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sexta-feira, 21 de março de 2025

Por que Deus compara a idolatria à prostituição?

O meu povo consulta o seu pedaço de madeira, e a sua vara lhe dá resposta; porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus. Sacrificam sobre o cimo dos montes e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, dos choupos e dos terebintos, porque é boa a sua sombra; por isso, vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram. Oseias 4:12‭-‬13


Em diversas passagens bíblicas vemos Deus condenando a idolatria. Adorar falsos deuses é transgredir o primeiro mandamento o qual nos ordena não ter outros deuses. Quando adoramos qualquer coisa que não seja o Senhor Jeová estamos praticando a idolatria.

Entretanto outro pecado também muito condenado na Bíblia é a prostituição, mas não necessariamente refiro ao ato sexual ilícito entre um homem e uma mulher. Sim, a Bíblia também condena essa prática, mas ela também nomeia a idolatria como uma forma de prostituição.

No texto de referência acima, vemos Deus repreendendo a Israel por consultarem ídolos para buscar respostas e afirmando que eram enganados por um espírito de prostituição, na verdade seria uma espécie de prostituição espiritual. Essa passagem deixa clara a ligação que o Senhor faz entre a idolatria e a prostituição, prática comum nos tempos da época (e continua nos tempos atuais), que se refere ao ato sexual entre um homem e uma mulher em troca de algo, dinheiro, bens ou favores.

Quando cedemos o nosso coração a qualquer ídolo (pessoa, objeto ou sentimento que toma o lugar de Deus em nós) estamos praticando não somente a idolatria, mas também nos prostituindo contra o Senhor Deus, quebrando a aliança que temos com ele em troca do prazer que esse ídolo nos traz.

E assim, ao invés do nosso coração estar em Deus passamos a ter a centralidade dos nossos desejos em outra coisa/divindade que não é Ele, cometendo a idolatria seguida de prostituição.

Essa é uma prática perigosa, que leva a outros pecados, mas que, como qualquer outro erro é passível de perdão quando de fato e de verdade nos arrependemos e voltamos o nosso coração ao único e verdadeiro Deus.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Quando Deus nos dá a bênção, Ele nos dá também condições de mantê-la

Texto de referência: 1 Reis 


Jeroboão foi o primeiro rei de Israel após a divisão da tribos. Com a rebelião de dez tribos, apenas duas seguiram os reis descendentes de Davi e o restante seguiram outros reis. O primeiro rei desta dinastia foi Jeroboão, que era um ex-funcionário real.

O reino de Israel (também chamado reino do Norte) foi dado a Jeroboão como uma forma de castigo a Salomão por ter seguido a idolatria a deuses pagãos, que continham práticas abomináveis. Através da profecia dada pelo profeta Aías, Deus concedeu o reino a Jeroboão e lhe prometeu que se ele seguisse fielmente ao Senhor, se assentaria com a sua descendência para sempre no trono.

Mas logo que Jeroboão subiu ao trono, quando chegou o tempo do povo ir ao templo em Jerusalém sacrificar ao Senhor, ele teve medo de que o povo, ao ir fosse inclinado a voltar a se aliar com o reino de Judá e assim Jeroboão perderia o trono. Para evitar essa possibilidade (criada pela sua própria mente), Jeroboão fez dois bezerros de ouro e os colocou em dois lugares de Israel e ordenou ao povo que ali fosse o novo lugar de culto.

Essa atitude acendeu a ira de Deus, pois justamente pela idolatria de Salomão, Deus o havia constituído rei e agora Jeroboão se curvava também a essa prática. O que levou Jeroboão a agir assim foi a sua falta de confiança de que Deus firmaria o seu trono. Tentando resolver as coisas do seu jeito, Jeroboão acabou trazendo desgraça para si, pois o profeta Aías lhe entregou a palavra de Deus de que o reino seria tomado dele e que toda a sua descendência seria exterminada.

Jeroboão não confiou na capacidade de Deus em manter a sua promessa. De modo semelhante, nós muitas vezes não cremos que Deus é suficientemente poderoso para manter a sua promessa feita a nós. Quando Deus nos concede a bênção, Ele também nos concede condições de mantê-la conosco. Se Jeroboão tivesse crido nisso, certamente ele teria deixado o povo ir adorar a Deus em Jerusalém, e o povo retornaria a ele novamente. A sua sede desmedida pelo poder fez com que ele o perdesse.

