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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Quem foram Zorobabel e Josué

 Após ficarem exilados por setenta anos na terra da Babilônia o povo judeu tem a oportunidade de voltar para Jerusalém a fim de reconstruí-la. A ordem foi dada pelos próprios reis persas, local onde se encontravam os cativos.

Ao retornarem do exílio o povo passou a reconstruir os muros de Jerusalém e o templo do Senhor. Para esse propósito, elegeram Zorobabel como governador e Josué como sumo sacerdote.

Apenas os livros pós-exílicos de Esdras, Neemias, Ageu e Zacarias mencionam Zorobabel. Ele era da linhagem de Judá e a sua principal missão foi reconstruir o Templo. Nesse período, Zorobabel desanimou após alguns adversários se levantarem contra a reconstrução. Mas fortalecido pelas palavras proféticas de Ageu e Zacarias, Zorobabel se levanta para continuar a construção.

Zorobabel é um símbolo do reinado de Jesus, pois ele fazia parte da descendência de Davi. Como governador do povo, Zorobabel foi o último líder da linhagem antes da chegada de Jesus, o eterno Rei de Israel.

Com relação a Josué, ele era da linhagem de Levi e tinha a função de exercer o sacerdócio no novo templo. Os livros de Ageu e Zacarias os quais mencionam Josué não relatam detalhes sobre a continuidade do seu ministério sacerdócio, mas sabe-se que Josué era uma prefiguração do sacerdócio perfeito vindo através de Jesus.

Tanto que ele é chamado também de Renovo (Zacarias 6:9-13), mesma palavra utilizada para se referir a Jesus em outra parte das Escrituras, no livro do profeta Isaías (Isaías 11:1).


segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Josué: o líder que fez o povo entrar na terra prometida

Chamou Moisés a Josué e lhe disse na presença de todo o Israel: Sê forte e corajoso; porque, com este povo, entrarás na terra que o Senhor , sob juramento, prometeu dar a teus pais; e tu os farás herdá-la. Deuteronômio 31:7


Josué foi um grande líder em Israel. Após a morte de Moisés ele passou a liderar o povo de Deus até a entrada até a terra prometida. Antes de assumir o seu posto de líder, Josué foi preparado por Deus. Ele foi um grande guerreiro que esteve à frente de algumas batalhas que os israelitas enfrentaram. Tudo isso era uma forma de Deus prepará-lo para as diversas batalhas que ele enfrentaria quando fosse o líder.

Josué também teve algumas experiências com Deus. Quando Moisés subiu ao Monte Sinai para ouvir de Deus os mandamentos, Josué subiu com ele (Êxodo 24:13). Ele também esteve com Moisés na tenda da congregação, onde Moisés ouvia Deus falar com ele face a face, e Josué não se afastava da tenda onde Deus estava (Êxodo 33:11). Isso indica o nível de desejo que Josué tinha por Deus.

Todos esses fatores prepararam Josué para se tornar o grande líder que ele foi. As batalhas enfrentadas anteriormente fizeram com que ele tivesse forças para vencer os trinta e um reis que ele venceu na conquista da terra prometida.

O nível de adoração que ele tinha com Deus fizeram com que ele tivesse a intimidade e confiança necessárias para vencer os diversos obstáculos que vieram ao seu caminho. 

A vida de Josué é um exemplo para nós. Não apenas um grande guerreiro, Josué foi também um grande adorador.


segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Jericó e Ai: as consequências da obediência e desobediência

Textos de referência: Josué 6 e 7


Quando o povo de Deus iniciou o seu processo de entrada na terra prometida teve que vencer diversas nações inimigas. Um dos primeiros territórios a ser vencido foi Jericó. Era uma cidade grande e bem estabelecida, rodeada por uma grande muralha que a protegia dos adversários. Mas não adiantou nenhuma das suas fortalezas, pois o Senhor já havia estabelecido que Israel venceria Jericó.

Dessa forma aconteceu. Eles rodearam a cidade por sete dias, e no sétimo as muralhas caíram. Mas antes desse fato, o povo se santificou, circuncidou-se e celebrou a Páscoa, tudo obedecendo aos mandamentos do Senhor. Por estarem em estrita obediência, o Senhor deu-lhes a vitória.

