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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

O perigo das alianças erradas: a história de Josafá

 Textos para consulta: 2 Crônicas 18:1-3, 19:1-3, 21:1-20, 22:10-12


As alianças fazem parte da história do povo de Deus. Ele é conhecido como um Deus de aliança, justamente porque fez aliança com o Seu povo de que se eles temessem e adorassem a Ele, estaria sempre com eles. Deus fez aliança com Abraão, com Jacó, com Moisés, e também quer fazer uma aliança conosco. Uma aliança é um compromisso, um acordo, um pacto, que se quebrado gera consequências.

Uma aliança é algo sério e por isso, deve-se avaliar bem a outra parte antes de fazê-la. A Bíblia conta a história de um rei, chamado Josafá, que fez uma aliança errada e teve muitas consequências por causa disso. No tempo do reinado de Josafá, o reino de Israel estava dividido. Na parte de Israel, chamado reino do Norte, governava o rei Acabe, que era perverso e idólatra. Na parte de Judá, chamado reino do Sul, governava Josafá, o qual temia a Deus.

Todavia, mesmo sendo um homem reto, Josafá fez aliança com Acabe, dando seu filho Jeorão para se casar com Atalia, filha de Acabe. Essa aliança foi feita quando Acabe percebeu que Josafá tinha grande prosperidade em seu reino. O que Acabe realmente queria era ver a sua linhagem governando todo o território de Israel.

Mas quando Josafá morreu, seu filho Jeorão que assumiu o reino, não foi um bom rei. Logo no início do reinado, ele matou todos os seus seis irmãos. Apenas esse fato demonstra o desequilíbrio de Jeorão. Ele também levou todo o Judá a praticar a idolatria que Israel praticava. Deus então executou juízo sobre Jeorão, fazendo com que seus filhos e bens fossem levados pelos estrangeiros e ele tivesse uma doença horrível, que o fez sofrer muito. Por tudo isso, Jeorão não foi sepultado no sepulcro dos reis.

Seu filho Acazias então começa a reinar, mas também, incentivado pela família de Acabe, pratica idolatria e coisas perversas entre o povo. Um homem chamado Jeú, que tinha a tarefa dada por Deus de exterminar a descendência de Acabe, matou a Acazias. Quando sua mãe Atalia viu que em Israel a descendência de Acabe estava se acabando, e em Judá também, ela mesma se encarregou de matar o restante da descendência, a saber, seus próprios netos, para se tornar rainha.

Neste intervalo, uma filha de Jeorão que não havia sido morta com os irmãos, pegou o seu sobrinho, o bebê Joás, filho de Acazias, e o escondeu para não ser morto. Esse menino ficou por seis anos escondido no templo, até que com sete anos, foi apresentado ao povo como o novo rei de Israel. A partir do reino de Joás, as coisas melhoraram no território de Judá.

Toda essa história é a demonstração do que alianças erradas podem causar na nossa vida. Sobre a casa de Acabe, havia uma maldição de que toda a sua descendência seria exterminada. Quando Josafá se aparentou com Acabe, ele trouxe essa maldição para a sua própria família. Como dito no início, aliança é um compromisso e deve ser feito com aqueles que andam com o Senhor, pois não há comunhão entre luz e trevas (2 Coríntios 6:14). Que a história de Josafá seja para nós um exemplo para nos alertar e assim evitarmos nos aliançar com pessoas erradas.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

O segredo dos gibeonitas

 Texto de referência: Josué 9


Durante o tempo em que Josué comandou o povo de Israel, chegaram a ele um povo um tanto estranho. Uma caravana de homens com roupas velhas, com pães embolorados, dizendo que vieram de uma terra distante e gostariam de fazer aliança com Israel. A ordem de Deus era que todas as nações ao redor de Israel fossem destruídas, mas como aquele povo era de terras distantes, eles resolveram se aliançar com eles. Acontece que na verdade aquele povo era de Gibeão, um território vizinho a Israel. 

Quando Josué fica sabendo desse fato e interroga os gibeonitas, eles reconhecem que mentiram por temerem o povo de Deus, pois sabiam que Deus estava ao lado de Israel e já havia decretado a vitória deles. Eles acreditavam que era melhor estar ao lado do povo de Deus, mesmo como escravos, mas estarem vivos, do que estarem na terra deles, com seus deuses, mas serem derrotados. O interessante é que os gibeonitas não eram um povo fraco, mas eles foram relatados como uma nação grande e de homens valentes (Josué 10:2). Embora tivessem características humanas favoráveis à guerra, eles sabiam que seriam derrotados, pois reconheceram que Deus estava com os israelitas.

Como punição aos gibeonitas, os israelitas lhes deram a função de tiradores de água e rachadores de lenha para o povo de Israel e para o serviço do altar de Deus. Aquele povo, outrora estranho, agora estava com o povo de Deus e servindo na casa do Senhor.

O povo de Gibeão se tornou tão especial para o Senhor que, ao serem atacados logo após a aliança deles com Israel, eles pediram socorro aos israelitas que foram ajudá-los. Nessa batalha, o sol e a lua pararam, até que o povo de Deus vencesse. Muito tempo depois, quando o rei Saul matou alguns gibeonitas, o Senhor castigou o território israelita, até que a justiça fosse feita àquele povo (2 Samuel 21:1-6).

A história dos gibeonitas demonstra o cuidado de Deus para com aqueles que têm fé n'Ele e trabalham para a Sua obra, independentemente de sua origem. Mesmo tendo construído a história daquele reino longe do Senhor, os gibeonitas decidiram viver uma nova vida, agora junto ao povo de Deus e trabalhando para a Sua obra. Eles foram honrados nas batalhas e reconhecidos pelo Senhor.