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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Nunca é tarde para buscar ao Senhor: meditando sobre o rei Josias

 Texto de referência: 2 Crônicas 34


Dentre os reis de Judá, Josias foi o último rei que a Bíblia relata que serviu ao Senhor. Todos os que vieram após ele fizeram o que era mau diante de Deus e a partir daí começaram os períodos de exílio dos judeus.

Mas a devoção de Josias ao Senhor não começou logo no início do seu reinado, até porque Josias tinha apenas oito anos quando começou a reinar.

Ele também não teve referências familiares para o temor do Senhor, pois seu pai e avô, Amom e Manassés, respectivamente, foram talvez os piores reis que Judá já teve.

Josias tinha tudo para seguir o exemplo dos seus pais, e consequentemente fracassar, mas ele resolveu seguir outra direção. A Bíblia diz que aos 16 anos ele começou a buscar ao Senhor, e quatro anos depois ele começou uma restauração espiritual no território de Judá, destruindo todos os altares idólatras que haviam sido construídos nos reinados anteriores. Inclusive ele destruiu um altar feito no período do rei Jeroboão, centenas de anos antes do seu reinado.

Aos 26 anos, Josias renova a aliança do povo com o Senhor e realiza a celebração da maior Páscoa feita por reis desde que Israel virou uma monarquia.

A vida de Josias nos mostra que nunca é tarde para o nosso despertar para Deus. Josias não tinha referências para buscar a Deus, mesmo assim ele o fez. Ele não iniciou sua trajetória servindo ao Senhor, mas um dia seus olhos foram abertos e aquele homem passou a servir a Deus de todo coração, se santificado e buscando a santificação do povo de Judá.

E por isso, o seu reinado durou trinta e um anos, vivendo em paz com as nações ao redor, porque o seu coração se converteu de verdade ao Senhor.


sexta-feira, 20 de junho de 2025

O que importa é como tudo termina

 Textos de referência: 2 Crônicas 24;26


A Bíblia é uma fonte inesgotável de conhecimento. Quando mergulhamos nas histórias que são contadas nela, podemos aprender muito e temos a oportunidade de ser muito edificados.

Muitas pessoas ali descritas tiveram uma vida completa de temor ao Senhor, nos deixando um legado impressionante. Por outro lado, alguns viveram uma vida de impiedade, e tiveram um trágico fim. Outros, no entanto, começaram bem mas se desviaram no decorrer da caminhada, como é o caso de dois reis de Judá, Joás e Uzias.

Ambos da mesma descendência, Uzias foi neto do rei Joás. Este último, estava sentenciado à morte, quando Atalia, uma mulher perversa que queria se apossar do trono, resolveu matar todos os descendentes reais, membros da sua própria família.

Mas Deus, através de uma mulher piedosa, salvou a vida de Joás que posteriormente foi criado e guardado pelo sacerdote Joiada. Joás fez muitas coisas boas e serviu ao Senhor, mas no fim da sua vida deu ouvidos a pessoas erradas e acabou se desviando, inclusive assassinando o filho do sacerdote Joiada, demonstrando uma profunda ingratidão àquele que tanto lhe ajudou. Pelos seus erros, acabou sendo assassinado e não foi sepultado junto com os reis.

O outro exemplo é o rei Uzias, que também começou o reino de uma forma espetacular. Construiu muitas obras, fortaleceu seu exército e andou nos caminhos do Senhor, mas no fim da sua vida se ensoberbeceu e começou a acreditar que era poderoso e especial demais, chegando a tentar fazer atividades no templo que eram devidas somente aos sacerdotes. Acabou ficando leproso e vivendo isolado pelo restante dos seus dias.

São duas histórias que tinham tudo pra terminar bem, mas que deixam um pouco de tristeza no leitor quando terminam. Elas nos ensinam muitas coisas, mas uma delas é que não importa como começa, mas como termina. Mesmo que tudo esteja bem, se no final não permanece, parece que todo o positivo se esvanece.

E é por isso que temos que vigiar a nossa caminhada diariamente. É preciso analisar como estamos conduzindo a nossa vida para não seguirmos caminhos sem volta. Ambos os reis foram alertados dos seus erros, mas não quiseram mudar.

Quando estamos atentos, cuidando do processo, estamos contribuindo para terminar com sucesso a nossa trajetória.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

O que aprender a não fazer com o rei Acaz

Texto de referência: 2 Crônicas 28


Acaz foi um dos últimos reis de Judá. Ele era filho de Jotão, um rei sem muitas referências mas que foi denominado como reto aos olhos de Deus. Mas Acaz não seguiu os passos do pai. Fez tudo de pior no reino de Israel e agiu como um rei insensato e perverso.

As suas péssimas ações são descritas abaixo:

  • Se curvou à idolatria, adorando diversos deuses, como baal e deuses siros.

  • Queimou os filhos como sacrifício, algo abominável aos olhos de Deus.

  • Queimou incenso em altos e debaixo de árvores, algo também proibido.

  • Quebrou utensílios na casa de Deus.

  • Fechou o templo.

Não obstante a tudo isso, Acaz começou a ser perseguido pelos edomitas e pelos filisteus. E por estar em apuros, Acaz pediu socorro aos assírios, mas a Bíblia diz que em vez de ajudá-lo, o rei da Assíria fez piorar a sua situação. Não se sabe o motivo, mas é certo que um reino que já ia mal, ficou ainda pior.

Existem pessoas que quando tudo vai mal para elas, conseguem piorar ainda mais a sua situação, buscando ajudas erradas, em lugares errados ou com pessoas inconvenientes. Quando estamos fora da vontade de Deus, é certo que as coisas irão mal, e se não voltarmos aos caminhos d'Ele, tendemos a buscar apenas ajudas erradas.

Enquanto diversos reis nos ensinam com suas boas atitudes, Acaz nos ensina como não agir.