Após a tomada de Jericó, a próxima nação a ser tomada era Aí. Como haviam acabado de ver uma derrota espetacular de Jericó, os israelitas estavam muito confiantes e até enviaram menos combatentes a Aí, por ser uma nação menor. Mas o resultado foi desastroso, o povo foi derrotado e teve que fugir.

Ao questionarem ao Senhor pelo motivo da derrota, descobriram que ela sobreveio devido a uma desobediência de um dos combatentes - chamado Acã, que furtou objetos valiosos para si, algo proibido por Deus. Se da primeira batalha eles obtiveram vitória pela estrita obediência, dessa vez eles foram derrotados por um pequeno ato de desobediência, de apenas uma pessoa.

Essas duas histórias servem para nos mostrar os caminhos de Deus. A obediência a Ele deve ser total para o recebimento das promessas. As coisas de Deus são sérias e Ele exige de nós total comprometimento com elas. Se as bênçãos estão condicionadas à obediência, significa que a falta desta impede aquelas. Sejamos obedientes a Deus em tudo, e receberemos o tudo d'Ele para nós.


segunda-feira, 23 de maio de 2022

Prepare-se para a nova etapa

Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Josué 1:2


Moisés foi um grande líder, talvez o maior que a Bíblia tem relatado. A forma como Moisés conduzia o povo de Deus (em torno de 1 milhão de pessoas) pelo deserto era algo impressionante e desafiador aos olhos de qualquer homem. Mas um dia Moisés morreu. E o trabalho precisou continuar.

É nesse contexto que Deus levanta Josué, um fiel servo de Moisés que esteve com ele durante todo aquele período no deserto e que não retrocedeu quando todos se deixaram levar pelo medo dos adversários (Números 14:6-9).

No fundo, Josué sabia que ele seria o sucessor de Moisés, mas a ficha ainda não havia caído. Após a morte de Moisés, Deus chama Josué e lhe explica que a partir daquele momento uma nova etapa se iniciava. Moisés estava morto e Josué havia sido o escolhido para fazer o povo entrar na terra da promessa.

Se formos parafrasear o que Deus disse a Josué, talvez seria algo desse tipo: "Josué, Moisés morreu. Levanta e age, porque agora é com você." O Senhor estava despertando Josué para o início de uma nova etapa. A formação do povo no deserto estava concluída. Agora era hora de herdar a promessa.

Da mesma forma, muitas vezes estamos há tanto tempo em uma etapa das nossas vidas que já não despertamos para o início de um novo ciclo. Precisamos de coragem para avançarmos etapas, pois cada uma delas exige de nós uma posição diferente. Mas da mesma forma como o Senhor encorajou Josué Ele nos encoraja. Não precisamos temer as mudanças de ciclos em nossas vidas. Avançar faz parte da vida e se estamos com o Senhor, sempre caminharemos em vitória.


terça-feira, 24 de agosto de 2021

Josué: o homem que não se afastava da presença de Deus

 "O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo. Depois Moisés voltava ao acampamento; mas Josué, filho de Num, que lhe servia como auxiliar, não se afastava da tenda." Êxodo 33:11


A história de Josué começa mesmo antes do seu nascimento, quando é contado sobre o seu antepassado, Berias, um homem que nasceu em um período de dificuldade na família, e cuja vinda não foi celebrada. Josué nasceu dessa linhagem. O seu nome a princípio era Oséias, que significa "salvo", mas depois passou a se chamar Josué, cujo significado é "o Senhor salva". A mudança do nome de Josué indica o que ele seria dali por diante, o homem usado pelo Senhor para fazer o povo entrar na terra prometida.

Em sua juventude, Josué viveu no Egito, como escravo, vivenciando na própria pele o sofrimento do povo de Israel. Ele também presenciou as dez pragas e a abertura do mar vermelho. Mas foi no deserto que o ministério de Josué se iniciou de fato. Ele estava sempre com Moisés, que confiava a ele as batalhas contra adversários do povo. Josué se tornou um grande guerreiro, habilidade que lhe foi muito útil na entrada à terra prometida, pois Josué venceu mais de trinta reais em combates.

