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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Não tente lutar sozinho

 Texto de referência: 1 Crônicas 19:10-15


O antigo testamento é um livro que relata muitas batalhas vividas pelo povo de Deus. Todavia, eu enxergo essas batalhas como ilustrações para a nossa vida hoje, uma maneira de Deus nos ensinar como nós podemos lutar as nossas guerras espirituais, haja vista a Bíblia dizer que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades.

Em uma destas batalhas, ocorridas no tempo do rei Davi, Israel lutava contra os amonitas e os siros. Como eram duas nações e elas cercaram os israelitas pela frente e pela retaguarda, o comandante do exército - Joabe - convocou seu irmão e braço direito, Abisai, para uma estratégia conjunta.

Enquanto Joabe iria lutar contra os siros, Abisai lutaria contra os amonitas, e quem vencesse primeiro iria ao socorro do outro.

Pela força do Senhor, Joabe saiu vitorioso. Mas ele não precisou ir ajudar Abisai, porque os amonitas, ao verem os siros derrotados, fugiram também.

Essa história nos mostra a força da união diante da guerra. Sozinho, Joabe não conseguiria lutar, então ele buscou ajuda. A maior parte das nossas guerras não são possíveis de vencermos sozinhos, precisamos de ajuda no combate, seja em oração, com conselhos, direcionamentos, apoio médico, psicológico, emocional ou até repreensões.

O nosso orgulho muitas vezes nos faz acreditar que não precisamos de ajuda, ou que expor a nossa situação pode ser humilhante, mas temos que reconhecer quando o pedido de socorro é uma ação crucial se quisermos sair vitoriosos.

Se hoje você está enfrentando uma batalha sozinho, e está sem forças para lutar, talvez essa mensagem seja o direcionamento que você precisa para entender que precisa pedir ajuda. Vem de Deus andarmos juntos uns com os outros. Nas mais difíceis batalhas, não tente guerrear sozinho.




terça-feira, 20 de maio de 2025

As estratégias para vencermos nas batalhas

 Texto de referência: II Samuel 5:17-25


A história do rei Davi foi marcada por muitas batalhas, algumas delas contra os filisteus, inimigos assíduos dos israelitas, que sempre que podiam tentavam combatê-los.

Em uma destas batalhas, Davi e o reino de Israel foram atacados por duas vezes seguidas.

Quando os filisteus ficaram sabendo que Davi havia se tornado rei, eles se uniram para atacá-lo. Davi, em plena comunhão com o Senhor, consulta-o a fim de ter uma direção espiritual.

Deus então instrui o rei a subir contra eles, Davi assim o fez e saiu vitorioso. Neste dia, ele tomou os ídolos filisteus e os queimou.

Mas os filisteus, insistentes, se recomporam e voltaram a atacar a Davi. Novamente, ele orou a Deus que lhe deu outra direção, dizendo:  "Não os ataque de frente, mas rodeie por detrás deles e ataque-os por diante das amoreiras."  2Samuel 5:23 Novamente, os filisteus foram derrotados.

O inimigo era o mesmo, mas a forma de combatê-lo não foi a mesma. Essa passagem reflete muito o que acontece em tantas batalhas na nossa vida. Nem todas as guerras são vencidas da mesma forma, temos que andar em constante comunhão com o Senhor pois a cada luta Ele nos dá uma direção.

Davi experimentava essa comunhão e por isso ele também experimentou o agir de Deus em favor dele, dando-lhe a vitória em ambas as batalhas.


terça-feira, 18 de abril de 2023

Estratégias que podem fazer o inimigo prevalecer

Texto-base: I Samuel 21:15-17


Davi e o povo de Deus estavam em guerra, mas nessa batalha por um pouco os filisteus mataram Davi. Essa passagem relata três estratégias que quase fizeram os inimigos do povo de Deus prevalecerem:

1) Cansaço: Davi ficou muito cansado (v. 15). Ninguém passa por uma grande batalha sem se cansar, mas dependendo do nível do cansaço, o mesmo pode nos ser prejudicial. O cansaço, o desânimo, a falta de esperança têm sido armas do inimigo para tentar nos vencer.

2) A força do adversário: (v. 16). Existem diversos tipos de inimigos em nosso caminho. Alguns são mais fáceis de se combater, outros mais difíceis. Pode ser necessário muita oração sua e dos intercessores, muito jejum ou até algum propósito. Para Deus não existem inimigos fáceis ou difíceis, pois todos estão aos seus pés, mas para nós, com nossa força humana, sim. Aquele inimigo Davi descendia dos gigantes e tinha uma grande lança.