O resultado desse péssimo reinado é que ele não foi sepultado junto com os reis antecessores. Um mau reinado não gera boas recordações.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Davi: o rei vitorioso

 


Dentre todos os reis que Israel teve, Davi foi considerado o maior. Não é a toa que a estrela de Davi é o símbolo da bandeira da nação.

A história dele é tão rica em detalhes que três livros falam sobre ele, sendo o livro de Samuel, Reis e Crônicas. São diversas guerras que esse rei enfrentou e o mais interessante é que não há relato de derrotas nesses combates.

Guerras entre amonitas, siros e principalmente filisteus. Davi enfrentou todos esses povos e em todas as batalhas saía vitorioso. O segredo para todas essas conquistas era a presença de Deus que havia na vida dele. São as Escrituras que relatam que ele saía vitorioso em todas as batalhas porque o Senhor pelejava por ele.

Queremos ser vitoriosos como Davi, mas muitas vezes negamos agir como ele. Não convidamos o Senhor para as nossas batalhas, pois queremos lutar com as nossas próprias forças.

O segredo das vitórias de Davi era o Senhor adiante dele. É assim que nós também devemos agir, colocar o Senhor à frente das nossas batalhas e não temê-las.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Salomão, o rei despreparado para as batalhas

Salomão foi um dos filhos do rei Davi. Ele tinha muitos irmãos de mães diferentes, mas Salomão foi criado de forma especial, na companhia do profeta Natã, que o educou segundo os princípios da lei de Deus.

Desde muito jovem, Salomão tinha sobre si a promessa de ser o sucessor de Davi no trono. O seu pai estava preparando tudo para que ele reinasse e também edificasse a Deus um templo. Para isso, deixou-lhe muitos tesouros e um reino onde todos os adversários estavam subjugados. Na verdade, esse era o plano de Deus, de que houvesse paz durante o reinado de Salomão para que ele tivesse condições de construir o templo do Senhor. O que era a princípio o plano do Senhor acabou sendo laço para Salomão devido aos seus futuros erros.

Por ter se curvado à idolatria, Deus levantou adversários contra Salomão, que não soube derrotá-los por não ter sido preparado para as batalhas. O reino estava em paz, mas Salomão não soube conservar essa qualidade desejável e acabou enfrentando batalhas.

Ninguém gosta de enfrentar problemas, mas todos concordamos que somos moldados por Deus através deles. As batalhas nos preparam para saber vencer. Enquanto enfrentamos guerras, somos fortalecidos e temos a oportunidade de nos tornarmos grandes homens e mulheres de Deus.

Talvez faltasse para Salomão a habilidade para enfrentar batalhas, e isso não foi uma "falha" de Deus, mas um caminho que o próprio Salomão traçou devido aos seus erros. Se ele tivesse permanecido no esconderijo do Altíssimo, teria descansado à sua sombra.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Saul, o rei que amou mais o trono do que a missão

Texto de referência: 1 Samuel 15


Saul foi um homem na Bíblia que teve o privilégio de ser o primeiro rei de Israel. Antes dele não havia reis, apenas juízes lideravam o povo, mas os israelitas na ambição de serem como os demais povos, pediram para si um rei. Apesar de ser filho de um homem rico, ele era da tribo de Benjamim,  a menor entre as tribos de Israel.

A princípio, Saul não assumiu seu posto de rei, talvez ele não acreditasse muito na profecia recebida, mas após o seu ordenamento público feito pelo profeta Samuel, ele começou a apossar-se do reino. Foi após uma batalha entre Israel e os amonitas, na qual Saul liderou e venceu, que ele foi oficialmente proclamado rei.

Assim que Samuel ungiu a Saul, o Espírito do Senhor tomou a vida dele e ele foi mudado em um novo homem. Samuel era o líder espiritual de Saul, e ele deveria obedecer aos seus comandos, pois estes eram dados por Deus. Mas, logo no princípio do reinado de Saul, após o seu primeiro ano, ele já cometeu os seus primeiros deslizes.

Em uma batalha entre israelitas e filisteus, Saul estava aguardando Samuel chegar para oferecer sacrifícios, mas vendo que ele estava demorando, resolveu ele próprio oferecê-los, o que era errado, pois essa era incumbência do sacerdote.

Após mais alguns anos, Deus ordena, através de Samuel, que Saul fosse pelejar contra os amalequitas, e que nessa peleja, matasse toda a cidade de Amaleque, até mesmo os animais que houvessem no lugar. Saul, desobedecendo à ordem expressa, poupou Agague, rei de Amaleque, além de animais que ele considerava "bons". Quando reprovado por Samuel, Saul arranjou todas as desculpas possíveis para tentar se justificar e não reconheceu o seu pecado.

Foi a partir dessa atitude de desobediência que o reinado de Saul começou a entrar em derrocada. O Espírito do Senhor se retirou dele, que começou a ser atormentado por espíritos malignos. Além disso, começou a perseguir Davi, buscando matá-lo a todo custo, brigou com os filhos, ordenou a morte de oitenta sacerdotes, consultou feiticeiros, tudo para não perder o seu posto de rei.

O reino começou a ocupar a posição central na vida de Saul, que não conseguia mais servir a Deus e fazia de tudo o que podia para tentar conservá-lo. Diferente do seu sucessor, o rei Davi, que após pecar pediu insistentemente a Deus que não retirasse dele o Espírito do Senhor.

A vida de Saul retrata o apego que muitas pessoas têm à sua vocação, se esquecendo de Deus. Foi Deus quem havia posto Saul no trono, e ele deveria reverência a Deus. Mas ele preferiu amar mais o poder do que a Deus, que havia lhe dado o poder. E acabou falido. Acabou seu reinado triste, derrotado e morto na batalha contra o principal inimigo de Israel, os filisteus. Em qualquer circunstância ou posição, devemos amar a Deus sobre todas as coisas.


segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Jeroboão: o rei que não confiou em Deus

Textos de referência: 1 Reis 11:26-40; 12:25-33;


Jeroboão era um simples trabalhador braçal que se tornou rei de Israel. O sei Salomão, apesar de ser filho de Davi, não foi fiel a Deus como seu pai, pois influenciado pelas suas muitas mulheres estrangeiras, começou a adorar deuses pagãos.