A bênção jamais pode ocupar maior lugar em nosso coração do que o Deus que nos concede a bênção.

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Destrua os ídolos do seu coração

Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Êxodo 20:2-3


Em toda a história do povo de Deus podemos perceber o quanto o Senhor se mostra zeloso. Desde a formação do povo de Deus, quando Deus chamou a Abraão, Ele se revelou a Abraão como Senhor (Gênesis 17:1). Com os patriarcas Isaque e Jacó não foi diferente, Deus se revelou a eles como Senhor e eles O seguiram.

Jacó fez um voto a Deus de que se tudo corresse bem na trajetória dele, o Senhor seria o seu Deus (Gênesis 28:20-21). E ele não voltou atrás no seu voto, pois o próprio Deus se intitula o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó (Êxodo 3:6). Ora, se o coração desses homens não pertencessem de fato ao Senhor, Ele não faria essa afirmação.

Mais adiante, vemos as recomendações do Senhor a Moisés acerca do povo não fazer ídolos para si e ter o Senhor como seu único Deus (Êxodo 20:1-5). Para os profetas, a recomendação não mudou. Podemos ver que Elias e Eliseu, dois grandes profetas da Bíblia, apesar de serem tão usados em milagres e poder, sempre reverenciaram o Senhor como único Deus.

E a ordenança não mudou. Deus continua a nos chamar para ser Seu povo exclusivo. Isso significa que devemos ser completamente fiéis a Ele, sem deixar que qualquer outra coisa ou pessoa ocupe o lugar d'Ele em nosso coração.

Infelizmente o que temos visto em nossos dias são uma infinidade de ídolos criados pelas pessoas. O dinheiro, a fama, a carreira, a família, o ministério eclesiástico e muitas outras coisas têm se tornado senhores de muitas pessoas, de forma que elas não adoram mais o Senhor com todo o coração, mas amam essas coisas mais do que a Ele.

Nesse dia a recomendação do Senhor é para que venhamos a quebrar esses ídolos do nosso coração e que possamos dar a Deus o lugar que é exclusivo d'Ele. Deus não divide a sua glória, nada que ocupe o lugar d'Ele em nosso coração nos trará bênçãos. Mas quando colocamos Ele acima de tudo, todo o mais que nos cerca é abençoado.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

O que significa deixar tudo para seguir Jesus?

 "E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna." Mateus 19:29


Certa vez, Jesus utilizando a passagem de um jovem rico, que não quis vender tudo o que tinha e dar aos pobres para segui-Lo, Jesus falou aos seus discípulos que aqueles que deixam tudo para segui-Lo herdariam a vida eterna.

Esse "deixar tudo" dito por Jesus inclui casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, cônjuges, filhos ou campos. Não podemos negar que essas palavras são fortes e nos estremecem ao nos confrontar com a responsabilidade que é seguir a Jesus. Mas o que realmente significa deixar tudo para seguir a Jesus?

Os discípulos alegaram terem deixado tudo para seguir a Jesus. Realmente, a Bíblia relata que Pedro, André, Tiago e João deixaram seus postos de pescadores e donos de barcos para seguirem Jesus. Mateus também deixou a coletoria de impostos para seguir a Jesus. Temos outros casos de pessoas que deixaram seus trabalhos para seguirem a Cristo, mas isso não significa que eles viviam sem necessidades financeiras.

Acredita-se que alguns deles não exerciam mais suas profissões, mas conseguiam retirar o seu sustento de algum lugar. Além disso, apesar de dizerem que largaram tudo para seguir a Jesus, eles continuavam tendo laços familiares, pois há relatos bíblicos acerca da sogra de Pedro e da mãe de Tiago e João.

Dessa forma, presume-se que apesar de terem largado tudo, eles ainda tinham esse tudo que haviam largado. Como pode ser isso? Isso só é possível porque quando Jesus nos convida a largar tudo para servi-Lo, ele não se refere a vivermos sem trabalho ou vínculos familiares, mas a não permitir que essas coisas roubem o lugar d'Ele no nosso coração.