3) Armadura nova (v. 16). Aquele adversário tinha uma armadura nova. Percebo aqui uma armadura nova como uma arma do adversário ao qual não estamos preparados e nos surpreende. Algo que o inimigo usa contra nós que ainda não havia lançado. Não podemos ser surpreendidos pelo adversário. Se ele vem com uma arma nova, podemos derrotá-la através do poder de Deus que age em nós. Se a estratégia do inimigo é nova, Deus é o mesmo, ontem, hoje e sempre, (Hb 13:8) e não nos desamparará.

O versículo 17 diz que aquele homem quase matou Davi, porém o valente Abisai socorreu Davi e não permitiu que ele fosse morto. Deus sempre nos dá o escape, ainda que quase venhamos a sucumbir, Ele não permitirá, mas nos livrará.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Salomão, o rei despreparado para as batalhas

Salomão foi um dos filhos do rei Davi. Ele tinha muitos irmãos de mães diferentes, mas Salomão foi criado de forma especial, na companhia do profeta Natã, que o educou segundo os princípios da lei de Deus.

Desde muito jovem, Salomão tinha sobre si a promessa de ser o sucessor de Davi no trono. O seu pai estava preparando tudo para que ele reinasse e também edificasse a Deus um templo. Para isso, deixou-lhe muitos tesouros e um reino onde todos os adversários estavam subjugados. Na verdade, esse era o plano de Deus, de que houvesse paz durante o reinado de Salomão para que ele tivesse condições de construir o templo do Senhor. O que era a princípio o plano do Senhor acabou sendo laço para Salomão devido aos seus futuros erros.

Por ter se curvado à idolatria, Deus levantou adversários contra Salomão, que não soube derrotá-los por não ter sido preparado para as batalhas. O reino estava em paz, mas Salomão não soube conservar essa qualidade desejável e acabou enfrentando batalhas.

Ninguém gosta de enfrentar problemas, mas todos concordamos que somos moldados por Deus através deles. As batalhas nos preparam para saber vencer. Enquanto enfrentamos guerras, somos fortalecidos e temos a oportunidade de nos tornarmos grandes homens e mulheres de Deus.

Talvez faltasse para Salomão a habilidade para enfrentar batalhas, e isso não foi uma "falha" de Deus, mas um caminho que o próprio Salomão traçou devido aos seus erros. Se ele tivesse permanecido no esconderijo do Altíssimo, teria descansado à sua sombra.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Quatro lições que aprendemos com a batalha entre Davi e Golias

Texto de referência: 1 Samuel 17:24-51


1)Davi não enxergou Golias como um gigante, mas como um homem incircunciso que ousou afrontar o exército do qual Deus era o comandante. Para Davi, esse ato de Golias tirava dele qualquer chance de sair ileso daquela batalha. Diferente de Davi, nós costumamos olhar os problemas com lentes de aumento, dando muitas vezes a eles até uma maior proporção do que eles têm.

2) Davi se lembrou de ajudas anteriores de Deus. Para justificar o porquê ele iria enfrentar Golias e sair vitorioso, Davi usou uma situação onde Deus o ajudou a vencer um leão ou um urso. Para ele, se Deus já o havia ajudado a vencer uma batalha em que ele não tinha condições de sair vitorioso, nessa situação não seria diferente. Todas as vezes que estamos em uma batalha, devemos trazer à memória todas as vezes que o Senhor nos ajudou, isso nos trará motivação para vencer.

3) Davi lutou com as suas armas. Quando Saul tentou colocar sobre ele a sua armadura, Davi não quis, pois esta não lhe servia. Ao invés de armadura, Davi foi até o ribeiro e pegou pedras para com elas atirar em sua funda. Muitas das nossas batalhas não são vencidas por querermos utilizar armas que não são nossas. Na verdade, Deus utiliza as armas que nós temos, aquelas que estamos acostumados a usar. Não compare a sua forma de lutar com a do outro, pois a cada indivíduo Deus dá uma estratégia.

4) Davi não se deixou intimidar pelas falas amedrontadoras de Golias. Quando Golias veio zombando dele e dizendo palavras de afronta, Davi não abaixou a cabeça e ficou com medo, mas devolveu no mesmo tom as ameaças de Golias. Estamos dando ouvidos demais àquilo que o inimigo cochicha nos nossos ouvidos, quando deveríamos avançar contra ele e dessa forma anular o medo que ele tenta impor a nós.

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Uma guerra vencida através do louvor

"Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados."