Deus então manifestou juízo a Salomão, dizendo que o reino seria retirado das suas mãos e dado a outro homem, chamado Jeroboão, ficando com Salomão apenas a tribo de Judá.

Mas quem era Jeroboão? Filho de uma mulher viúva, Jeroboão provavelmente foi criado sem o pai, e teve que começar a trabalhar logo cedo. Por ser um homem forte e habilidoso, ele foi colocado como chefe dos trabalhos forçados do reino, todavia, Jeroboão não gostou muito do cargo e se rebelou contra o rei. Quando Salomão ficou sabendo que era exatamente Jeroboão que foi profetizado que reinaria em seu lugar, ele tentou matar Jeroboão, mas este fugiu para o Egito.

Após a morte de Salomão e deslizes no reinado do seu filho Roboão, o povo se rebelou e constituiu Jeroboão como rei sobre dez das doze tribos de Israel. A Jeroboão foi profetizado que, se ele servisse a Deus como Davi serviu, o seu reino seria estabelecido.

Todavia, após Jeroboão assumir o reino e experimentar o poder, ele teve medo de perder tudo aquilo e buscou impedir o povo de adorar a Deus em Jerusalém, estabelecendo um local de culto em Efraim, algo não ordenado e não aprovado por Deus. Além disso, ele colocou imagens de adoração, incentivando o povo à idolatria, a mesma causa que levou Salomão a perder o seu reino.

Por fim, o mesmo profeta que profetizou que Deus daria o reino a Jeroboão, profetizou que o reino seria tomado dele e que a sua descendência seria toda destruída. Jeroboão foi um rei escolhido por Deus, que tinha tudo para crescer, mas que não se lançou completamente ao Senhor e não confiou que Deus lhe firmaria no trono.

Da mesma forma, Deus tem colocado diante de nós reinos, Ele tem confiado a nós posições no mundo terreno e espiritual, mas muitas vezes não temos feito jus a essas posições e temos agido por conta própria, não confiando no Senhor, mas temendo perder as nossas posições. Deus nos chama a reinar, mas colocando-O como Rei Supremo, reinando sobre nós. Só assim, o que Ele nos confiou será firmado.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Utilizando as armas do adversário para o nosso crescimento

"Então, o rei Asa tomou todo o Judá, e trouxeram as pedras de Ramá e a sua madeira com que Baasa a edificara; com elas edificou Asa a Geba e a Mispa." 2Crônicas 16:6


A história abaixo se passa nos tempos do rei Asa, o rei de Judá que se viu perseguido pelo exército de Baasa, rei de Israel. Nesse período, Judá e Israel estavam separados como um reino, e possuíam reis diferentes. Esses reinos estavam em guerra entre si, e o reino de Israel era visivelmente mais forte do que Judá.

Como forma de enfraquecer para a seguir derrotar o reino de Judá, Baasa ordena a construção de uma cidade chamada Ramá, que serviria como obstáculo a Judá, para que ninguém chegasse até eles. Da mesma forma, eles estariam impedidos de sair da cidade. Estando isolados, com o passar do tempo seriam derrotados.

O rei Asa, se vendo em apuros, faz uma aliança com o rei da Síria, dando os tesouros da casa do Senhor para que ele lutasse contra o reino de Israel. O rei da Síria entra em guerra contra Israel, que ao se ver ameaçado, desiste de construir Ramá e pelejar contra Judá. A aliança feita entre Asa e o rei da Síria não foi agradável ao Senhor, pois o povo de Deus deveria sempre confiar n'Ele nas suas guerras e não se submeter a alianças com povos pagãos. Apesar disso, a estratégia de Asa deu certo, e é nesse aspecto que iremos focar.

Quando Baasa desiste de construir Ramá, Asa ordena ao povo de Judá que pegassem as pedras e a madeira que estavam sendo utilizadas na construção e trouxesse para o território de Judá. Com esses materiais, Asa construiu duas cidades (ou povoados) denominados Geba e Mispa.

No final dessa história, aquilo que os adversários de Judá utilizaram para derrotá-los acabaram sendo usados para aumentar o território de Judá. Da mesma forma, muitas vezes somos atacados pelo inimigo. Cercados por ele, muitas vezes pensamos em desistir. Mas ao invés de nós desesperar, temos que crer que aquilo que o inimigo trama para nos derrotar, será usado pelo Senhor para nos fazer crescer.

O apóstolo Paulo foi preso diversas vezes, mas ele enxergava a prisão não como uma forma de calar a sua voz, mas uma ferramenta para evangelizar a população carcerária. Até mesmo reis ouviram a Palavra de Deus por meio de Paulo na prisão. Nós não estamos desamparados nesta Terra. O Senhor batalha por cada um de nós, e por esse motivo, aquilo que vem do inimigo para nos destruir será a ferramenta usada por Deus para nos fazer crescer.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Você tem dado brechas para o inimigo?

 Vendo, pois, Ezequias que Senaqueribe vinha e que estava resolvido a pelejar contra Jerusalém, resolveu, de acordo com os seus príncipes e os seus homens valentes, tapar as fontes das águas que havia fora da cidade; e eles o ajudaram.

2Crônicas 32:2‭-‬3


É maravilhoso como somos ensinados em tudo pela Palavra de Deus. Nos tempos do rei Ezequias, Judá enfrentou uma guerra contra um reino muito potente, o reino da Assíria, governado pelo idólatra e perverso Senaqueribe. Nesse período, a Assíria vinha conquistando muitos reinos, e quando investiu contra Judá, todo o povo temeu.

Ao ter certeza que a Assíria estava verdadeiramente disposta a investir contra eles, o rei Ezequias resolveu tapar todas as fontes de água que havia nos arredores do reino, a fim de que os adversários não encontrassem águas ao cercá-los.  A intenção de Ezequias era enfraquecer o seu adversário no cerco, impedindo que o próprio território de Judá servisse de auxílio para eles.

