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domingo, 26 de maio de 2024

Adorar em meio a dor


Texto-base: II Samuel 12:16-23


O rei Davi é exemplo de um grande adorador. Apesar de ser conhecido por louvar a Deus com instrumentos, festejar e até mesmo dançar na presença do Senhor, Davi também nos ensina a adorar a Deus em meio a dor.

O conhecido adultério de Davi com Bate-Seba deu origem a um filho. Antes mesmo da criança nascer, Deus já havia revelado a Davi por meio do profeta Natã que ela morreria. Ao nascer, a criança adoeceu gravemente, ficou sete dias doente e depois morreu.

Enquanto estava doente, Davi  se prostrou diante do Senhor, orou, chorou e não quis comer. Ele se humilhou diante de Deus a fim de salvar a vida de seu filho. Mas após a morte da criança, vendo Davi que o juízo de Deus já havia sido executado, tomou banho, trocou suas vestes e entrou na Casa do Senhor para adorá-Lo. A Bíblia não diz que ele entrou na Casa do Senhor para agradecer a morte de seu filho, mas para adorar a Deus.

Adoração significa rendição. Davi sabia que o que estava acontecendo era parte do plano permissivo de Deus, e que ele como homem não poderia mudar os planos do Altíssimo. Não é fácil adorar a Deus em meio a dor da perda de um filho, mas Davi nos deixa um grande exemplo.

Adoramos a Deus em meio a dor quando reconhecemos que de nós mesmos nada podemos, e que se entregarmos a Ele a nossa dificuldade, Deus estará cuidando de tudo da melhor maneira. Deixamos de adorar a Deus quando o tempo todo questionamos o porquê das adversidades ou quando tentamos a todo custo controlar por nós mesmos a situação.

Em meio a dificuldade, quando nos prostramos diante de Deus para reconhecer que por mais que aquela situação não seja o que queremos, mas que confiamos que Deus está no controle dela, reconhecemos a grandeza e a soberania de Deus sobre todos os acontecimentos da nossa vida.

Jó só obteve a restituição de tudo o que perdeu quando reconheceu que Deus tudo pode e que nenhum dos seus planos podem ser frustrados, isto é, Jó reconheceu que apesar de parecer que ele estava abandonado, Deus estava no controle de toda aquela situação.

Adorar a Deus em meio a dor não é fácil, mas é um passo necessário que indica que crescemos espiritualmente e que cremos que a dor faz parte de algum momento da nossa vida, e que mesmo nesses momentos difíceis Deus não nos desamparará!




terça-feira, 9 de maio de 2023

Davi, a prefiguração de Cristo


Em outros posts já abordei sobre Isaque e Moisés como homens que prefiguraram  a Cristo nesta terra. Hoje quero falar sobre Davi, um homem que pelos escritos bíblicos também teve esse papel.

Davi é tão ligado a Cristo que Jesus é chamado Filho de Davi (Marcos 12:35). Essa expressão diz respeito a Jesus ser da linhagem messiânica de Davi, pois as Escrituras diziam que o Messias viria da descendência de Davi.

Mas Davi prefigura a Cristo em seu papel enquanto rei. O Salmos 22, escrito por Davi, relata o sofrimento do Messias no calvário. Davi se coloca como o ator no Salmos, mas na verdade, era apenas um prelúdio do que aconteceria milhares de anos depois com Jesus na cruz. O mesmo acontece no Salmos 69, escrito também por Davi em sua própria pessoa, mas que referencia acontecimentos futuros com o Messias.

Os profetas antigos também anunciaram a Jesus a partir da vida de Davi. Jeremias nos fala sobre o renovo de Davi, um rei que reinaria eternamente, trazendo justiça e segurança ao povo de Deus, ou seja, ele usa o reinado de Davi para exemplificar um reino que viria muitos anos depois, e que não teria fim (Jeremias 23:5-6).

O profeta Isaías anuncia um rebento que sairia a partir do tronco de Jessé, que era o próprio Jesus, sobre o qual repousaria o Espírito do Senhor (Isaías 11:1-2).

