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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

No meio do caminho havia um mar

 Texto-base: Êxodo 14


Muitas vezes ao meditarmos sobre a história do povo de Israel separamos a parte em que Deus promete livrá-los dos egípcios com a passagem pelo mar. Nesse texto quero levá-los a perceber como o agir de Deus foi tremendo nessas passagens e como elas estão unidas entre si.

Inicialmente Deus promete livrar o povo daquela dura escravidão. Para isso, manifesta o Seu poder através das pragas até que Faraó decide libertá-los. O povo sai do Egito rumo à terra prometida. Se não conhecêssemos a história diríamos que aquele era o fim, um final feliz.

Entretanto, ainda havia mais uma guerra para o povo vencer. Não sabiam eles, mas logo à frente havia um grande mar.

Conosco muitas vezes é assim, Deus nos promete salvação, libertação, prosperidade. Nosso coração se enche de fé e tudo começa a correr bem. Logo achamos que aquela prova está chegando ao fim. Até que nos surge no meio do caminho um grande mar. Mas Deus nos deu a promessa. Por acaso Ele mentiria ou se enganaria? Jamais!

E então, por que tudo isso nos sobreveio? Para provar a nossa fé. E se Deus nos deu a promessa, não precisamos mais ficar orando e pedindo para que Ele repita o que já nos falou. Caminhe sobre as águas, ande na Palavra que Ele lhe deu e você vencerá.

Foi assim que Deus disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.” Não era mais tempo de clamar, era tempo de agir.  E você? Ainda está clamando e chorando, clamando e chorando, mesmo depois de Deus já ter lhe dado a promessa?  Pare com isso agora! Agora é hora de marchar, de colocar sua fé em ação!

Renove sua fé neste dia e comece a profetizar a sua vitória. Lute contra tudo o que faz você achar que Deus não está contigo. Tão somente creia e  a vitória virá.


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

As nossas aflições são leves e momentâneas

Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. 2 Coríntios 4:17-18


Aflições todos nós enfrentamos. A Bíblia diz em Romanos 8:22-23 que não somente a criação suporta angústias, mas mesmo aqueles que possuem o Espírito Santo ao seu lado também enfrentam aflições. Por isso nesse dia não se questione mais pelas suas aflições, erga a sua cabeça e medite nesse texto que vamos falar.

O versículo 17 diz que a nossa tribulação é leve e momentânea. Paulo entendeu que, apesar de tudo o que ele estava vivendo ser tão terrível, o Senhor já o tinha dado forças suficientes para suportar, fazendo com que sua tribulação ficasse leve. Também entendeu que o Senhor tinha algo melhor para ele mais à frente, ele não passaria toda a sua vida naquela tribulação, portanto esta era momentânea.

Que tremenda essa revelação! Se Deus está conosco, o nosso fardo fica leve, pois quem nos ajuda a carregar é o Senhor! Também se Deus está conosco, a prova vai passar, não vai durar para sempre. Vamos nos lembrar que Salmos 30:5 diz que o choro pode até durar uma noite, mas a alegria vem quando amanhece o dia!

Ainda, ele diz que aquela tribulação que era leve e momentânea tinha um propósito: produzir eterno peso de glória, acima de toda comparação! Isto nos leva a crer que, as nossas aflições não são por acaso, são maneiras que Deus usa para intervir em nossas vidas. E após a tribulação podemos esperar a glória do Senhor (não a glória humana) se manifestando em nós!

Ainda que a sua prova seja grande aquilo de bom que Deus tem preparado para a sua vida após essa prova é ainda maior, algo que não se poderá comparar! Mas é preciso crer, pois Paulo diz no versículo 18 que ele não se atentava para o que ele estava vendo, mas para aquilo que ele não via, pois o que ele estava enfrentando era temporal, isto é, passageiro, mas o que estava por vir seria eterno.

Por fim, quero deixar o início do texto, quando ele diz que não podemos desanimar. Paulo não desanimava porque ele sabia de tudo isso que acabamos de meditar. Mas ele afirma que ainda que o nosso exterior sofra com as tribulações, o nosso interior permanece forte, renovado diariamente. Se renove no Senhor hoje, deixe Ele te ajudar a carregar seu fardo!