Ao tapar essas fontes de água, Ezequias se animou em fazer também outras coisas, como restaurar partes quebradas do muro, edificar torres de vigia, fortificar cidades e construir armas e escudos. A história dessa batalha é longa, mas ao final, Deus deu a vitória ao seu povo, por terem confiado n'Ele (2Crônicas 32:21-22).

Esse pequeno trecho da história nos ensina como Ezequias bloqueou os espaços que haviam nos arredores de Judá que favoreciam a entrada do inimigo em seu território. De forma semelhante, muitas vezes temos dado brechas para o inimigo atuar em nossas vidas. São atitudes pequenas que fazem com que o mal se aproxime de nós e encontre espaço para nos atacar.

O segredo para evitarmos essas "brechas" é andar com o Senhor, pois dessa forma teremos sabedoria para identificar aquilo que tem feito o inimigo crescer ao nosso redor. Quando tomamos algumas atitudes para bloquear esses espaços, o inimigo perde a força e já não consegue atuar. Ezequias foi sábio e tapou as fontes de água que poderiam nutrir os seus adversários. Que possamos ter sabedoria para exterminar qualquer brecha que favoreça a entrada do inimigo em nossas vidas.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Uzias, o rei derrotado pelo orgulho

 "Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso." 2Crônicas 26:16


O rei Uzias tinha apenas dezesseis anos quando começou a reinar, e reinou por cinquenta e dois anos. Durante o tempo do seu reinado, Judá experimentou um dos períodos de maior prosperidade após se separar das demais tribos de Israel. Tudo isso ocorreu porque ele se propôs a buscar a Deus.

Durante o reinado de Uzias, ele obteve diversas vitórias sobre adversários já conhecidos de Judá.  Ele também utilizou a prosperidade da nação para edificar torres e cavar cisternas, em busca de água, para manter as propriedades agrícolas que tinha adquirido.

Uzias também aumentou o seu poderio bélico, capacitando seus combatentes com diversos armamentos de guerra. À sua disposição, Uzias tinha mais de trezentos mil soldados, e mais de dois mil chefes de exército. A força de Uzias era tão grande que ele se tornou famoso até grandes distâncias, de forma que até mesmo inimigos de Judá, como os amonitas, deram a ele presentes.

Entretanto, Uzias não soube desfrutar de forma correta dessa prosperidade e notoriedade que o Senhor havia lhe concedido. Em vez de se humilhar perante o Senhor e reconhecer que Ele havia lhe concedido tudo, Uzias se encheu de orgulho, acreditando que era santo demais e que poderia entrar no templo do Senhor para queimar incenso a Ele, atribuição dada apenas aos sacerdotes.

Ao ser repreendido pelos sacerdotes, ao invés de se arrepender, Uzias se encheu de fúria. Neste momento, o seu corpo foi tomado pela lepra, e ele foi expulso imediatamente do templo, por ter se tornado imundo, segundo as leis judaicas. Uzias então teve que se isolar em uma casa longe das pessoas, não pôde mais governar, e transferiu precocemente o reino ao seu filho Jotão.

E assim termina a história do rei Uzias, um homem que teve tudo para findar o seu reinado de forma próspera, mas que perdeu tudo por ter se deixado levar pelo orgulho. Uzias não perdeu as riquezas, mas por ser leproso, não conseguiu mais desfrutar delas. O orgulho é um sentimento traiçoeiro, pois ele transforma a prosperidade, instrumento de bênção dada por Deus, em um motivo de queda e ruína.

Prosperidade é bênção de Deus, mas o crescimento em qualquer área deve vir acompanhado da humildade necessária para reconhecermos que de nós mesmos não conseguimos nada. É preciso também maturidade para saber administrar aquilo que nos foi confiado, a fim de não haja desperdícios ou decisões erradas.

A história de Uzias nos ensina que Deus é poderoso para engrandecer o homem que O busca, mas também nos alerta de que Ele é poderoso para nos tirar tudo o que nos deu, se não tivermos gratidão o suficiente e deixarmos o orgulho tomar conta de nós.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Amazias, o rei que não serviu a Deus de coração inteiro

Texto de referência: 2 Crônicas 25


O rei Amazias assumiu o trono de Judá após a morte do seu pai, Joás. Mas no início da sua história, o relato bíblico afirma que ele serviu a Deus, mas não de coração inteiro. Esse é um dos maiores perigos que a humanidade tem sofrido. Se formos avaliar a quantidade de cristãos no mundo, são muitos, mas se formos analisar quais desses servem a Deus com integridade de coração, o número será muito menor.

Não servir a Deus de coração inteiro, significa servi-lo, mas ter o coração também voltado a práticas pecaminosas. Muitas vezes queremos ser de Deus, mas não estamos dispostos a abandonar práticas que O desagradam, achando que "não tem nada a ver". O fato é que ninguém pode servir a dois senhores (Mateus 6:24), e quando isso ocorre, o perigo de se cair e acabar servindo ao senhor do mal é muito grande.

O fato de Amazias não ter um coração íntegro a Deus fez com que ele se ensoberbecesse após uma vitória contra os edomitas, achando que a força do seu braço tinha lhe dado vitória. Além disso, o coração corrompido de Amazias o fez adorar os deuses edomitas, o que acendeu a ira do Senhor contra ele. 

Quando não reconhecemos a Deus como Senhor absoluto das nossas vidas, diminuímos para nós quem Ele verdadeiramente é, e começamos a pensar que somos mais do que realmente somos. Amazias começou a se achar forte demais, e isso o fez iniciar por conta própria uma guerra contra Israel, o que o levou a uma grande derrota.

