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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Não tente lutar sozinho

 Texto de referência: 1 Crônicas 19:10-15


O antigo testamento é um livro que relata muitas batalhas vividas pelo povo de Deus. Todavia, eu enxergo essas batalhas como ilustrações para a nossa vida hoje, uma maneira de Deus nos ensinar como nós podemos lutar as nossas guerras espirituais, haja vista a Bíblia dizer que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades.

Em uma destas batalhas, ocorridas no tempo do rei Davi, Israel lutava contra os amonitas e os siros. Como eram duas nações e elas cercaram os israelitas pela frente e pela retaguarda, o comandante do exército - Joabe - convocou seu irmão e braço direito, Abisai, para uma estratégia conjunta.

Enquanto Joabe iria lutar contra os siros, Abisai lutaria contra os amonitas, e quem vencesse primeiro iria ao socorro do outro.

Pela força do Senhor, Joabe saiu vitorioso. Mas ele não precisou ir ajudar Abisai, porque os amonitas, ao verem os siros derrotados, fugiram também.

Essa história nos mostra a força da união diante da guerra. Sozinho, Joabe não conseguiria lutar, então ele buscou ajuda. A maior parte das nossas guerras não são possíveis de vencermos sozinhos, precisamos de ajuda no combate, seja em oração, com conselhos, direcionamentos, apoio médico, psicológico, emocional ou até repreensões.

O nosso orgulho muitas vezes nos faz acreditar que não precisamos de ajuda, ou que expor a nossa situação pode ser humilhante, mas temos que reconhecer quando o pedido de socorro é uma ação crucial se quisermos sair vitoriosos.

Se hoje você está enfrentando uma batalha sozinho, e está sem forças para lutar, talvez essa mensagem seja o direcionamento que você precisa para entender que precisa pedir ajuda. Vem de Deus andarmos juntos uns com os outros. Nas mais difíceis batalhas, não tente guerrear sozinho.




quarta-feira, 26 de julho de 2023

As estratégias que Deus nos dá para combatermos nas guerras espirituais

Disse, pois, a Judá: Edifiquemos estas cidades, cerquemo-las de muros e torres, portas e ferrolhos, enquanto a terra ainda está em paz diante de nós, pois temos buscado ao Senhor , nosso Deus; temo-lo buscado, e ele nos deu repouso de todos os lados. 2 Crônicas 14:7


A Bíblia, principalmente no Antigo Testamento fala muito sobre guerras que existiram entre o povo de Deus e demais nações. Eram lutas sangrentas, com muitos mortos e feridos. Na verdade, essas guerras eram simbologias das lutas que temos nos dias atuais. Hoje sabemos que a nossa luta não é mais carnal, contra homens, mas espiritual (Efésios 6:12). Os inimigos físicos do povo de Deus apenas representavam as guerras que a igreja tem hoje, que são contra os principados e potestades do mal.

E por haver muitas guerras, também são descritos muitos elementos na Bíblia que eram utilizados como instrumentos de defesa. É sobre esses elementos que trata esse post.

O primeiro elemento são portas. Para entender sobre elas é preciso saber que as cidades tinham muros ao redor, para evitar ataques inimigos. As portas eram colocadas nos muros para fechar a cidade. Para um trancamento eficaz das portas, eram colocados ferrolhos, trincos de ferro reforçados para evitar a abertura delas.

Outra estratégia também visualizada eram as torres, que se tratavam de edificações bem construídas e de grande altura, onde ficavam guardas que vigiavam dia e noite para ver se não havia nenhum inimigo espionando a cidade.

Se as guerras antigas são representativas das guerras de hoje, as armas também são. Para travar as nossas guerras espirituais, necessitamos nos blindar de elementos de defesa, portas e ferrolhos que impeçam o inimigo de entrar em nossas vidas. A santidade é a maior arma que temos para evitar isso.

A observância da Palavra nos impede de pecar (Salmos 119:11) e consequentemente impede que o inimigo entre em nós através do pecado, nos fazendo viver em santidade. Por isso, estar atentos se as nossas atitudes diárias estão dentro da Palavra de Deus é uma porta de segurança em nossas batalhas espirituais.

