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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Os capítulos finais do livro de juízes

Textos de referência: Juízes 17-21


Os capítulos finais de Juízes são como um anexo do livro, afinal eles não seguem muito o estilo dos demais capítulos que falam sobre algum juiz e como ele libertou Israel.

Estes capítulos abordam a história de dois levitas. Um que foi morar na casa de um homem chamado Mica que fez um santuário idólatra em sua própria casa. Este levita acabou indo embora da casa de Mica para ser sacerdote da tribo de Dã.

O mais bizarro da história é que Mica simplesmente mandou fabricar uma imagem de escultura para si e a colocou em sua casa para adorá-la. Isso mostra a depravação espiritual em que o povo de Israel se encontrava.

A segunda história conta sobre um levita que foi buscar a sua concubina que o havia abandonado. Durante o percurso de volta eles param em uma cidade de Efraim e ali ela é cruelmente abusada até a morte pelos habitantes da cidade. O levita em uma atitude de revolta esquarteja a mulher e envia as partes do seu corpo para as demais tribos que se unem para lutar contra Efraim.

O resultado dessa luta é que praticamente todos os homens da tribo de Efraim foram mortos no combate. Essa história mostra a depravação moral em que Israel se encontrava, além do estado de divisão das tribos.

Tudo isso ocorreu não muitos anos após a entrada do povo na terra prometida. O próprio livro de juízes diz que nesta época não havia rei em Israel e cada um fazia o que achava mais reto. Infelizmente uma triste época do povo de Deus, onde eles não se deixaram governar pelas mãos do Senhor.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Seja forte como Sansão

 Texto de referência: Juízes 13:25; 15:15


A história de Sansão é uma das muitas histórias que a Bíblia traz que são bastante enigmáticas. Um casal que não podia ter filhos certo dia recebe a visita de um Anjo de Deus que lhes diz que eles iriam gerar. Esse menino seria especial, consagrado a Deus desde o ventre, não poderia beber vinho e o seu cabelo não poderia ser cortado. Por fim o Anjo lhes revelou que esse menino seria usado para livrar o povo de Israel dos filisteus.

Sansão parecia um homem normal, mas aos poucos foi surgindo o que o caracterizaria como um enviado de Deus, Sansão tinha uma força descomunal. Sansão não era forte, ele era sobrenaturalmente forte, a ponto de carregar nos ombros a estrutura de uma cidade, ou de destruir sozinho mil homens. 

Não havia adversários humanos que pudessem deter Sansão. Ele se tornou um homem humanamente invencível. Na verdade, toda a força de Sansão vinha do Espírito do Senhor que o incitava a lutar e derrotar os seus adversários.

Dentre as diversas vezes que eu li a história de Sansão eu nunca pensei por qual razão Deus colocaria nesta terra um homem com tanta força, haja vista diversos homens usados por Deus tivessem seus dons, nenhum apresentava uma característica tão sobrenatural quanto Sansão.

Mas ao meditar que a força de Sansão vinha do Espírito do Senhor que se apossava dele, eu passei também a meditar em como nós também podemos ser fortes tendo o Espírito do Senhor ao nosso lado. Não me refiro à força física, mas a força espiritual.

Nos tempos de Sansão, era necessária a força física porque os inimigos eram humanos. Hoje sabemos que os nossos adversários são do mundo espiritual (Efésios 6:12) e por esse motivo, a nossa força também deve ser neste campo.

Muitas vezes não temos a força necessária para os combates da vida porque não buscamos intimidade com o Espírito Santo. Podemos ser os Sansões do nosso tempo, só precisamos que o Espírito do Senhor se aposse também de nós.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Pare de lamentar, saia do jugo e recupere tudo o que você perdeu para o inimigo

 Texto de referência: 1 Samuel 7:2-14


O período dos juízes foi marcado na história de Israel por um período sombrio, onde por se afastarem do Senhor, eles foram duramente oprimidos pelos seus adversários.

Mesmo com a arca da aliança roubada pelos filisteus e depois devolvida, nem assim os israelitas entenderam o propósito do Senhor e a forma como deveriam adorá-Lo. Nesse contexto, a Arca ficou em Quiriate-Jearim por vinte anos, enquanto o povo se rendia a idolatria a deuses pagãos.

As coisas iam mal, pois eles continuavam duramente oprimidos pelos filisteus, mas ao invés de se consertarem, apenas lamentavam diante do Senhor. Então Samuel, o profeta da época, chama o povo e os adverte que se eles se voltavam mesmo ao Senhor, não deveriam viver lamentando, mas tirar todos os deuses estranhos diante deles e servirem somente ao Senhor. Essa era a maior demonstração de conversão.