Tudo isso nos faz refletir que o reino de Davi não foi senão um prelúdio para o reino de Cristo, perfeito e eterno. Davi foi usado como instrumento de Deus para iniciar o reino que traria Cristo como o Rei supremo. Como Isaque e Moisés, Davi também é uma prefiguração do próprio Cristo.


terça-feira, 18 de abril de 2023

Estratégias que podem fazer o inimigo prevalecer

Texto-base: I Samuel 21:15-17


Davi e o povo de Deus estavam em guerra, mas nessa batalha por um pouco os filisteus mataram Davi. Essa passagem relata três estratégias que quase fizeram os inimigos do povo de Deus prevalecerem:

1) Cansaço: Davi ficou muito cansado (v. 15). Ninguém passa por uma grande batalha sem se cansar, mas dependendo do nível do cansaço, o mesmo pode nos ser prejudicial. O cansaço, o desânimo, a falta de esperança têm sido armas do inimigo para tentar nos vencer.

2) A força do adversário: (v. 16). Existem diversos tipos de inimigos em nosso caminho. Alguns são mais fáceis de se combater, outros mais difíceis. Pode ser necessário muita oração sua e dos intercessores, muito jejum ou até algum propósito. Para Deus não existem inimigos fáceis ou difíceis, pois todos estão aos seus pés, mas para nós, com nossa força humana, sim. Aquele inimigo Davi descendia dos gigantes e tinha uma grande lança.

3) Armadura nova (v. 16). Aquele adversário tinha uma armadura nova. Percebo aqui uma armadura nova como uma arma do adversário ao qual não estamos preparados e nos surpreende. Algo que o inimigo usa contra nós que ainda não havia lançado. Não podemos ser surpreendidos pelo adversário. Se ele vem com uma arma nova, podemos derrotá-la através do poder de Deus que age em nós. Se a estratégia do inimigo é nova, Deus é o mesmo, ontem, hoje e sempre, (Hb 13:8) e não nos desamparará.

O versículo 17 diz que aquele homem quase matou Davi, porém o valente Abisai socorreu Davi e não permitiu que ele fosse morto. Deus sempre nos dá o escape, ainda que quase venhamos a sucumbir, Ele não permitirá, mas nos livrará.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Davi: o rei vitorioso

 


Dentre todos os reis que Israel teve, Davi foi considerado o maior. Não é a toa que a estrela de Davi é o símbolo da bandeira da nação.

A história dele é tão rica em detalhes que três livros falam sobre ele, sendo o livro de Samuel, Reis e Crônicas. São diversas guerras que esse rei enfrentou e o mais interessante é que não há relato de derrotas nesses combates.

Guerras entre amonitas, siros e principalmente filisteus. Davi enfrentou todos esses povos e em todas as batalhas saía vitorioso. O segredo para todas essas conquistas era a presença de Deus que havia na vida dele. São as Escrituras que relatam que ele saía vitorioso em todas as batalhas porque o Senhor pelejava por ele.

Queremos ser vitoriosos como Davi, mas muitas vezes negamos agir como ele. Não convidamos o Senhor para as nossas batalhas, pois queremos lutar com as nossas próprias forças.

O segredo das vitórias de Davi era o Senhor adiante dele. É assim que nós também devemos agir, colocar o Senhor à frente das nossas batalhas e não temê-las.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Mical, a mulher que desonrou a Deus

Texto de referência: 2 Samuel 6:20-23


Mical era filha de Saul, o primeiro rei de Israel. Se apaixonou por Davi, ungido por Deus como o sucessor de Saul no trono. Saul, tramando pela astúcia matar Davi, concordou que Davi se casasse com Mical. Com o passar do tempo, entretanto, Saul assumiu publicamente sua intenção homicida, e iniciou sua caçada a Davi. 

Diante desse cenário, Davi teve que fugir para salvar sua vida e acabou abandonando Mical. Muitos anos depois, quando assumiu o reino, Davi mandou buscar Mical, mas ela já havia se casado novamente e o amor entre eles já não era mais o mesmo. Um certo dia, quando Davi voltava do local onde foi buscar a Arca, ele fez uma grande festa. Músicas, danças, sacrifícios pacíficos e muita celebração. Davi dançava com todas as suas forças, e quando Mical o viu tão a vontade na adoração a Deus, o desprezou em seu coração.