Além das portas e ferrolhos, precisamos estabelecer as torres para proteção. Como a função das torres era vigiar os arredores da cidade, para as guerras espirituais também é importante vigiarmos para que nenhum adversário venha nos atacar. A oração e uma vida no Espírito são as estratégias que Deus nos dá para uma vigilância eficaz (Efésios 6:18). Orar e buscar sempre o Espírito Santo nos capacita a discernir melhor as coisas no âmbito espiritual, o que faz com que estejamos atentos a possíveis ataques adversários.

Hoje aprendemos um pouco sobre as guerras espirituais. Elas existem, não podemos subestimá-las, mas estar preparados para lutar como soldados valentes e vencer.

terça-feira, 18 de abril de 2023

Estratégias que podem fazer o inimigo prevalecer

Texto-base: I Samuel 21:15-17


Davi e o povo de Deus estavam em guerra, mas nessa batalha por um pouco os filisteus mataram Davi. Essa passagem relata três estratégias que quase fizeram os inimigos do povo de Deus prevalecerem:

1) Cansaço: Davi ficou muito cansado (v. 15). Ninguém passa por uma grande batalha sem se cansar, mas dependendo do nível do cansaço, o mesmo pode nos ser prejudicial. O cansaço, o desânimo, a falta de esperança têm sido armas do inimigo para tentar nos vencer.

2) A força do adversário: (v. 16). Existem diversos tipos de inimigos em nosso caminho. Alguns são mais fáceis de se combater, outros mais difíceis. Pode ser necessário muita oração sua e dos intercessores, muito jejum ou até algum propósito. Para Deus não existem inimigos fáceis ou difíceis, pois todos estão aos seus pés, mas para nós, com nossa força humana, sim. Aquele inimigo Davi descendia dos gigantes e tinha uma grande lança.

3) Armadura nova (v. 16). Aquele adversário tinha uma armadura nova. Percebo aqui uma armadura nova como uma arma do adversário ao qual não estamos preparados e nos surpreende. Algo que o inimigo usa contra nós que ainda não havia lançado. Não podemos ser surpreendidos pelo adversário. Se ele vem com uma arma nova, podemos derrotá-la através do poder de Deus que age em nós. Se a estratégia do inimigo é nova, Deus é o mesmo, ontem, hoje e sempre, (Hb 13:8) e não nos desamparará.

O versículo 17 diz que aquele homem quase matou Davi, porém o valente Abisai socorreu Davi e não permitiu que ele fosse morto. Deus sempre nos dá o escape, ainda que quase venhamos a sucumbir, Ele não permitirá, mas nos livrará.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Utilizando as armas do adversário para o nosso crescimento

"Então, o rei Asa tomou todo o Judá, e trouxeram as pedras de Ramá e a sua madeira com que Baasa a edificara; com elas edificou Asa a Geba e a Mispa." 2Crônicas 16:6


A história abaixo se passa nos tempos do rei Asa, o rei de Judá que se viu perseguido pelo exército de Baasa, rei de Israel. Nesse período, Judá e Israel estavam separados como um reino, e possuíam reis diferentes. Esses reinos estavam em guerra entre si, e o reino de Israel era visivelmente mais forte do que Judá.

Como forma de enfraquecer para a seguir derrotar o reino de Judá, Baasa ordena a construção de uma cidade chamada Ramá, que serviria como obstáculo a Judá, para que ninguém chegasse até eles. Da mesma forma, eles estariam impedidos de sair da cidade. Estando isolados, com o passar do tempo seriam derrotados.

O rei Asa, se vendo em apuros, faz uma aliança com o rei da Síria, dando os tesouros da casa do Senhor para que ele lutasse contra o reino de Israel. O rei da Síria entra em guerra contra Israel, que ao se ver ameaçado, desiste de construir Ramá e pelejar contra Judá. A aliança feita entre Asa e o rei da Síria não foi agradável ao Senhor, pois o povo de Deus deveria sempre confiar n'Ele nas suas guerras e não se submeter a alianças com povos pagãos. Apesar disso, a estratégia de Asa deu certo, e é nesse aspecto que iremos focar.