No final do reinado de Amazias, conspiraram contra ele, que teve que fugir para Laquis, mas ali foi encontrado e morto. Mesmo tendo visto o braço do Senhor operar em favor dele na guerra contra Edom, Amazias não reconheceu o senhorio de Deus, o que fez com que ele passasse a caminhar sozinho no seu reinado. Quando nos submetemos a Deus de todo coração, Ele cuida de tudo o que é nosso. Quando queremos servi-Lo do nosso jeito, acabamos caminhando sozinhos, o que nos traz consequências que muitas vezes são irreversíveis.

sábado, 4 de setembro de 2021

Joás, o rei que não conseguiu reinar sozinho

 Texto de referência: 2 Crônicas 23-24


A vida do rei Joás começou agitada. Quando ainda era um bebê, sua avó Atalia planejou a morte de todos os integrantes da família real, mas a sua tia, irmã do seu pai que era rei, o pegou e o escondeu no templo do Senhor. Ali Joás foi criado por seis anos, por sua tia e pelo esposo dela, o sacerdote Joiada. Nesse tempo, Judá vivia nos caminhos da idolatria, governado pela perversa Atalia.

No sétimo ano de Joás, o sacerdote Joiada planeja a retomada do reino das mãos de Atalia, e obtém sucesso. O pequeno Joás, com sete anos, começa a reinar. Como ainda era uma criança, Joiada tomou as rédeas do reino, e foi bem sucedido, pois temia ao Senhor.

Quando atingiu a maioridade, Joás passou a reinar, mas sempre dirigido por Joiada, e assim Judá tinha êxito. O sacerdote Joiada faleceu aos cento e trinta anos, e foi sepultado no sepulcro dos reis, devido a todo o bem que havia feito ao reino de Judá. Mas quando Joiada morreu, Joás começou a seguir os conselhos dos perversos e levou o povo novamente à idolatria.

Muitos profetas enviados do Senhor vieram ao rei para alertá-lo, mas ele não ouviu. Um desses profetas foi Zacarias, filho de Joiada, o qual o rei mandou matar. Esse ato de ingratidão de Joás fez com que o seu reino entrasse em derrocada. No mesmo ano da morte de Zacarias, Deus permitiu que os siros derrotassem a Joás, e logo vieram alguns servos dele e o mataram à conspiração. Por causa desses pecados, Joás não foi sepultado no sepulcro dos reis.

Joás, o homem que tinha tudo para continuar o seu reino de forma próspera, desperdiçou tudo isso, pois não soube manter tudo aquilo que havia aprendido do sacerdote Joiada. Em poucas palavras, podemos dizer que Joás não soube caminhar sozinho. Todos nós precisamos de mentores, líderes espirituais que nos ajudam e nos orientam em nossa caminhada cristã. Mas não podemos viver eternamente na dependência deles, pelo contrário, precisamos de independência para que na ausência deles nós não percamos aquilo que juntos construímos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

O perigo das alianças erradas: a história de Josafá

 Textos para consulta: 2 Crônicas 18:1-3, 19:1-3, 21:1-20, 22:10-12


As alianças fazem parte da história do povo de Deus. Ele é conhecido como um Deus de aliança, justamente porque fez aliança com o Seu povo de que se eles temessem e adorassem a Ele, estaria sempre com eles. Deus fez aliança com Abraão, com Jacó, com Moisés, e também quer fazer uma aliança conosco. Uma aliança é um compromisso, um acordo, um pacto, que se quebrado gera consequências.

Uma aliança é algo sério e por isso, deve-se avaliar bem a outra parte antes de fazê-la. A Bíblia conta a história de um rei, chamado Josafá, que fez uma aliança errada e teve muitas consequências por causa disso. No tempo do reinado de Josafá, o reino de Israel estava dividido. Na parte de Israel, chamado reino do Norte, governava o rei Acabe, que era perverso e idólatra. Na parte de Judá, chamado reino do Sul, governava Josafá, o qual temia a Deus.

Todavia, mesmo sendo um homem reto, Josafá fez aliança com Acabe, dando seu filho Jeorão para se casar com Atalia, filha de Acabe. Essa aliança foi feita quando Acabe percebeu que Josafá tinha grande prosperidade em seu reino. O que Acabe realmente queria era ver a sua linhagem governando todo o território de Israel.

Mas quando Josafá morreu, seu filho Jeorão que assumiu o reino, não foi um bom rei. Logo no início do reinado, ele matou todos os seus seis irmãos. Apenas esse fato demonstra o desequilíbrio de Jeorão. Ele também levou todo o Judá a praticar a idolatria que Israel praticava. Deus então executou juízo sobre Jeorão, fazendo com que seus filhos e bens fossem levados pelos estrangeiros e ele tivesse uma doença horrível, que o fez sofrer muito. Por tudo isso, Jeorão não foi sepultado no sepulcro dos reis.

Seu filho Acazias então começa a reinar, mas também, incentivado pela família de Acabe, pratica idolatria e coisas perversas entre o povo. Um homem chamado Jeú, que tinha a tarefa dada por Deus de exterminar a descendência de Acabe, matou a Acazias. Quando sua mãe Atalia viu que em Israel a descendência de Acabe estava se acabando, e em Judá também, ela mesma se encarregou de matar o restante da descendência, a saber, seus próprios netos, para se tornar rainha.

Neste intervalo, uma filha de Jeorão que não havia sido morta com os irmãos, pegou o seu sobrinho, o bebê Joás, filho de Acazias, e o escondeu para não ser morto. Esse menino ficou por seis anos escondido no templo, até que com sete anos, foi apresentado ao povo como o novo rei de Israel. A partir do reino de Joás, as coisas melhoraram no território de Judá.

Toda essa história é a demonstração do que alianças erradas podem causar na nossa vida. Sobre a casa de Acabe, havia uma maldição de que toda a sua descendência seria exterminada. Quando Josafá se aparentou com Acabe, ele trouxe essa maldição para a sua própria família. Como dito no início, aliança é um compromisso e deve ser feito com aqueles que andam com o Senhor, pois não há comunhão entre luz e trevas (2 Coríntios 6:14). Que a história de Josafá seja para nós um exemplo para nos alertar e assim evitarmos nos aliançar com pessoas erradas.

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Uma guerra vencida através do louvor

"Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados."