Temos enfrentado dias difíceis, mas podemos ter a certeza de que o que Deus tem para nós é muito maior e incomparavelmente melhor. Mas a nossa atenção tem que estar naquilo que não se vê, isto é, a nossa fé tem que ser fortalecida, pois é através da fé que poderemos alcançar o melhor de Deus!


segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Vencendo os ataques do adversário

 Textos para consulta: Neemias 4;6


Neemias foi um grande homem de Deus que esteve entre os exilados de Judá na Babilônia. Ele serviu como copeiro do rei até o dia em que o Senhor o chamou para Jerusalém a fim de ajudar a cidade a se reerguer. Ali, Neemias começou a trabalhar na reconstrução dos muros da cidade que haviam sido derrubados.

O muro de uma cidade representava a sua proteção. Nesse sentido, uma cidade sem muro indicava um lugar abandonado e frágil, suscetível a qualquer ataque do inimigo. Quando Neemias buscou a restauração dos muros de Jerusalém, ele estava lutando para recuperar a honra e a segurança daquele lugar.

Todavia, assim como ocorre em toda grande obra de Deus, sempre existem os adversários que querem destruí-la. Na construção do muro não foi diferente. Se levantaram homens de Samaria e arredores para desencorajarem Neemias a continuar a obra de reconstrução.

Os adversários usaram muitas estratégias, desde inventar mentiras e calúnias contra Neemias, até utilizar falsos profetas para induzi-lo ao erro. Mas a principal estratégia utilizada foi a de tentar amedrontar Neemias. O medo é um fator que paralisa as pessoas, fazendo com que a pessoa se sinta impotente diante da situação, ainda que ela tenha total capacidade para realizar o ato.

Mas Neemias, em todo tempo, buscava se fortalecer em Deus. Ainda, a obediência dele e o seu temor a Deus faziam com que ele tivesse comunhão com o Senhor, o que lhe dava condições de vencer os seus adversários.

O inimigo é especialista em destruição. Dessa forma, toda vez que tentarmos reedificar algo destruído por ele, certamente teremos obstáculos a vencer. Entretanto, não podemos desanimar. A história de Neemias nos ensina a agir com persistência e fé diante dos ataques do adversário. Neemias não se intimidou diante das ameaças, nós também não podemos nos intimidar. É preciso buscar sabedoria em Deus para vencer qualquer afronta.

Ao final, quando o muro estava construído, os adversários e os povos ao redor temeram a Neemias e a arrogância deles foi quebrada, pois viram que o Senhor estava com os judeus e que pela ajuda d'Ele puderam terminar a obra. Se persistirmos e não pararmos, os nossos inimigos serão envergonhados, não continuarão os ataques e todos verão a glória de Deus em nossa vida. Vale a pena prosseguir, a história de Neemias nos prova isso.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Quando somos de Deus, Ele opera em nosso favor

"para que tudo se confirme, para que o teu nome seja engrandecido para sempre e os homens digam: ‘O SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, é Deus para Israel!’ E a descendência de teu servo Davi se manterá firme diante de ti." 1 Crônicas 17:24


Esse trecho da Bíblia foi dito por Davi quando ele engrandeceu a Deus acerca do que Deus havia dito a ele, de que estabeleceria o seu reino para sempre. Conforme disse Davi, o cuidado de Deus para com o seu povo, dando a eles um reinado sólido, engrandeceria o nome do Senhor, pois os homens reconheceriam que o Senhor dos Exércitos era Deus de Israel e Deus para Israel.

Perceba que há uma diferença sutil entre essas duas expressões. Na primeira, nós temos um Deus que é do povo, e na segunda, nós temos um Deus que é para o povo.

A primeira expressão, Deus de Israel, remete ao pertencimento do povo ao Senhor. Ser o Deus de Israel significa que o povo pertencia a Deus. Ele era o Senhor do seu povo. Pertencer a Deus significa ser sua propriedade exclusiva. Isso só é possível quando a nossa vida está totalmente entregue a Ele, não superficialmente, mas verdadeiramente. Uma vida entregue a Deus se solidifica quando Ele passa a fazer parte da nossa intimidade, quando Ele está presente nas coisas mais pequenas da nossa vida. 

