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segunda-feira, 16 de maio de 2022

Enoque, o homem que Deus tomou para si

Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si. Gênesis 5:24


Os primeiros homens que viveram na terra após Adão são relatados logo no início do livro de Gênesis. O quinto capítulo do livro é destinado a nomear tais indivíduos e alguns detalhes mostram como eles eram totalmente diferentes de nós, a começar pela quantidade de anos que viviam. Em geral viviam em torno de setecentos a novecentos anos.

Mas dentro desta genealogia é dispensado alguns versículos para falar acerca de um homem cujo nome era Enoque. Ele não viveu muitos anos comparado aos demais da sua época, isso porque no meio da sua existência aqui na Terra, Enoque foi transladado por Deus.

O texto nos diz que Enoque andou com Deus e já não existia mais nessa Terra porque Deus o tomou para si. Não há nenhuma outra referência como esta na Bíblia. Um fato semelhante ocorreu com Elias que também foi arrebatado por Deus aos céus (2 Reis 2:11), mas, por mais amado por Deus que sabemos que Elias era, não há sobre ele essa referência de que Deus o tenha tomado para si.

Sabemos bem pouco sobre quem era Enoque. Apenas que ele teve filhos, sendo um deles Metusalém, o homem mais velho da Bíblia o qual temos conhecimento (novecentos e sessenta e nove anos), e também que ele foi bisavô de Noé e que viveu trezentos e sessenta e cinco anos.

Esses são aspectos da vida física de Enoque, mas o fato mais relevante da vida dele e provavelmente o que fez Enoque ser arrebatado por Deus aos céus foi o fato dele ter andado com Deus. É preciso destacar que a geração em que Enoque viveu estava totalmente corrompida. Isso se comprova quando milhares de anos depois Deus destruiu toda a terra, salvando apenas oito pessoas dela (Gênesis 7:23).

Dessa forma presumimos que Enoque saiu totalmente do contexto da sua geração ao andar com Deus, pois ele fez isso sem ter nenhuma referência em seu meio de convívio. Enoque escolheu servir a Deus, mesmo que ninguém mais fizesse isso, o que prova que Enoque de fato amava a Deus.

A intimidade de Enoque com Deus era tamanha que Deus considerou o mundo indigno daquele homem. E Deus amou tanto Enoque que o tomou para si. Enoque não foi apenas embora desta Terra, ele saiu daqui para estar ao lado de Deus.

Será que alguém nesta ou nas próximas gerações teria tanta intimidade com Deus a ponto d'Ele querer levá-lo desta Terra só para estar mais perto desta pessoa? Até hoje só conhecemos Enoque que teve esse privilégio, mas certamente Deus gostaria de ter mais pessoas que vivessem esse nível de relacionamento com Ele.

Já citei em outros textos que Deus é um ser relacional, isto é, Ele tem prazer em se relacionar conosco. Deus não nos criou para vivermos neste mundo sem Ele. A intimidade que ele tinha com Adão no Jardim do Éden, quando Ele o visitava diariamente é o que Ele deseja ter conosco. Enoque é considerado um ícone das escrituras pela forma como viveu e partiu desta Terra. Mas ele não precisa ser o único. Deus anseia por nos tomar para si também, pois somos d'Ele.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

O tabernáculo de Deus somos nós

Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Apocalipse 21:3


A palavra tabernáculo em hebraico significa moradia. O tabernáculo nos tempos bíblicos era um local onde eram guardados os utensílios sagrados, como por exemplo, a arca da Aliança. Ele era portátil, portanto, poderia ser transportado para onde o povo fosse.

Em Êxodo 25 Deus ordena a Moisés que levantasse ofertas do povo para construir um santuário, para que Deus habitasse no meio deles. Esse santuário foi denominado tabernáculo. Para a edificação do santuário havia um modelo que deveria ser rigidamente seguido.

Séculos à frente, o rei Davi conservou aquele tabernáculo, sempre adorando a Deus. Mas o seu coração se inquietou e ele desejou fazer para Deus uma morada maior. Apesar de ter dito a Davi que Ele não precisava de nenhuma casa, afinal, o próprio céu é pequeno para Ele, Deus disse a Davi que o seu filho Salomão lhe construiria um templo.

Quando Salomão assumiu o reino, construiu um grande templo para Deus. No dia em que o templo foi inaugurado, a glória de Deus se manifestou de uma forma maravilhosa naquele lugar. Mas, com o passar dos anos, o coração do povo se desviou do Senhor, e aquele grande templo foi destruído pelos exércitos inimigos.