Ao repreender Davi pela sua atitude, foi duramente repreendida por Davi que se justificou dizendo que se humilhar na presença de Deus é a atitude normal de quem reconhece quem é o servo e quem é o verdadeiro Rei. Logo após esse diálogo, o autor relata que Mical não teve filhos.

Não se sabe com certeza se esse fato tem a ver com essa atitude de Mical, mas uma coisa sobre ela nós sabemos, que Mical não obedeceu a cadeia de honra a qual estava submetida.

Mical desonrou seu esposo ao desprezá-lo, mas principalmente desonrou a Deus, quando achou desprezível uma atitude de adoração. E quando desobedecemos a cadeia de honra, as consequências vêm.

Apesar de Mical ser uma mulher ferida pelos erros de Saul e pelas duras separações, de ambos os maridos, a honra a Deus jamais deve ser deixada de lado. Ela deve caminhar conosco enquanto vivermos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Quatro lições que aprendemos com a batalha entre Davi e Golias

Texto de referência: 1 Samuel 17:24-51


1)Davi não enxergou Golias como um gigante, mas como um homem incircunciso que ousou afrontar o exército do qual Deus era o comandante. Para Davi, esse ato de Golias tirava dele qualquer chance de sair ileso daquela batalha. Diferente de Davi, nós costumamos olhar os problemas com lentes de aumento, dando muitas vezes a eles até uma maior proporção do que eles têm.

2) Davi se lembrou de ajudas anteriores de Deus. Para justificar o porquê ele iria enfrentar Golias e sair vitorioso, Davi usou uma situação onde Deus o ajudou a vencer um leão ou um urso. Para ele, se Deus já o havia ajudado a vencer uma batalha em que ele não tinha condições de sair vitorioso, nessa situação não seria diferente. Todas as vezes que estamos em uma batalha, devemos trazer à memória todas as vezes que o Senhor nos ajudou, isso nos trará motivação para vencer.

3) Davi lutou com as suas armas. Quando Saul tentou colocar sobre ele a sua armadura, Davi não quis, pois esta não lhe servia. Ao invés de armadura, Davi foi até o ribeiro e pegou pedras para com elas atirar em sua funda. Muitas das nossas batalhas não são vencidas por querermos utilizar armas que não são nossas. Na verdade, Deus utiliza as armas que nós temos, aquelas que estamos acostumados a usar. Não compare a sua forma de lutar com a do outro, pois a cada indivíduo Deus dá uma estratégia.

4) Davi não se deixou intimidar pelas falas amedrontadoras de Golias. Quando Golias veio zombando dele e dizendo palavras de afronta, Davi não abaixou a cabeça e ficou com medo, mas devolveu no mesmo tom as ameaças de Golias. Estamos dando ouvidos demais àquilo que o inimigo cochicha nos nossos ouvidos, quando deveríamos avançar contra ele e dessa forma anular o medo que ele tenta impor a nós.

sábado, 12 de novembro de 2022

O que os personagens da Bíblia José e Davi têm de semelhante?

Textos de referência: Gênesis 37:5-8; 41:39-43; 1 Samuel 16:1;13: 2 Samuel 5:4-5


José do Egito e o rei Davi são personagens da Bíblia que fazem parte da história do povo de Deus. Certamente quem não conhece um, conhece o outro, ou talvez muitos conheçam a história de ambos. Ao ler a história destes dois personagens comecei a pensar que existem diversas semelhanças entre eles.

Tanto José quanto Davi receberam uma promessa quando ainda eram muito jovens. Aos dezessete anos José sonhou que sua família se prostraria perante ele. Davi, ainda bastante jovem (estima-se que aproximadamente aos quinze anos) foi ungido rei de Israel.

Ambos os personagens não viram suas promessas se cumprirem imediatamente. Pelo contrário, José teve que esperar por 13 anos, pois se tornou governador aos trinta anos. Davi, por coincidência também se tornou rei aos trinta anos, mas o seu tempo de espera foi maior - aproximadamente 15 anos.

José e Davi enfrentaram muitas dificuldades durante esse processo. José foi vendido como escravo, acusado falsamente de trair o seu patrão e preso injustamente. Davi foi perseguido por Saul, fugiu da morte várias vezes, foi afastado de sua família para viver como fugitivo, passou fome e necessidade, teve que fingir-se de louco para sobreviver e precisou abrigar-se em território inimigo.

