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segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Josué: o líder que fez o povo entrar na terra prometida

Chamou Moisés a Josué e lhe disse na presença de todo o Israel: Sê forte e corajoso; porque, com este povo, entrarás na terra que o Senhor , sob juramento, prometeu dar a teus pais; e tu os farás herdá-la. Deuteronômio 31:7


Josué foi um grande líder em Israel. Após a morte de Moisés ele passou a liderar o povo de Deus até a entrada até a terra prometida. Antes de assumir o seu posto de líder, Josué foi preparado por Deus. Ele foi um grande guerreiro que esteve à frente de algumas batalhas que os israelitas enfrentaram. Tudo isso era uma forma de Deus prepará-lo para as diversas batalhas que ele enfrentaria quando fosse o líder.

Josué também teve algumas experiências com Deus. Quando Moisés subiu ao Monte Sinai para ouvir de Deus os mandamentos, Josué subiu com ele (Êxodo 24:13). Ele também esteve com Moisés na tenda da congregação, onde Moisés ouvia Deus falar com ele face a face, e Josué não se afastava da tenda onde Deus estava (Êxodo 33:11). Isso indica o nível de desejo que Josué tinha por Deus.

Todos esses fatores prepararam Josué para se tornar o grande líder que ele foi. As batalhas enfrentadas anteriormente fizeram com que ele tivesse forças para vencer os trinta e um reis que ele venceu na conquista da terra prometida.

O nível de adoração que ele tinha com Deus fizeram com que ele tivesse a intimidade e confiança necessárias para vencer os diversos obstáculos que vieram ao seu caminho. 

A vida de Josué é um exemplo para nós. Não apenas um grande guerreiro, Josué foi também um grande adorador.


segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Jericó e Ai: as consequências da obediência e desobediência

Textos de referência: Josué 6 e 7


Quando o povo de Deus iniciou o seu processo de entrada na terra prometida teve que vencer diversas nações inimigas. Um dos primeiros territórios a ser vencido foi Jericó. Era uma cidade grande e bem estabelecida, rodeada por uma grande muralha que a protegia dos adversários. Mas não adiantou nenhuma das suas fortalezas, pois o Senhor já havia estabelecido que Israel venceria Jericó.

Dessa forma aconteceu. Eles rodearam a cidade por sete dias, e no sétimo as muralhas caíram. Mas antes desse fato, o povo se santificou, circuncidou-se e celebrou a Páscoa, tudo obedecendo aos mandamentos do Senhor. Por estarem em estrita obediência, o Senhor deu-lhes a vitória.

Após a tomada de Jericó, a próxima nação a ser tomada era Aí. Como haviam acabado de ver uma derrota espetacular de Jericó, os israelitas estavam muito confiantes e até enviaram menos combatentes a Aí, por ser uma nação menor. Mas o resultado foi desastroso, o povo foi derrotado e teve que fugir.

Ao questionarem ao Senhor pelo motivo da derrota, descobriram que ela sobreveio devido a uma desobediência de um dos combatentes - chamado Acã, que furtou objetos valiosos para si, algo proibido por Deus. Se da primeira batalha eles obtiveram vitória pela estrita obediência, dessa vez eles foram derrotados por um pequeno ato de desobediência, de apenas uma pessoa.

Essas duas histórias servem para nos mostrar os caminhos de Deus. A obediência a Ele deve ser total para o recebimento das promessas. As coisas de Deus são sérias e Ele exige de nós total comprometimento com elas. Se as bênçãos estão condicionadas à obediência, significa que a falta desta impede aquelas. Sejamos obedientes a Deus em tudo, e receberemos o tudo d'Ele para nós.


segunda-feira, 23 de maio de 2022

Prepare-se para a nova etapa

Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Josué 1:2


Moisés foi um grande líder, talvez o maior que a Bíblia tem relatado. A forma como Moisés conduzia o povo de Deus (em torno de 1 milhão de pessoas) pelo deserto era algo impressionante e desafiador aos olhos de qualquer homem. Mas um dia Moisés morreu. E o trabalho precisou continuar.