Foi quando Deus revelou aos seus profetas que agora, o templo não seria mais feito de estruturas físicas. O tabernáculo seria o próprio povo. Deus habitaria no meio do povo, através de Jesus encarnado e dentro de cada um, por meio do Espírito Santo.

E agora, podemos afirmar, que o templo de Deus somos nós. Somos morada d'Ele. Quando recebemos o Senhor em nossas vidas, passamos a ser habitação d'Ele. O problema é que Deus não coabita com o pecado. Se desejamos ser a morada d'Ele, importa que vivamos uma vida de santidade e consagração diária. O tabernáculo de Deus agora somos nós.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Não viva um relacionamento superficial com Deus


Estamos vivendo um período onde os relacionamentos estão cada dia mais superficiais. As pessoas têm medo de se envolverem demais umas com as outras e depois se decepcionar. Além disso, a correria dos dias atuais tem contribuído para que as pessoas se distanciem cada dia mais umas das outras. Relacionamentos que antes exigiam contato e presença física, foram substituídos pelos meios digitais.

Na verdade, não é errado ser cauteloso nos relacionamentos ou ter contato através dos meios digitais, o problema é que se por um lado é mais fácil manter um relacionamento superficial, por outro lado a falta de um contato mais profundo faz com que o conhecimento de ambas as partes seja pequeno.

Da mesma forma como estamos tratando com superficialidade os nossos relacionamentos humanos, temos também algumas vezes tratado o nosso relacionamento com Deus. Isso acontece quando não falamos com Ele (através da oração) e não ouvimos a Sua voz (através da Palavra). E com o passar do tempo, vamos nos distanciando cada vez mais da Sua presença. A companhia de Deus já não é mais um desejo diário, apenas dominical. Tudo isso nos distancia d'Ele e quando percebemos, já não O temos mais por perto. 

E assim como nos relacionamentos humanos, vamos perdendo o conhecimento de Deus e vamos nos distanciando da amizade com Ele. Mas se nós conseguimos viver sem alguns relacionamentos, com Deus isso não é possível, pois nascemos para Ele, nos movemos e existimos n'Ele (Atos 17:28). Quando estamos separados de Deus, perdemos a nossa essência e a nossa existência já não tem o real propósito.

Mas a boa notícia é que podemos recuperar esse relacionamento perdido no momento que quisermos, pois o Senhor está sempre pronto a receber um coração arrependido que se achega a Ele de todo coração (Ver Lucas 15:11-32). 

Deus deseja estar sempre perto de você, não viva mais um relacionamento superficial com Ele.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Queremos hospedar Jesus ou apenas vê-Lo passar?

 Texto de referência: Lucas 19:1-10


Zaqueu era um homem que morava em Jericó. A sua profissão era ser chefe dos publicanos, homens que cobravam impostos das pessoas e frequentemente cobravam a mais, para ficarem com uma parte para si. Por essa atitude, os publicanos eram detestados pelas pessoas.

Em certo dia, quando Jesus passava pela cidade de Jericó, Zaqueu ficou sabendo e começou a articular como poderia fazer para vê-Lo, uma vez que Jesus estava cercado por uma multidão e Zaqueu era baixo. Ele então resolveu subir em uma árvore, e ali ficou aguardando até o momento em que Jesus passasse ali.

Não se sabe quando Zaqueu começou a ter interesse em conhecer Jesus, mas pelas suas atitudes, percebe-se que ele realmente desejava conhecê-Lo, e que a chama do Evangelho já ardia em seu coração.

Quando Jesus passou pelo lugar em que Zaqueu estava, Ele olhou para cima, e chamou Zaqueu pelo nome, dizendo que naquele dia Ele iria hospedar-se em sua casa. Sem hesitar, Zaqueu desceu, recebeu Jesus e fez o compromisso de devolver tudo aquilo que ele havia roubado das pessoas.

A intenção de Zaqueu era conhecer Jesus, mas o desejo de Jesus era hospedar-se em sua casa. Essa história nos fala muito sobre o tipo de relacionamento que Deus quer ter conosco. Ele não deseja apenas que nós O conheçamos. Ele deseja habitar em nós, estar conosco o tempo todo. Deus é um Deus de relacionamento, o contato d'Ele com Adão no Éden já nos deixa claro isso desde o princípio da criação do mundo.

