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quarta-feira, 26 de julho de 2023

As estratégias que Deus nos dá para combatermos nas guerras espirituais

Disse, pois, a Judá: Edifiquemos estas cidades, cerquemo-las de muros e torres, portas e ferrolhos, enquanto a terra ainda está em paz diante de nós, pois temos buscado ao Senhor , nosso Deus; temo-lo buscado, e ele nos deu repouso de todos os lados. 2 Crônicas 14:7


A Bíblia, principalmente no Antigo Testamento fala muito sobre guerras que existiram entre o povo de Deus e demais nações. Eram lutas sangrentas, com muitos mortos e feridos. Na verdade, essas guerras eram simbologias das lutas que temos nos dias atuais. Hoje sabemos que a nossa luta não é mais carnal, contra homens, mas espiritual (Efésios 6:12). Os inimigos físicos do povo de Deus apenas representavam as guerras que a igreja tem hoje, que são contra os principados e potestades do mal.

E por haver muitas guerras, também são descritos muitos elementos na Bíblia que eram utilizados como instrumentos de defesa. É sobre esses elementos que trata esse post.

O primeiro elemento são portas. Para entender sobre elas é preciso saber que as cidades tinham muros ao redor, para evitar ataques inimigos. As portas eram colocadas nos muros para fechar a cidade. Para um trancamento eficaz das portas, eram colocados ferrolhos, trincos de ferro reforçados para evitar a abertura delas.

Outra estratégia também visualizada eram as torres, que se tratavam de edificações bem construídas e de grande altura, onde ficavam guardas que vigiavam dia e noite para ver se não havia nenhum inimigo espionando a cidade.

Se as guerras antigas são representativas das guerras de hoje, as armas também são. Para travar as nossas guerras espirituais, necessitamos nos blindar de elementos de defesa, portas e ferrolhos que impeçam o inimigo de entrar em nossas vidas. A santidade é a maior arma que temos para evitar isso.

A observância da Palavra nos impede de pecar (Salmos 119:11) e consequentemente impede que o inimigo entre em nós através do pecado, nos fazendo viver em santidade. Por isso, estar atentos se as nossas atitudes diárias estão dentro da Palavra de Deus é uma porta de segurança em nossas batalhas espirituais.

Além das portas e ferrolhos, precisamos estabelecer as torres para proteção. Como a função das torres era vigiar os arredores da cidade, para as guerras espirituais também é importante vigiarmos para que nenhum adversário venha nos atacar. A oração e uma vida no Espírito são as estratégias que Deus nos dá para uma vigilância eficaz (Efésios 6:18). Orar e buscar sempre o Espírito Santo nos capacita a discernir melhor as coisas no âmbito espiritual, o que faz com que estejamos atentos a possíveis ataques adversários.

Hoje aprendemos um pouco sobre as guerras espirituais. Elas existem, não podemos subestimá-las, mas estar preparados para lutar como soldados valentes e vencer.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Utilizando as armas do adversário para o nosso crescimento

"Então, o rei Asa tomou todo o Judá, e trouxeram as pedras de Ramá e a sua madeira com que Baasa a edificara; com elas edificou Asa a Geba e a Mispa." 2Crônicas 16:6


A história abaixo se passa nos tempos do rei Asa, o rei de Judá que se viu perseguido pelo exército de Baasa, rei de Israel. Nesse período, Judá e Israel estavam separados como um reino, e possuíam reis diferentes. Esses reinos estavam em guerra entre si, e o reino de Israel era visivelmente mais forte do que Judá.

Como forma de enfraquecer para a seguir derrotar o reino de Judá, Baasa ordena a construção de uma cidade chamada Ramá, que serviria como obstáculo a Judá, para que ninguém chegasse até eles. Da mesma forma, eles estariam impedidos de sair da cidade. Estando isolados, com o passar do tempo seriam derrotados.

O rei Asa, se vendo em apuros, faz uma aliança com o rei da Síria, dando os tesouros da casa do Senhor para que ele lutasse contra o reino de Israel. O rei da Síria entra em guerra contra Israel, que ao se ver ameaçado, desiste de construir Ramá e pelejar contra Judá. A aliança feita entre Asa e o rei da Síria não foi agradável ao Senhor, pois o povo de Deus deveria sempre confiar n'Ele nas suas guerras e não se submeter a alianças com povos pagãos. Apesar disso, a estratégia de Asa deu certo, e é nesse aspecto que iremos focar.

Quando Baasa desiste de construir Ramá, Asa ordena ao povo de Judá que pegassem as pedras e a madeira que estavam sendo utilizadas na construção e trouxesse para o território de Judá. Com esses materiais, Asa construiu duas cidades (ou povoados) denominados Geba e Mispa.

No final dessa história, aquilo que os adversários de Judá utilizaram para derrotá-los acabaram sendo usados para aumentar o território de Judá. Da mesma forma, muitas vezes somos atacados pelo inimigo. Cercados por ele, muitas vezes pensamos em desistir. Mas ao invés de nós desesperar, temos que crer que aquilo que o inimigo trama para nos derrotar, será usado pelo Senhor para nos fazer crescer.