Todavia, apesar de todas as dificuldades enfrentadas, ambos permaneceram fiéis até o fim e receberam o cumprimento das promessas. José se tornou governador do Egito, o segundo homem mais importante da nação. Além disso,viu cumprir-se o sonho que teve ao ver seus irmãos indo até ele em busca de mantimento. Por fim, teve sua família restituída, tanto com seus irmãos quanto com seu pai.

Davi se tornou o mais importante rei de Israel. Em seu governo, o povo de Deus ganhou muitas batalhas e foi próspero.

Diante de todas essas constatações percebemos que Davi e José têm muitas coisas em comum, e que a vida deles tem muito a nos ensinar.


segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Quando somos de Deus, Ele opera em nosso favor

"para que tudo se confirme, para que o teu nome seja engrandecido para sempre e os homens digam: ‘O SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, é Deus para Israel!’ E a descendência de teu servo Davi se manterá firme diante de ti." 1 Crônicas 17:24


Esse trecho da Bíblia foi dito por Davi quando ele engrandeceu a Deus acerca do que Deus havia dito a ele, de que estabeleceria o seu reino para sempre. Conforme disse Davi, o cuidado de Deus para com o seu povo, dando a eles um reinado sólido, engrandeceria o nome do Senhor, pois os homens reconheceriam que o Senhor dos Exércitos era Deus de Israel e Deus para Israel.

Perceba que há uma diferença sutil entre essas duas expressões. Na primeira, nós temos um Deus que é do povo, e na segunda, nós temos um Deus que é para o povo.

A primeira expressão, Deus de Israel, remete ao pertencimento do povo ao Senhor. Ser o Deus de Israel significa que o povo pertencia a Deus. Ele era o Senhor do seu povo. Pertencer a Deus significa ser sua propriedade exclusiva. Isso só é possível quando a nossa vida está totalmente entregue a Ele, não superficialmente, mas verdadeiramente. Uma vida entregue a Deus se solidifica quando Ele passa a fazer parte da nossa intimidade, quando Ele está presente nas coisas mais pequenas da nossa vida. 

Convidar a Deus para tomar café conosco, para estar conosco enquanto lavamos a louça ou tomamos banho não é ser louco ou fanático, mas desejar que Ele faça parte da nossa vida como um todo. Muitas pessoas têm selecionado as áreas da sua vida as quais desejam que Deus faça parte, pois em outras elas não desejam ter o Senhor envolvido. Mas quem age assim engana-se a si mesmo, pois ou temos o Senhor em todas as áreas da nossa vida, ou não o temos. Deus não se contenta com metade de nós. Entregar uma parte da nossa vida para Ele, no fundo significa não entregar nada. Foi o próprio Jesus quem disse que não podemos servir a dois senhores (Mateus 6:24).

A segunda expressão diz que Deus é para Israel. Nessa expressão a ênfase está na palavra para. Quando Davi diz que Deus é para Israel, ele se refere a um Deus que age em favor de Israel. Em toda a caminhada do povo de Deus, vemos como o Senhor agiu em favor daquele povo, guerreando em favor deles, e lhes dando a vitória em diversas situações.

Mas essa segunda expressão está relacionada à primeira, isto é, quando a nossa vida está entregue a Deus, ele age em nosso favor. Israel só poderia dizer que Deus era por eles, se eles fossem de Deus. Uma vida entregue a Deus abre caminhos para que o Senhor opere nesta vida. Só experimentaremos o favor do Senhor se a nossa vida estiver unida ao coração de Deus. Aí sim, poderemos dizer: Deus é por mim!


quarta-feira, 14 de julho de 2021

Os valentes de Deus

 Texto-base: 2 Samuel 23:8-22


O rei Davi foi um grande líder. Tendo Deus sempre ao seu lado, ele venceu muitas batalhas. Mas ele não saía sozinho para as batalhas. Ao seu lado estavam homens de guerra que, por sua força e coragem, foram denominados "os valentes de Davi". Foram listados trinta e sete homens, mas apenas a história de alguns deles foi mencionada.

Um desses valentes foi Josebe-Bassebete, que sozinho, feriu de uma só vez oitocentos homens.

