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domingo, 9 de junho de 2024

O que você está disposto a deixar por Jesus?

Texto de referência: Mateus 4:18-22


Quatro dentre os doze discípulos de Jesus trabalhavam com pesca. Enquanto Pedro e André eram pescadores, Tiago e João trabalhavam junto com o pai em uma empresa de pescaria.

O chamado de Jesus para que eles fossem seus discípulos é relatado em três evangelhos: Mateus, Marcos e João. Para Pedro e André, Jesus os chamou enquanto pescavam e prometeu-lhes que eles seriam pescadores de homens.

Para Tiago e João, não há descrição de detalhes acerca deste chamado. Entretanto, ambos os irmãos deixaram tudo e seguiram Jesus. Pedro e André largaram as redes, Tiago e João largaram o barco e o pai e foram após Jesus. Os primeiros largaram a profissão, os dois últimos deixaram para trás a empresa de pesca e a família. Isso não significa que eles pararam de trabalhar ou desprezaram seus familiares, mas o intuito do texto ao dizer que largaram algo é no sentido de dizer que eles deixaram para trás os sonhos deles para se dedicarem ao propósito de Jesus.

O texto de hoje, relatado em Mateus, tem por título "A vocação dos discípulos". A partir do que meditamos fica mais nítido o motivo desse título. De fato, a nossa vocação enquanto discípulos é abandonar o nosso ego para viver o chamado do Evangelho.

Não se trata exclusivamente de abandonar coisas materiais, mas de abandonar o nosso próprio "eu", renunciar a nós mesmos e diariamente segui-Lo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Eliseu: o profeta da ousadia, da santidade e abnegação

 Textos de referência: 1 Reis 19:19-21; 2 Reis 4-7


O início da descrição bíblica do ministério de Eliseu se inicia quando Elias o chama para segui-lo e Eliseu, que estava cuidando de bois, larga tudo, despede-se da sua família, imola os bois os quais estava cuidando e começa a seguir Elias. A partir daí, a Bíblia relata que Eliseu o servia. Em outro relato mais adiante, Eliseu é conhecido como aquele que lavava as mãos de Elias. Dessa forma, percebemos que o ministério de Eliseu começou com ele servindo o homem que exercia autoridade sobre ele.

Após a subida de Elias ao céu, Eliseu assume o seu lugar como líder dos profetas. A princípio, ele mesmo não se impõe através da sua fé, pois para abrir e atravessar o rio Jordão, ele utiliza a capa de Elias e ora ao Senhor, clamando ao "Deus de Elias". Mas aos poucos, o ministério de Eliseu começa a ganhar notoriedade.

Assim como Elias, percebe-se que uma das características marcantes do ministério de Eliseu era a sua ousadia no Senhor. Eliseu não tinha medo e confiava no poder do Senhor para operar milagres. Através da sua vida, Deus operou grandemente em diversas situações, até mesmo na ressurreição de mortos. Mas um atributo de Eliseu que nos chama a atenção era a santidade. Foi por ser visto como um homem santo, que a mulher sunamita fez exclusivamente para ele um quarto em sua casa.

Por fim, Eliseu demonstrou em seu ministério que não era ganancioso. Essa atitude é vista logo no início, quando ele foi chamado e largou o seu trabalho e família para cumprir a sua vocação ministerial. É confirmada quando o Senhor o usou para trazer a cura da lepra ao comandante do exército siro. Nesta oportunidade, ele ofereceu a Eliseu muitas riquezas, as quais foram recusadas por ele. Essa atitude foi tão surpreendente que causou indignação no seu ajudante, que ao tentar pegar para si um pouco das riquezas que Eliseu desprezou, acabou sendo castigado.

Mesmo após a sua morte, o ministério de Eliseu continuou a frutificar, pois os seus ossos ao tocarem um cadáver que havia sido enterrado em seu túmulo, fez reviver um homem.