O apóstolo Paulo foi preso diversas vezes, mas ele enxergava a prisão não como uma forma de calar a sua voz, mas uma ferramenta para evangelizar a população carcerária. Até mesmo reis ouviram a Palavra de Deus por meio de Paulo na prisão. Nós não estamos desamparados nesta Terra. O Senhor batalha por cada um de nós, e por esse motivo, aquilo que vem do inimigo para nos destruir será a ferramenta usada por Deus para nos fazer crescer.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Vencendo os ataques do adversário

 Textos para consulta: Neemias 4;6


Neemias foi um grande homem de Deus que esteve entre os exilados de Judá na Babilônia. Ele serviu como copeiro do rei até o dia em que o Senhor o chamou para Jerusalém a fim de ajudar a cidade a se reerguer. Ali, Neemias começou a trabalhar na reconstrução dos muros da cidade que haviam sido derrubados.

O muro de uma cidade representava a sua proteção. Nesse sentido, uma cidade sem muro indicava um lugar abandonado e frágil, suscetível a qualquer ataque do inimigo. Quando Neemias buscou a restauração dos muros de Jerusalém, ele estava lutando para recuperar a honra e a segurança daquele lugar.

Todavia, assim como ocorre em toda grande obra de Deus, sempre existem os adversários que querem destruí-la. Na construção do muro não foi diferente. Se levantaram homens de Samaria e arredores para desencorajarem Neemias a continuar a obra de reconstrução.

Os adversários usaram muitas estratégias, desde inventar mentiras e calúnias contra Neemias, até utilizar falsos profetas para induzi-lo ao erro. Mas a principal estratégia utilizada foi a de tentar amedrontar Neemias. O medo é um fator que paralisa as pessoas, fazendo com que a pessoa se sinta impotente diante da situação, ainda que ela tenha total capacidade para realizar o ato.

Mas Neemias, em todo tempo, buscava se fortalecer em Deus. Ainda, a obediência dele e o seu temor a Deus faziam com que ele tivesse comunhão com o Senhor, o que lhe dava condições de vencer os seus adversários.

O inimigo é especialista em destruição. Dessa forma, toda vez que tentarmos reedificar algo destruído por ele, certamente teremos obstáculos a vencer. Entretanto, não podemos desanimar. A história de Neemias nos ensina a agir com persistência e fé diante dos ataques do adversário. Neemias não se intimidou diante das ameaças, nós também não podemos nos intimidar. É preciso buscar sabedoria em Deus para vencer qualquer afronta.

Ao final, quando o muro estava construído, os adversários e os povos ao redor temeram a Neemias e a arrogância deles foi quebrada, pois viram que o Senhor estava com os judeus e que pela ajuda d'Ele puderam terminar a obra. Se persistirmos e não pararmos, os nossos inimigos serão envergonhados, não continuarão os ataques e todos verão a glória de Deus em nossa vida. Vale a pena prosseguir, a história de Neemias nos prova isso.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

O Deus dos montes e dos vales

"Porque os siros disseram: O Senhor é Deus dos montes e não dos vales, toda esta grande multidão entregarei nas tuas mãos, e assim sabereis que eu sou o Senhor." 1 Reis 20:28


Em uma guerra travada entre Israel e Síria, quando Israel era governado pelo perverso rei Acabe, o poder de vitória estava nas mãos da Síria. Esse império, governado pelo rei Ben-Hadade, era forte, com grande número de combatentes e com um grande aparato de carros e cavalos. Nessa batalha, estavam ajudando Ben-Hadade cerca de trinta e dois reinos, todos investidos contra Israel. Diante disso, as chances humanas de vitória do povo israelita eram mínimas.

Mas ao lado do povo estava o Invencível, o Imparável, o Senhor da Guerra. Deus estava naquela peleja, e mesmo Acabe sendo tão perverso e o exército israelita tão pequeno, Deus concedeu a ele a vitória.

Mas os siros não desistiram. Eles sabiam que aquela vitória havia sido dada ao povo por Deus, pois humanamente falando, não havia chances de vitória do povo de Israel. Então eles formulam uma teoria de que Deus havia ajudado o Seu povo porque Ele era um deus dos montes, e sendo assim, eles teriam que pelejar com aquele povo em um lugar mais baixo, ou seja nas planícies ou nos vales.

E com essa teoria, os siros novamente formam batalha contra o povo de Israel, e saem a peleja, agora nas planícies. Novamente eles vêm com todo aparato de guerra e muitos combatentes, enquanto Israel sai com um exército muito pequeno. Mas o Senhor revelou a Acabe, que porque os siros acreditaram que o Senhor era apenas um deus dos montes e não dos vales, Deus entregaria aquele grande exército nas mãos de Israel. E assim ocorreu, pois naquele dia foram feridos mais de cem mil siros.

Essa história nos demonstra o grande poder de Deus, que não pode ser medido e nem comparado. Os siros estavam acostumados com seus falsos deuses, que escolhem lugares ou que parecem agir diante de determinadas circunstâncias. Mas o Deus de Israel é diferente. Deus não se limita a espaços geográficos, pois toda a Terra pertence a Ele. Deus também não escolhe circunstâncias, pois Ele tem o controle de tudo em suas mãos.

Seja nos vales ou nos montes, de perto ou de longe, com um exército pequeno ou grande, Deus não precisa de elementos humanos para agir ou de condições favoráveis para atuar. A guerra pertence a Ele, e a vitória também. Quando Ele libera a ordem de vitória, podemos crer que o mal não prevalecerá.