O outro valente foi Eleazar, que feriu os filisteus também sozinho, depois que os israelitas já tinham abandonado a peleja. Ele lutou com tanta intensidade que a sua mãe ficou grudada à espada. 

Outro valente chamado Sama se levantou para ajudar Israel contra os filisteus quando o povo estava fugindo diante deles.

Outros três valentes ousaram buscar água para Davi em um poço de um determinado lugar que estava totalmente cercado pelos filisteus.

Por fim, Benaia foi um valente que matou um leão em uma cova em um dia de neve. Ele também lutou contra um gigante utilizando apenas um cajado, e depois conseguiu arrancar de sua mão a lança, com a qual o matou.

Todos esses valentes se destacaram pela sua ousadia e coragem. Eles não tinham medo e enfrentavam fortes adversários que ninguém tinha coragem de enfrentar. Mesmo quando todos fugiam da batalha com medo, eles se colocavam em posição de luta e não desistiam. Todos eles venceram e por isso foram coroados como valentes, que estavam sempre à frente das batalhas reais.

Não podemos nos convencer que valentes existiram apenas nos tempos dos reis. Apesar de não termos essas batalhas reais como nos tempos bíblicos, hoje continuamos a enfrentar muitas batalhas, porém em âmbitos diferentes. As guerras familiares, emocionais e as mazelas sociais existem e requerem de nós uma posição de enfrentamento.

Aqueles homens se destacaram pela sua coragem em enfrentar qualquer inimigo, mesmo que fossem aparentemente mais fortes do que eles. Da mesma forma, o Senhor procura também homens valentes, que enfrentam as adversidades da vida sem temê-las, crendo não na sua própria força, mas na força do Senhor sobre eles.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

O tempo da espera é um período de preparação para receber a bênção

Textos de referência: I Samuel 16:1;13. 23:14. II Samuel 5:3


Em sua juventude, Davi foi um pastor de ovelhas. Certo dia, chega o profeta Samuel em sua casa para ungi-lo rei de Israel, e o faz perante toda a sua família. Mas após essa unção, Davi não se assenta em seu trono real, pelo contrário, continua pastoreando as ovelhas do seu pai.

Em outro dia, chega um enviado do rei Saul a buscar Davi para tocar sua harpa para o rei. A partir desse momento, Davi tem constante acesso ao palácio real, mas apenas como um instrumentista. Passado mais algum tempo, Davi entra em um combate com o gigante Golias, vence-o e livra a Israel do poder dos filisteus. A partir desse momento, Davi se torna um combatente do exército real, vencendo diversas batalhas.

Parecia que um tempo de glória na vida de Davi estava começando, mas na verdade, iniciou-se uma dura perseguição de Saul a Davi, pois percebendo que Davi lograva êxito em suas batalhas, o rei Saul viu ameaçado o seu reino. A partir de então, Saul começa a perseguir veementemente a Davi, que passa vários anos se escondendo em diversos lugares, até se refugiar na terra dos filisteus, principal adversário de Israel.

Somente cerca de 15 anos depois de muitas fugas, Saul morreu e Davi é ungido rei, mas nesse primeiro momento, ele reinou apenas no território de Judá, tendo sete anos depois sido eleito rei de Israel pelo povo.

Após a unção dada por Samuel, a vida de Davi passa por altos e baixos, revezando entre momentos de glória e aparentes fracassos. Mas tudo o que Davi enfrentou era na verdade uma preparação para que aquele homem se tornasse o maior rei que a nação de Israel já teve, pois foi a partir do reinado de Davi que Israel se estabeleceu como um reino.

Todo o tempo de espera que Davi enfrentou até chegar a ser rei fez com que ele aprendesse a confiar em Deus. Foi durante esse período que grande parte dos seus salmos foram escritos.

O tempo da espera é algo que todos nós temos que passar. Em algum momento da nossa vida teremos que esperar para recebermos algo que foi prometido por Deus, mas que ainda não chegou. Davi provavelmente foi tentado a desistir desse sonho de reinar, mas ele tinha a confiança em Deus, de que se Ele falou, iria cumprir. Deus cumpriu tudo o que prometeu a Davi e de uma forma maravilhosa, pois quando Davi assumiu o reino, ele era um homem preparado nas batalhas e cheio de intimidade com Deus.