Todo o ministério de Eliseu não cabe nesse pequeno relato, pois ele foi um profeta e homem extraordinário. Mas se formos caracterizar o ministério de Eliseu em três características, podemos citar a ousadia, a santidade e a abnegação. São características que Deus quer também em nós, ousadia para crer no poder d'Ele, não importa a dificuldade da situação, santidade para renunciar diariamente o pecado e o mundo, abnegação para que as coisas terrenas não venham a ocupar o lugar do Senhor em nosso coração.


sexta-feira, 25 de junho de 2021

Os vasos são de barro, para que a glória seja de Deus

 Textos de referência: Juízes 4-16


O período bíblico dos juízes foi um tempo difícil na história dos israelitas. Por não terem obedecido a ordem de Deus de expulsar os estrangeiros da terra, estes acabaram se tornando um obstáculo aos israelitas. Todas as vezes que o povo de Israel pecava, eles eram oprimidos por esses povos.

Foi nessas circunstâncias que surgiram os juízes, homens que surgiram para libertar o povo dos seus inimigos. Quando o povo estava em aperto, eles clamavam a Deus que os ouvia e levantava um juiz para os ajudar.

O livro dos juízes relata a existência de 12 juízes nesse tempo, mas conta a história apenas de alguns. Os juízes mais conhecidos desse tempo foram Débora, Gideão, Jefté e Sansão.

Débora foi uma juíza exemplar. Ela ajudou a Israel a se livrar de inimigos fortíssimos e se tornou a protagonista em um período onde as mulheres não tinham proeminência. Todavia, os demais juízes não agiram com tanta performance assim.

Apesar de fazer parte de uma família pequena em sua tribo, Gideão foi usado pelo Senhor para livrar o povo dos midianitas, inimigos destruidores das plantações, isto é, a fonte de renda do povo. Mas após Gideão ter se consolidado como juiz, ele se deixou levar pela arrogância, fazendo para si uma estola sacerdotal de ouro, que se tornou objeto de idolatria para o povo. Ainda, teve muitas mulheres que lhes deram muitos filhos, dentre os quais um iniciou uma competição pela sucessão do juízo após a morte de Gideão.

Jefté julgou a Israel por apenas seis anos. Embora tenha ajudado Israel a se livrar dos amonitas, ele se curvou a uma prática horrível, que foi a de sacrificar pessoas achando que agradaria a Deus. Ainda, travou uma disputa entre duas tribos, ao invés de buscar uni-las.

Por fim, existiu Sansão, um homem imaturo e sem domínio próprio, que não obstante ter uma força incomum que lhe permitia derrotar qualquer adversário, se deixou levar pela sedução de uma mulher malvada, que só entrou em sua vida para descobrir o segredo de sua força, traindo-o em seguida.

Embora todos esses juízes tenham tido suas falhas, são mencionados  no livro de Hebreus como heróis da fé (Hebreus 11:32). A história desses juízes demonstra que Deus não escolhe pessoas aparentemente perfeitas para realizar a sua obra no meio do seu povo, Ele usa quem melhor lhe aprouver. Isso não isenta ninguém da lei da semeadura, pois todos esses homens receberam as consequências dos seus atos errados. Mas nos faz refletir sobre como Deus usa vasos de barro, para que a excelência do poder seja d'Ele (2 Coríntios 4:7). Não cabe a nós questionarmos o agir de Deus, apenas aceitarmos, afinal, a obra é d'Ele e portanto, Ele tem total controle sobre quem a executa. O nosso papel enquanto servos é glorificá-lo pela oportunidade que Ele nos dá de sermos usados, apesar das nossas fraquezas e imperfeições.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Os perigos do orgulho ministerial

Texto de referência: João 3:26-30


João Batista foi um homem fantástico, não apenas pela nossa visão humana, mas foi o próprio Jesus quem exaltou as suas características.

João era um homem desprendido. Vivendo no deserto, vestindo roupas de peles de animais e comendo mel silvestre e gafanhotos, ele não tinha medo de denunciar o pecado, até mesmo do próprio rei. Essa sua ousadia, inclusive, lhe custou a vida.