Jesus pode até nos pedir para renunciar um posto de trabalho para segui-Lo, mas sem dúvida Ele nos dará outra oportunidade de renda, pois todas as pessoas possuem necessidades financeiras básicas que carecem ser supridas. Quanto à família, Jesus não nos pedirá para abandonarmos nossos pais, irmãos, cônjuges ou filhos, pois a família é parte do Seu projeto para nós. Servimos a Ele enquanto cuidamos da nossa família. O que Ele nos pede é que, apesar do nosso amor e cuidado pelos nossos familiares, que eles não se tornem ídolos para nós. Apesar da extrema importância da família para nós, por mais que a amemos, a nossa convivência com ela é transitória, pois limita-se a essa vida. Quanto ao nosso relacionamento com Deus, Ele é eterno, para além dessa vida.

Esse é o real sentido de largar tudo por Jesus. Não é abandonar, mas reposicionar as coisas, não permitindo que elas ocupem o lugar d'Ele em nosso coração.

domingo, 8 de agosto de 2021

Acaz: o rei que criou o seu próprio altar

 Texto de referência: 2 Reis 16:10-18


Dentre os diversos reis que Judá teve no período bíblico, um deles se chamava Acaz. Apesar de ser neto de Uzias, um rei muito próspero e que servia a Deus, Acaz teve um reinado deplorável. Naquela época, o reino de Judá estava cercado por diversas nações idólatras, que adoravam deuses estranhos. Uma dessas nações era a Assíria.

Para tentar fugir da perseguição da Síria, Acaz fez aliança com o rei da Assíria. Em certa ocasião, quando foi a Damasco (que na época pertencia à Assíria) visitar o rei assírio, Acaz viu ali um altar que este fez aos seus deuses. Acaz, que estava com o coração tomado pela idolatria, enviou a planta do altar e pediu ao seu sacerdote Urias que fizesse um igual para ele.

O sacerdote, em vez de recusar a fazer parte daquele ato idólatra, obedeceu a ordem de Acaz. Quando o rei de Judá chegou e viu o altar, queimou holocaustos, fez ofertas e sacrifícios. Como se não bastasse tudo isso, ele ainda retirou da casa do Senhor o altar da verdadeira adoração.

Acaz não construiu um altar para deuses estranhos, mas para si mesmo. Usurpando o lugar de um sacerdote, Acaz intentou fazer em seu altar idólatra os mesmos rituais que se faziam no altar do Senhor. Acobertado pelo sacerdote Urias, que não repreendeu a loucura de Acaz, ele buscou um ritual vazio de adoração.

Nem todo ritual de adoração é ao Deus verdadeiro, e nem toda adoração a Deus, Ele recebe. Muitas vezes temos entrado no ambiente da adoração para exaltar a nós mesmos, em vez de adorarmos a Deus. Lançamos as nossas dificuldades, os nossos anseios, as nossas preocupações, nos colocamos no centro do processo, e nos esquecemos de nos entregar por inteiro, que é o verdadeiro sentido da adoração.

A adoração simboliza a entrega, e por isso Deus diz que se agrada de um coração contrito mais do que de sacrifícios (Salmos 51:17). Deus também diz que glorificamos a Ele quando oferecemos sacrifícios de ações de graças (Salmos 50:23). Acaz criou um altar para adorar a si mesmo, para satisfazer o seu ego inflado. Que possamos dar a Deus a verdadeira adoração, que não se limita a lugares ou rituais, mas que vem de dentro, e é verdadeira. 

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Salomão: um rei idólatra

 Texto de referência: I Reis 11:1-11


Salomão era filho de Davi e sucedeu ao seu pai no trono de Israel. Davi teve um reinado incrível, não porque não tenha cometido erros enquanto rei, mas porque buscou a Deus em todo o tempo, e quando errou, soube reconhecer suas falhas e procurou se consertar perante o Senhor.

Seu filho Salomão iniciou o seu reinado de uma forma próspera. Davi havia deixado o reino de uma maneira estável. Mesmo com toda a riqueza do reino, Deus concedeu a Salomão ainda mais riqueza e glória, por ter ele pedido a Deus sabedoria para governar (I Reis 3:13).

Sobre Salomão também havia uma ordenança, ele seria o responsável por construir o templo do Senhor. Davi já havia deixado quase tudo pronto, desde a planta do templo aos materiais necessários. Cabia a Salomão gerenciar tudo isso e recrutar a mão de obra. Para que ele conseguisse construir o templo, Deus afastou os inimigos de Salomão e lhe deu paz.

