatisfeito com essa situação, ele instiga Balaque a enviar mulheres moabitas a seduzirem os israelitas, a fim de que, coabitando com elas, eles fossem induzidos a adorar os deuses moabitas. E deu certo. Os israelitas começaram a se unir às mulheres moabitas, e logo estavam adorando deuses pagãos. Assim, eles mesmos atraíram maldição sobre si, pois esse culto idólatra causou de uma só vez a morte de vinte e quatro mil homens.

A Bíblia não relata, mas como Balaão é citado como um homem perverso, que levou os israelitas ao erro, e um homem ganancioso, imagina-se que após esse conselho dele a Balaque, este tenha lhe dado as recompensas prometidas.

O fato de Balaão ter induzido sutilmente os israelitas à perversão o levou a ter sérias consequências, pois pouco tempo depois os israelitas pelejaram contra os midianitas e o mataram. As riquezas adquiridas com a perversidade não lhe beneficiaram por muito tempo.

Balaão é o retrato daquele que um dia ouviu a voz de Deus, mas amou mais as riquezas terrenas do que as celestiais. Ele acreditou que poderia fazer as coisas do seu modo, esquecendo-se que Deus tudo vê e nos recompensa por todos os nossos atos, sejam eles bons ou maus. O verdadeiro homem de Deus não se ilude com recompensas terrenas, pois essas são transitórias e perecíveis, enquanto que as celestiais podem não ser vistas aqui, mas durarão eternamente.