É nesse contexto que Deus levanta Josué, um fiel servo de Moisés que esteve com ele durante todo aquele período no deserto e que não retrocedeu quando todos se deixaram levar pelo medo dos adversários (Números 14:6-9).

No fundo, Josué sabia que ele seria o sucessor de Moisés, mas a ficha ainda não havia caído. Após a morte de Moisés, Deus chama Josué e lhe explica que a partir daquele momento uma nova etapa se iniciava. Moisés estava morto e Josué havia sido o escolhido para fazer o povo entrar na terra da promessa.

Se formos parafrasear o que Deus disse a Josué, talvez seria algo desse tipo: "Josué, Moisés morreu. Levanta e age, porque agora é com você." O Senhor estava despertando Josué para o início de uma nova etapa. A formação do povo no deserto estava concluída. Agora era hora de herdar a promessa.

Da mesma forma, muitas vezes estamos há tanto tempo em uma etapa das nossas vidas que já não despertamos para o início de um novo ciclo. Precisamos de coragem para avançarmos etapas, pois cada uma delas exige de nós uma posição diferente. Mas da mesma forma como o Senhor encorajou Josué Ele nos encoraja. Não precisamos temer as mudanças de ciclos em nossas vidas. Avançar faz parte da vida e se estamos com o Senhor, sempre caminharemos em vitória.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

A nossa força vem do Senhor

 "O Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos; ele expulsou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o."Deuteronômio 33:27


Estamos vivendo tempos difíceis. Dias de luta, de guerras espirituais e físicas, onde o mal tenta prevalecer a todo custo. Mas se de um lado existe um opositor cruel, do outro lado existe o Senhor da guerra, o Senhor dos Exércitos, poderoso na batalha e invencível.

À medida que vamos lendo a Bíblia vamos percebendo que a nossa passagem aqui nesta terra é uma batalha constante. De tempos em tempos surgem grandes batalhas as quais exigem de nós força e coragem.

Grandes homens de Deus viveram grandes batalhas e todos os que venceram só o fizeram pela força do Senhor que havia sobre eles. Não há outro segredo para vencermos, senão pelo Senhor. O que nos enche de ousadia em meio a essas batalhas é crermos que o Senhor nos capacita para todas elas.

Como servos de Deus fazemos parte do Seu exército aqui nesta terra e já fomos capacitados para vencer. Quando Deus prometeu a terra de Canaã ao Seu povo, ele não os isentou de terem que batalhar contra os adversários. Ele os expulsou, mas deu ao povo a ordem de destruí-los. Isso nos leva a crer que o Senhor retirou a força dos adversários do povo, mas deu a eles a incumbência de destruí-los.

Da mesma forma, ao enfrentarmos desafios não podemos ingenuamente acreditar que não precisamos guerrear. Mesmo tendo a promessa de vitória dada por Deus, Ele espera de nós enquanto parte do Seu exército que lutemos bravamente até alcançarmos a vitória completa. O inimigo já está expulso e destituído do seu lugar, mas é nossa a incumbência de destruí-lo.

Neste dia, que possamos nos apoiar no Senhor para vencer os nossos inimigos. A nossa força vem d'Ele e a vitória também!


quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Acabou o período de dominação: a história de Calebe

 Texto de referência: Josué 15:13-14


Calebe foi um dos doze espias que foram até a terra prometida para conhecer o território. Dentre esses doze homens, apenas ele e Josué trouxeram palavras animadoras ao povo de Israel. Os demais amedrontaram o povo, dizendo que naquele território haviam homens fortes e que eles não conseguiriam vencê-los. O povo se desesperou e por causa disso, tiveram que vagar quarenta anos pelo deserto. Mas após esse período, o povo começou a receber as terras por herança.

