Mostrando postagens com marcador Uzias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Uzias. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de junho de 2025

O que importa é como tudo termina

 Textos de referência: 2 Crônicas 24;26


A Bíblia é uma fonte inesgotável de conhecimento. Quando mergulhamos nas histórias que são contadas nela, podemos aprender muito e temos a oportunidade de ser muito edificados.

Muitas pessoas ali descritas tiveram uma vida completa de temor ao Senhor, nos deixando um legado impressionante. Por outro lado, alguns viveram uma vida de impiedade, e tiveram um trágico fim. Outros, no entanto, começaram bem mas se desviaram no decorrer da caminhada, como é o caso de dois reis de Judá, Joás e Uzias.

Ambos da mesma descendência, Uzias foi neto do rei Joás. Este último, estava sentenciado à morte, quando Atalia, uma mulher perversa que queria se apossar do trono, resolveu matar todos os descendentes reais, membros da sua própria família.

Mas Deus, através de uma mulher piedosa, salvou a vida de Joás que posteriormente foi criado e guardado pelo sacerdote Joiada. Joás fez muitas coisas boas e serviu ao Senhor, mas no fim da sua vida deu ouvidos a pessoas erradas e acabou se desviando, inclusive assassinando o filho do sacerdote Joiada, demonstrando uma profunda ingratidão àquele que tanto lhe ajudou. Pelos seus erros, acabou sendo assassinado e não foi sepultado junto com os reis.

O outro exemplo é o rei Uzias, que também começou o reino de uma forma espetacular. Construiu muitas obras, fortaleceu seu exército e andou nos caminhos do Senhor, mas no fim da sua vida se ensoberbeceu e começou a acreditar que era poderoso e especial demais, chegando a tentar fazer atividades no templo que eram devidas somente aos sacerdotes. Acabou ficando leproso e vivendo isolado pelo restante dos seus dias.

São duas histórias que tinham tudo pra terminar bem, mas que deixam um pouco de tristeza no leitor quando terminam. Elas nos ensinam muitas coisas, mas uma delas é que não importa como começa, mas como termina. Mesmo que tudo esteja bem, se no final não permanece, parece que todo o positivo se esvanece.

E é por isso que temos que vigiar a nossa caminhada diariamente. É preciso analisar como estamos conduzindo a nossa vida para não seguirmos caminhos sem volta. Ambos os reis foram alertados dos seus erros, mas não quiseram mudar.

Quando estamos atentos, cuidando do processo, estamos contribuindo para terminar com sucesso a nossa trajetória.


sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Aprendendo a prosperar através da vida do rei Uzias

Texto de referência: II Crônicas 26:1-15


O rei Uzias foi um dos reis que Judá teve após a separação das tribos. Nesse período, havia uma instabilidade muito grande, pois enquanto alguns reis buscavam ao Senhor, outros O deixavam. O rei Uzias está incluído entre aqueles que serviram a Deus e no período do seu reinado, Israel experimentou um tempo de grande prosperidade.

A principal chave para a prosperidade nos tempos do rei Uzias foi o fato dele ter buscado ao Senhor. A Bíblia é clara ao dizer que enquanto Uzias buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar. Em Deus estão as riquezas e honras do mundo inteiro. Deus nos criou para sermos prósperos. O problema é que estamos invertendo a ordem das coisas: primeiro queremos progredir na vida, para depois buscarmos o Senhor. E assim nos esquecemos de que o certo é, na verdade, o contrário: para progredir na vida, temos que buscar ao Senhor. Quem busca em primeiro lugar o Seu reino e a Sua justiça, tem em si todas as coisas acrescentadas (Mateus 6:33).

Mas buscar ao Senhor não implica em não fazermos mais nada em favor da nossa prosperidade. À medida que O buscamos, Deus vai nos concedendo sabedoria para tomarmos as decisões certas que nos trarão o progresso. Com a vida de Uzias, aprendemos algumas outras atitudes que esse homem tomou que levaram o seu reino a prosperar.

Uzias trabalhou para derrotar os seus adversários. Ele buscou enfraquecer aquilo que era contra ele. Aquilo que temos de ponto fraco tem que ser derrubado para que os pontos fortes possam sobressair. Para não ser atrapalhado  em seus planos, Uzias buscou eliminar os seus adversários.