Com toda a sua humildade, João recebeu a honra de ser o precursor do Messias. Foi ele quem dizia acerca de Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29). Jesus ainda não havia se manifestado publicamente, e João já entendia toda a Sua missão, tamanha a comunhão daquele homem com o Espírito de Deus.

Mas o ministério de João já estava cumprido. Agora, era a hora de Cristo se manifestar. Os discípulos de João, entretanto, não entendiam porquê as pessoas estavam indo rapidamente atrás de Jesus e deixando João de lado. Mas ele entendia perfeitamente, afinal, esse era o curso exato das coisas. João atraía as pessoas, falava de Cristo e essas iam até Ele. Ele sabia que o objetivo do seu ministério era elevar o nome de Cristo, e não o seu próprio.

Segundo João, tudo o que recebemos vem do céu, e se não damos glória a Deus, estamos negligenciando o favor de Deus em nos presentear com Seus dons.

O problema é que muitos cristãos não têm entendido isso. Muitos ministérios têm sido criados e se expandido de forma surpreendente. Quando isso ocorre, os líderes começam a exaltar o homem, ao invés de Deus. Temendo perderem os seus fiéis, muitos não denunciam mais o pecado. Se deslumbram com a glória dos aplausos e das plateias e não exaltam a glória e o poder de Deus quando acontecem os milagres.

O orgulho ministerial ocorre quando usurpamos o lugar da glória de Deus, trazendo a glória para o nosso ministério. João não se rendeu a isso. Ele sabia da sua real missão: pregar a Cristo e exaltar somente a Ele. O fim da soberba é a queda (Provérbios 16:18). Os perigos de nos deixarmos tomar pelo orgulho são iminentes. Deus jamais dividirá Sua glória com o homem.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Não retroceda em seu chamado

 Texto-base: Lucas 5:1-11

Pedro foi um dos discípulos mais conhecidos de Jesus. Ele era um pescador. O livro de Lucas conta com mais detalhes sobre o seu chamado. O ministério de Jesus já era bem conhecido das pessoas, e Ele estava próximo ao lago de Genesaré, falando a uma multidão.

Como estava sendo apertado pelas pessoas, resolveu pegar um barco, e era justamente o de Pedro. Após haver uma pesca milagrosa, Pedro se rende a Jesus, abandona sua profissão e decide segui-lo, com a promessa de que agora seria pescador de homens.

No decorrer do seu ministério com Jesus, Pedro vivencia diversas situações. Mas Jesus morre. Pedro, que o havia negado três vezes, se sente desolado. Não apenas ele, mas todos os discípulos, pois ainda não haviam entendido o propósito da vinda de Jesus a essa terra. E Pedro volta a pescar.

Após a ressurreição de Jesus, enquanto eles estavam pescando, Jesus aparece a Pedro e mais seis discípulos e, como no dia do seu chamado, faz um milagre na pesca daqueles homens. Nesse encontro Jesus diz a Pedro: apascenta as minhas ovelhas (Jo 21:17).

Na verdade, Jesus queria despertar Pedro sobre o porquê dele ter abandonado seu chamado de pescador de homens e ter voltado a pescar peixes. Pedro tinha sido chamado ao ministério, mas tinha voltado atrás. O desânimo pela morte de Jesus o havia feito retroceder do seu chamado.

Semelhantemente, muitos têm voltado atrás em seu chamado. Foram chamados por Jesus a exercerem uma função na obra de Deus mas o desânimo, as dificuldades, as decepções lhes fizeram voltar atrás. Ao invés de expansores do Reino, voltaram a ser o que eram antes.

Na verdade, jamais serão os que eram antes, pois agora eles têm em si a marca do chamado. A Bíblia diz que no juízo final daremos conta a Deus de todas as nossas obras. Isso é muito sério. Não queremos ser taxados de servos maus e negligentes, como aqueles que esconderam seus talentos (Mt 25:18). Queremos cumprir com fidelidade nossa missão e entrarmos com alegria do dever cumprido no Reino celestial.