E foi nesse contexto que Calebe herdou um território chamado Hebrom. Mas antes de se chamar Hebrom, esse território se chamava Quiriate-Arba, pois ele era ocupado pelos descendentes de Arba. O seu filho Anaque fazia parte de alguns gigantes que ainda existiam na terra e por isso eram pessoas muito temidas, devido ao seu porte físico superior aos demais. Anaque tinha três filhos. Aquele território era dominado por essa família e essa dominação parecia estar longe do fim.

Mas Calebe não temeu essa condição. Calebe tinha uma força muito grande, pois ele afirmou a Josué que o seu vigor aos oitenta e cinco anos era o mesmo de quando Deus lhe deu a promessa, aos quarenta anos. Calebe também tinha fé, pois ele não se intimidou com o fato de que a terra era habitada por gigantes. Ele apenas creu que, se Deus havia lhe dado aquela terra, não importava quem estava habitando ali, a terra seria dele e tudo estava resolvido.

Através da força e fé de Calebe, os três filhos de Anaque foram expulsos daquele território. E aquele lugar que tinha o nome do seu antigo dono agora passa a se chamar Hebrom. Mas Calebe não se contentou apenas com Hebrom, vindo a adquirir também a cidade de Quiriate-Sefer (Josué 15:15-17).

A descendência de Arba significa a dominação que muitas vezes o inimigo exerce sobre as pessoas. Durante anos, muitos têm vivido debaixo da dominação e da escravidão do inimigo, amedrontados diante de gigantes. Mas quando Deus nos enche de força e fé, como fez com Calebe, esses gigantes se tornam como um nada, e o território de dominação tem que acabar.

Nós somos livres, vivemos para sermos livres e não podemos permitir que o inimigo exerça qualquer tipo de dominação sobre nós. Hoje o Senhor nos convida a desapossar os filhos de Anaque do seu território e tomar posse da terra que Ele nos deu. Uma nova terra, com um novo nome. Uma nova vida, sem temer os gigantes.



terça-feira, 24 de agosto de 2021

Josué: o homem que não se afastava da presença de Deus

 "O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo. Depois Moisés voltava ao acampamento; mas Josué, filho de Num, que lhe servia como auxiliar, não se afastava da tenda." Êxodo 33:11


A história de Josué começa mesmo antes do seu nascimento, quando é contado sobre o seu antepassado, Berias, um homem que nasceu em um período de dificuldade na família, e cuja vinda não foi celebrada. Josué nasceu dessa linhagem. O seu nome a princípio era Oséias, que significa "salvo", mas depois passou a se chamar Josué, cujo significado é "o Senhor salva". A mudança do nome de Josué indica o que ele seria dali por diante, o homem usado pelo Senhor para fazer o povo entrar na terra prometida.

Em sua juventude, Josué viveu no Egito, como escravo, vivenciando na própria pele o sofrimento do povo de Israel. Ele também presenciou as dez pragas e a abertura do mar vermelho. Mas foi no deserto que o ministério de Josué se iniciou de fato. Ele estava sempre com Moisés, que confiava a ele as batalhas contra adversários do povo. Josué se tornou um grande guerreiro, habilidade que lhe foi muito útil na entrada à terra prometida, pois Josué venceu mais de trinta reais em combates.

Mas a vida vitoriosa de Josué era marcada por um fato, ele não se afastava da tenda da congregação, lugar onde Deus falava ao povo e manifestava a Sua presença. Diante dessa revelação bíblica, podemos inferir que Josué era um homem sedento pela presença de Deus e que buscava estar sempre perto d'Ele. Essa intimidade levou Josué a ter fé e coragem necessárias para ele vencer as batalhas necessárias para entrar na terra prometida.

A história de Josué é para nós um exemplo. Como ele, Deus nos coloca à frente de muitos desafios, que requerem de nós força e coragem para vencê-los. Deus não poupou Josué dos diversos reinos que ele enfrentaria, pois sabia que ele estava preparado para lutar contra eles e vencê-los. Essa preparação não ocorreu da noite para o dia, mas foi resultado de toda uma vida de Josué dedicada ao Senhor. Deus espera também de nós coragem para vencer os obstáculos e dedicação para não nos afastarmos da presença d'Ele. Como foi com Josué, também teremos a vitória.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Somos fortes porque cremos no Deus Forte

Texto de referência: Josué 17:14-18


Após a entrada dos israelitas na terra prometida, o próximo desafio do líder Josué era dividir as terras conquistadas. Todas as tribos receberam a sua parte. Quando foi a hora da divisão para as tribos de Efraim e Manassés, elas refutaram a Josué dizendo que, haja vista eles serem um povo grande, haviam recebido uma herança pequena.

