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quinta-feira, 8 de maio de 2025

A antiga e nova aliança: o que elas representam para nós hoje?

 Textos de referência: Êxodo 24:1-8; Mateus 26:27-28


Aqueles que acreditam que o Antigo e Novo Testamento na Bíblia são livros separados estão bastante enganados, pois toda a Bíblia em si está totalmente integrada. Os escritos do Antigo Testamento testificam aquilo que foi escrito no Novo. 

Um exemplo disso se encontra em Êxodo, quando o Senhor dá ao povo os seus ensinamentos, escritos em um livro que Moisés denominou o Livro da Aliança pois o cumprimento dele era um ato de compromisso do povo com Deus.

Após ler os ensinamentos ao povo, Moisés pegou o sangue dos sacrifícios de novilhos que haviam sido oferecidos e aspergiu sobre o povo, dizendo: “Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras.”

Cerca de 1200 anos mais tarde, em uma mesa de ceia Jesus se assentava com os seus discípulos, horas antes de ser entregue para a morte, e ao tomar o cálice disse: “Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados.”

Perceba a semelhança entre as frases. Na primeira o sangue representava uma aliança, mas ele tinha origem de animais sacrificados. Na segunda era um vinho mas representava um sangue que seria derramado dentro de poucas horas, que também tinha o sentido de uma aliança, mas agora uma nova aliança, de Jesus para com todos os que creriam nele, sendo que o propósito daquela aliança era fazer a remissão, isto é, o perdão dos pecados.

A aliança dos tempos de Moisés era uma preparação de um povo que estava se comprometendo a seguir as palavras de Deus. A aliança de Jesus é que aquele que tomar o cálice (em outras palavras, crer no sacrifício do sangue de Jesus) tem remido os seus pecados, isto é, não deve mais nada, está livre, perdoado e em plenas condições de herdar a vida eterna com Jesus.

Percebeu como antigo e novo testamento estão interligados? A nova aliança de Jesus é para todos nós, não precisamos mais de sangue de novilhos aspergidos sobre nós, hoje temos o sangue de Cristo vertido na cruz que tem poder para nos limpar de todo pecado.


domingo, 23 de maio de 2021

A nova aliança

  Texto de referência: Jeremias 31:31-33;40


O povo de Deus foi marcado por alianças com o criador. Com Abraão, o Senhor fez aliança com aquele homem sobre ser o seu único Deus. Tudo isso diante de um cenário de idolatria, pois os povos das nações adoravam diversos deuses ao mesmo tempo. Essa aliança foi renovada com Isaque e Jacó. Posteriormente, quando o povo já estava no deserto e quando entraram com Josué na terra prometida, o Senhor também fez aliança com eles.

Em geral, o pacto da aliança era marcado por sacrifícios de animais, que selavam o compromisso do povo com Deus. Mas aquele povo frequentemente quebrava essa aliança, se inclinando às práticas pagãs dos povos ao redor e adorando outros deuses. Após muitos anos de altos e baixos e muitos períodos de rebeldia o povo vai ao exílio babilônico e ali fica por quarenta anos.

No exílio, Deus envia profetas que denunciavam os pecados do povo, mas que também lhes pregavam palavras de esperança, de que aquele exílio um dia chegaria ao fim. Em uma dessas profecias de esperança, o Senhor usa o profeta Jeremias para anunciar àquele povo um novo tempo, onde uma nova aliança seria firmada com eles.

Mas o Senhor alerta de que aquela não seria mais uma aliança como aquela feita com o povo no deserto. A aliança agora consistia na lei do Senhor estar na mente e no coração deles. As leis dadas ao povo pelo Senhor não consistiriam mais em práticas externas, mas em uma atitude interior de um coração temente a Deus, que o adoraria de todo o coração.

Ao final o profeta ressalta que esse povo não seria mais desarraigado ou destruído.

O povo estava tão acostumado às ordenanças da lei que achavam que essa era a essência da vida com Deus. Agora o Senhor estava lhes preparando para o tempo do Messias, onde a graça superava a lei e onde a obediência transcendia a necessidade do sacrifício.

Quando vivemos apegados às normas, a uma liturgia pronta, a uma adoração formalizada, aos poucos vamos perdendo a essência da intimidade com Deus, que está acima de tudo isso e que exige de nós apenas um requisito: que o nosso coração seja totalmente do Senhor. E quando estamos nesse nível, não há como sermos destruídos, pois as nossas raízes estão em Deus. Um povo que vive inteiramente para Deus não é exilado, pois o Senhor é a sua morada. Era esse nível de espiritualidade que Deus esperava daquele povo. É essa comunhão que Deus também espera de nós.