Quando Baasa desiste de construir Ramá, Asa ordena ao povo de Judá que pegassem as pedras e a madeira que estavam sendo utilizadas na construção e trouxesse para o território de Judá. Com esses materiais, Asa construiu duas cidades (ou povoados) denominados Geba e Mispa.

No final dessa história, aquilo que os adversários de Judá utilizaram para derrotá-los acabaram sendo usados para aumentar o território de Judá. Da mesma forma, muitas vezes somos atacados pelo inimigo. Cercados por ele, muitas vezes pensamos em desistir. Mas ao invés de nós desesperar, temos que crer que aquilo que o inimigo trama para nos derrotar, será usado pelo Senhor para nos fazer crescer.

O apóstolo Paulo foi preso diversas vezes, mas ele enxergava a prisão não como uma forma de calar a sua voz, mas uma ferramenta para evangelizar a população carcerária. Até mesmo reis ouviram a Palavra de Deus por meio de Paulo na prisão. Nós não estamos desamparados nesta Terra. O Senhor batalha por cada um de nós, e por esse motivo, aquilo que vem do inimigo para nos destruir será a ferramenta usada por Deus para nos fazer crescer.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

A nossa força vem do Senhor

 "O Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos; ele expulsou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o."Deuteronômio 33:27


Estamos vivendo tempos difíceis. Dias de luta, de guerras espirituais e físicas, onde o mal tenta prevalecer a todo custo. Mas se de um lado existe um opositor cruel, do outro lado existe o Senhor da guerra, o Senhor dos Exércitos, poderoso na batalha e invencível.

À medida que vamos lendo a Bíblia vamos percebendo que a nossa passagem aqui nesta terra é uma batalha constante. De tempos em tempos surgem grandes batalhas as quais exigem de nós força e coragem.

Grandes homens de Deus viveram grandes batalhas e todos os que venceram só o fizeram pela força do Senhor que havia sobre eles. Não há outro segredo para vencermos, senão pelo Senhor. O que nos enche de ousadia em meio a essas batalhas é crermos que o Senhor nos capacita para todas elas.

Como servos de Deus fazemos parte do Seu exército aqui nesta terra e já fomos capacitados para vencer. Quando Deus prometeu a terra de Canaã ao Seu povo, ele não os isentou de terem que batalhar contra os adversários. Ele os expulsou, mas deu ao povo a ordem de destruí-los. Isso nos leva a crer que o Senhor retirou a força dos adversários do povo, mas deu a eles a incumbência de destruí-los.

Da mesma forma, ao enfrentarmos desafios não podemos ingenuamente acreditar que não precisamos guerrear. Mesmo tendo a promessa de vitória dada por Deus, Ele espera de nós enquanto parte do Seu exército que lutemos bravamente até alcançarmos a vitória completa. O inimigo já está expulso e destituído do seu lugar, mas é nossa a incumbência de destruí-lo.

Neste dia, que possamos nos apoiar no Senhor para vencer os nossos inimigos. A nossa força vem d'Ele e a vitória também!


terça-feira, 5 de outubro de 2021

As estratégias que o inimigo usa para nos confundir

Texto de referência: Isaías 36:4-21


A Bíblia é nosso manual de vida. Se por um lado ela nos dá promessas de vitória, por outro lado ela nos ensina capacita a vencer os ataques que o inimigo produz contra nós. As estratégias do inimigo podem ser aprendidas em diversas guerras relatadas na Bíblia. Uma delas foi a batalha de Ezequias, rei de Judá, contra Senaqueribe, rei da Assíria.