O povo então ouviu a Samuel e passaram a servir somente ao Senhor, com clamores e jejuns. Nesse período, os filisteus avançaram contra o povo de Deus, mas foram destruídos pelo poder de Deus, que fez trovejar sobre eles. O relato bíblico não aponta exatamente como esses trovões contribuíram para a destruição desses adversários, mas o fato é que naquele dia Israel venceu, saiu de debaixo do jugo dos seus opressores e ainda conseguiu retomar as cidades que havia perdido para eles.

A vitória do povo de Deus começou a partir de uma atitude: a conversão sincera daquele povo, que iniciou dentro deles, mas que foi representada na prática pela retirada dos ídolos do seu meio. Enquanto aquele povo apenas lamentava, eles continuavam a viver frustrados. Quando eles realmente mostraram frutos de conversão, o Senhor derrotou os seus adversários. Eles não apenas saíram do jugo dos seus inimigos, como também recuperaram aquilo que haviam perdido. 

O povo de Israel do Antigo Testamento representa quem somos hoje, como povo de Deus. Da mesma forma que o povo de Deus, nós também podemos nos converter de todo o coração e sair de uma vida de lamentações e escravidão, para viver o melhor de Deus, recuperando aquilo que perdemos para o inimigo, inclusive a nossa condição de livres.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Os vasos são de barro, para que a glória seja de Deus

 Textos de referência: Juízes 4-16


O período bíblico dos juízes foi um tempo difícil na história dos israelitas. Por não terem obedecido a ordem de Deus de expulsar os estrangeiros da terra, estes acabaram se tornando um obstáculo aos israelitas. Todas as vezes que o povo de Israel pecava, eles eram oprimidos por esses povos.

Foi nessas circunstâncias que surgiram os juízes, homens que surgiram para libertar o povo dos seus inimigos. Quando o povo estava em aperto, eles clamavam a Deus que os ouvia e levantava um juiz para os ajudar.

O livro dos juízes relata a existência de 12 juízes nesse tempo, mas conta a história apenas de alguns. Os juízes mais conhecidos desse tempo foram Débora, Gideão, Jefté e Sansão.

Débora foi uma juíza exemplar. Ela ajudou a Israel a se livrar de inimigos fortíssimos e se tornou a protagonista em um período onde as mulheres não tinham proeminência. Todavia, os demais juízes não agiram com tanta performance assim.

Apesar de fazer parte de uma família pequena em sua tribo, Gideão foi usado pelo Senhor para livrar o povo dos midianitas, inimigos destruidores das plantações, isto é, a fonte de renda do povo. Mas após Gideão ter se consolidado como juiz, ele se deixou levar pela arrogância, fazendo para si uma estola sacerdotal de ouro, que se tornou objeto de idolatria para o povo. Ainda, teve muitas mulheres que lhes deram muitos filhos, dentre os quais um iniciou uma competição pela sucessão do juízo após a morte de Gideão.

Jefté julgou a Israel por apenas seis anos. Embora tenha ajudado Israel a se livrar dos amonitas, ele se curvou a uma prática horrível, que foi a de sacrificar pessoas achando que agradaria a Deus. Ainda, travou uma disputa entre duas tribos, ao invés de buscar uni-las.

Por fim, existiu Sansão, um homem imaturo e sem domínio próprio, que não obstante ter uma força incomum que lhe permitia derrotar qualquer adversário, se deixou levar pela sedução de uma mulher malvada, que só entrou em sua vida para descobrir o segredo de sua força, traindo-o em seguida.

Embora todos esses juízes tenham tido suas falhas, são mencionados  no livro de Hebreus como heróis da fé (Hebreus 11:32). A história desses juízes demonstra que Deus não escolhe pessoas aparentemente perfeitas para realizar a sua obra no meio do seu povo, Ele usa quem melhor lhe aprouver. Isso não isenta ninguém da lei da semeadura, pois todos esses homens receberam as consequências dos seus atos errados. Mas nos faz refletir sobre como Deus usa vasos de barro, para que a excelência do poder seja d'Ele (2 Coríntios 4:7). Não cabe a nós questionarmos o agir de Deus, apenas aceitarmos, afinal, a obra é d'Ele e portanto, Ele tem total controle sobre quem a executa. O nosso papel enquanto servos é glorificá-lo pela oportunidade que Ele nos dá de sermos usados, apesar das nossas fraquezas e imperfeições.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

O agir de Deus perante o impossível e utilizando o improvável

Textos de referência: Juízes 6:11-24;7:1-25


A opressão que o povo de Deus sofreu diante dos midianitas foi uma das mais terríveis da sua história. Os midianitas eram adversários cruéis, cuja estratégia era de destruição. Quando as plantações em Israel estavam na fase da colheita, vinham os midianitas e as destruíam e roubavam, retirando o sustento do povo. A Bíblia relata que essa situação gerou um abatimento muito grande nos israelitas, que já não sabiam o que fazer.