Josué então os adverte que, se eles se consideravam um grande povo, deveriam tomar uma parte do bosque para eles e também desapossarem os moradores do lugar. As duas tribos então dizem a Josué que os moradores daquele lugar eram fortes e utilizavam carros de ferro, uma arma muito potente para as batalhas da época.

Nesse momento, Josué reforçou a eles de que as duas tribos realmente eram um povo forte e ressalta que eles conseguiriam tomar posse de toda a região montanhosa, apesar do local ser um bosque e os habitantes de lá serem fortes e utilizarem carros de ferro.

Essa história nos apresenta um fato importante acerca das tribos de Efraim e Manassés. Diante do seu crescimento, eles perceberam a necessidade de se expandirem, mas ao perceberem as dificuldades para obterem essa expansão, se sentiram desanimados.

Ao perceberem que eles teriam que desbravar um bosque e lutar contra fortes adversários, eles desanimaram. Eles queriam ampliar seus limites e se consideravam grandes, mas no momento em que passaram a olhar para os obstáculos a serem vencidos para alcançarem esse feito, não acreditaram na força que havia neles.

Em muitas situações em nossa vida também enfrentamos situações como essas, em que queremos algo e nos sentimos capazes de conseguir, mas ao olharmos as dificuldades do caminho a percorrer, desanimamos. O bosque e os adversários, bem equipados com carros de ferro, eram os empecilhos que afastavam o povo da terra que almejavam. Apesar de serem um grande povo, não se sentiam fortes o suficiente para enfrentar os adversários, e se deixaram levar pelo medo. 

A força dos israelitas vinha do Senhor, bem como a nossa força. Não importam o tamanho das dificuldades, em Deus poderemos vencê-las. Somos fortes porque temos um Deus Forte ao nosso lado (Isaías 9:6).

domingo, 6 de junho de 2021

Não podemos ser remissos: a Terra Prometida está à nossa disposição

Texto de referência: Josué 18:2-3


Após muitos anos vivendo no deserto, finalmente o povo de Israel entrou na Terra Prometida. Quarenta anos se passaram com aquele povo no deserto, mas em todo o tempo o Senhor cuidou de cada um deles. Mas agora havia chegado a hora tão esperada hora de habitarem na terra da promessa. Cinco tribos já haviam conquistado a terra, mas sete tribos ainda não haviam tomado posse das suas terras.

Josué, o líder daquele povo, então chama a atenção dessas tribos, repreendendo-os por serem remissos e não apossarem das terras que Deus havia lhes dado. Quando Josué os repreende, eles então tomam uma atitude e vão em busca das suas terras. Não se sabe ao certo como o povo estava vivendo, mas talvez eles estivessem em locais improvisados e desconfortáveis, enquanto terras férteis e deleitosas estavam à disposição deles.

Essa história nos chama a atenção pela falta de iniciativa daquele povo de receber aquilo que já havia sido dado a eles. E por isso foram chamados por Josué de remissos, isto é, negligentes.

Muitas situações em nossa vida se assemelham a essa história do povo de Israel. Temos à nossa disposição promessas dadas por Deus a nós, mas muitas vezes não as recebemos. Os motivos podem ser diversos, seja por medo do novo ou por comodismo, por estarmos há tanto tempo na situação do desconforto, que acabamos nos acomodando com aquela situação e já não vamos atrás do melhor que Deus já nos concedeu.