A Assíria veio contra Judá e a cercou. Nessa época, a Assíria vinha de um período onde estava vencendo muitas batalhas e ameaçando diversas nações. Ao investir contra Judá, ela se encheu de arrogância, crendo que também obteria vitória. Para afrontar os judeus, os assírios se valeram de algumas estratégias:

Apontou as fraquezas de Judá: os mensageiros do rei afrontaram a Judá, dizendo que o exército deles estava tão fraco, que se ele lhes desse os cavalos, não achariam cavaleiros para montar. O inimigo sempre tentará fazer crescer os nossos pontos fracos, para tentar nos intimidar diante da batalha.

Mentiu aos judeus, dizendo que Deus estava com ele e o havia mandado destruir a terra. Por incrível que pareça, usar o nome de Deus pode ser uma arma usada pelo inimigo para nos atacar e confundir. Assim, achamos que Deus não está conosco e corremos o risco de desistir.

Oferecer bênçãos e dizer que do lado das trevas é melhor. Senaqueribe disse que se os judeus ficassem do lado dele eles poderiam ter liberdade e seriam levados a uma terra boa como a que Deus estava lhes dando. Quando Eva foi tentada a comer o fruto da árvore, ela o fez porque o fruto parecia ser bom. Uma das estratégias do diabo é nos fazer achar que o pecado pode ser bom e nos fazer sentir bem, da mesma forma que estando com Deus.

Por fim, a última estratégia de Senaqueribe foi diminuir o poder de Deus, fazendo com que o povo achasse que Deus não tinha poder suficiente para livrá-los, afinal, os deuses das outras nações contra as quais a Assíria havia lutado não as havia livrado. Durante as batalhas, o inimigo tentará nos fazer acreditar que a força dele é tão grande que nem mesmo Deus pode nos ajudar.

Em todas essas estratégias vemos que uma coisa é comum, o diabo usa do engano para amedrontar e confundir as pessoas. A única coisa que pode nos livrar dessas mentiras é nos firmar na verdade da Palavra de Deus. Quanto mais mergulhamos no entendimento da Palavra, mais forte ficaremos e não nos amedrontaremos diante dos ataques do mal. Assim como no final da história de Ezequias Deus livrou o povo de Judá, Ele também nos livrará.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Vencendo os ataques do adversário

 Textos para consulta: Neemias 4;6


Neemias foi um grande homem de Deus que esteve entre os exilados de Judá na Babilônia. Ele serviu como copeiro do rei até o dia em que o Senhor o chamou para Jerusalém a fim de ajudar a cidade a se reerguer. Ali, Neemias começou a trabalhar na reconstrução dos muros da cidade que haviam sido derrubados.

O muro de uma cidade representava a sua proteção. Nesse sentido, uma cidade sem muro indicava um lugar abandonado e frágil, suscetível a qualquer ataque do inimigo. Quando Neemias buscou a restauração dos muros de Jerusalém, ele estava lutando para recuperar a honra e a segurança daquele lugar.

Todavia, assim como ocorre em toda grande obra de Deus, sempre existem os adversários que querem destruí-la. Na construção do muro não foi diferente. Se levantaram homens de Samaria e arredores para desencorajarem Neemias a continuar a obra de reconstrução.

Os adversários usaram muitas estratégias, desde inventar mentiras e calúnias contra Neemias, até utilizar falsos profetas para induzi-lo ao erro. Mas a principal estratégia utilizada foi a de tentar amedrontar Neemias. O medo é um fator que paralisa as pessoas, fazendo com que a pessoa se sinta impotente diante da situação, ainda que ela tenha total capacidade para realizar o ato.

Mas Neemias, em todo tempo, buscava se fortalecer em Deus. Ainda, a obediência dele e o seu temor a Deus faziam com que ele tivesse comunhão com o Senhor, o que lhe dava condições de vencer os seus adversários.

O inimigo é especialista em destruição. Dessa forma, toda vez que tentarmos reedificar algo destruído por ele, certamente teremos obstáculos a vencer. Entretanto, não podemos desanimar. A história de Neemias nos ensina a agir com persistência e fé diante dos ataques do adversário. Neemias não se intimidou diante das ameaças, nós também não podemos nos intimidar. É preciso buscar sabedoria em Deus para vencer qualquer afronta.

