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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Jericó e Ai: as consequências da obediência e desobediência

Textos de referência: Josué 6 e 7


Quando o povo de Deus iniciou o seu processo de entrada na terra prometida teve que vencer diversas nações inimigas. Um dos primeiros territórios a ser vencido foi Jericó. Era uma cidade grande e bem estabelecida, rodeada por uma grande muralha que a protegia dos adversários. Mas não adiantou nenhuma das suas fortalezas, pois o Senhor já havia estabelecido que Israel venceria Jericó.

Dessa forma aconteceu. Eles rodearam a cidade por sete dias, e no sétimo as muralhas caíram. Mas antes desse fato, o povo se santificou, circuncidou-se e celebrou a Páscoa, tudo obedecendo aos mandamentos do Senhor. Por estarem em estrita obediência, o Senhor deu-lhes a vitória.

Após a tomada de Jericó, a próxima nação a ser tomada era Aí. Como haviam acabado de ver uma derrota espetacular de Jericó, os israelitas estavam muito confiantes e até enviaram menos combatentes a Aí, por ser uma nação menor. Mas o resultado foi desastroso, o povo foi derrotado e teve que fugir.

Ao questionarem ao Senhor pelo motivo da derrota, descobriram que ela sobreveio devido a uma desobediência de um dos combatentes - chamado Acã, que furtou objetos valiosos para si, algo proibido por Deus. Se da primeira batalha eles obtiveram vitória pela estrita obediência, dessa vez eles foram derrotados por um pequeno ato de desobediência, de apenas uma pessoa.

Essas duas histórias servem para nos mostrar os caminhos de Deus. A obediência a Ele deve ser total para o recebimento das promessas. As coisas de Deus são sérias e Ele exige de nós total comprometimento com elas. Se as bênçãos estão condicionadas à obediência, significa que a falta desta impede aquelas. Sejamos obedientes a Deus em tudo, e receberemos o tudo d'Ele para nós.


sábado, 3 de setembro de 2022

Obedecer é a chave para o cumprimento da promessa

"Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa." Hebreus 10:36


Vivemos dias onde tudo o que mais ouvimos falar é acerca de promessas. Todos nós temos promessas vindas de Deus, pois Deus é um Deus de promessas. Mas Ele não apenas faz promessas, Ele também as cumpre. A Bíblia diz que nenhuma das suas boas promessas feitas ao povo de Israel caíram por terra, todas foram cumpridas (Josué 21:45).

Amamos ler sobre isso, e não estamos errados, pois esta é a verdade. Todavia, muitas vezes nos esquecemos que a Bíblia é um livro escrito em conjunto. Desde Gênesis a Apocalipse, os seus livros estão interligados e uma palavra não está desconectada da outra.

Dessa forma, não podemos ler apenas os versículos das promessas, esquecendo que existem outros que nos falam acerca de outros assuntos. O que quero dizer é que não podemos querer apenas receber as promessas, sem cumprir a parte da Bíblia que nos faz ordenanças.

Se recebemos os versículos que nos fazem promessas de vitória, precisamos receber com a mesma alegria os versículos que nos pedem obediência. As promessas de Deus para nós estão condicionadas a uma vida de obediência à sua palavra.

Foi assim com Abraão. Isaque não foi gerado enquanto Abraão não consertou a sua vida perante Deus. O versículo de referência de hoje é claro ao dizer que, quando fazemos a vontade de Deus alcançamos as promessas. Se isso não for uma verdade para nós, vamos nos cansar de fazer campanhas e clamores, pois Deus não deixará de cumprir a sua palavra, tanto para bênção quanto para as suas ordenanças. 


quarta-feira, 18 de agosto de 2021

O que significa servir a Deus de coração íntegro e alma voluntária?

 "E serve-o de coração íntegro e alma voluntária." 1 Crônicas 28:9


Esse trecho da Bíblia é um conselho do rei Davi dado ao seu filho Salomão quando já estava perto de morrer. Davi foi um homem temente a Deus e durante a sua vida, serviu-o de todo o coração. Apesar dos seus erros, Davi não se afastou do Senhor, pois quando errou, teve a humildade de reconhecer seu pecado e se arrepender.

Agora, próximo à sua partida, Davi aconselha Salomão acerca de como deveria ser o seu relacionamento com Deus. Segundo Davi, Salomão deveria servi-lo de coração íntegro e alma voluntária.

Primeiramente vamos meditar acerca do que é um coração íntegro. A palavra íntegro diz respeito a algo inteiro, completo. Servir a Deus de coração íntegro é dar a ele todo o nosso coração, não apenas algumas partes. A falta de integridade no servir a Deus tem sido uma das principais falhas que temos visto no cristianismo do nosso tempo. Isso porque as pessoas até querem servir a Deus, mas não desejam abdicar das coisas do mundo. E assim, servem a Deus juntamente com o mundo. 