Que possamos olhar o tempo da espera como um período em que o Senhor está nos moldando, para que quando o cumprimento da promessa chegar, possamos desfrutar de tudo com alegria e reconhecendo o Senhor Deus, o nosso verdadeiro abençoador.

terça-feira, 6 de julho de 2021

Caverna de Adulão, lugar de abrigo para os excluídos

 Texto de referência: 1 Samuel 22:1-2


Davi é um personagem bíblico bastante conhecido, mesmo entre pessoas não cristãs. Foi um dos maiores reis que Israel teve, mas até chegar ao trono enfrentou grandes desafios. Um deles foi a constante fuga perante o rei Saul, que era o rei de Israel e via em Davi uma ameaça ao seu trono.

Por aproximadamente doze anos, Davi fugiu de Saul, vivendo em diversos esconderijos. Um desses lugares foi a caverna de Adulão. Ali, ele achou que estaria seguro das tentativas de Saul de tirar sua vida. Mas Davi não morou sozinho nessa caverna. Ajuntaram-se a ele diversos homens, cerca de quatrocentos que passaram a andar com Davi por onde ele andava. O que chamava a atenção nesse grupo eram as características desses homens, que foram relatados na Bíblia como homens que se achavam em aperto, endividados e amargurados de espírito. E Davi se tornou o líder deles.

Os homens que se ajuntaram a Davi eram todos problemáticos, homens que ninguém admirava, pessoas que ninguém queria por perto. A Bíblia não relata porque esses homens se aproximaram de Davi, mas talvez seja porque Davi não estava em uma condição muito diferente da deles, pois ele naquele momento era um fugitivo, sem família, sem dinheiro e correndo risco de vida o tempo todo.

Esses homens andaram fielmente com Davi enquanto ele viveu como fugitivo, e quando ele foi ungido rei, Davi os recompensou elegendo-os seus combatentes.

A caverna de Adulão retrata um lugar periférico, isto é, um lugar para onde iam os excluídos pela sociedade. E nesse lugar, liderados por Davi aqueles homens se tornaram uma equipe, constituíram famílias e depois retornaram ao seio da sociedade de forma digna.

Nos dias de hoje também temos as cavernas de Adulão, onde estão aqueles que são desprezados e excluídos pela sociedade. É nas periferias, nas cracolândias, nos prostíbulos, nos orfanatos onde estão muitos amargurados de espírito, indivíduos que muitas vezes não podem entrar em qualquer lugar por serem abandonados ou mal vistos pelas pessoas.

Como Davi, também podemos acolher esses rejeitados pela sociedade, e na caverna de Adulão treiná-los para que saiam da condição de humilhados para serem honrados. Por nossa capacidade não poderemos fazer isso, somente pelo Espírito de Deus em nós poderemos transformar a nossa sociedade e ser o sal e a luz que o Senhor espera de nós.

domingo, 4 de julho de 2021

Davi, um homem destemido e cheio de fé

 Texto de referência: 1 Samuel 17:24-52


Uma das batalhas mais espetaculares da Bíblia é a relatada entre Davi e Golias. Davi era um jovem pastor de ovelhas, ungido pelo profeta como o futuro rei de Israel. Mas algum tempo havia se passado e ele continuava a pastorear. Todavia chega um dia em que Davi seria conhecido por toda a nação de Israel.

O contexto dessa batalha foi uma guerra ocorrida entre israelitas e filisteus. Por quarenta dias eles se colocaram em ordem de batalha, mas ninguém do exército israelita tinha coragem de duelar contra o principal combatente dos filisteus, um homem chamado Golias, cuja estatura era muito superior à normal, e por isso ele era denominado um gigante.

Quando os israelitas viam Golias, eles sentiam medo. Quando Davi o viu, ele se indignou em como aquele homem tinha coragem de afrontar o exército mais forte da terra, o exército do Deus vivo. Davi enxergava o quanto o exército de Israel era forte, mas os israelitas não. O medo havia tomado conta deles de uma maneira tão grande, que eles haviam se esquecido força de Deus que habitava neles.

Quando Davi decide enfrentar Golias, ele se vê diante de pessoas que tentaram desencorajá-lo, como Eliabe e Saul. Ao invés de dar ouvidos aos que o desencorajavam, Davi desviou-se deles. Quando ao nosso encontro vêm pessoas ou situações para nos desencorajarem, a nossa reação imediata deve ser a de desviar-nos deles e seguirmos rumo ao nosso objetivo. Davi permaneceu firme no seu propósito, derrotar Golias.

