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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Quem foram Zorobabel e Josué

 Após ficarem exilados por setenta anos na terra da Babilônia o povo judeu tem a oportunidade de voltar para Jerusalém a fim de reconstruí-la. A ordem foi dada pelos próprios reis persas, local onde se encontravam os cativos.

Ao retornarem do exílio o povo passou a reconstruir os muros de Jerusalém e o templo do Senhor. Para esse propósito, elegeram Zorobabel como governador e Josué como sumo sacerdote.

Apenas os livros pós-exílicos de Esdras, Neemias, Ageu e Zacarias mencionam Zorobabel. Ele era da linhagem de Judá e a sua principal missão foi reconstruir o Templo. Nesse período, Zorobabel desanimou após alguns adversários se levantarem contra a reconstrução. Mas fortalecido pelas palavras proféticas de Ageu e Zacarias, Zorobabel se levanta para continuar a construção.

Zorobabel é um símbolo do reinado de Jesus, pois ele fazia parte da descendência de Davi. Como governador do povo, Zorobabel foi o último líder da linhagem antes da chegada de Jesus, o eterno Rei de Israel.

Com relação a Josué, ele era da linhagem de Levi e tinha a função de exercer o sacerdócio no novo templo. Os livros de Ageu e Zacarias os quais mencionam Josué não relatam detalhes sobre a continuidade do seu ministério sacerdócio, mas sabe-se que Josué era uma prefiguração do sacerdócio perfeito vindo através de Jesus.

Tanto que ele é chamado também de Renovo (Zacarias 6:9-13), mesma palavra utilizada para se referir a Jesus em outra parte das Escrituras, no livro do profeta Isaías (Isaías 11:1).


segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Neemias: de copeiro do rei a governador de Jerusalém

 Neemias foi um personagem bíblico dos tempos durante e pós-exílio. Ele provavelmente nasceu durante o exílio no império babilônico (que depois virou o império medo-persa) e trabalhava como copeiro do rei. Após se revoltar com a situação de pobreza e desamparo de Jerusalém, ele pediu ao rei para voltar à terra dos seus pais para reconstruir os muros, e foi prontamente atendido pelo rei. A partir de então passou a ser governador de Jerusalém.

Alguns aspectos sobre Neemias nos chamam a atenção:

Era um homem extremamente alegre. O rei nunca havia visto Neemias triste e no dia que isso aconteceu, o rei se preocupou. Imagina uma pessoa ser vista como alguém que nunca ficou triste no trabalho.

Não se intimidava diante dos adversários. Por algumas vezes os adversários dos judeus tentaram paralisar a reconstrução dos muros e até mesmo matar Neemias, mas ele colocou as suas armas e continuou o seu trabalho.

Confiava plenamente em Deus. Neemias se mostrou um homem muito temente a Deus e em várias situações demonstrou a sua confiança nele. Ao pedir ao rei para ir a Jerusalém e ao confiar que Deus iria protegê-lo e continuar a obra, apesar dos adversários.

Teve uma firme posição como governador. Neemias soube liderar os judeus durante a reconstrução, convocando o povo para a obra, não se intimidando com as ameaças adversárias e reestabelecendo o culto em Jerusalém, bem como as funções eclesiásticas.

Era justo e temente a Deus. Neemias não apenas liderou o povo, mas cuidou da espiritualidade também. Ele reestabeleceu o sacerdócio em Jerusalém, trouxe aos judeus a leitura da Lei, convocou o povo ao arrependimento, não cobrou o salário de governador, devido a pobreza extrema do povo, e eliminou a exploração financeira existente. 

Neemias foi uma referência para o seu tempo, uma vez que ele agiu de forma ética e temente a Deus em um dos períodos mais difíceis para os judeus, que foi a reestruturação de Jerusalém. Devido ao seu grande exemplo, a sua história está nas páginas das Escrituras, para nos inspirar.

Você escolhe chorar de alegria ou tristeza?

 “E todo o povo jubilou com altas vozes, quando louvaram ao Senhor, pela fundação da casa do Senhor. Porém muitos dos sacerdotes, e levitas e chefes dos pais, já idosos, que viram a primeira casa, choraram em altas vozes quando à sua vista foram lançados os fundamentos desta casa; “ Esdras 3:11,12

Quando o templo de Deus foi construído na época de Salomão foi algo glorioso. Diversos utensílios de ouro, madeiras da mais alta qualidade, uma construção grandiosa, que exalava glória. Naquele lugar estava a glória de Deus.

Mas quando o povo se dobrou à idolatria, aos poucos tudo foi sendo demolido. Diversos utensílios foram saqueados por nações inimigas, mas a construção continuava lá, imperial. Até que no ano 586 a.C. Jerusalém foi tomada e o templo destruído. 