O maior presente que recebemos foi o sacrifício de Jesus na cruz por nós, que nos trouxe remissão e redenção. Somos perdoados por Deus e libertos do poder das potestades infernais. Essa é a maior dádiva que podemos ter, mas muitas vezes ainda nos comportamos de forma remissa e não tomamos posse dessa riqueza. Ainda vivemos presos pelo pecado e ainda tememos as forças das trevas, já derrotadas por Cristo na cruz (Colossenses 2:15).

Mas como Josué chamou aquele povo a sair daquela vida remissa, Deus também nos chama a sairmos da posição de remissos e assumirmos a nossa posição de livres e tomarmos posse daquilo que Ele nos deu.


Leia também: Redenção e remissão: os dois presentes que nos foram dados por Jesus http://santidadenapalavra.blogspot.com/2021/01/redencao-e-remissao-os-dois-presentes.html?m=1

sábado, 29 de maio de 2021

Seu lugar é em Canaã, não se contente com Harã

 Texto de referência: Gênesis 11:31-32


Quando ouvimos a palavra Canaã logo fazemos referência à terra prometida. Esse povoado surgiu a partir de Cam, descendente de Noé. Houve um episódio em que Noé se embriagou e ficou nu. Seu filho Cam ao invés de ajudá-lo, zombou dele. Quando Noé se restabeleceu e ficou sabendo, pronunciou uma maldição sobre Cam, também denominado Canaã, de que ele seria servo de Sem, outro filho de Noé (Gênesis 9:26). Na linhagem de Sem, o povo de Deus seria estabelecido. 

Muitas anos depois, um homem da geração de Sem, chamado Tera, partiu da terra de Ur dos Caldeus em direção a terra de Canaã. Ele vai com seu filho Abrão e sua a esposa, e com seu neto Ló. Todavia, eles não chegam até Canaã. Quando eles chegam até um povoado chamado Harã, eles se estabelecem ali.

Após a morte de Tera, Deus chama seu filho Abrão para sair de Harã e partir em direção a um terra até então desconhecida, mas que depois seria revelada por Deus de que seria Canaã.

Não se sabe os motivos os quais levaram Tera a sair de Ur em direção a Canaã, mas diante da maldição proferida sobre Cam, sabemos que em algum momento aquele povoado seria ocupado pelos descendentes de Sem. 

Também não se sabe por que Tera não completou a sua jornada até Canaã, tendo ficado em Harã, entretanto, pelo chamado de Deus a Abrão, sabemos que seria a partir da linhagem de Tera que o povo de Deus seria estabelecido.

Essa história nos chama a atenção ao percebermos que um homem parte em direção ao cumprimento de uma promessa, mas decide parar no meio do caminho. Mas, como os desígnios de Deus não podem ser frustrados, Abrão seu filho segue o caminho que o seu pai iniciou, mas não concluiu.

Como Tera, muitas vezes estamos caminhando em direção às promessas de Deus, mas por diversos motivos paramos no meio do caminho. Alguns elementos podem nos fazer retroceder: o cansaço, o desânimo, o medo ou o pecado. Tudo isso nos distancia dos propósitos de Deus para nós. Tera poderia ter chegado até Canaã e iniciado a geração do povo de Deus. Mas por ter permanecido em Harã, essa geração acabou sendo passada para seu filho Abrão.

Se Deus nos chama à terra da promessa, temos que acreditar que Ele já nos capacitou para chegarmos até lá. Não podemos parar no meio do caminho e nos contentarmos com Harã. Se Deus nos chamou para Canaã, lá é o nosso lugar.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Cultivando a vida após a promessa

Texto de referência: Deuteronômio 7:1-4


Durante todos os quarenta anos que o povo de Israel peregrinou no deserto, o alvo deles era chegar à terra prometida - denominada Canaã. Havia uma expectativa muito grande de entrada daquele povo nesta terra, pois Deus já havia lhes adiantado de que aquela terra seria produtiva e abençoada.

Após a peregrinação no deserto, eles chegaram aos limites da terra, mas a entrada deles ali estava condicionada à derrubada dos atuais moradores daquela terra. Deus os alertou de que eles deveriam eliminar todos os moradores da terra, bem como seus objetos de culto, a fim de que eles futuramente não se tornassem empecilhos para eles. 