Mas o maior obstáculo de Davi era Golias. Todavia, a fé de Davi foi tão incrível, que não vemos em momento algum ele temer diante do gigante, pelo contrário, o tempo todo ele se mantém confiante. 

A primeira estratégia de Golias para derrotar Davi foram as palavras. Golias tentou intimidar Davi dizendo-lhe ameaças com o intuito de amedrontá-lo. Davi, entretanto, não se deixou intimidar e revidou a ameaça. Aquilo que o inimigo lançou contra ele, Davi não internalizou para si, mas retornou para o inimigo. O diabo é especialista em mentir e tentar nos intimidar, mas como Davi temos que ser firmes e não nos submetermos às ameaças dele.

Quando Golias investe contra Davi, ele parte para cima dele primeiro, lançando uma pedra, que foi suficiente para derrubar Golias. Ao ver Golias morto, os demais combatentes fugiram. A arma dos filisteus era Golias. O inimigo sempre irá usar um ponto forte para nos atingir. Quando esse ponto forte é derrubado, os demais que estavam com ele se enfraquecem.

Cada batalha tem muito a nos ensinar. Naquela batalha, Davi enxergou a intervenção do Senhor. 

Deus não nos deu espírito de medo, mas de ousadia. Diante dos gigantes da vida, podemos agir com essa coragem e não nos intimidar, mas avançar contra eles e vencer!

sábado, 3 de julho de 2021

As estratégias de Davi para vencer Golias

 Texto de referência: 1 Samuel 17:31-52


A batalha entre Davi e Golias é bastante conhecida. Um jovem israelita, que decide enfrentar um gigante, ao ver que ele afrontava o exército do seu povo. Quando Davi enxerga Golias, ele não o viu como um homem forte e de estatura anormal, mas ele o vê como alguém que estava lutando contra o próprio Deus, e por isso, não tinha chances de vitória. Mas Davi não encarou essa batalha de qualquer jeito, ele tinha as suas estratégias.

A primeira estratégia de Davi foi relembrar as vezes que o Senhor o ajudou em outras batalhas. Ele se lembrou de que em duas ocasiões um urso e um leão tentaram destruir o seu rebanho, mas Deus o ajudou, fazendo com que ele vencesse aqueles animais. Davi encarou Golias como o leão e o urso os quais ele havia derrotado. Se Deus o havia ajudado a vencer aquela batalha, o ajudaria agora também. O inimigo pode ser grande ou pequeno, fraco ou forte, o mesmo Deus que nos ajuda a vencer uma batalha, não nos ajudará a vencer as demais?

Outra estratégia de Davi nessa batalha foi utilizar as armas que ele dominava para a guerra, que eram o seu cajado e estilingue. É importante batalharmos com as estratégias que nós dominamos e conhecemos. Apesar de não ter sido com o estilingue que ele venceu, pois ele mesmo reconheceu que não é com armas humanas que Deus livra, foram esses instrumentos que o Senhor utilizou para dar a vitória a Davi. As nossas batalhas são vencidas pela fé, mas o Senhor sempre utiliza algum instrumento para operar a partir dele. Cabe a nós pedirmos a Ele sabedoria para termos em mãos os instrumentos certos para o Seu agir.

Mas a principal arma de Davi naquela batalha era a sua fé. Davi mostra ao filisteu que as armas dele não eram humanas. Davi sabia que não venceria Golias com armas humanas, ele estava consciente de que aquela pedra e aquele estilingue por si só não eram suficientes para destruir o gigante. Davi colocou a sua confiança em Deus, certo de que Ele iria intervir de alguma forma naquela batalha, pois a vitória é sempre do povo de Deus. O ato de Davi não foi contando com a sorte, mas com a fé.

A batalha entre Davi e Golias nos ensina que para Deus não existem gigantes. O fraco se torna forte quando o Senhor está do seu lado. Davi não venceu pela sua força, mas porque creu no agir do Senhor. Como Davi também podemos crer que nas maiores batalhas, diante dos mais fortes adversários, se temos o Senhor conosco, poderemos vencer.