Setenta anos mais tarde o povo, que havia sido levado cativo, volta para Jerusalém e o templo é reerguido, a partir da iniciativa de homens santos, como Esdras, Zorobabel, Neemias e outros.

No ano 516 a.C. a construção do novo templo termina. Para alguns era dia de grande alegria ver novamente de pé o templo do Senhor, mas para outros, principalmente os mais antigos que viram o templo construído por Salomão, era motivo de choro, pois o novo templo não se comparava à grandiosidade daquele antigo.

O texto diz que enquanto uns choravam de alegria outros choravam de tristeza e não se podia discernir o choro de alegria do choro de tristeza, tamanha estava a divisão na congregação.

Essa passagem me fez refletir sobre as escolhas que temos a fazer. Aqueles que choravam de alegria estavam gratos pelo que Deus tinha feito por eles, a libertação do cativeiro, a oportunidade de cultuar novamente no templo, a alegria de estar novamente em Jerusalém.

Os que choravam de tristeza se lembravam dos dias antigos. Saíram do cativeiro, mas continuavam cativos da nostalgia e estavam se comportando da forma contrária ao que a Bíblia nos orienta: “Não diga: ‘Por que os velhos tempos foram melhores que os de hoje?’. pois não é sábio fazer esse tipo de pergunta.” Eclesiastes 7:10

Em todo tempo nós temos a oportunidade de nos alegrar ou deixar que a tristeza pelo passado tome conta de nós. Algumas lembranças antigas são muito boas, mas não voltam mais. Precisamos nos desgarrar do passado e viver o que Deus preparou para nós HOJE. Viver contentes com o que Deus nos deu HOJE. Agradecer pelo que vivemos ontem, mas ser ainda mais gratos porque temos a oportunidade de ver o HOJE

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Deixando de lado as coisas do Senhor


Acaso, é tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas? Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado. Ageu 1:4‭,6


Após o exílio babilônico e a destruição do Templo em Jerusalém, setenta anos se passaram conforme Deus havia declarado aos profetas. Após esse período, o templo passou a ser novamente reconstruído, mas o povo não estava tão empenhado e empolgado com essa tarefa. E para exortar contra essa prática foi escrito o livro do profeta Ageu, que criticou o povo por não estar reconstruindo o templo.

O povo dizia não ser ainda o tempo da reedificação da Casa do Senhor, mas na verdade essa era apenas uma desculpa para a procrastinação do povo, que gastava seu tempo com as suas casas enquanto a casa do Senhor estava em ruínas. E por essa atitude, o povo não prosperava e tudo o que eles faziam não tinha sucesso. 

Parece ser um fato tão atual dos nossos dias, onde estamos correndo de um lado para o outro com as nossas coisas e deixando de lado as coisas do Senhor. Para as coisas de Deus procrastinamos, mas para as nossas queremos agilidade.

E por isso que tantas coisas parecem não ir para frente, porque negligenciamos a ordem de Deus dada em Mateus 6:33 de que as coisas de Deus devem estar em primeiro lugar e as demais serão acrescentadas. Algumas pessoas trabalham, correm e fazem tanto, mas nunca têm nada.

O Templo estava em ruínas, será que temos deixado a obra do Senhor às traças? Que a realidade dos tempos de Ageu não seja também a nossa.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Quem foi Esdras?

Texto de referência: Esdras 7-10


Esdras foi um escriba, versado na Lei de Moisés, da descendência de sacerdotes, o qual estava entre os exilados na Babilônia. Quando os setenta anos do exílio se completaram, o rei Dario iniciou a reconstrução do Templo em Jerusalém e enviou alguns judeus de volta à sua terra para reconstruí-la. Nesse período de retorno dos judeus, Esdras foi enviado pelo rei Artaxerxes a Jerusalém.

A função de Esdras nesse retorno do exílio era ensinar ao povo a lei do Senhor, uma vez que eles, vivendo como exilados na Babilônia acabaram por perder esses ensinamentos. Essa função de Esdras foi designada pelo próprio rei, sendo que este ordenou que todo o povo aprendesse e seguisse os ensinamentos do Senhor. O rei também deu a Esdras recursos financeiros, como prata e ouro para utilizar na reconstrução do Templo e da cidade de Jerusalém.

Esdras trabalhou como uma espécie de líder no meio dos reingressantes, tomando a frente de diversas coisas, especialmente aquelas que tratavam da lei do Senhor. Voltaram junto com Esdras para Jerusalém cerca de mil e quinhentos homens e mulheres.

Por fim, Esdras atuou como um sacerdote e intercessor, ao clamar pelo povo que pecou se casando com mulheres estrangeiras, algo proibido por Deus.

Esdras foi um homem de grande relevância na história do povo de Deus, pois ele foi um dos que trabalharam na reconstrução do Templo. Ele também se mostrou um homem de muita fé, ao não abandonar o Senhor, apesar das dificuldades do exílio e de estar em uma cultura pagã.