2Crônicas 20:22


O texto de hoje nos conta a história de Josafá, um rei de Judá que estava diante de uma batalha muito difícil. Três reinos investiram contra o reino de Judá com uma grande multidão de soldados. Apesar de servir ao Senhor, diante dessa situação aterrorizante, Josafá temeu.

Mas Ele sabia quem era o Deus que ele servia. Ele buscou o Senhor e conclamou todos os moradores de Judá para jejuarem e também buscarem ao Senhor, que lhes respondeu favoravelmente, dizendo para não temerem os inimigos, pois o Senhor lhes daria a vitória. Na verdade, a ordem do Senhor era um tanto estranha, pois Ele ordenou que eles não fizessem nada, apenas observassem o agir d'Ele.

O povo de Judá então, liderados por Josafá e pelos levitas, começaram a entoar louvores ao Senhor, dizendo: "Rendei graças ao Senhor porque a sua misericórdia dura para sempre." Enquanto eles entoavam louvores ao Senhor, Ele colocou emboscadas e os adversários começaram a ser derrotados, destruindo a si próprios.

Quando o povo de Judá foi a um lugar alto ver os inimigos, eles estavam todos mortos. Foram necessários três dias para o povo pegar todas as riquezas que os adversários deixaram no campo de batalha. Porque o povo confiou em Deus, eles tiveram vitória.

Essa vitória do rei Josafá nos ensina a importância do louvor ao Senhor. Em todos os momentos que o povo de Israel murmurou, eles foram derrotados. Mas nessa guerra, eles agiram de modo diferente, pois escolheram louvar a Deus. O relato bíblico destaca que enquanto eles louvavam, o Senhor derrotou os adversários.

Mas eles não louvaram apenas durante a batalha, mas continuaram a louvar após terem obtido a vitória. Nem sempre é fácil louvar quando estamos diante de um inimigo mais forte, que vem contra nós para nos derrotar. Todavia, o louvor a Deus não se limita a momentos de alegria. Louvamos a Deus por quem Ele é, e o seu caráter não muda porque estamos enfrentando adversidades. Judá louvou a Deus pela sua bondade e misericórdia, que não mudam.

Enquanto alguns não louvam durante a prova, outros se esquecem de louvá-lo também após a vitória. Assim como Judá, Deus requer de nós o louvor em todos os momentos da nossa caminhada, quando tudo vai mal ou bem. Ele se agrada do nosso louvor, não podemos nos omitir.


sábado, 17 de julho de 2021

Estamos preparados para a batalha, não podemos retroceder!

 "Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do combate." Salmos 78:9


As guerras dos tempos bíblicos eram diferentes das guerras de hoje. Naqueles tempos, eram comuns as batalhas entre reinos, e os soldados iam para a guerra sem a certeza de que voltariam. Para a sua proteção utilizavam fortes armaduras e as armas não eram munições como nos dias atuais, mas se limitavam a espadas e flechas.

O versículo de hoje nos traz uma situação onde o povo de Israel, denominado nesse contexto como os filhos de Efraim, mesmo estando armados com arcos de guerra, bateram em retirada no dia do combate. Isso significa que, apesar de terem os instrumentos necessários e a capacidade para combaterem, eles preferiram desistir. Não se sabe os motivos pelos quais os israelitas desistiram do combate, mas os versículos seguintes apontam para um povo que havia se esquecido do Senhor e do Seu poder.

Esse trecho da Bíblia nos remete a situações que muitas vezes acontecem conosco. Embora filhos de Deus e tendo Ele ao nosso lado, somos frequentemente tentados a desistir diante das batalhas da vida. Os motivos são diversos, como por exemplo o medo, a falta de forças ou a insegurança, mas todos eles se ligam a um só elemento: a falta de fé.

Assim como o povo de Israel estava distante dos caminhos do Senhor e se esqueceu de todos os prodígios que Ele fizera, quando nos afastamos de Deus também tendemos a nos esquecer de quem Ele é. E assim, qualquer batalha nos amedronta, nos faz sentir fracos e incapacitados, nos levando consequentemente a desistir.

Assim como o povo de Israel, temos que crer que nós também estamos armados de arco, e essas armas são espirituais, poderosas em Deus para destruir qualquer fortaleza, mesmo  as mais resistentes. E se já estamos devidamente preparados para o combate, não há razões para desistirmos dele, pelo contrário, temos que avançar contra os nossos adversários, na certeza de que em Cristo somos mais que vencedores.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Os valentes de Deus

 Texto-base: 2 Samuel 23:8-22


O rei Davi foi um grande líder. Tendo Deus sempre ao seu lado, ele venceu muitas batalhas. Mas ele não saía sozinho para as batalhas. Ao seu lado estavam homens de guerra que, por sua força e coragem, foram denominados "os valentes de Davi". Foram listados trinta e sete homens, mas apenas a história de alguns deles foi mencionada.