Mas a vida vitoriosa de Josué era marcada por um fato, ele não se afastava da tenda da congregação, lugar onde Deus falava ao povo e manifestava a Sua presença. Diante dessa revelação bíblica, podemos inferir que Josué era um homem sedento pela presença de Deus e que buscava estar sempre perto d'Ele. Essa intimidade levou Josué a ter fé e coragem necessárias para ele vencer as batalhas necessárias para entrar na terra prometida.

A história de Josué é para nós um exemplo. Como ele, Deus nos coloca à frente de muitos desafios, que requerem de nós força e coragem para vencê-los. Deus não poupou Josué dos diversos reinos que ele enfrentaria, pois sabia que ele estava preparado para lutar contra eles e vencê-los. Essa preparação não ocorreu da noite para o dia, mas foi resultado de toda uma vida de Josué dedicada ao Senhor. Deus espera também de nós coragem para vencer os obstáculos e dedicação para não nos afastarmos da presença d'Ele. Como foi com Josué, também teremos a vitória.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Somos fortes porque cremos no Deus Forte

Texto de referência: Josué 17:14-18


Após a entrada dos israelitas na terra prometida, o próximo desafio do líder Josué era dividir as terras conquistadas. Todas as tribos receberam a sua parte. Quando foi a hora da divisão para as tribos de Efraim e Manassés, elas refutaram a Josué dizendo que, haja vista eles serem um povo grande, haviam recebido uma herança pequena.

Josué então os adverte que, se eles se consideravam um grande povo, deveriam tomar uma parte do bosque para eles e também desapossarem os moradores do lugar. As duas tribos então dizem a Josué que os moradores daquele lugar eram fortes e utilizavam carros de ferro, uma arma muito potente para as batalhas da época.

Nesse momento, Josué reforçou a eles de que as duas tribos realmente eram um povo forte e ressalta que eles conseguiriam tomar posse de toda a região montanhosa, apesar do local ser um bosque e os habitantes de lá serem fortes e utilizarem carros de ferro.

Essa história nos apresenta um fato importante acerca das tribos de Efraim e Manassés. Diante do seu crescimento, eles perceberam a necessidade de se expandirem, mas ao perceberem as dificuldades para obterem essa expansão, se sentiram desanimados.

Ao perceberem que eles teriam que desbravar um bosque e lutar contra fortes adversários, eles desanimaram. Eles queriam ampliar seus limites e se consideravam grandes, mas no momento em que passaram a olhar para os obstáculos a serem vencidos para alcançarem esse feito, não acreditaram na força que havia neles.

Em muitas situações em nossa vida também enfrentamos situações como essas, em que queremos algo e nos sentimos capazes de conseguir, mas ao olharmos as dificuldades do caminho a percorrer, desanimamos. O bosque e os adversários, bem equipados com carros de ferro, eram os empecilhos que afastavam o povo da terra que almejavam. Apesar de serem um grande povo, não se sentiam fortes o suficiente para enfrentar os adversários, e se deixaram levar pelo medo. 

A força dos israelitas vinha do Senhor, bem como a nossa força. Não importam o tamanho das dificuldades, em Deus poderemos vencê-las. Somos fortes porque temos um Deus Forte ao nosso lado (Isaías 9:6).

domingo, 6 de junho de 2021

Não podemos ser remissos: a Terra Prometida está à nossa disposição

Texto de referência: Josué 18:2-3


Após muitos anos vivendo no deserto, finalmente o povo de Israel entrou na Terra Prometida. Quarenta anos se passaram com aquele povo no deserto, mas em todo o tempo o Senhor cuidou de cada um deles. Mas agora havia chegado a hora tão esperada hora de habitarem na terra da promessa. Cinco tribos já haviam conquistado a terra, mas sete tribos ainda não haviam tomado posse das suas terras.