Ao final, quando o muro estava construído, os adversários e os povos ao redor temeram a Neemias e a arrogância deles foi quebrada, pois viram que o Senhor estava com os judeus e que pela ajuda d'Ele puderam terminar a obra. Se persistirmos e não pararmos, os nossos inimigos serão envergonhados, não continuarão os ataques e todos verão a glória de Deus em nossa vida. Vale a pena prosseguir, a história de Neemias nos prova isso.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Você tem dado brechas para o inimigo?

 Vendo, pois, Ezequias que Senaqueribe vinha e que estava resolvido a pelejar contra Jerusalém, resolveu, de acordo com os seus príncipes e os seus homens valentes, tapar as fontes das águas que havia fora da cidade; e eles o ajudaram.

2Crônicas 32:2‭-‬3


É maravilhoso como somos ensinados em tudo pela Palavra de Deus. Nos tempos do rei Ezequias, Judá enfrentou uma guerra contra um reino muito potente, o reino da Assíria, governado pelo idólatra e perverso Senaqueribe. Nesse período, a Assíria vinha conquistando muitos reinos, e quando investiu contra Judá, todo o povo temeu.

Ao ter certeza que a Assíria estava verdadeiramente disposta a investir contra eles, o rei Ezequias resolveu tapar todas as fontes de água que havia nos arredores do reino, a fim de que os adversários não encontrassem águas ao cercá-los.  A intenção de Ezequias era enfraquecer o seu adversário no cerco, impedindo que o próprio território de Judá servisse de auxílio para eles.

Ao tapar essas fontes de água, Ezequias se animou em fazer também outras coisas, como restaurar partes quebradas do muro, edificar torres de vigia, fortificar cidades e construir armas e escudos. A história dessa batalha é longa, mas ao final, Deus deu a vitória ao seu povo, por terem confiado n'Ele (2Crônicas 32:21-22).

Esse pequeno trecho da história nos ensina como Ezequias bloqueou os espaços que haviam nos arredores de Judá que favoreciam a entrada do inimigo em seu território. De forma semelhante, muitas vezes temos dado brechas para o inimigo atuar em nossas vidas. São atitudes pequenas que fazem com que o mal se aproxime de nós e encontre espaço para nos atacar.

O segredo para evitarmos essas "brechas" é andar com o Senhor, pois dessa forma teremos sabedoria para identificar aquilo que tem feito o inimigo crescer ao nosso redor. Quando tomamos algumas atitudes para bloquear esses espaços, o inimigo perde a força e já não consegue atuar. Ezequias foi sábio e tapou as fontes de água que poderiam nutrir os seus adversários. Que possamos ter sabedoria para exterminar qualquer brecha que favoreça a entrada do inimigo em nossas vidas.

sábado, 28 de agosto de 2021

Utilizando as armas do adversário para o nosso crescimento

 "Então, o rei Asa tomou todo o Judá, e trouxeram as pedras de Ramá e a sua madeira com que Baasa a edificara; com elas edificou Asa a Geba e a Mispa." 2Crônicas 16:6


A história abaixo se passa nos tempos do rei Asa, o rei de Judá que se viu perseguido pelo exército de Baasa, rei de Israel. Nesse período, Judá e Israel estavam separados como um reino, e possuíam reis diferentes. Esses reinos estavam em guerra entre si, e o reino de Israel era visivelmente mais forte do que Judá.

Como forma de enfraquecer e em seguida derrotar o reino de Judá, Baasa ordena a construção de uma cidade chamada Ramá, que serviria como obstáculo a Judá, para que ninguém chegasse até eles. Da mesma forma, eles estariam impedidos de sair da cidade. Estando isolados, com o passar do tempo seriam derrotados.