Mas na verdade, sabemos que aqueles que agem dessa forma, não estão servindo a Deus, mas ao diabo, pois a Bíblia diz que ninguém pode servir a dois senhores (Mateus 6:24). Quando tentamos trazer as práticas do mundo para a nossa vida cristã, estamos abandonando o Senhor. E portanto a importância de servi-Lo de coração íntegro, pois quando damos a Ele todo o nosso coração não há espaço para outros senhores.

O segundo conselho é servir a Deus de alma voluntária. A alma se refere a algo que está dentro de nós, no mais profundo do nosso ser. Por outro lado, fazer as coisas voluntariamente é fazê-las sem se sentir obrigado, realizando de forma espontânea.

Servir a Deus com uma alma voluntária é obedecê-Lo de forma espontânea, sem se sentir obrigado. Uma alma voluntária para Deus é aquela que fará a sua vontade por amor a Ele, não por medo de que algo ruim lhe aconteça. O Salmos 1 nos fala sobre um homem bem-sucedido em tudo o que executava. O segredo desse homem era ter prazer nos mandamentos do Senhor. Quando servimos a Deus de alma voluntária, tudo o que fazemos para Ele é permeado de amor e o maior intuito das nossas atitudes é agradá-Lo.

Esses foram os dois sábios conselhos de Davi a Salomão. Essa também é a palavra do Senhor para nós. Que possamos servi-Lo de coração íntegro e alma voluntária, pois essas são as chaves para uma caminhada vitoriosa.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Os caminhos da obediência

 Texto de referência: Deuteronômio 30:15-20


Dentre os livros do pentateuco o livro de Deuteronômio se destaca por um assunto: a obediência a Deus. Enquanto Gênesis retrata a história dos patriarcas, Êxodo e Números relatam a saída do povo do Egito e a caminhada pelo deserto, Levítico aborda sobre as leis de Deus, Deuteronômio faz uma síntese acerca do povo no deserto e das leis, mas dedica seus últimos capítulos a convocar o povo de Deus à obediência.

Em toda a caminhada do povo pelo deserto, Deus foi lhes dando as suas leis de forma escrita. Eram muitas leis e todas, sem exceção, deveriam ser guardadas. Cada lei, decreto e ordem tinha o seu propósito, tanto em refletir o amor pelo próximo, quanto em refletir a adoração do povo ao Senhor.

A obediência do povo os levaria a uma abundância inexorável, eles seriam abençoados em tudo e essa bênção de Deus seria notória a todos os povos. Por outro lado, a desobediência traria consequências terríveis, inimagináveis, e aquele povo seria envergonhado em tudo o que fizesse.

O Senhor ainda alerta que o povo não teria desculpas para não cumprir a lei alegando estar ela longe deles, pois ela havia sido dada pelo próprio Deus através de Moisés. Todas as palavras foram escritas em pedras para que não se perdessem, então não apenas o povo, mas a sua descendência a conheceria. 

Por fim, Moisés faz um paralelo entre a obediência e a desobediência, comparando-as com a vida e a morte, respectivamente. Ele alerta ao povo de que estava sendo colocado diante deles esses dois caminhos, e que eles eram livres para escolherem aquilo que eles quisessem, conscientes de que ambos lhes trariam consequências, positivas ou negativas.

Apesar de Deuteronômio ser um livro da velha aliança, no tempo da lei, os seus ensinamentos continuam válidos entre nós cristãos. A obediência a Deus não fica ultrapassada e ela é exigida de nós diariamente, nas pequenas coisas.

Se formos notar as leis de Deus descritas em Levíticos há ordenanças acerca de grandes coisas, mas também acerca de pequenas.

Os crimes graves foram citados, mas as práticas cotidianas também. Obedecer a Deus vai além de não matar, roubar, adulterar ou coisas nesse sentido. Implica também em ações do nosso dia a dia, quando por exemplo não entramos em uma roda de conversa que envolve fofoca, não aceitamos "pequenas mentiras" ou deixamos de lado a internet para nos conectarmos mais a Deus.

Obedecer a Deus é uma escolha diária. Todos os dias temos à nossa disposição duas alternativas, o mal e o bem, a vida e a morte. Que possamos escolher sempre o bem e a vida, e assim colheremos todas as bênçãos que o Senhor nos promete através da obediência.


segunda-feira, 26 de abril de 2021

Conhecer a Deus é conhecer a Sua vontade

 Texto de referência: Êxodo 33:12-13


Poucos homens na Bíblia tiveram uma intimidade tão grande com Deus como Moisés. Na verdade, existem experiências entre Moisés e Deus que nenhum outro homem teve. Foi Moisés quem teve o privilégio de ouvir os Dez mandamentos e transmiti-los ao povo. Por quarenta dias aquele homem não comeu ou bebeu nada, sendo alimentado apenas pela presença do Senhor (Êxodo 34:28).

