Mostrando postagens com marcador Saul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saul. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Saul, o rei que amou mais o trono do que a missão

Texto de referência: 1 Samuel 15


Saul foi um homem na Bíblia que teve o privilégio de ser o primeiro rei de Israel. Antes dele não havia reis, apenas juízes lideravam o povo, mas os israelitas na ambição de serem como os demais povos, pediram para si um rei. Apesar de ser filho de um homem rico, ele era da tribo de Benjamim,  a menor entre as tribos de Israel.

A princípio, Saul não assumiu seu posto de rei, talvez ele não acreditasse muito na profecia recebida, mas após o seu ordenamento público feito pelo profeta Samuel, ele começou a apossar-se do reino. Foi após uma batalha entre Israel e os amonitas, na qual Saul liderou e venceu, que ele foi oficialmente proclamado rei.

Assim que Samuel ungiu a Saul, o Espírito do Senhor tomou a vida dele e ele foi mudado em um novo homem. Samuel era o líder espiritual de Saul, e ele deveria obedecer aos seus comandos, pois estes eram dados por Deus. Mas, logo no princípio do reinado de Saul, após o seu primeiro ano, ele já cometeu os seus primeiros deslizes.

Em uma batalha entre israelitas e filisteus, Saul estava aguardando Samuel chegar para oferecer sacrifícios, mas vendo que ele estava demorando, resolveu ele próprio oferecê-los, o que era errado, pois essa era incumbência do sacerdote.

Após mais alguns anos, Deus ordena, através de Samuel, que Saul fosse pelejar contra os amalequitas, e que nessa peleja, matasse toda a cidade de Amaleque, até mesmo os animais que houvessem no lugar. Saul, desobedecendo à ordem expressa, poupou Agague, rei de Amaleque, além de animais que ele considerava "bons". Quando reprovado por Samuel, Saul arranjou todas as desculpas possíveis para tentar se justificar e não reconheceu o seu pecado.

Foi a partir dessa atitude de desobediência que o reinado de Saul começou a entrar em derrocada. O Espírito do Senhor se retirou dele, que começou a ser atormentado por espíritos malignos. Além disso, começou a perseguir Davi, buscando matá-lo a todo custo, brigou com os filhos, ordenou a morte de oitenta sacerdotes, consultou feiticeiros, tudo para não perder o seu posto de rei.

O reino começou a ocupar a posição central na vida de Saul, que não conseguia mais servir a Deus e fazia de tudo o que podia para tentar conservá-lo. Diferente do seu sucessor, o rei Davi, que após pecar pediu insistentemente a Deus que não retirasse dele o Espírito do Senhor.

A vida de Saul retrata o apego que muitas pessoas têm à sua vocação, se esquecendo de Deus. Foi Deus quem havia posto Saul no trono, e ele deveria reverência a Deus. Mas ele preferiu amar mais o poder do que a Deus, que havia lhe dado o poder. E acabou falido. Acabou seu reinado triste, derrotado e morto na batalha contra o principal inimigo de Israel, os filisteus. Em qualquer circunstância ou posição, devemos amar a Deus sobre todas as coisas.


quarta-feira, 7 de julho de 2021

Saul: um rei desobediente

 Texto de referência: I Samuel 15:1-31


Não se sabe nada sobre Saul antes dele ter sido escolhido rei de Israel. Ele foi o primeiro rei que a nação teve, escolhido após a petição do povo que queria "ser como as outras nações". Deus então elegeu Saul, que foi ungido pelas mãos do profeta Samuel.

Após essa unção, o Espírito do Senhor se apossou de Saul e o coração dele mudou. Apesar de não assumir imediatamente o reino, Saul guardou tudo isso consigo. O reino só veio efetivamente quando Saul saiu para lutar contra os amonitas.

Mas os seus deslizes logo começaram. Em uma guerra contra os filisteus, Saul resolveu oferecer sacrifícios, o que só era permitido ao sacerdote. Ainda, o Senhor já havia lhe dito que Samuel desceria até lá para ofertar e lhe dar a direção daquela guerra. Quando repreendido por Samuel, ao invés de Saul se retratar, ele se justificou dizendo que foi "forçado pelas circunstâncias".

Nessa mesma guerra, ele fez um voto precipitado, deixando os seus combatentes sem alimento, o que atrapalhou a guerra e quase fez seu filho Jônatas ser morto.

Saul também desobedeceu a Deus quando Ele lhe ordenou que, em uma guerra contra os amalequitas, ele destruísse todo o povo e também os animais, mas Saul deixou vivo o rei e os melhores animais. Ao ser novamente repreendido por Samuel, Saul tentou se justificar dizendo que só fez isso para sacrificar a Deus.

A partir daí, o seu reinado entrou em derrocada, pois o Espírito do Senhor se retirou dele e Saul passou a viver atormentado. Em diversas vezes agiu de forma irada, buscou para si aprovação, ao invés de buscar que o seu reino glorificasse a Deus. Ele também eliminou setenta sacerdotes inocentes em sua busca frenética por matar Davi, o qual havia sido ungido por Deus como seu sucessor.

A sua ânsia pelo reino era tamanha, que mesmo vendo a mão de Deus sobre Davi, ele continuava insistindo em querer destruí-lo. Por último, Saul se rendeu à feitiçaria para prever o futuro de uma guerra, ao ver que Deus não o respondia. Mas pelas mãos do próprio necromante, Deus permitiu que Saul soubesse o seu fim e dos seus filhos. Saul morreu naquela batalha, de um modo terrível.

Saul teve tudo para ter um reino próspero, mas a sua desobediência às ordens de Deus foi o fator principal que o fez perder o reino. Quando nos rendemos à desobediência, estamos na verdade demonstrando que o nosso coração não é totalmente do Senhor. E quando ele era repreendido por sua desobediência, Saul não se arrependia, mas sempre tentava justificar a si  próprio. Não se arrepender dos seus erros é também um sinal de dureza no coração.

Aliado a esses fatores, pesava sobre Saul o descontrole emocional, a arrogância e o amor ao seu reinado mais do que a Deus, fazendo com que ele agisse loucamente para manter-se a qualquer custo no trono.

Quando Saul foi ungido, Deus havia reservado o melhor para ele, entretanto, ele não soube desfrutar disso, e ao invés de servir ao Senhor, buscou servir a si próprio. Quando o Senhor nos unge para um ministério, pesa sobre nós a necessidade de humildade e obediência total àquele que nos ungiu. Não ocupamos cadeiras para glória própria, mas para glorificar ao Senhor. A obra é dele e a glória também. Quando nos deixamos levar pela arrogância e desobediência às ordenanças do Senhor, o destino é um só: sermos depostos do chamado ao qual fomos ungidos.