O rei Asa, se vendo em apuros, faz uma aliança com o rei da Síria, dando os tesouros da casa do Senhor para que ele lutasse contra o reino de Israel. O rei da Síria entra em guerra contra Israel, que ao se ver ameaçado, desiste de construir Ramá e pelejar contra Judá. A aliança feita entre Asa e o rei da Síria não foi agradável ao Senhor, pois o povo de Deus deveria sempre confiar n'Ele nas suas guerras e não se submeter a alianças com povos pagãos. Apesar disso, a estratégia de Asa deu certo, e é nesse aspecto que iremos focar.

Quando Baasa desiste de construir Ramá, Asa ordena ao povo de Judá que pegassem as pedras e a madeira que estavam sendo utilizadas na construção e trouxessem para o território de Judá. Com esses materiais, Asa construiu duas cidades (ou povoados) denominados Geba e Mispa.

No final dessa história, aquilo que os adversários de Judá utilizaram para derrotá-los acabou sendo usado para aumentar o território de Judá. Da mesma forma, muitas vezes somos atacados pelo inimigo. Cercados por ele, muitas vezes pensamos em desistir. Mas ao invés de nos desesperar, temos que crer que aquilo que o inimigo trama para nos derrotar, será usado pelo Senhor para nos fazer crescer.

O apóstolo Paulo foi preso diversas vezes, mas ele enxergava a prisão não como uma forma de calar a sua voz, mas uma ferramenta para evangelizar a população carcerária. Até mesmo reis ouviram a Palavra de Deus por meio de Paulo na prisão. Nós não estamos desamparados nesta Terra. O Senhor batalha por cada um de nós, e por esse motivo, aquilo que vem do inimigo para nos destruir será a ferramenta usada por Deus para nos fazer crescer.

sábado, 17 de julho de 2021

Estamos preparados para a batalha, não podemos retroceder!

 "Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do combate." Salmos 78:9


As guerras dos tempos bíblicos eram diferentes das guerras de hoje. Naqueles tempos, eram comuns as batalhas entre reinos, e os soldados iam para a guerra sem a certeza de que voltariam. Para a sua proteção utilizavam fortes armaduras e as armas não eram munições como nos dias atuais, mas se limitavam a espadas e flechas.

O versículo de hoje nos traz uma situação onde o povo de Israel, denominado nesse contexto como os filhos de Efraim, mesmo estando armados com arcos de guerra, bateram em retirada no dia do combate. Isso significa que, apesar de terem os instrumentos necessários e a capacidade para combaterem, eles preferiram desistir. Não se sabe os motivos pelos quais os israelitas desistiram do combate, mas os versículos seguintes apontam para um povo que havia se esquecido do Senhor e do Seu poder.

Esse trecho da Bíblia nos remete a situações que muitas vezes acontecem conosco. Embora filhos de Deus e tendo Ele ao nosso lado, somos frequentemente tentados a desistir diante das batalhas da vida. Os motivos são diversos, como por exemplo o medo, a falta de forças ou a insegurança, mas todos eles se ligam a um só elemento: a falta de fé.

Assim como o povo de Israel estava distante dos caminhos do Senhor e se esqueceu de todos os prodígios que Ele fizera, quando nos afastamos de Deus também tendemos a nos esquecer de quem Ele é. E assim, qualquer batalha nos amedronta, nos faz sentir fracos e incapacitados, nos levando consequentemente a desistir.

Assim como o povo de Israel, temos que crer que nós também estamos armados de arco, e essas armas são espirituais, poderosas em Deus para destruir qualquer fortaleza, mesmo  as mais resistentes. E se já estamos devidamente preparados para o combate, não há razões para desistirmos dele, pelo contrário, temos que avançar contra os nossos adversários, na certeza de que em Cristo somos mais que vencedores.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Batalha espiritual: preparando-se para vencer

 Texto de referência: Josué 6


Após o povo de Israel peregrinar por quarenta anos no deserto chegou o momento mais esperado por eles, entrar na terra prometida. Mas até chegar a essa terra, era preciso primeiro desapossar os moradores das terras vizinhas. Um desses territórios era denominado Ai.