Josué, o líder daquele povo, então chama a atenção dessas tribos, repreendendo-os por serem remissos e não apossarem das terras que Deus havia lhes dado. Quando Josué os repreende, eles então tomam uma atitude e vão em busca das suas terras. Não se sabe ao certo como o povo estava vivendo, mas talvez eles estivessem em locais improvisados e desconfortáveis, enquanto terras férteis e deleitosas estavam à disposição deles.

Essa história nos chama a atenção pela falta de iniciativa daquele povo de receber aquilo que já havia sido dado a eles. E por isso foram chamados por Josué de remissos, isto é, negligentes.

Muitas situações em nossa vida se assemelham a essa história do povo de Israel. Temos à nossa disposição promessas dadas por Deus a nós, mas muitas vezes não as recebemos. Os motivos podem ser diversos, seja por medo do novo ou por comodismo, por estarmos há tanto tempo na situação do desconforto, que acabamos nos acomodando com aquela situação e já não vamos atrás do melhor que Deus já nos concedeu.

O maior presente que recebemos foi o sacrifício de Jesus na cruz por nós, que nos trouxe remissão e redenção. Somos perdoados por Deus e libertos do poder das potestades infernais. Essa é a maior dádiva que podemos ter, mas muitas vezes ainda nos comportamos de forma remissa e não tomamos posse dessa riqueza. Ainda vivemos presos pelo pecado e ainda tememos as forças das trevas, já derrotadas por Cristo na cruz (Colossenses 2:15).

Mas como Josué chamou aquele povo a sair daquela vida remissa, Deus também nos chama a sairmos da posição de remissos e assumirmos a nossa posição de livres e tomarmos posse daquilo que Ele nos deu.


Leia também: Redenção e remissão: os dois presentes que nos foram dados por Jesus http://santidadenapalavra.blogspot.com/2021/01/redencao-e-remissao-os-dois-presentes.html?m=1

quinta-feira, 3 de junho de 2021

O perigo de tomarmos decisões sem consultarmos a Deus

Texto de referência: Josué 9:14


A vida é feita de decisões. Tomamos decisões desde o momento que acordamos até o momento que nos deitamos. Diariamente nos deparamos com escolhas simples, como por exemplo, o que vamos alimentar, se vamos praticar exercício, qual roupa iremos vestir, qual horário iremos dormir. Quando somos crianças, as pessoas decidem muitas coisas por nós. À medida que crescemos, passamos a tomar as nossas próprias decisões. De início, são coisas pequenas, como a roupa que iremos vestir ou o que comeremos. Conforme vamos amadurecendo, somos impelidos a tomarmos decisões mais importantes, que poderão impactar todo o curso da nossa vida.

Mas como cristãos, temos algo a nosso favor nos momentos de tomarmos decisões, podemos consultar  o Senhor, a fim de não decidirmos nada de forma precipitada. Nos tempos bíblicos, quando o povo de Israel se preparava para entrar na Terra Prometida, eles se depararam com um povo que veio buscando se aliançar com eles, dizendo ser de uma terra distante. Sem consultar ao Senhor, eles fizeram aliança com eles. Poucos dias depois, descobrem que na verdade aquelas pessoas eram vizinhos do lado, que mentiram para não serem mortos pelos israelitas.

Foi uma coisa simples, mas eles tiveram consequências pelo fato de não terem pedido conselho ao Senhor. Devemos consultar ao Senhor pelas nossas decisões não apenas diante de fatos impactantes para nós, como a escolha do nosso cônjuge, da nossa profissão ou do lugar onde iremos fixar residência. Mas também devemos consultar o Senhor diante de decisões pequenas, diárias e corriqueiras, que muitas vezes passam batidas diante de nós, mas que futuramente irão trazer consequências caso as tomemos de forma errada.

Naquele dia os israelitas não pediram conselho ao Senhor e fizeram aliança com alguém que eles não conheciam. Quando lemos sobre o rei Davi, percebemos que aquele homem estava sempre consultando ao Senhor para tomar as suas decisões. Davi não saía à guerra sem antes consultar ao Senhor se deveria batalhar e quais estratégias utilizar. O Senhor sempre o dirigia e Davi saía sempre vitorioso.