Deus não nos quer apenas como servos, Ele deseja nos chamar de amigos. Ele quer intimidade conosco. Zaqueu não hesitou em receber Jesus em sua casa. Ele abriu o seu coração para recebê-lo com mais profundidade. Será que nós também desejamos hospedar Jesus, ao invés de apenas vê-lo passar?

domingo, 23 de maio de 2021

A nova aliança

  Texto de referência: Jeremias 31:31-33;40


O povo de Deus foi marcado por alianças com o criador. Com Abraão, o Senhor fez aliança com aquele homem sobre ser o seu único Deus. Tudo isso diante de um cenário de idolatria, pois os povos das nações adoravam diversos deuses ao mesmo tempo. Essa aliança foi renovada com Isaque e Jacó. Posteriormente, quando o povo já estava no deserto e quando entraram com Josué na terra prometida, o Senhor também fez aliança com eles.

Em geral, o pacto da aliança era marcado por sacrifícios de animais, que selavam o compromisso do povo com Deus. Mas aquele povo frequentemente quebrava essa aliança, se inclinando às práticas pagãs dos povos ao redor e adorando outros deuses. Após muitos anos de altos e baixos e muitos períodos de rebeldia o povo vai ao exílio babilônico e ali fica por quarenta anos.

No exílio, Deus envia profetas que denunciavam os pecados do povo, mas que também lhes pregavam palavras de esperança, de que aquele exílio um dia chegaria ao fim. Em uma dessas profecias de esperança, o Senhor usa o profeta Jeremias para anunciar àquele povo um novo tempo, onde uma nova aliança seria firmada com eles.

Mas o Senhor alerta de que aquela não seria mais uma aliança como aquela feita com o povo no deserto. A aliança agora consistia na lei do Senhor estar na mente e no coração deles. As leis dadas ao povo pelo Senhor não consistiriam mais em práticas externas, mas em uma atitude interior de um coração temente a Deus, que o adoraria de todo o coração.

Ao final o profeta ressalta que esse povo não seria mais desarraigado ou destruído.

O povo estava tão acostumado às ordenanças da lei que achavam que essa era a essência da vida com Deus. Agora o Senhor estava lhes preparando para o tempo do Messias, onde a graça superava a lei e onde a obediência transcendia a necessidade do sacrifício.

Quando vivemos apegados às normas, a uma liturgia pronta, a uma adoração formalizada, aos poucos vamos perdendo a essência da intimidade com Deus, que está acima de tudo isso e que exige de nós apenas um requisito: que o nosso coração seja totalmente do Senhor. E quando estamos nesse nível, não há como sermos destruídos, pois as nossas raízes estão em Deus. Um povo que vive inteiramente para Deus não é exilado, pois o Senhor é a sua morada. Era esse nível de espiritualidade que Deus esperava daquele povo. É essa comunhão que Deus também espera de nós.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

As formas que Deus usa para falar conosco

 Texto de referência: Números 22


Nos dias da antiga aliança, o Senhor falava conosco através de sonhos, visões e profetas. Hoje, Ele nos fala por Jesus, através da Palavra (Hebreus 1:1-2). Como não havia a Palavra de Deus escrita nos dias do Antigo Testamento, era comum existirem os profetas.

Balaão era um profeta. Não se sabe a origem correta dele. Sabe-se que ele não morava no território de Israel, mas ouvia a voz de Deus. Apesar de ter o dom de profeta, Balaão tinha perversidade no coração. Quando foi chamado por Balaque, rei de Moabe, para ir à sua terra e amaldiçoar o povo de Deus, Balaão ouviu claramente a ordem de Deus para que não fosse. Todavia, movido pela ganância de receber muitos presentes, ele foi.

No caminho, ele foi confrontado pelo Anjo do Senhor que queria matá-lo. A jumenta na qual ele estava montado desviou-se por três vezes do Anjo e por esse motivo foi espancada por Balaão. Deus então deu voz à jumenta que começou a mostrar a Balaão que havia algo errado naquele caminho.

Por fim, Deus abriu os olhos de Balaão que enxergou o Anjo do Senhor com uma espada na mão para lhe opor. Balaão então compreendeu que a ordem do Senhor era para não ter ido com os oficiais de Balaque.

A voz de Deus é soberana. O homem pode se deixar enganar, mas o Senhor não se engana. A Sua Palavra é a verdade e se cumprirá. Quando Ele nos ordena algo, cumpre a nós ouvirmos. Deus não nos deixa sem resposta quando pedimos a Ele uma direção. Entretanto, muitas vezes quando a resposta não atende às nossas expectativas iniciais, tendemos a fingir que não ouvimos.