Outro fato singular ocorreu quando Moisés morreu. Após a sua morte no monte Nebo, o próprio Deus o sepultou, sendo que ninguém encontrou o lugar da sua sepultura (Deuteronômio 34:5-6).

Esses são apenas dois fatos que foram bastante diferentes, que não vimos em nenhum outro profeta, todavia, Moisés teve diversas outras experiências com Deus, onde falava com Ele como um homem fala com seu amigo.

Entretanto, mesmo após esses momentos tão intensos ao lado do Senhor, Moisés, em certo momento de sua vida, tem uma conversa com Deus. Ali, ele diz ao Senhor que este lhe dissera que o conhecia pelo nome. Isso era verdade, o Senhor conhecia Moisés, mas Moisés vai além, pede a Deus que lhe faça conhecer o caminho Dele, para que Moisés também O conhecesse.

Essa conversa nos retrata duas situações, onde Moisés é conhecido pelo Senhor, mas expressa o seu desejo em também conhecê-Lo. Podemos ser indagados sobre como poderia Moisés não conhecer o Senhor se ele já havia tido tantas experiências com Ele, mas o fato é que aquela conversa entre Moisés e Deus se deu em um momento onde Moisés queria saber de Deus se Ele andaria com o povo (v. 12). Antes de dizer que queria conhecê-lo, Moisés ressaltou que queria saber qual era a vontade do Senhor para eles.

Isso nos leva a crer que Moisés sentia que conhecia a Deus se soubesse a Sua vontade para eles. Conhecer a Deus vai além de termos experiências poderosas com Ele. Conhecemos a Deus quando nos é revelada a Sua vontade. E não há outra forma de O conhecermos senão pela Sua Palavra. A nossa intimidade com Deus aumenta proporcionalmente ao nosso conhecimento (e obediência, claro) à Sua Palavra.

O Senhor nos conhece, mas será que O conhecemos? Estamos no centro da Sua vontade ou queremos andar em nossos próprios caminhos? 

domingo, 27 de dezembro de 2020

A obediência da sunamita e o cuidado de Deus na sua vida

 Texto-base: 2 Reis 8:1-6


Nos tempos de Eliseu havia uma mulher que habitava na cidade de Suném. Ela e sua família se tornaram amigos de Eliseu. Abrigaram o profeta em sua casa e estavam sempre em contato com ele. Mas a maior relação daquela mulher era com o Deus de Eliseu. Ela servia a Deus e cria Nele. Aquela sunamita (assim era denominada por habitar em Suném) tinha experiência com Deus. O maior testemunho de fé da sua vida foi o filho que Deus lhe deu por duas vezes: a primeira quando ele nasceu, haja vista ela ser estéril, e a segunda quando ele ressuscitou, após ter sentido uma forte dor na cabeça e morrido (2 Reis 4:8-37).

Agora, já com seu filho crescido, aquela mulher enfrenta outra situação difícil: sete anos de fome estavam chegando sobre o território de Israel. Mas Deus revela esse fato a Eliseu que avisa a sunamita para que ela pudesse ir morar em outro lugar até que a fome acabasse.

Passados os sete anos a mulher volta e acha sua terra ocupada, provavelmente pela família real que se apoderava de terras abandonadas.

Ela então, sempre decidida, vai até o rei lhe rogar pela devolução das suas terras. Ao chegar lá, ela encontra o rei e Geazi servo de Eliseu, contando exatamente acerca da história da ressurreição do seu filho. Quando o rei fica sabendo que aquela era a mulher da qual estavam falando, ele ordena que fossem devolvidas àquela mulher as terras tomadas, e não apenas as terras, mas toda a produção gerada por aquele campo desde a sua partida até aquele momento.

A história dessa mulher retrata o cuidado de Deus com aqueles que são fiéis a Ele. Quando a sunamita saiu com a sua família do território de Israel ela não estava obedecendo a Eliseu, mas seguindo uma direção de Deus para a vida dela. E a partir da sua obediência, Deus cuidou dela em todos os momentos. Quando ela voltou para Israel, Deus não a desamparou, pelo contrário restituiu a ela tudo o que era dela, com acréscimos.

Essa é a recompensa de uma vida consagrada a Deus. Relacionamento com Ele e obediência às suas ordens resultam no cuidado de Deus para conosco, em todo tempo.