Uzias também fortaleceu o seu exército. Se por um lado ele deveria enfraquecer os seus adversários, por outro lado, ele deveria fortalecer aquilo que era a favor dele. E assim aprendemos outra lição com o rei Uzias, fortalecer ainda mais os nossos pontos fortes. Aquilo que está em nosso favor deve ser alimentado, pois isso nos ajudará a crescer.

Por fim, Uzias buscou diversificar o seu crescimento, apostando em várias áreas. Ele não apenas equipou o seu exército, mas também fomentou a agricultura de Judá e investiu na tecnologia para aumentar o seu poderio bélico. Isso fez com que a fama de Uzias corresse até muito longe, fazendo com que até os seus adversários lhe dessem presentes.

Infelizmente, o rei Uzias no final da sua vida acabou desperdiçando toda a prosperidade que conquistou, por ter deixado o orgulho tomar conta de si, mas os tempos de prosperidade que ele vivenciou nos ensinam muito. A Bíblia é uma fonte que não pára de jorrar, o ensino que ela nos traz pode ser aplicado a todas as áreas da nossa vida. Que possamos aprender cada dia mais com a Palavra do Senhor e aplicar os seus ensinamentos para o nosso crescimento.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Uzias, o rei derrotado pelo orgulho

 "Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso." 2Crônicas 26:16


O rei Uzias tinha apenas dezesseis anos quando começou a reinar, e reinou por cinquenta e dois anos. Durante o tempo do seu reinado, Judá experimentou um dos períodos de maior prosperidade após se separar das demais tribos de Israel. Tudo isso ocorreu porque ele se propôs a buscar a Deus.

Durante o reinado de Uzias, ele obteve diversas vitórias sobre adversários já conhecidos de Judá.  Ele também utilizou a prosperidade da nação para edificar torres e cavar cisternas, em busca de água, para manter as propriedades agrícolas que tinha adquirido.

Uzias também aumentou o seu poderio bélico, capacitando seus combatentes com diversos armamentos de guerra. À sua disposição, Uzias tinha mais de trezentos mil soldados, e mais de dois mil chefes de exército. A força de Uzias era tão grande que ele se tornou famoso até grandes distâncias, de forma que até mesmo inimigos de Judá, como os amonitas, deram a ele presentes.

Entretanto, Uzias não soube desfrutar de forma correta dessa prosperidade e notoriedade que o Senhor havia lhe concedido. Em vez de se humilhar perante o Senhor e reconhecer que Ele havia lhe concedido tudo, Uzias se encheu de orgulho, acreditando que era santo demais e que poderia entrar no templo do Senhor para queimar incenso a Ele, atribuição dada apenas aos sacerdotes.

Ao ser repreendido pelos sacerdotes, ao invés de se arrepender, Uzias se encheu de fúria. Neste momento, o seu corpo foi tomado pela lepra, e ele foi expulso imediatamente do templo, por ter se tornado imundo, segundo as leis judaicas. Uzias então teve que se isolar em uma casa longe das pessoas, não pôde mais governar, e transferiu precocemente o reino ao seu filho Jotão.

E assim termina a história do rei Uzias, um homem que teve tudo para findar o seu reinado de forma próspera, mas que perdeu tudo por ter se deixado levar pelo orgulho. Uzias não perdeu as riquezas, mas por ser leproso, não conseguiu mais desfrutar delas. O orgulho é um sentimento traiçoeiro, pois ele transforma a prosperidade, instrumento de bênção dada por Deus, em um motivo de queda e ruína.

Prosperidade é bênção de Deus, mas o crescimento em qualquer área deve vir acompanhado da humildade necessária para reconhecermos que de nós mesmos não conseguimos nada. É preciso também maturidade para saber administrar aquilo que nos foi confiado, a fim de não haja desperdícios ou decisões erradas.

A história de Uzias nos ensina que Deus é poderoso para engrandecer o homem que O busca, mas também nos alerta de que Ele é poderoso para nos tirar tudo o que nos deu, se não tivermos gratidão o suficiente e deixarmos o orgulho tomar conta de nós.