Deus é o nosso Pai e quer participar da nossa vida. Decisões pequenas não incluem realizar coisas óbvias, como por exemplo, se devo ou não tomar banho. Mas está relacionado a atitudes do nosso cotidiano que afetam a nossa vida em várias áreas, mas que muitas vezes preferimos decidir sozinhos, seja porque não percebemos que consultando ao Senhor podemos agir de forma mais apropriada, seja por não querermos envolver o Senhor nas nossas decisões por medo d'Ele nos pedir algo que vai contra a nossa vontade.

Mas temos que entender que colocar Deus à frente das nossas decisões só nos trará benefícios, como a direção correta do caminho a seguir e principalmente a certeza de que o que estamos fazendo será a melhor escolha para nós. 


quarta-feira, 2 de junho de 2021

O segredo dos gibeonitas

 Texto de referência: Josué 9


Durante o tempo em que Josué comandou o povo de Israel, chegaram a ele um povo um tanto estranho. Uma caravana de homens com roupas velhas, com pães embolorados, dizendo que vieram de uma terra distante e gostariam de fazer aliança com Israel. A ordem de Deus era que todas as nações ao redor de Israel fossem destruídas, mas como aquele povo era de terras distantes, eles resolveram se aliançar com eles. Acontece que na verdade aquele povo era de Gibeão, um território vizinho a Israel. 

Quando Josué fica sabendo desse fato e interroga os gibeonitas, eles reconhecem que mentiram por temerem o povo de Deus, pois sabiam que Deus estava ao lado de Israel e já havia decretado a vitória deles. Eles acreditavam que era melhor estar ao lado do povo de Deus, mesmo como escravos, mas estarem vivos, do que estarem na terra deles, com seus deuses, mas serem derrotados. O interessante é que os gibeonitas não eram um povo fraco, mas eles foram relatados como uma nação grande e de homens valentes (Josué 10:2). Embora tivessem características humanas favoráveis à guerra, eles sabiam que seriam derrotados, pois reconheceram que Deus estava com os israelitas.

Como punição aos gibeonitas, os israelitas lhes deram a função de tiradores de água e rachadores de lenha para o povo de Israel e para o serviço do altar de Deus. Aquele povo, outrora estranho, agora estava com o povo de Deus e servindo na casa do Senhor.

O povo de Gibeão se tornou tão especial para o Senhor que, ao serem atacados logo após a aliança deles com Israel, eles pediram socorro aos israelitas que foram ajudá-los. Nessa batalha, o sol e a lua pararam, até que o povo de Deus vencesse. Muito tempo depois, quando o rei Saul matou alguns gibeonitas, o Senhor castigou o território israelita, até que a justiça fosse feita àquele povo (2 Samuel 21:1-6).

A história dos gibeonitas demonstra o cuidado de Deus para com aqueles que têm fé n'Ele e trabalham para a Sua obra, independentemente de sua origem. Mesmo tendo construído a história daquele reino longe do Senhor, os gibeonitas decidiram viver uma nova vida, agora junto ao povo de Deus e trabalhando para a Sua obra. Eles foram honrados nas batalhas e reconhecidos pelo Senhor.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

A passagem do rio Jordão

 Texto de referência: Josué 3


Após a morte de Moisés, Josué toma a liderança do povo de Deus para conquistar a Terra Prometida.  Era chegada a hora deles alcançarem a promessa dita desde o patriarca Abraão. Essa missão não seria fácil, mas a vitória já estava garantida, pois ao lado deles estava o Senhor.

Um dos primeiros obstáculos enfrentados no limiar da terra foi a passagem pelo rio Jordão. Eles precisavam atravessá-lo para conseguirem chegar até a cidade de Jericó, o primeiro território a ser enfrentado. O problema é que o rio estava cheio. Eles já haviam passado por uma situação semelhante, no episódio do Mar Vermelho. Naquela ocasião, eles se desesperaram achando que morreriam, mas Deus ordenou a Moisés que estendesse o seu cajado sobre o mar, para que ele se abrisse.