Os moradores de Israel finalmente tomaram posse de Canaã, mas eles não desapossaram totalmente os moradores da terra e no futuro sofreram muito com eles.

Essa história nos faz refletir sobre a importância da nossa trajetória após conquistarmos as promessas de Deus. Quando tomamos posse das promessas de Deus, é essencial que busquemos cultivar aquilo que alcançamos. Ao experimentarmos o sucesso almejado, podemos ser tentados a abandonarmos o Senhor, mas devemos ser firmes em não nos esquecermos de tudo o que Ele fez por nós.

Ainda, mesmo durante a nossa estadia na terra da promessa, podemos experimentar problemas que querem nos retirar do lugar que Deus preparou para nós. Quando isso acontece, cabe a nós sermos firmes e nos apegarmos a todas as nossas experiências com o Senhor, para não vacilarmos.

Para muitos, ser fiel a Deus quando tudo vai bem pode ser mais difícil do que quando tudo vai mal, haja vista estarmos em um ambiente livre de problemas. Tomar posse das promessas que Deus nos deu é algo maravilhoso, entretanto, algumas vezes essa é apenas uma etapa do processo. Cultivar a fé vivendo na terra da promessa também é um grande desafio. 

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Onde estão os nossos olhos? Em Deus ou nas dificuldades?

Texto de referência: Números 13:25-33


Números 14 é particularmente um capítulo difícil de ser lido. Considero esse capítulo assim devido o fato de que ele relata como o povo de Israel perdeu a oportunidade de tomar posse da terra prometida.

Eles já haviam andado por aproximadamente dois anos no deserto. Durante esse período foram sustentados diariamente por Deus. Não passaram fome ou sede, não sentiram frio ou ficaram sem roupas. Deus providenciava tudo. Após dois anos, Deus ordena que fossem enviados doze homens a Canaã com o intuito de espiarem a terra, para eles começarem a elaborar as estratégias para entrarem lá. Estava chegando o momento tão aguardado de terem a sua própria terra. E não era qualquer terra, era um lugar preparado por Deus para eles, terra que manava leite e mel, cujos frutos eram excelentes.

Toda essa realidade foi vista pelos espias. Eles viram a terra e suas boas dádivas, mas também se deram conta de que para entrarem definitivamente nela, teriam que primeiro derrotar algumas nações humanamente fortes.

Isso foi o suficiente para fazê-los temer. Eles não se lembraram, como Josué e Calebe, de tudo o que Deus já havia feito por eles desde o Egito. Eles não se lembraram de como Deus cuidava tão bem deles naquele deserto. Nada disso foi levado em conta. Eles pensaram apenas nos inimigos que teriam que vencer para conquistarem a terra.

E por terem desencorajado o povo, estimulando uma rebelião contra Deus, o Senhor castigou a todo o povo, penalizando-os com quarenta anos vagando pelo deserto, até morrerem todos os homens de vinte anos para cima. Uma pena bastante dura, que todos tiveram que cumprir.

E por isso considero esse capítulo difícil de ser lido, porque o povo estava com um pé na terra prometida, mas não a receberam. Estiveram a um passo de receber a bênção, mas retrocederam.

Essa situação também é vista em nossos dias. Muitas vezes temos uma promessa e estamos caminhando em um deserto de provações esperando recebê-la, mas quando estamos a poucos passos de alcançar a nossa bênção, retrocedemos. Esquecemos do cuidado de Deus e nos deixamos levar pelo medo ou pelo desânimo. Outras vezes focamos demais no inimigo e tiramos os nossos olhos do Senhor. 

Viver pela fé é acreditar que mesmo diante das impossibilidades nós venceremos. O cuidado de Deus é constante sobre nós. Se estamos caminhando rumo a nossa Terra Prometida, que venhamos a ter os nossos olhos firmes no Senhor, sabendo que nós colheremos no tempo certo, se não desfalecermos.