Mostrando postagens com marcador orgulho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador orgulho. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Sendo poderoso e utilizando nossa influência para o bem

"Cuxe gerou a Ninrode, o qual começou a ser poderoso na terra. Foi valente caçador diante do Senhor ; daí dizer-se: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor . O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar." Gênesis 10:8‭-‬10

O princípio das genealogias na Bíblia aponta muitas histórias interessantes, uma delas é a história de Ninrode, um descendente de Cam, filho de Noé.

Após o dilúvio, a humanidade voltou a ser novamente formada. A terra precisava ser povoada, haja vista todos os homens (exceto Noé e sua família) terem sido destruídos pelo dilúvio.

É nesse contexto que nasce Ninrode, um homem descrito na Bíblia como muito poderoso na terra e um valente caçador. Não se tem muitas informações sobre Ninrode, mas outro fato também interessante sobre ele é que Ninrode foi o fundador do reino de Babel, o qual futuramente se tornaria a Babilônia.

A história de Babel muitos conhecem. Um grupo de pessoas começou a construir uma torre, a qual foi desenhada para chegar até o céu e unir aquele povo para que jamais se separassem.

Essas idéias contrariavam a ordem do Senhor de que os povos da terra deveriam se espalhar pela terra. Além disso, Deus viu na construção da torre de Babel uma ideia arrogante, elaborada com o intuito de exaltar a pessoa humana, e não para exaltar a Deus. No final da história, Deus mandou confundir as pessoas que estavam construindo a torre, colocando várias línguas entre elas, de forma que não se entendiam, e tiveram que interromper a construção.

A Bíblia não diz claramente o papel de Ninrode na construção da torre de Babel, mas por ele ter sido o fundador do reino e ter sido descrito como um homem poderoso, acredita-se que ele tenha sido um dos idealizadores da torre de Babel.

A reflexão que a vida de Ninrode traz para nós é que devemos ter cuidado com a forma que utilizamos o poder que conquistamos. Ninrode poderia ter construído grandes cidades, mas ter um coração humilde e pacífico.

Mas ele escolheu ser poderoso e utilizar essa qualidade para o mal. Dá para sermos pessoas influentes e com temor a Deus. A Bíblia diz que a descendência do justo será poderosa na terra (Salmos 112:2). A diferença é que Deus quer que sejamos poderosos e utilizemos essa influência não para o mal, mas para o bem.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Uzias, o rei derrotado pelo orgulho

 "Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso." 2Crônicas 26:16


O rei Uzias tinha apenas dezesseis anos quando começou a reinar, e reinou por cinquenta e dois anos. Durante o tempo do seu reinado, Judá experimentou um dos períodos de maior prosperidade após se separar das demais tribos de Israel. Tudo isso ocorreu porque ele se propôs a buscar a Deus.

Durante o reinado de Uzias, ele obteve diversas vitórias sobre adversários já conhecidos de Judá.  Ele também utilizou a prosperidade da nação para edificar torres e cavar cisternas, em busca de água, para manter as propriedades agrícolas que tinha adquirido.

Uzias também aumentou o seu poderio bélico, capacitando seus combatentes com diversos armamentos de guerra. À sua disposição, Uzias tinha mais de trezentos mil soldados, e mais de dois mil chefes de exército. A força de Uzias era tão grande que ele se tornou famoso até grandes distâncias, de forma que até mesmo inimigos de Judá, como os amonitas, deram a ele presentes.

Entretanto, Uzias não soube desfrutar de forma correta dessa prosperidade e notoriedade que o Senhor havia lhe concedido. Em vez de se humilhar perante o Senhor e reconhecer que Ele havia lhe concedido tudo, Uzias se encheu de orgulho, acreditando que era santo demais e que poderia entrar no templo do Senhor para queimar incenso a Ele, atribuição dada apenas aos sacerdotes.

Ao ser repreendido pelos sacerdotes, ao invés de se arrepender, Uzias se encheu de fúria. Neste momento, o seu corpo foi tomado pela lepra, e ele foi expulso imediatamente do templo, por ter se tornado imundo, segundo as leis judaicas. Uzias então teve que se isolar em uma casa longe das pessoas, não pôde mais governar, e transferiu precocemente o reino ao seu filho Jotão.

E assim termina a história do rei Uzias, um homem que teve tudo para findar o seu reinado de forma próspera, mas que perdeu tudo por ter se deixado levar pelo orgulho. Uzias não perdeu as riquezas, mas por ser leproso, não conseguiu mais desfrutar delas. O orgulho é um sentimento traiçoeiro, pois ele transforma a prosperidade, instrumento de bênção dada por Deus, em um motivo de queda e ruína.

Prosperidade é bênção de Deus, mas o crescimento em qualquer área deve vir acompanhado da humildade necessária para reconhecermos que de nós mesmos não conseguimos nada. É preciso também maturidade para saber administrar aquilo que nos foi confiado, a fim de não haja desperdícios ou decisões erradas.

A história de Uzias nos ensina que Deus é poderoso para engrandecer o homem que O busca, mas também nos alerta de que Ele é poderoso para nos tirar tudo o que nos deu, se não tivermos gratidão o suficiente e deixarmos o orgulho tomar conta de nós.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Os perigos do orgulho ministerial

Texto de referência: João 3:26-30


João Batista foi um homem fantástico, não apenas pela nossa visão humana, mas foi o próprio Jesus quem exaltou as suas características.

João era um homem desprendido. Vivendo no deserto, vestindo roupas de peles de animais e comendo mel silvestre e gafanhotos, ele não tinha medo de denunciar o pecado, até mesmo do próprio rei. Essa sua ousadia, inclusive, lhe custou a vida.

Com toda a sua humildade, João recebeu a honra de ser o precursor do Messias. Foi ele quem dizia acerca de Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29). Jesus ainda não havia se manifestado publicamente, e João já entendia toda a Sua missão, tamanha a comunhão daquele homem com o Espírito de Deus.

Mas o ministério de João já estava cumprido. Agora, era a hora de Cristo se manifestar. Os discípulos de João, entretanto, não entendiam porquê as pessoas estavam indo rapidamente atrás de Jesus e deixando João de lado. Mas ele entendia perfeitamente, afinal, esse era o curso exato das coisas. João atraía as pessoas, falava de Cristo e essas iam até Ele. Ele sabia que o objetivo do seu ministério era elevar o nome de Cristo, e não o seu próprio.

Segundo João, tudo o que recebemos vem do céu, e se não damos glória a Deus, estamos negligenciando o favor de Deus em nos presentear com Seus dons.

O problema é que muitos cristãos não têm entendido isso. Muitos ministérios têm sido criados e se expandido de forma surpreendente. Quando isso ocorre, os líderes começam a exaltar o homem, ao invés de Deus. Temendo perderem os seus fiéis, muitos não denunciam mais o pecado. Se deslumbram com a glória dos aplausos e das plateias e não exaltam a glória e o poder de Deus quando acontecem os milagres.

O orgulho ministerial ocorre quando usurpamos o lugar da glória de Deus, trazendo a glória para o nosso ministério. João não se rendeu a isso. Ele sabia da sua real missão: pregar a Cristo e exaltar somente a Ele. O fim da soberba é a queda (Provérbios 16:18). Os perigos de nos deixarmos tomar pelo orgulho são iminentes. Deus jamais dividirá Sua glória com o homem.