E agora novamente Deus vem ao encontro daquele povo. Dessa vez a ordem do Senhor foi para que a Arca da Aliança fosse na frente, e quando os sacerdotes que carregavam a arca tocassem os pés no rio, ele também se abriria. Ao obedecerem a ordem de Deus o rio se abriu e todos passaram. Os sacerdotes ficaram dentro do rio Jordão até que todo o povo passasse.

A passagem do povo de Israel pelo rio Jordão nos ensina muitas coisas acerca do agir de Deus. As batalhas da nossa vida podem até serem semelhantes, mas jamais serão as mesmas. Em cada situação o Senhor nos conduz de uma maneira. Mas uma coisa é igual para todos os que crêem: a vitória. Se confiarmos em Deus, não importa o tamanho ou o tipo da batalha, Deus nos conduz em vitória perante todas elas.

Além disso, cada batalha é uma oportunidade que temos de amadurecer a nossa fé. Sem dúvida, na passagem do rio Jordão aquele povo já tinha a experiência do Mar Vermelho e se sentiam mais seguros para enfrentar aquela situação.

Por fim, a forma como o rio se abriu nos mostra acerca da autoridade de Deus em nós para vencermos as batalhas. Da mesma forma como a presença de Deus - representada pela arca - ia adiante do povo e os pés dos sacerdotes abriram o rio assim que os tocaram, o Senhor, através da Sua presença em nós já nos revestiu da autoridade necessária para superarmos os obstáculos que se colocam em nosso caminho.

O rio Jordão não foi páreo para o povo de Deus, pois o Senhor estava ao lado deles. Os obstáculos que surgirem diante de nós para tentar nos impedir de alcançar o que Deus tem para nós também serão destruídos, pois o Senhor está conosco.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Força x Coragem

 Texto de referência: "Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais." Josué 1:6


Para muitos, força e coragem são sinônimos, mas a palavra do Senhor nos mostra um sentido diferente a esses dois substantivos. Quando Deus chamou Josué para assumir o seu posto de líder do povo de Israel, Ele adiantou que era preciso que Josué fosse forte e corajoso. Isso nos faz refletir sobre as diferenças que existem em cada um desses atributos.

A força é o contrário da fraqueza. Ser forte não necessariamente significa não termos fraquezas, mas implica em não nos rendermos a elas, isto é, não deixar que elas nos dominem.

Paulo fez um relato em sua carta aos Coríntios que nos faz entendermos um pouco sobre o que é a fraqueza. Ao relatar sobre o espinho na carne o qual ele convivia para que não se ensoberbece diante das revelações que lhes foram dadas, Paulo diz que era nos momentos de fraqueza que o poder de Deus se manifestava em sua vida. E ele relata algumas coisas que o deixava fraco, sendo elas: angústias, necessidades, perseguições e injúrias (2 Coríntios 12:10). A fraqueza é um estado que sobrevém quando estamos diante de elementos que ferem o nosso bem-estar. Diante dessas situações nos sentimos impotentes e desanimados e a fraqueza encontra lugar para se instalar em nós.

Por outro lado, a coragem é o oposto do medo. Quando Deus diz que Ele não nos deu espírito de medo, Ele nos diz que nos deu o espírito de coragem. Da mesma forma que ocorre com a força, ter coragem não significa ausência total de medo, mas a capacidade de não sermos dominados por ele. Ser corajoso é enfrentar as adversidades sem nos deixarmos intimidar por elas. São muitas as palavras do Senhor para não temermos, mesmo diante das mais conflituosas situações.

Força e coragem, dois elementos que o Senhor requereu de Josué quando ele foi assumir o maior desafio da sua vida, ajudar o povo de Deus a entrar na terra prometida. Esses atributos foram necessários para que Josué cumprisse a sua missão. Conosco não é diferente. Para cumprirmos aquilo que o Senhor requer de nós também necessitamos de força e coragem. Por tudo o que conhecemos da Palavra do Senhor, sabemos que esses atributos estão à nossa disposição, basta tomarmos posse.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Batalha espiritual: preparando-se para vencer

 Texto de referência: Josué 6


Após o povo de Israel peregrinar por quarenta anos no deserto chegou o momento mais esperado por eles, entrar na terra prometida. Mas até chegar a essa terra, era preciso primeiro desapossar os moradores das terras vizinhas. Um desses territórios era denominado Ai.