Convidar a Deus para tomar café conosco, para estar conosco enquanto lavamos a louça ou tomamos banho não é ser louco ou fanático, mas desejar que Ele faça parte da nossa vida como um todo. Muitas pessoas têm selecionado as áreas da sua vida as quais desejam que Deus faça parte, pois em outras elas não desejam ter o Senhor envolvido. Mas quem age assim engana-se a si mesmo, pois ou temos o Senhor em todas as áreas da nossa vida, ou não o temos. Deus não se contenta com metade de nós. Entregar uma parte da nossa vida para Ele, no fundo significa não entregar nada. Foi o próprio Jesus quem disse que não podemos servir a dois senhores (Mateus 6:24).

A segunda expressão diz que Deus é para Israel. Nessa expressão a ênfase está na palavra para. Quando Davi diz que Deus é para Israel, ele se refere a um Deus que age em favor de Israel. Em toda a caminhada do povo de Deus, vemos como o Senhor agiu em favor daquele povo, guerreando em favor deles, e lhes dando a vitória em diversas situações.

Mas essa segunda expressão está relacionada à primeira, isto é, quando a nossa vida está entregue a Deus, ele age em nosso favor. Israel só poderia dizer que Deus era por eles, se eles fossem de Deus. Uma vida entregue a Deus abre caminhos para que o Senhor opere nesta vida. Só experimentaremos o favor do Senhor se a nossa vida estiver unida ao coração de Deus. Aí sim, poderemos dizer: Deus é por mim!


sexta-feira, 30 de julho de 2021

O Deus dos montes e dos vales

"Porque os siros disseram: O Senhor é Deus dos montes e não dos vales, toda esta grande multidão entregarei nas tuas mãos, e assim sabereis que eu sou o Senhor." 1 Reis 20:28


Em uma guerra travada entre Israel e Síria, quando Israel era governado pelo perverso rei Acabe, o poder de vitória estava nas mãos da Síria. Esse império, governado pelo rei Ben-Hadade, era forte, com grande número de combatentes e com um grande aparato de carros e cavalos. Nessa batalha, estavam ajudando Ben-Hadade cerca de trinta e dois reinos, todos investidos contra Israel. Diante disso, as chances humanas de vitória do povo israelita eram mínimas.

Mas ao lado do povo estava o Invencível, o Imparável, o Senhor da Guerra. Deus estava naquela peleja, e mesmo Acabe sendo tão perverso e o exército israelita tão pequeno, Deus concedeu a ele a vitória.

Mas os siros não desistiram. Eles sabiam que aquela vitória havia sido dada ao povo por Deus, pois humanamente falando, não havia chances de vitória do povo de Israel. Então eles formulam uma teoria de que Deus havia ajudado o Seu povo porque Ele era um deus dos montes, e sendo assim, eles teriam que pelejar com aquele povo em um lugar mais baixo, ou seja nas planícies ou nos vales.

E com essa teoria, os siros novamente formam batalha contra o povo de Israel, e saem a peleja, agora nas planícies. Novamente eles vêm com todo aparato de guerra e muitos combatentes, enquanto Israel sai com um exército muito pequeno. Mas o Senhor revelou a Acabe, que porque os siros acreditaram que o Senhor era apenas um deus dos montes e não dos vales, Deus entregaria aquele grande exército nas mãos de Israel. E assim ocorreu, pois naquele dia foram feridos mais de cem mil siros.

Essa história nos demonstra o grande poder de Deus, que não pode ser medido e nem comparado. Os siros estavam acostumados com seus falsos deuses, que escolhem lugares ou que parecem agir diante de determinadas circunstâncias. Mas o Deus de Israel é diferente. Deus não se limita a espaços geográficos, pois toda a Terra pertence a Ele. Deus também não escolhe circunstâncias, pois Ele tem o controle de tudo em suas mãos.

