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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

O propósito da circuncisão


“Esta é a minha aliança com você e com os seus descendentes, aliança que terá que ser guardada: Todos os do sexo masculino entre vocês serão circuncidados na carne. Terão que fazer essa marca, que será o sinal da aliança entre mim e vocês.” Gênesis 17:10-11

“Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.” Romanos 2:28-29

Em diversas partes da Bíblia podemos encontrar a palavra circuncisão ou outras palavras advindas dela, como por exemplo, circuncidar.

A circuncisão refere-se a uma prática adotada desde a antiguidade que significa remover o prepúcio - uma pele que envolve ou cobre a cabeça do pênis - órgão sexual masculino.

Essa prática surge na Bíblia no Antigo Testamento, em Gênesis 17, quando Deus ordena a Abraão que ele e todos os moradores de sua casa fossem circuncidados. Apesar da origem da circuncisão ser desconhecida, pode ser que esta seja uma prática realizada bem antes da ordenança bíblica a Abraão.

O propósito da circuncisão na Bíblia era reafirmar a aliança de Deus com o Seu povo. Eles teriam no corpo uma marca que lhes traria a certeza de que pertenciam a Deus. Assim, todo aquele que fosse servo do Deus Altíssimo deveria se submeter à circuncisão. Essa prática se difundiu entre os hebreus, que depois foram denominados judeus.

Entretanto, com o passar dos anos, as convicções espirituais do povo acabaram resumindo-se apenas em rituais religiosos, e algumas práticas foram ficando distorcidas, entre elas a circuncisão.

O povo já não adorava mais a Deus de coração sincero, mas apenas para exibir uma falsa espiritualidade, baseada na performance e não nas intenções do coração. E com o passar do tempo, a circuncisão que era um sinal da aliança entre Deus e eles, tornou-se apenas um mero ritual religioso. 

Deus então, chamou o povo a voltar-se para Ele, estabelecendo uma nova aliança, declarada a partir de Jesus, não baseada em aspectos físicos, mas firmada com o coração. Nesta aliança, a circuncisão passou a ser do coração, e não da carne. 

Em suma, Deus estava abolindo a prática da circuncisão, mesmo que Jesus tenha sido circuncidado, e agora ele estava declarando que aqueles que cressem Nele não precisavam mais ter essa marca no corpo, se a tivessem no coração.

A circuncisão da carne ficou para trás, apenas como parte da história do povo de Deus. Hoje, homens e mulheres são chamados a circuncidarem o coração e fazer uma aliança com o Senhor Jeová, estabelecendo Ele como único Deus e Senhor. 


terça-feira, 9 de maio de 2023

Davi, a prefiguração de Cristo


Em outros posts já abordei sobre Isaque e Moisés como homens que prefiguraram  a Cristo nesta terra. Hoje quero falar sobre Davi, um homem que pelos escritos bíblicos também teve esse papel.

Davi é tão ligado a Cristo que Jesus é chamado Filho de Davi (Marcos 12:35). Essa expressão diz respeito a Jesus ser da linhagem messiânica de Davi, pois as Escrituras diziam que o Messias viria da descendência de Davi.

Mas Davi prefigura a Cristo em seu papel enquanto rei. O Salmos 22, escrito por Davi, relata o sofrimento do Messias no calvário. Davi se coloca como o ator no Salmos, mas na verdade, era apenas um prelúdio do que aconteceria milhares de anos depois com Jesus na cruz. O mesmo acontece no Salmos 69, escrito também por Davi em sua própria pessoa, mas que referencia acontecimentos futuros com o Messias.

Os profetas antigos também anunciaram a Jesus a partir da vida de Davi. Jeremias nos fala sobre o renovo de Davi, um rei que reinaria eternamente, trazendo justiça e segurança ao povo de Deus, ou seja, ele usa o reinado de Davi para exemplificar um reino que viria muitos anos depois, e que não teria fim (Jeremias 23:5-6).

O profeta Isaías anuncia um rebento que sairia a partir do tronco de Jessé, que era o próprio Jesus, sobre o qual repousaria o Espírito do Senhor (Isaías 11:1-2).

Tudo isso nos faz refletir que o reino de Davi não foi senão um prelúdio para o reino de Cristo, perfeito e eterno. Davi foi usado como instrumento de Deus para iniciar o reino que traria Cristo como o Rei supremo. Como Isaque e Moisés, Davi também é uma prefiguração do próprio Cristo.