Após terem destruído a cidade de Jericó, os israelitas estavam confiantes. Sem muito preparo eles saem à peleja contra Ai. Não estudam com profundidade o território inimigo e enviam apenas uns poucos homens. O resultado foi a derrota dos israelitas.

Após consultarem o Senhor, Este lhes revela que a derrota ocorreu porque um homem, chamado Acã, havia pegado coisas consagradas de Jericó, o que foi proibido pelo Senhor. Após matarem Acã e se redimirem perante o Senhor, eles elaboram uma nova estratégia para vencerem Ai.

Dessa vez, por ordem do Senhor, eles enviam para a guerra cerca de trinta mil homens, cercam a cidade de emboscadas e se colocam em posição de alerta. Ainda, eles elaboram a estratégia de retirar todos os moradores da cidade, a fim de os tirarem do seu lugar seguro. Dessa vez Israel prevaleceu e todos os moradores de Ai foram destruídos.

A batalha de Ai nos traz algumas lições. O desejo contínuo do Senhor é nos dar vitória, mas Ele não compactua com o pecado. Enquanto há coisas erradas não podemos obter vitória. É preciso primeiro nos santificarmos. Além disso, toda batalha requer de nós preparo e vigilância. Não podemos sair para a guerra de qualquer forma. É preciso planejar as nossas estratégias. E por fim, enquanto estamos no território inimigo ele prevalecerá. Quando o tiramos do seu lugar e passamos a batalhar no nosso território espiritual, cobertos pela oração e pela Palavra, nós venceremos.

Santificação, estratégia e cobertura espiritual são armas que o Senhor nos ensina para guerrearmos. O final da batalha contra Ai nós já sabemos, não ficou nenhum adversário. Seguindo as orientações do Senhor também venceremos, para a glória Dele.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Santidade para contemplar as maravilhas de Deus


 Texto-base: Josué 3:5

"Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós."


O povo de Israel durante toda a sua passagem pelo deserto esperava apenas por um só dia, aquele quando eles entrariam na terra prometida. E agora esse dia estava cada vez mais próximo. Quando eles chegam próximo a Jericó eles se deparam com um obstáculo: o rio Jordão. Mas Deus já havia aberto o mar alguns anos atrás para eles passarem, será que não usaria o Seu poder para também abrir um rio?

Deus então ordena a Josué, líder do povo, que eles se santificassem, pois no próximo dia, Deus faria maravilhas entre eles. É interessante a ordem de Deus para o povo se santificar, pois Ele poderia dizer: "Tenham fé porque amanhã Eu farei maravilhas no meio de vós", mas Ele ordena ao povo outra coisa: que se santifiquem.

Em Hebreus 12:14 diz que sem santidade ninguém verá o Senhor. Deus não habita com o pecado, portanto, não podemos achar que veremos o Seu agir se a nossa vida estiver tomada pelo pecado.

Mas outro fato interessante é que Deus diz que amanhã faria maravilhas no meio do povo. Era preciso dar àquele povo o tempo necessário para a santificação. Ele não começaria a agir naquele mesmo dia, primeiro eles deveriam se santificar e então veriam o agir de Deus.

Estamos querendo ver milagres vivendo o cristianismo de qualquer forma. Deus não compactua com o pecado. Ele é Santo, a Sua natureza é de santidade, ele é adorado pela Sua santidade e diz que à Sua casa convém a santidade.

Deus se agrada de um viver santo, pois a santidade é o que nos diferencia do mundo e nos confirma como Seu povo. Os israelitas tiveram que se santificar para enxergarem as maravilhas de Deus. Da mesma forma, se quisermos contemplar as promessas de Deus em nossa vida, não precisamos apenas ter fé, também devemos viver a santidade. "Sereis santos, porque Eu sou santo" (Levíticos 11:45).