Após terem destruído a cidade de Jericó, os israelitas estavam confiantes. Sem muito preparo eles saem à peleja contra Ai. Não estudam com profundidade o território inimigo e enviam apenas uns poucos homens. O resultado foi a derrota dos israelitas.

Após consultarem o Senhor, Este lhes revela que a derrota ocorreu porque um homem, chamado Acã, havia pegado coisas consagradas de Jericó, o que foi proibido pelo Senhor. Após matarem Acã e se redimirem perante o Senhor, eles elaboram uma nova estratégia para vencerem Ai.

Dessa vez, por ordem do Senhor, eles enviam para a guerra cerca de trinta mil homens, cercam a cidade de emboscadas e se colocam em posição de alerta. Ainda, eles elaboram a estratégia de retirar todos os moradores da cidade, a fim de os tirarem do seu lugar seguro. Dessa vez Israel prevaleceu e todos os moradores de Ai foram destruídos.

A batalha de Ai nos traz algumas lições. O desejo contínuo do Senhor é nos dar vitória, mas Ele não compactua com o pecado. Enquanto há coisas erradas não podemos obter vitória. É preciso primeiro nos santificarmos. Além disso, toda batalha requer de nós preparo e vigilância. Não podemos sair para a guerra de qualquer forma. É preciso planejar as nossas estratégias. E por fim, enquanto estamos no território inimigo ele prevalecerá. Quando o tiramos do seu lugar e passamos a batalhar no nosso território espiritual, cobertos pela oração e pela Palavra, nós venceremos.

Santificação, estratégia e cobertura espiritual são armas que o Senhor nos ensina para guerrearmos. O final da batalha contra Ai nós já sabemos, não ficou nenhum adversário. Seguindo as orientações do Senhor também venceremos, para a glória Dele.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

A luta da carne contra o espírito

 Texto-base: Romanos 7:14-25 e 8:1-3


O apóstolo Paulo, um homem que viveu para Deus e para o ministério também enfrentou muitas dificuldades em sua vida. No capítulo sete de Romanos ele apresenta a sua luta para vencer um inimigo: o pecado. Ele tinha consciência de que pela sua natureza humana, o seu corpo era escravo do pecado. 

Ele alega não compreender o seu modo de agir, pois o que ele queria fazer, não fazia, mas as práticas que ele odiava, essas ele praticava. Em seu interior, havia vontade de praticar a Palavra, mas em seu corpo havia um desejo contrário, de praticar o pecado. E assim havia uma guerra do corpo contra o espírito, dos seus membros contra a sua mente.

Por todas essas batalhas, o apóstolo Paulo se considera um desventurado (miserável em outras traduções), por se achar escravo do pecado em seu corpo.

Essa luta enfrentada pelo apóstolo Paulo é a mesma vivida por todo cristão. Nós os que nascemos em Cristo sabemos o que é o pecado, e no fundo não queremos praticá-lo, mas ainda cedemos a muitas tentações. Por exemplo, ficar irados, aborrecidos por qualquer coisa é uma estupidez, sabemos disso e queremos ser sempre brandos, mansos, mas quando somos afrontados muitas vezes ainda revidamos. Esse é apenas um exemplo de muitas outras situações que enfrentamos em que a carne luta contra o espírito.

E assim se forma uma batalha dentro de nós, entre o espírito que anseia a santidade, e a carne que deseja resolver tudo do nosso jeito. Mas temos uma esperança: estamos justificados em Cristo. O Seu sacrifício na cruz nos libertou da escravidão do pecado. Se a nossa carne é escrava do pecado, o nosso espírito é livre para Deus, e para aqueles que estão em Cristo já não há condenação. Mas esse fato não nos isenta de sermos tentados.

Se o próprio Jesus foi tentado, não podemos escapar dessa dificuldade. A nossa luta contra o pecado só se findará quando sairmos desse corpo de corrupção e sermos revestidos do corpo de glória, o qual nos será dado na ressurreição dos mortos. Mas até que isso se cumpra, podemos ter a certeza que mesmo lutando diariamente contra o pecado, não somos escravos dele, mas somos livres em Cristo.