Seja nos vales ou nos montes, de perto ou de longe, com um exército pequeno ou grande, Deus não precisa de elementos humanos para agir ou de condições favoráveis para atuar. A guerra pertence a Ele, e a vitória também. Quando Ele libera a ordem de vitória, podemos crer que o mal não prevalecerá.



domingo, 4 de julho de 2021

Davi, um homem destemido e cheio de fé

 Texto de referência: 1 Samuel 17:24-52


Uma das batalhas mais espetaculares da Bíblia é a relatada entre Davi e Golias. Davi era um jovem pastor de ovelhas, ungido pelo profeta como o futuro rei de Israel. Mas algum tempo havia se passado e ele continuava a pastorear. Todavia chega um dia em que Davi seria conhecido por toda a nação de Israel.

O contexto dessa batalha foi uma guerra ocorrida entre israelitas e filisteus. Por quarenta dias eles se colocaram em ordem de batalha, mas ninguém do exército israelita tinha coragem de duelar contra o principal combatente dos filisteus, um homem chamado Golias, cuja estatura era muito superior à normal, e por isso ele era denominado um gigante.

Quando os israelitas viam Golias, eles sentiam medo. Quando Davi o viu, ele se indignou em como aquele homem tinha coragem de afrontar o exército mais forte da terra, o exército do Deus vivo. Davi enxergava o quanto o exército de Israel era forte, mas os israelitas não. O medo havia tomado conta deles de uma maneira tão grande, que eles haviam se esquecido força de Deus que habitava neles.

Quando Davi decide enfrentar Golias, ele se vê diante de pessoas que tentaram desencorajá-lo, como Eliabe e Saul. Ao invés de dar ouvidos aos que o desencorajavam, Davi desviou-se deles. Quando ao nosso encontro vêm pessoas ou situações para nos desencorajarem, a nossa reação imediata deve ser a de desviar-nos deles e seguirmos rumo ao nosso objetivo. Davi permaneceu firme no seu propósito, derrotar Golias.

Mas o maior obstáculo de Davi era Golias. Todavia, a fé de Davi foi tão incrível, que não vemos em momento algum ele temer diante do gigante, pelo contrário, o tempo todo ele se mantém confiante. 

A primeira estratégia de Golias para derrotar Davi foram as palavras. Golias tentou intimidar Davi dizendo-lhe ameaças com o intuito de amedrontá-lo. Davi, entretanto, não se deixou intimidar e revidou a ameaça. Aquilo que o inimigo lançou contra ele, Davi não internalizou para si, mas retornou para o inimigo. O diabo é especialista em mentir e tentar nos intimidar, mas como Davi temos que ser firmes e não nos submetermos às ameaças dele.

Quando Golias investe contra Davi, ele parte para cima dele primeiro, lançando uma pedra, que foi suficiente para derrubar Golias. Ao ver Golias morto, os demais combatentes fugiram. A arma dos filisteus era Golias. O inimigo sempre irá usar um ponto forte para nos atingir. Quando esse ponto forte é derrubado, os demais que estavam com ele se enfraquecem.

Cada batalha tem muito a nos ensinar. Naquela batalha, Davi enxergou a intervenção do Senhor. 

Deus não nos deu espírito de medo, mas de ousadia. Diante dos gigantes da vida, podemos agir com essa coragem e não nos intimidar, mas avançar contra eles e vencer!

sábado, 3 de julho de 2021

As estratégias de Davi para vencer Golias

 Texto de referência: 1 Samuel 17:31-52


A batalha entre Davi e Golias é bastante conhecida. Um jovem israelita, que decide enfrentar um gigante, ao ver que ele afrontava o exército do seu povo. Quando Davi enxerga Golias, ele não o viu como um homem forte e de estatura anormal, mas ele o vê como alguém que estava lutando contra o próprio Deus, e por isso, não tinha chances de vitória. Mas Davi não encarou essa batalha de qualquer jeito, ele tinha as suas estratégias.

A primeira estratégia de Davi foi relembrar as vezes que o Senhor o ajudou em outras batalhas. Ele se lembrou de que em duas ocasiões um urso e um leão tentaram destruir o seu rebanho, mas Deus o ajudou, fazendo com que ele vencesse aqueles animais. Davi encarou Golias como o leão e o urso os quais ele havia derrotado. Se Deus o havia ajudado a vencer aquela batalha, o ajudaria agora também. O inimigo pode ser grande ou pequeno, fraco ou forte, o mesmo Deus que nos ajuda a vencer uma batalha, não nos ajudará a vencer as demais?