Um desses valentes foi Josebe-Bassebete, que sozinho, feriu de uma só vez oitocentos homens.

O outro valente foi Eleazar, que feriu os filisteus também sozinho, depois que os israelitas já tinham abandonado a peleja. Ele lutou com tanta intensidade que a sua mãe ficou grudada à espada. 

Outro valente chamado Sama se levantou para ajudar Israel contra os filisteus quando o povo estava fugindo diante deles.

Outros três valentes ousaram buscar água para Davi em um poço de um determinado lugar que estava totalmente cercado pelos filisteus.

Por fim, Benaia foi um valente que matou um leão em uma cova em um dia de neve. Ele também lutou contra um gigante utilizando apenas um cajado, e depois conseguiu arrancar de sua mão a lança, com a qual o matou.

Todos esses valentes se destacaram pela sua ousadia e coragem. Eles não tinham medo e enfrentavam fortes adversários que ninguém tinha coragem de enfrentar. Mesmo quando todos fugiam da batalha com medo, eles se colocavam em posição de luta e não desistiam. Todos eles venceram e por isso foram coroados como valentes, que estavam sempre à frente das batalhas reais.

Não podemos nos convencer que valentes existiram apenas nos tempos dos reis. Apesar de não termos essas batalhas reais como nos tempos bíblicos, hoje continuamos a enfrentar muitas batalhas, porém em âmbitos diferentes. As guerras familiares, emocionais e as mazelas sociais existem e requerem de nós uma posição de enfrentamento.

Aqueles homens se destacaram pela sua coragem em enfrentar qualquer inimigo, mesmo que fossem aparentemente mais fortes do que eles. Da mesma forma, o Senhor procura também homens valentes, que enfrentam as adversidades da vida sem temê-las, crendo não na sua própria força, mas na força do Senhor sobre eles.

sábado, 3 de julho de 2021

As estratégias de Davi para vencer Golias

 Texto de referência: 1 Samuel 17:31-52


A batalha entre Davi e Golias é bastante conhecida. Um jovem israelita, que decide enfrentar um gigante, ao ver que ele afrontava o exército do seu povo. Quando Davi enxerga Golias, ele não o viu como um homem forte e de estatura anormal, mas ele o vê como alguém que estava lutando contra o próprio Deus, e por isso, não tinha chances de vitória. Mas Davi não encarou essa batalha de qualquer jeito, ele tinha as suas estratégias.

A primeira estratégia de Davi foi relembrar as vezes que o Senhor o ajudou em outras batalhas. Ele se lembrou de que em duas ocasiões um urso e um leão tentaram destruir o seu rebanho, mas Deus o ajudou, fazendo com que ele vencesse aqueles animais. Davi encarou Golias como o leão e o urso os quais ele havia derrotado. Se Deus o havia ajudado a vencer aquela batalha, o ajudaria agora também. O inimigo pode ser grande ou pequeno, fraco ou forte, o mesmo Deus que nos ajuda a vencer uma batalha, não nos ajudará a vencer as demais?

Outra estratégia de Davi nessa batalha foi utilizar as armas que ele dominava para a guerra, que eram o seu cajado e estilingue. É importante batalharmos com as estratégias que nós dominamos e conhecemos. Apesar de não ter sido com o estilingue que ele venceu, pois ele mesmo reconheceu que não é com armas humanas que Deus livra, foram esses instrumentos que o Senhor utilizou para dar a vitória a Davi. As nossas batalhas são vencidas pela fé, mas o Senhor sempre utiliza algum instrumento para operar a partir dele. Cabe a nós pedirmos a Ele sabedoria para termos em mãos os instrumentos certos para o Seu agir.

Mas a principal arma de Davi naquela batalha era a sua fé. Davi mostra ao filisteu que as armas dele não eram humanas. Davi sabia que não venceria Golias com armas humanas, ele estava consciente de que aquela pedra e aquele estilingue por si só não eram suficientes para destruir o gigante. Davi colocou a sua confiança em Deus, certo de que Ele iria intervir de alguma forma naquela batalha, pois a vitória é sempre do povo de Deus. O ato de Davi não foi contando com a sorte, mas com a fé.