Mas Salomão não soube desfrutar de todas essas bênçãos. Apesar de iniciar com sabedoria o seu reinado, ele cometeu alguns erros que o Senhor já havia descrito nos tempos de Moisés que não deveriam ser cometidos (Deuteronômio 17:16). Ele acumulou para si muita força humana, ao comprar muitos cavalos e acumular muita riqueza, o que lhe ensoberbeceu o coração (I Reis 10:26-28).

Mas o principal erro de Salomão foi o de ter muitas mulheres, cerca de mil. Essas mulheres, em sua maioria estrangeiras, perverteram o coração de Salomão, levando-o a cultuar deuses que eram originários das terras delas. A idolatria de Salomão a esses deuses e consequentemente, o desprezo dele ao Senhor que lhe havia dado tudo, o levou a perder o reino.

Ele não perdeu imediatamente o reino, mas Deus lhe fez conhecer quem seria o sucessor, que não era apenas o seu filho, mas um homem de outra linhagem, pois o reino de Israel seria dividido. A partir dos pecados cometidos, Deus levantou adversários sobre Israel e a paz que por tantos anos existiu, acabou.

O reinado de Salomão tinha tudo para ser próspero e abençoado, pois ele tinha o Senhor ao seu lado. Entretanto, Salomão não soube desfrutar dessa presença e desprezou ao Senhor. Quando nos curvamos diante de outros deuses, como o dinheiro, o sexo, o poder, o corpo ou as tradicionais estátuas que são reverenciadas, estamos fazendo delas os nossos senhores. Isso nos leva a esquecer de Deus e a desprezar o sacrifício que Cristo fez por nós, pois estamos publicamente declarando que existe algo em nosso coração mais importante que o Senhor Deus. 

A idolatria de Salomão lhe fez perder o reino. A inclinação do nosso coração a tudo o que não é de Deus faz com que percamos tudo o que Ele tem nos dado. A vigilância constante é o segredo para nos mantermos firmes, sem sair da posição que Deus nos confiou.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

O culto misto dos samaritanos

 Texto de referência: 2Reis 17:29-41


Samaria era a capital do reino de Israel. Quando os israelitas foram exilados para a Assíria, o território deles foi ocupado por outros povos. 

Esses povos levaram para Israel todos os seus costumes idólatras. Após alguns morrerem por pragas enviadas pelo Senhor, os conselheiros dos povos sugeriram que eles aprendessem os costumes de adoração a Deus.

E assim eles fizeram. Começaram a adorar a Deus concomitantemente à adoração aos seus deuses. E esse culto misto continuou por várias gerações. Assim Samaria se tornou um território onde o Deus verdadeiro era adorado ao mesmo tempo que outras divindades.

Quando Jesus conversa com a mulher Samaritana junto à fonte de Jacó, podemos perceber essa diferença de culto existente entre os judeus e os samaritanos (João 4:20).

Essa prática existente entre os samaritanos não é um fator isolado. Podemos perceber essa realidade também em nossos dias, onde Deus é adorado simultaneamente a outros deuses. É comum percebermos práticas de culto a Deus onde também são evocadas outras divindades.

Ainda, esse tipo de situação não se limita apenas a outras religiões onde há adorações múltiplas, mas dentro do próprio cristianismo, seja através do culto a imagens como forma de adoração, ou através de uma idolatria dissimulada, onde não há um objeto de culto, mas há uma inclinação do coração em adorar outras coisas que não sejam Deus.

O dinheiro, o sexo e o poder são exemplos de coisas que são frequentemente adoradas por cristãos, que as colocam no centro de suas vidas, mas que aos domingos estão na igreja erguendo as mãos ao Senhor, dizendo que O adoram.

Todavia, a própria Bíblia nos relata que o Senhor é um Deus ciumento, que não divide a Sua glória (Isaías 42:8). Não há como adorar a Deus e outro deus, ou se adora um ou o outro. Quem divide seu coração entre dois deuses na verdade engana-se a si mesmo, pois o Senhor não recebe esse tipo de adoração. Jesus diz isso claramente à mulher Samaritana ao dizer que Deus procura quem O adore em espírito e em verdade (João 4:23).

A adoração a Deus não consiste apenas em palavras ou gestos prontos, mas na intenção do coração em se render a Ele e colocá-Lo no centro de tudo o que fizermos. Esses são os verdadeiros adoradores.