Outra estratégia de Davi nessa batalha foi utilizar as armas que ele dominava para a guerra, que eram o seu cajado e estilingue. É importante batalharmos com as estratégias que nós dominamos e conhecemos. Apesar de não ter sido com o estilingue que ele venceu, pois ele mesmo reconheceu que não é com armas humanas que Deus livra, foram esses instrumentos que o Senhor utilizou para dar a vitória a Davi. As nossas batalhas são vencidas pela fé, mas o Senhor sempre utiliza algum instrumento para operar a partir dele. Cabe a nós pedirmos a Ele sabedoria para termos em mãos os instrumentos certos para o Seu agir.

Mas a principal arma de Davi naquela batalha era a sua fé. Davi mostra ao filisteu que as armas dele não eram humanas. Davi sabia que não venceria Golias com armas humanas, ele estava consciente de que aquela pedra e aquele estilingue por si só não eram suficientes para destruir o gigante. Davi colocou a sua confiança em Deus, certo de que Ele iria intervir de alguma forma naquela batalha, pois a vitória é sempre do povo de Deus. O ato de Davi não foi contando com a sorte, mas com a fé.

A batalha entre Davi e Golias nos ensina que para Deus não existem gigantes. O fraco se torna forte quando o Senhor está do seu lado. Davi não venceu pela sua força, mas porque creu no agir do Senhor. Como Davi também podemos crer que nas maiores batalhas, diante dos mais fortes adversários, se temos o Senhor conosco, poderemos vencer.

domingo, 13 de junho de 2021

Débora: uma mulher ousada

 Texto de referência: Juízes 4 e 5


Débora foi uma mulher que julgou o povo de Israel no período dos juízes. Ela foi uma figura icônica para a sua geração, pois embora em geral os homens ocupassem os cargos de liderança, Débora quebrou esses paradigmas, surgindo como juíza em Israel, a única mulher nesse cargo citada na Bíblia, diga-se de passagem.

Talvez Débora tenha se inquietado diante da vergonha que Israel vivia na época, por causa da opressão que o povo estava sofrendo diante dos seus inimigos. Em seu cântico, Débora relata que as aldeias de Israel estavam desertas, até que ela se levantou para mudar aquela situação. Débora não foi apenas juíza de Israel, ela foi também mãe daquele povo, isto é, ela cuidou deles com amor.

Débora inspirava autoridade, pois quando ela chamou Baraque para sair à peleja por Israel, ele só aceitou ir se Débora fosse com ele, indicando a autoridade que a presença dela transmitia. Na verdade, a força que Débora inspirava, estava na presença de Deus na vida dela.

Outra característica marcante de Débora é a sua coragem. Os cananeus, que oprimiam o povo de Deus, tinham carros de ferros, um instrumento de batalha muito potente, o que causava muito medo no povo. Mas Débora não se deixou amedrontar, pois o Senhor já havia ordenado a peleja, e ela sabia que quando o Senhor se coloca a frente de uma batalha, a vitória está garantida.

Deus atraiu os cananeus até um determinado rio, chamado Quisom, que foi instrumento utilizado por Deus para derrotar os adversários do Seu povo.

Débora, uma mulher excêntrica para os seus tempos, que se destacou pela sua coragem e ousadia em liderar, em uma época onde as mulheres não tinham tanta visibilidade, se torna nos tempos de hoje também uma referência para nós. Se nos tempos onde a visibilidade da mulher era tão pequena, Débora alcançou o seu espaço, hoje também podemos galgar lugares altos. Mas havia um diferencial nesta mulher, ela tinha intimidade para ouvir a voz de Deus e tinha coragem para obedecê-la. A fé de Débora a levou a crer que, apesar da força dos adversários, Deus era poderoso para dar vitória ao Seu povo.

Que o Senhor encontre mulheres corajosas como Débora, que se levantem como mães nessa geração, para ajudarem o povo de Deus a vencer os adversários do nosso tempo.