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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

O jovem rico

 Texto de referência: Marcos 10:17-22


Um jovem rico certa vez procurou Jesus. Ele sentia que faltava algo dentro de si que o impedia de tomar posse da vida eterna. Ao questionar Jesus sobre o que ele precisava para herdar a eternidade, Jesus lhe ordenou obedecer os mandamentos de honrar os seus pais e não roubar, matar, adulterar, mentir ou cobiçar. O jovem alegou que já cumpria tudo aquilo.

Jesus já sabia disso. Então disse ao jovem a única coisa que lhe faltava para obter a vida eterna: vender todos os seus bens, dar aos pobres e segui-Lo. Mas o jovem foi embora triste, pois era muito rico. E assim ele perdeu a oportunidade de seguir a Jesus e herdar a vida eterna ao lado d'Ele.

Essa história nos mostra o que realmente importa para recebermos a vida eterna: negar a nós mesmos e seguir a Jesus. Se formos olhar aquele jovem, ele era um rapaz de bons costumes. As práticas dele perante a sociedade eram impecáveis, mas apenas isso não era suficiente.

Quando Jesus o convida a vender tudo, dar aos pobres e servi-Lo, Ele não estava condenando ter riquezas, mas alertando o jovem sobre quais eram e quais deveriam ser as suas prioridades. O que Jesus queria dizer ao jovem, é que as suas riquezas estavam usurpando o lugar de Deus no coração dele, e que por isso, ao decidir vendê-las ele estaria devolvendo o lugar de Deus em seu coração.

Naquele momento, Jesus convidou o jovem a segui-Lo de coração inteiro, mas ele se recusou. Ele preferiu continuar fazendo suas obras morais, mas deixando o seu coração longe de Deus. Apenas as suas obras não o levariam à eternidade com Deus, pois para isso ele precisava servir a Deus de todo o coração, e isso não estava acontecendo, pois o seu coração estava nas riquezas.

Não se sabe se o jovem voltou, ou se futuramente ele se arrependeu. Se isso não tiver acontecido, aquele jovem perdeu a oportunidade de seguir a Jesus e viver a sua vida com Ele para sempre a partir daquele momento. Quanto às suas riquezas… certamente elas não permaneceram com ele após a morte.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Onde está o teu tesouro?

 Texto de referência: Mateus 6:19-21


Se formos olhar a definição da palavra tesouro no dicionário, encontramos que tesouro significa conjunto de riquezas. Quem tem um tesouro certamente é rico daquilo que tal tesouro contém.

Os dias atuais nos instigam a buscarmos as riquezas materiais. Os livros mais vendidos são sobre esse assunto, os posts mais compartilhados envolvem essa temática. A busca pela riqueza tem sido frenética. 

Na contramão do que diz o mundo, Jesus nos manda não acumularmos tesouros nesta terra, porque aqui os ladrões podem nos roubar e eles podem se perder, mas para acumularmos tesouros no céu, onde eles não perdem e ladrões não roubam. Por fim, Jesus afirma que o nosso coração está onde está o nosso tesouro.

O que Jesus quer nos ensinar com essas palavras é o verdadeiro valor das coisas. Quando Ele nos ordena a ajuntar tesouros no céu, Ele nos fala acerca da importância que tem o que fazemos em prol do reino de Deus. Quando vivemos a justiça do Reino aqui nesta terra, estamos construindo um tesouro, que será desfrutado na eternidade.

Em contrapartida, ao nos desencorajar a acumular tesouros nesta terra, Jesus nos diz que, apesar de serem prazerosos, eles são passageiros e frágeis, isto é, podem acabar a qualquer instante. Jesus não nos proíbe de ter riquezas, mas deixa claro que elas não durarão para sempre.

E é nesse contexto que Ele afirma que onde está o nosso tesouro, aí estará o nosso coração. Se os nossos esforços se voltam apenas para obter bens materiais, deixaremos de cuidar do que realmente importa, que é a nossa vida eterna. Se cuidamos em primeiro lugar do reino de Deus e da sua justiça, esse é o nosso verdadeiro tesouro, e poderemos desfrutar dele para todo o sempre.

Se os nossos esforços têm se concentrado apenas nas riquezas terrenas, é tempo de olharmos para dentro de nós e reposicionarmos as coisas. O nosso maior tesouro está longe dos padrões do mundo.

sábado, 6 de março de 2021

Balaão, o profeta ganancioso

 Textos-base: Números 22-25; 31:8;16; Judas 11


Não se sabe muito acerca de Balaão, mas pelos relatos ele parecia ser uma espécie de adivinho. Ele foi chamado por Balaque, rei de Moabe, para amaldiçoar o povo de Israel, todavia, foi avisado por Deus de que não poderia fazer isso.

Apesar de Deus ter lhe dito que aquele povo era abençoado, Balaão, levado pela ganância insistiu em ir com Balaque, afinal este lhe prometera muitas recompensas financeiras.

Por três vezes Balaão foi instigado a amaldiçoar o povo, sendo todas sem sucesso, pois Deus não o permitiu. Balaque, irritado com essa situação, diz a Balaão que Deus o havia privado das suas recompensas.

Provavelmente Balaão também se irritou, pois o seu coração estava tomado pela ambição. Insatisfeito com essa situação, ele instiga Balaque a enviar mulheres moabitas a seduzirem os israelitas, a fim de que, coabitando com elas, eles fossem induzidos a adorar os deuses moabitas. E deu certo. Os israelitas começaram a se unir às mulheres moabitas, e logo estavam adorando deuses pagãos. Assim, eles mesmos atraíram maldição sobre si, pois esse culto idólatra causou de uma só vez a morte de vinte e quatro mil homens.

A Bíblia não relata, mas como Balaão é citado como um homem perverso, que levou os israelitas ao erro, e um homem ganancioso, imagina-se que após esse conselho dele a Balaque, este tenha lhe dado as recompensas prometidas.

O fato de Balaão ter induzido sutilmente os israelitas à perversão o levou a ter sérias consequências, pois pouco tempo depois os israelitas pelejaram contra os midianitas e o mataram. As riquezas adquiridas com a perversidade não lhe beneficiaram por muito tempo.

Balaão é o retrato daquele que um dia ouviu a voz de Deus, mas amou mais as riquezas terrenas do que as celestiais. Ele acreditou que poderia fazer as coisas do seu modo, esquecendo-se que Deus tudo vê e nos recompensa por todos os nossos atos, sejam eles bons ou maus. O verdadeiro homem de Deus não se ilude com recompensas terrenas, pois essas são transitórias e perecíveis, enquanto que as celestiais podem não ser vistas aqui, mas durarão eternamente.