O Senhor falou com Balaão de três maneiras. Primeiro, Balaão ouviu a voz de Deus. Depois, foi avisado por um animal. Por fim, Deus lhe abriu os olhos para ver o Anjo que estava no caminho. Balaão teve muitas oportunidades de ouvir a Deus. Não obstante a isso, ele escolheu ir até Balaque. Ali não pôde amaldiçoar o povo, mas instigou Balaque a seduzir os israelitas com mulheres moabitas, a fim de pecarem contra Deus. Essa atitude lhe custou a vida, pois pouco tempo depois ele foi morto em um combate entre israelitas e midianitas (Números 31:8;16).

Ao ouvirmos a voz de Deus, o nosso coração tem que ser o terreno fértil que Ele precisa para frutificar em nós a Sua vontade. Ele pode nos falar de diversos modos, mas só Lhe ouviremos se o nosso coração estiver aberto ao que Ele tem a nos dizer, afinal, somente os puros de coração verão a Deus (Mateus 5:8).

 

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Conhecer a Deus é conhecer a Sua vontade

 Texto de referência: Êxodo 33:12-13


Poucos homens na Bíblia tiveram uma intimidade tão grande com Deus como Moisés. Na verdade, existem experiências entre Moisés e Deus que nenhum outro homem teve. Foi Moisés quem teve o privilégio de ouvir os Dez mandamentos e transmiti-los ao povo. Por quarenta dias aquele homem não comeu ou bebeu nada, sendo alimentado apenas pela presença do Senhor (Êxodo 34:28).

Outro fato singular ocorreu quando Moisés morreu. Após a sua morte no monte Nebo, o próprio Deus o sepultou, sendo que ninguém encontrou o lugar da sua sepultura (Deuteronômio 34:5-6).

Esses são apenas dois fatos que foram bastante diferentes, que não vimos em nenhum outro profeta, todavia, Moisés teve diversas outras experiências com Deus, onde falava com Ele como um homem fala com seu amigo.

Entretanto, mesmo após esses momentos tão intensos ao lado do Senhor, Moisés, em certo momento de sua vida, tem uma conversa com Deus. Ali, ele diz ao Senhor que este lhe dissera que o conhecia pelo nome. Isso era verdade, o Senhor conhecia Moisés, mas Moisés vai além, pede a Deus que lhe faça conhecer o caminho Dele, para que Moisés também O conhecesse.

Essa conversa nos retrata duas situações, onde Moisés é conhecido pelo Senhor, mas expressa o seu desejo em também conhecê-Lo. Podemos ser indagados sobre como poderia Moisés não conhecer o Senhor se ele já havia tido tantas experiências com Ele, mas o fato é que aquela conversa entre Moisés e Deus se deu em um momento onde Moisés queria saber de Deus se Ele andaria com o povo (v. 12). Antes de dizer que queria conhecê-lo, Moisés ressaltou que queria saber qual era a vontade do Senhor para eles.

Isso nos leva a crer que Moisés sentia que conhecia a Deus se soubesse a Sua vontade para eles. Conhecer a Deus vai além de termos experiências poderosas com Ele. Conhecemos a Deus quando nos é revelada a Sua vontade. E não há outra forma de O conhecermos senão pela Sua Palavra. A nossa intimidade com Deus aumenta proporcionalmente ao nosso conhecimento (e obediência, claro) à Sua Palavra.

O Senhor nos conhece, mas será que O conhecemos? Estamos no centro da Sua vontade ou queremos andar em nossos próprios caminhos? 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Noé, o homem que andou com Deus

 Texto-base: Gênesis 6:9


Os rumos da vida de Noé começam desde o seu nascimento. Por ter aumentado a maldade humana, Deus amaldiçoa a terra e as pessoas passam a viver em grande sofrimento. Mesmo sofrendo, elas não invocavam a Deus.

Mas um homem chamado Lameque gera um filho, dá-lhe o nome de Noé profetizando que ele seria um consolo do sofrimento que a terra estava enfrentando. E o que ele profetiza se cumpre. Após milhares de anos sem ver qualquer citação de um homem que servia a Deus, surge Noé, o qual é intitulado como um homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos, e que andava com Deus.

Noé achou graça diante de Deus porque, mesmo com uma geração inteira corrupta e má, aquele homem não se contaminou. Noé não tinha nenhum exemplo para se espelhar, não tinha ninguém para lhe servir de influência, todavia, a despeito de tudo isso, ele era justo.