2Crônicas 20:22


O texto de hoje nos conta a história de Josafá, um rei de Judá que estava diante de uma batalha muito difícil. Três reinos investiram contra o reino de Judá com uma grande multidão de soldados. Apesar de servir ao Senhor, diante dessa situação aterrorizante, Josafá temeu.

Mas Ele sabia quem era o Deus que ele servia. Ele buscou o Senhor e conclamou todos os moradores de Judá para jejuarem e também buscarem ao Senhor, que lhes respondeu favoravelmente, dizendo para não temerem os inimigos, pois o Senhor lhes daria a vitória. Na verdade, a ordem do Senhor era um tanto estranha, pois Ele ordenou que eles não fizessem nada, apenas observassem o agir d'Ele.

O povo de Judá então, liderados por Josafá e pelos levitas, começaram a entoar louvores ao Senhor, dizendo: "Rendei graças ao Senhor porque a sua misericórdia dura para sempre." Enquanto eles entoavam louvores ao Senhor, Ele colocou emboscadas e os adversários começaram a ser derrotados, destruindo a si próprios.

Quando o povo de Judá foi a um lugar alto ver os inimigos, eles estavam todos mortos. Foram necessários três dias para o povo pegar todas as riquezas que os adversários deixaram no campo de batalha. Porque o povo confiou em Deus, eles tiveram vitória.

Essa vitória do rei Josafá nos ensina a importância do louvor ao Senhor. Em todos os momentos que o povo de Israel murmurou, eles foram derrotados. Mas nessa guerra, eles agiram de modo diferente, pois escolheram louvar a Deus. O relato bíblico destaca que enquanto eles louvavam, o Senhor derrotou os adversários.

Mas eles não louvaram apenas durante a batalha, mas continuaram a louvar após terem obtido a vitória. Nem sempre é fácil louvar quando estamos diante de um inimigo mais forte, que vem contra nós para nos derrotar. Todavia, o louvor a Deus não se limita a momentos de alegria. Louvamos a Deus por quem Ele é, e o seu caráter não muda porque estamos enfrentando adversidades. Judá louvou a Deus pela sua bondade e misericórdia, que não mudam.

Enquanto alguns não louvam durante a prova, outros se esquecem de louvá-lo também após a vitória. Assim como Judá, Deus requer de nós o louvor em todos os momentos da nossa caminhada, quando tudo vai mal ou bem. Ele se agrada do nosso louvor, não podemos nos omitir.


sábado, 28 de agosto de 2021

Utilizando as armas do adversário para o nosso crescimento

 "Então, o rei Asa tomou todo o Judá, e trouxeram as pedras de Ramá e a sua madeira com que Baasa a edificara; com elas edificou Asa a Geba e a Mispa." 2Crônicas 16:6


A história abaixo se passa nos tempos do rei Asa, o rei de Judá que se viu perseguido pelo exército de Baasa, rei de Israel. Nesse período, Judá e Israel estavam separados como um reino, e possuíam reis diferentes. Esses reinos estavam em guerra entre si, e o reino de Israel era visivelmente mais forte do que Judá.

Como forma de enfraquecer e em seguida derrotar o reino de Judá, Baasa ordena a construção de uma cidade chamada Ramá, que serviria como obstáculo a Judá, para que ninguém chegasse até eles. Da mesma forma, eles estariam impedidos de sair da cidade. Estando isolados, com o passar do tempo seriam derrotados.

O rei Asa, se vendo em apuros, faz uma aliança com o rei da Síria, dando os tesouros da casa do Senhor para que ele lutasse contra o reino de Israel. O rei da Síria entra em guerra contra Israel, que ao se ver ameaçado, desiste de construir Ramá e pelejar contra Judá. A aliança feita entre Asa e o rei da Síria não foi agradável ao Senhor, pois o povo de Deus deveria sempre confiar n'Ele nas suas guerras e não se submeter a alianças com povos pagãos. Apesar disso, a estratégia de Asa deu certo, e é nesse aspecto que iremos focar.

Quando Baasa desiste de construir Ramá, Asa ordena ao povo de Judá que pegassem as pedras e a madeira que estavam sendo utilizadas na construção e trouxessem para o território de Judá. Com esses materiais, Asa construiu duas cidades (ou povoados) denominados Geba e Mispa.

No final dessa história, aquilo que os adversários de Judá utilizaram para derrotá-los acabou sendo usado para aumentar o território de Judá. Da mesma forma, muitas vezes somos atacados pelo inimigo. Cercados por ele, muitas vezes pensamos em desistir. Mas ao invés de nos desesperar, temos que crer que aquilo que o inimigo trama para nos derrotar, será usado pelo Senhor para nos fazer crescer.

O apóstolo Paulo foi preso diversas vezes, mas ele enxergava a prisão não como uma forma de calar a sua voz, mas uma ferramenta para evangelizar a população carcerária. Até mesmo reis ouviram a Palavra de Deus por meio de Paulo na prisão. Nós não estamos desamparados nesta Terra. O Senhor batalha por cada um de nós, e por esse motivo, aquilo que vem do inimigo para nos destruir será a ferramenta usada por Deus para nos fazer crescer.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Quando não há mais saída: a história de Abias

 Olhou Judá e viu que a peleja estava por diante e por detrás; então, clamaram ao Senhor, e os sacerdotes tocaram as trombetas. 2Crônicas 13:14 


O texto de hoje conta a história do rei Abias, um rei que se deparou com um grande batalha. No tempo onde a tribo de Judá e as demais tribos de Israel ficaram separadas, algumas vezes elas lutaram entre si. No reinado do rei Abias, houve uma guerra entre Judá e Israel, este último liderado por Jeroboão.

A tribo de Israel estavam em maior número, eram oitocentos mil lutando contra quatrocentos mil. A tribo de Judá tinha um soldado para cada dois israelitas. Além disso, os mais preparados da tribo de Israel se colocaram à frente da tribo de Judá e colocaram emboscadas por detrás deles. Imagine essa situação, eles estavam cercados de todos os lados, não havia lugar para eles se refugiarem.