É nesse contexto que surge Gideão, um homem da tribo de Manassés. Enquanto ele estava tratando um trigo às escondidas por medo dos midianitas, um Anjo surge para falar com ele. O Anjo exalta a força de Gideão, que ao invés de se ver como um homem forte, se enxergava fraco e incapaz. Por algumas vezes Gideão temeu e duvidou de que Deus os ajudaria por intermédio dele, mas Deus sempre deu a Gideão provas de que estaria com ele. 

A batalha liderada por Gideão foi de trezentos homens batalhando contra cento e vinte mil. A batalha humanamente impossível se transformou em uma vitória dada por Deus, e o povo pôde contemplar o Seu agir maravilhoso.

Mas a história de Gideão além de ilustrar os impossíveis de Deus ilustra também os improváveis. Um homem que era o menor da menor família de sua tribo foi escolhido por Deus. Na verdade, Gideão podia ser pequeno aos olhos humanos, mas tinha uma grande força dentro de si. Ele mesmo não via essa força, nem mesmo quando Deus tentou mostrá-lo. Quando passamos a nos ver como Deus nos vê, enxergamos as nossas qualidades que o inimigo tenta a todo momento esconder. Gideão era um homem forte, Deus o enxergava assim, ele porém não se via dessa forma.

Esse é Deus, que age no impossível utilizando o improvável. Nas situações impossíveis da nossa vida também podemos recorrer ao Senhor, ainda que não entendamos o Seu modo de agir. O Deus dos impossíveis age também por intermédio dos improváveis.

domingo, 13 de junho de 2021

Débora: uma mulher ousada

 Texto de referência: Juízes 4 e 5


Débora foi uma mulher que julgou o povo de Israel no período dos juízes. Ela foi uma figura icônica para a sua geração, pois embora em geral os homens ocupassem os cargos de liderança, Débora quebrou esses paradigmas, surgindo como juíza em Israel, a única mulher nesse cargo citada na Bíblia, diga-se de passagem.

Talvez Débora tenha se inquietado diante da vergonha que Israel vivia na época, por causa da opressão que o povo estava sofrendo diante dos seus inimigos. Em seu cântico, Débora relata que as aldeias de Israel estavam desertas, até que ela se levantou para mudar aquela situação. Débora não foi apenas juíza de Israel, ela foi também mãe daquele povo, isto é, ela cuidou deles com amor.

Débora inspirava autoridade, pois quando ela chamou Baraque para sair à peleja por Israel, ele só aceitou ir se Débora fosse com ele, indicando a autoridade que a presença dela transmitia. Na verdade, a força que Débora inspirava, estava na presença de Deus na vida dela.

Outra característica marcante de Débora é a sua coragem. Os cananeus, que oprimiam o povo de Deus, tinham carros de ferros, um instrumento de batalha muito potente, o que causava muito medo no povo. Mas Débora não se deixou amedrontar, pois o Senhor já havia ordenado a peleja, e ela sabia que quando o Senhor se coloca a frente de uma batalha, a vitória está garantida.

Deus atraiu os cananeus até um determinado rio, chamado Quisom, que foi instrumento utilizado por Deus para derrotar os adversários do Seu povo.

Débora, uma mulher excêntrica para os seus tempos, que se destacou pela sua coragem e ousadia em liderar, em uma época onde as mulheres não tinham tanta visibilidade, se torna nos tempos de hoje também uma referência para nós. Se nos tempos onde a visibilidade da mulher era tão pequena, Débora alcançou o seu espaço, hoje também podemos galgar lugares altos. Mas havia um diferencial nesta mulher, ela tinha intimidade para ouvir a voz de Deus e tinha coragem para obedecê-la. A fé de Débora a levou a crer que, apesar da força dos adversários, Deus era poderoso para dar vitória ao Seu povo.

Que o Senhor encontre mulheres corajosas como Débora, que se levantem como mães nessa geração, para ajudarem o povo de Deus a vencer os adversários do nosso tempo.