Vivemos em uma sociedade totalmente corrompida. Mesmo nos lugares onde deveríamos encontrar honestidade e santidade, existe corrupção. E nesse contexto, vemos muitas pessoas alegando que não servem a Deus pelos péssimos exemplos que vêem entre os cristãos. Mas a história de Noé nos mostra que mesmo não tendo nenhum exemplo ao nosso redor, podemos andar com Deus. Quem assim vive, é recompensado, como Noé foi. Diante de toda a terra destruída pelo dilúvio, apenas Noé e sua família foram salvos.

Noé também foi um homem de fé. Ao dizer que Noé andava com Deus, podemos entender que ele tinha comunhão, intimidade com Deus, o que lhe fazia crer nos planos do Altíssimo. Aos olhos humanos, a construção daquela arca era uma loucura, mas Noé cria que se Deus estava ordenando, ele poderia crer que aquilo era para o bem dele. Somente quando andamos com Deus, podemos ter fé em Seus planos para nós. Se temos intimidade com Deus, cremos naquilo que Ele fala, e obedecemos às Suas ordens.

Noé era um homem extremamente obediente, pois na construção da arca, ele fez conforme tudo o que Deus lhe ordenara. E quando estava na arca, mesmo tendo ficado um ano dentro dela, esperou pacientemente a ordem do Senhor para sair dela.

Ao sair da arca, fez um altar ao Senhor. Este se agradou do sacrifício de Noé e prometeu nunca mais amaldiçoar a terra e nem privá-la das estações. Cumpria-se ali o que Lameque profetizou ao nascer Noé, pois Deus, a partir da integridade e da obediência de Noé, prometeu não mais amaldiçoar a terra. Não há relatos de que Lameque servia a Deus, provavelmente não servia, mas a sua autoridade como pai lhe fez abençoar Noé, e a sua palavra se cumpriu. Noé foi o escolhido por Deus para dar continuidade à descendência humana. Ele se tornou como Adão, que foi criado por Deus para povoar a terra e cultivá-la. Por fim, Deus fez com Noé a aliança de que a terra nunca mais seria destruída por águas. O arco-íris foi o símbolo dessa aliança.

Noé, um homem nascido em uma geração totalmente perversa e desenganada, se tornou a prova de que Deus nunca desiste do homem, a maior beleza da criação. Noé é o exemplo de que, mesmo diante dos piores exemplos ao nosso redor, podemos ser luz na nossa geração. Noé andou com Deus. Que possamos também andar com Ele e encontrar graça aos olhos Dele, como Noé encontrou.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Sem a presença de Deus não vale a pena caminhar

 Texto-base: Êxodo 33

Após o povo de Israel produzirem um bezerro de ouro e prostarem-se diante dele como se fosse um deus, o Senhor Deus se indigna contra aquele povo e diz a Moisés que Ele não os considerava mais como o Seu povo. É considerado povo de Deus quem obedece a Deus. A partir do momento que seguimos nossos próprios caminhos estamos nos desvencilhando de Deus.

Mas tamanho o amor de Deus com aquele povo que Ele ressaltou que enviaria o seu Anjo adiante deles, destruiria os seus inimigos e faria aquele povo entrar na terra, como havia prometido, mas Ele próprio não iria com o povo.

Muitos procuram as bençãos de Deus sem querer a Sua presença. Querem a terra prometida mas não querem desfrutar de um relacionamento com o Senhor. De nada adianta termos as bençãos se Deus não está conosco, pois é Ele quem nos dá alegria para desfrutá-las.

Moisés então diz a Deus que se o Senhor não fosse com eles, eles não poderiam sair dali, pois de nada adiantaria alcançarem a terra da promessa sem Deus ao lado deles.

Ainda, eles só eram o povo de Deus porque tinham o Senhor caminhando com eles e isso era os que os distinguia dos outros povos. Sem o Senhor ao lado deles, aquele povo seria apenas uma nação qualquer, como os outros povos, e não mais seria o povo de Deus.

Temos que enxergar a grandeza de sermos povo de Deus e de tê-Lo ao nosso lado. Talvez estejamos tão acostumados com o Senhor ao nosso lado que não damos o devido valor a isso.

Ser povo de Deus é ser separado, é não se contaminar com as finas iguarias do rei, é não ser coniventes com o pecado. Banalizar a Sua presença é ir perdendo-a aos poucos. Aquele povo naquele dia sentiu a dor de não ter o Senhor ao lado deles. E se contristaram. E nós? Temos a certeza que a presença de Deus vai conosco? Estamos almejando apenas entrar na terra da promessa ou queremos entrar lá com Deus ao nosso lado?