Em meio a toda essa pressão, eles clamaram ao Senhor, que veio em socorro a eles, e derrotou o exército de Jeroboão. Naquele dia, foram mortos quinhentos mil homens. 

Essa guerra do reino de Judá nos ensina de onde vem o nosso socorro. Em nossa vida enfrentamos momentos dramáticos que parecem não ter solução. Olhamos de um lado para o outro e nos sentimos cercados por todos os lados. Nesses momentos, podemos clamar ao Senhor, pois se o homem já não pode agir, Ele pode. É nos momentos de maior dificuldade que podemos ver a mão do Senhor.

O salmista Davi disse que não temia milhares do povo que o cercavam por todos os lados (Salmos 3:6). Semelhantemente, não precisamos temer as diversas afrontas recebidas pelo maligno, pois temos um Deus que é o nosso escape. Quando não houver solução, clame a Deus pois ele dará a solução que você sozinho não pode encontrar.


domingo, 8 de agosto de 2021

Acaz: o rei que criou o seu próprio altar

 Texto de referência: 2 Reis 16:10-18


Dentre os diversos reis que Judá teve no período bíblico, um deles se chamava Acaz. Apesar de ser neto de Uzias, um rei muito próspero e que servia a Deus, Acaz teve um reinado deplorável. Naquela época, o reino de Judá estava cercado por diversas nações idólatras, que adoravam deuses estranhos. Uma dessas nações era a Assíria.

Para tentar fugir da perseguição da Síria, Acaz fez aliança com o rei da Assíria. Em certa ocasião, quando foi a Damasco (que na época pertencia à Assíria) visitar o rei assírio, Acaz viu ali um altar que este fez aos seus deuses. Acaz, que estava com o coração tomado pela idolatria, enviou a planta do altar e pediu ao seu sacerdote Urias que fizesse um igual para ele.

O sacerdote, em vez de recusar a fazer parte daquele ato idólatra, obedeceu a ordem de Acaz. Quando o rei de Judá chegou e viu o altar, queimou holocaustos, fez ofertas e sacrifícios. Como se não bastasse tudo isso, ele ainda retirou da casa do Senhor o altar da verdadeira adoração.

Acaz não construiu um altar para deuses estranhos, mas para si mesmo. Usurpando o lugar de um sacerdote, Acaz intentou fazer em seu altar idólatra os mesmos rituais que se faziam no altar do Senhor. Acobertado pelo sacerdote Urias, que não repreendeu a loucura de Acaz, ele buscou um ritual vazio de adoração.

Nem todo ritual de adoração é ao Deus verdadeiro, e nem toda adoração a Deus, Ele recebe. Muitas vezes temos entrado no ambiente da adoração para exaltar a nós mesmos, em vez de adorarmos a Deus. Lançamos as nossas dificuldades, os nossos anseios, as nossas preocupações, nos colocamos no centro do processo, e nos esquecemos de nos entregar por inteiro, que é o verdadeiro sentido da adoração.

A adoração simboliza a entrega, e por isso Deus diz que se agrada de um coração contrito mais do que de sacrifícios (Salmos 51:17). Deus também diz que glorificamos a Ele quando oferecemos sacrifícios de ações de graças (Salmos 50:23). Acaz criou um altar para adorar a si mesmo, para satisfazer o seu ego inflado. Que possamos dar a Deus a verdadeira adoração, que não se limita a lugares ou rituais, mas que vem de dentro, e é verdadeira. 

sexta-feira, 30 de julho de 2021

O Deus dos montes e dos vales

"Porque os siros disseram: O Senhor é Deus dos montes e não dos vales, toda esta grande multidão entregarei nas tuas mãos, e assim sabereis que eu sou o Senhor." 1 Reis 20:28


Em uma guerra travada entre Israel e Síria, quando Israel era governado pelo perverso rei Acabe, o poder de vitória estava nas mãos da Síria. Esse império, governado pelo rei Ben-Hadade, era forte, com grande número de combatentes e com um grande aparato de carros e cavalos. Nessa batalha, estavam ajudando Ben-Hadade cerca de trinta e dois reinos, todos investidos contra Israel. Diante disso, as chances humanas de vitória do povo israelita eram mínimas.

Mas ao lado do povo estava o Invencível, o Imparável, o Senhor da Guerra. Deus estava naquela peleja, e mesmo Acabe sendo tão perverso e o exército israelita tão pequeno, Deus concedeu a ele a vitória.

Mas os siros não desistiram. Eles sabiam que aquela vitória havia sido dada ao povo por Deus, pois humanamente falando, não havia chances de vitória do povo de Israel. Então eles formulam uma teoria de que Deus havia ajudado o Seu povo porque Ele era um deus dos montes, e sendo assim, eles teriam que pelejar com aquele povo em um lugar mais baixo, ou seja nas planícies ou nos vales.

E com essa teoria, os siros novamente formam batalha contra o povo de Israel, e saem a peleja, agora nas planícies. Novamente eles vêm com todo aparato de guerra e muitos combatentes, enquanto Israel sai com um exército muito pequeno. Mas o Senhor revelou a Acabe, que porque os siros acreditaram que o Senhor era apenas um deus dos montes e não dos vales, Deus entregaria aquele grande exército nas mãos de Israel. E assim ocorreu, pois naquele dia foram feridos mais de cem mil siros.

Essa história nos demonstra o grande poder de Deus, que não pode ser medido e nem comparado. Os siros estavam acostumados com seus falsos deuses, que escolhem lugares ou que parecem agir diante de determinadas circunstâncias. Mas o Deus de Israel é diferente. Deus não se limita a espaços geográficos, pois toda a Terra pertence a Ele. Deus também não escolhe circunstâncias, pois Ele tem o controle de tudo em suas mãos.