A batalha entre Davi e Golias nos ensina que para Deus não existem gigantes. O fraco se torna forte quando o Senhor está do seu lado. Davi não venceu pela sua força, mas porque creu no agir do Senhor. Como Davi também podemos crer que nas maiores batalhas, diante dos mais fortes adversários, se temos o Senhor conosco, poderemos vencer.

domingo, 13 de junho de 2021

Débora: uma mulher ousada

 Texto de referência: Juízes 4 e 5


Débora foi uma mulher que julgou o povo de Israel no período dos juízes. Ela foi uma figura icônica para a sua geração, pois embora em geral os homens ocupassem os cargos de liderança, Débora quebrou esses paradigmas, surgindo como juíza em Israel, a única mulher nesse cargo citada na Bíblia, diga-se de passagem.

Talvez Débora tenha se inquietado diante da vergonha que Israel vivia na época, por causa da opressão que o povo estava sofrendo diante dos seus inimigos. Em seu cântico, Débora relata que as aldeias de Israel estavam desertas, até que ela se levantou para mudar aquela situação. Débora não foi apenas juíza de Israel, ela foi também mãe daquele povo, isto é, ela cuidou deles com amor.

Débora inspirava autoridade, pois quando ela chamou Baraque para sair à peleja por Israel, ele só aceitou ir se Débora fosse com ele, indicando a autoridade que a presença dela transmitia. Na verdade, a força que Débora inspirava, estava na presença de Deus na vida dela.

Outra característica marcante de Débora é a sua coragem. Os cananeus, que oprimiam o povo de Deus, tinham carros de ferros, um instrumento de batalha muito potente, o que causava muito medo no povo. Mas Débora não se deixou amedrontar, pois o Senhor já havia ordenado a peleja, e ela sabia que quando o Senhor se coloca a frente de uma batalha, a vitória está garantida.

Deus atraiu os cananeus até um determinado rio, chamado Quisom, que foi instrumento utilizado por Deus para derrotar os adversários do Seu povo.

Débora, uma mulher excêntrica para os seus tempos, que se destacou pela sua coragem e ousadia em liderar, em uma época onde as mulheres não tinham tanta visibilidade, se torna nos tempos de hoje também uma referência para nós. Se nos tempos onde a visibilidade da mulher era tão pequena, Débora alcançou o seu espaço, hoje também podemos galgar lugares altos. Mas havia um diferencial nesta mulher, ela tinha intimidade para ouvir a voz de Deus e tinha coragem para obedecê-la. A fé de Débora a levou a crer que, apesar da força dos adversários, Deus era poderoso para dar vitória ao Seu povo.

Que o Senhor encontre mulheres corajosas como Débora, que se levantem como mães nessa geração, para ajudarem o povo de Deus a vencer os adversários do nosso tempo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Prepare-se contra o ataque do mal

 Texto-base: II Crônicas 32:1-5 

Existem dois tipos de ação contra o mal: ação preventiva e ação corretiva. Ação preventiva se dá quando antes do mal insurgir já nos protegemos e ele não nos ataca. É o que a Bíblia chama de “vigiar” (Mateus 26:41). Já a ação corretiva ocorre quando o mal já chegou e aí temos que lutar contra ele. Todavia, muitas vezes não tomamos medidas preventivas e somos surpreendidos por adversidades. Mas, se o mal é detectado logo em seu início, podemos nos preparar para guerrearmos contra ele.

Quando Ezequias, rei de Judá ficou sabendo que Senaqueribe, rei da Assíria viria pelejar contra Israel, tomou uma atitude sábia, tapou todas as fontes de águas, pois pensou: “Por que viriam os reis da Assíria, e achariam tantas águas?”. Ele também se animou e restaurou muros que estavam quebrados, fez armas e escudos em abundância. 

Percebe-se que Ezequias estava se preparando para uma guerra que ele sabia que estava começando. Ezequias detectou o mal no início e já preparou suas estratégias contra ele.

Muitas situações em nossa vida poderiam ser diferentes se percebêssemos uma dificuldade se insurgindo e tivéssemos maturidade suficiente para elaborar nossas estratégias para combatê-la.

O problema é que muitas vezes não percebemos (ou negligenciamos) um problema em seu começo e não buscamos a solução para ele. Isso se aplica no nosso relacionamento conjugal, com os filhos, no trabalho, nas finanças, no ministério, em nosso relacionamento íntimo com Deus.

Se o mal se levanta contra nós, temos que orar, nos preparar, restaurar os muros, fazer armas e escudos, e não deixar o mal ganhar mais espaço. O importante é nos prepararmos contra o mal assim que ele for detectado e não deixar ele tomar as rédeas da situação.