Seja nos vales ou nos montes, de perto ou de longe, com um exército pequeno ou grande, Deus não precisa de elementos humanos para agir ou de condições favoráveis para atuar. A guerra pertence a Ele, e a vitória também. Quando Ele libera a ordem de vitória, podemos crer que o mal não prevalecerá.



quarta-feira, 21 de julho de 2021

Salomão: um rei idólatra

 Texto de referência: I Reis 11:1-11


Salomão era filho de Davi e sucedeu ao seu pai no trono de Israel. Davi teve um reinado incrível, não porque não tenha cometido erros enquanto rei, mas porque buscou a Deus em todo o tempo, e quando errou, soube reconhecer suas falhas e procurou se consertar perante o Senhor.

Seu filho Salomão iniciou o seu reinado de uma forma próspera. Davi havia deixado o reino de uma maneira estável. Mesmo com toda a riqueza do reino, Deus concedeu a Salomão ainda mais riqueza e glória, por ter ele pedido a Deus sabedoria para governar (I Reis 3:13).

Sobre Salomão também havia uma ordenança, ele seria o responsável por construir o templo do Senhor. Davi já havia deixado quase tudo pronto, desde a planta do templo aos materiais necessários. Cabia a Salomão gerenciar tudo isso e recrutar a mão de obra. Para que ele conseguisse construir o templo, Deus afastou os inimigos de Salomão e lhe deu paz.

Mas Salomão não soube desfrutar de todas essas bênçãos. Apesar de iniciar com sabedoria o seu reinado, ele cometeu alguns erros que o Senhor já havia descrito nos tempos de Moisés que não deveriam ser cometidos (Deuteronômio 17:16). Ele acumulou para si muita força humana, ao comprar muitos cavalos e acumular muita riqueza, o que lhe ensoberbeceu o coração (I Reis 10:26-28).

Mas o principal erro de Salomão foi o de ter muitas mulheres, cerca de mil. Essas mulheres, em sua maioria estrangeiras, perverteram o coração de Salomão, levando-o a cultuar deuses que eram originários das terras delas. A idolatria de Salomão a esses deuses e consequentemente, o desprezo dele ao Senhor que lhe havia dado tudo, o levou a perder o reino.

Ele não perdeu imediatamente o reino, mas Deus lhe fez conhecer quem seria o sucessor, que não era apenas o seu filho, mas um homem de outra linhagem, pois o reino de Israel seria dividido. A partir dos pecados cometidos, Deus levantou adversários sobre Israel e a paz que por tantos anos existiu, acabou.

O reinado de Salomão tinha tudo para ser próspero e abençoado, pois ele tinha o Senhor ao seu lado. Entretanto, Salomão não soube desfrutar dessa presença e desprezou ao Senhor. Quando nos curvamos diante de outros deuses, como o dinheiro, o sexo, o poder, o corpo ou as tradicionais estátuas que são reverenciadas, estamos fazendo delas os nossos senhores. Isso nos leva a esquecer de Deus e a desprezar o sacrifício que Cristo fez por nós, pois estamos publicamente declarando que existe algo em nosso coração mais importante que o Senhor Deus. 

A idolatria de Salomão lhe fez perder o reino. A inclinação do nosso coração a tudo o que não é de Deus faz com que percamos tudo o que Ele tem nos dado. A vigilância constante é o segredo para nos mantermos firmes, sem sair da posição que Deus nos confiou.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

O tempo da espera é um período de preparação para receber a bênção

Textos de referência: I Samuel 16:1;13. 23:14. II Samuel 5:3


Em sua juventude, Davi foi um pastor de ovelhas. Certo dia, chega o profeta Samuel em sua casa para ungi-lo rei de Israel, e o faz perante toda a sua família. Mas após essa unção, Davi não se assenta em seu trono real, pelo contrário, continua pastoreando as ovelhas do seu pai.

Em outro dia, chega um enviado do rei Saul a buscar Davi para tocar sua harpa para o rei. A partir desse momento, Davi tem constante acesso ao palácio real, mas apenas como um instrumentista. Passado mais algum tempo, Davi entra em um combate com o gigante Golias, vence-o e livra a Israel do poder dos filisteus. A partir desse momento, Davi se torna um combatente do exército real, vencendo diversas batalhas.

Parecia que um tempo de glória na vida de Davi estava começando, mas na verdade, iniciou-se uma dura perseguição de Saul a Davi, pois percebendo que Davi lograva êxito em suas batalhas, o rei Saul viu ameaçado o seu reino. A partir de então, Saul começa a perseguir veementemente a Davi, que passa vários anos se escondendo em diversos lugares, até se refugiar na terra dos filisteus, principal adversário de Israel.

Somente cerca de 15 anos depois de muitas fugas, Saul morreu e Davi é ungido rei, mas nesse primeiro momento, ele reinou apenas no território de Judá, tendo sete anos depois sido eleito rei de Israel pelo povo.

Após a unção dada por Samuel, a vida de Davi passa por altos e baixos, revezando entre momentos de glória e aparentes fracassos. Mas tudo o que Davi enfrentou era na verdade uma preparação para que aquele homem se tornasse o maior rei que a nação de Israel já teve, pois foi a partir do reinado de Davi que Israel se estabeleceu como um reino.

Todo o tempo de espera que Davi enfrentou até chegar a ser rei fez com que ele aprendesse a confiar em Deus. Foi durante esse período que grande parte dos seus salmos foram escritos.

O tempo da espera é algo que todos nós temos que passar. Em algum momento da nossa vida teremos que esperar para recebermos algo que foi prometido por Deus, mas que ainda não chegou. Davi provavelmente foi tentado a desistir desse sonho de reinar, mas ele tinha a confiança em Deus, de que se Ele falou, iria cumprir. Deus cumpriu tudo o que prometeu a Davi e de uma forma maravilhosa, pois quando Davi assumiu o reino, ele era um homem preparado nas batalhas e cheio de intimidade com Deus.

Que possamos olhar o tempo da espera como um período em que o Senhor está nos moldando, para que quando o cumprimento da promessa chegar, possamos desfrutar de tudo com alegria e reconhecendo o Senhor Deus, o nosso verdadeiro abençoador.